Tenho depressão e fobia social generalizada, tomo medicamentos há alguns anos, meu psiquiatra já ten

3 respostas
Tenho depressão e fobia social generalizada, tomo medicamentos há alguns anos, meu psiquiatra já tentou sertralina, paroxetina, venlafaxina e escitalopram, todos eles em variadas doses, mas a melhora foi pouca em ambos os quadros, tanto que continuo bem mal, mesmo me medicando todos os dias; As técnicas de TCC não funcionaram pra mim. Existe algum medicamento que possa potencializar o efeito do ISRS que estou tomando?
Olá, existem estratégias de pontecialização dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) sim. O aripiprazol e bexipiprazol sao considerados excelentes opções na potencialização de ISRS. Existem outras boas opções como: bupropiona, quetiapina, risperidona, litio, cetamina.
Existem diversas opções de associações sim.
É uma boa idéia conversar com o profissional da sua confiança para que seja avaliado outras possíveis condições de saúde que possam estar contribuindo para o quadro. Exames laboratoriais ou de imagem podem ajudar conforme a necessidade. Possíveis medicações em uso que possam estar causando interações medicamentosas, etc.

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Olá!
Sim, existem estratégias de potencialização (ou augmentation) para casos de depressão e fobia social resistentes ao tratamento com ISRS.

Quando há resposta parcial, o psiquiatra pode considerar associar outras medicações que atuam em mecanismos complementares.

Também vale revisar se há comorbidades (como ansiedade social intensa, traços de personalidade) interferindo na resposta.
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
Entendo sua frustração. Quando há depressão e fobia social que não respondem bem aos antidepressivos tradicionais, como sertralina, paroxetina, venlafaxina ou escitalopram, mesmo em doses adequadas e com tempo suficiente, considera-se um quadro de resposta parcial ou resistência terapêutica. Nesses casos, existem estratégias de potencialização, em que outro medicamento é adicionado ao antidepressivo principal para ampliar seu efeito. Entre as opções com boa base científica estão os estabilizadores do humor, como lamotrigina ou lítio, que podem melhorar a regulação emocional; os antipsicóticos atípicos em baixas doses, como aripiprazol, quetiapina ou olanzapina, que ajudam na ansiedade e no humor; e a bupropiona, que atua na dopamina e noradrenalina, podendo trazer mais energia e motivação, além de reduzir sintomas sociais. Outras possibilidades incluem o uso de buspirona, mirtazapina ou modafinil, conforme o perfil individual. Em casos mais resistentes, terapias como cetamina ou esketamina, estimulação magnética transcraniana e abordagens psicoterápicas diferentes, como terapia focada em esquemas ou baseada em compaixão, podem ser indicadas. Recomendo conversar com seu psiquiatra sobre essas opções para avaliar qual combinação pode ser mais adequada e segura para você. Se quiser, posso te explicar melhor como cada uma dessas estratégias atua e quais costumam ter melhores resultados no seu tipo de quadro.

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