tenho fibrilação atrial, o cardiologista solicitou para fazer ablação, será que resolve o problema(

Tenho fibrilação atrial, a ablação oferece algum risco e pode resolver meu caso?

1 resposta


A maior complicação da fibrilação atrial é neurológica: AVC. Usamos alguns indicadores para saber quem é o paciente de maior risco de sofrer AVC devido à fibrilação atrial e após isso decidimos se o paciente precisará de alguma medicamento (antiagregante, anticoagulante ou nenhum mesmo). Visto este ponto fundamental, decidiremos se o paciente ficará "cronicamente" com a arritmia e neste caso vamos apenas controlar os batimentos cardíacos ou se queremos restaurar o ritmo considerado "normal" , chamado ritmo sinusal. Quando decidimos por este caminho, há formas de fazer isso: medicamentos, "choque" com medicamentos e ablação. Reservamos a ablação para os casos refratários aos medicamentos: ainda não atingimos as mesmas taxas de sucesso que temos em ablações de outros tipos de arritmias, existe chance de recorrência e sim, respondendo a sua pergunta, sempre que falamos de um procedimento invasivo (cateteres que entram pelas veias até o coração) há riscos inerentes ao procedimento. Esses riscos são menores quanto maior a experiência do profissional que está realizando o procedimento e nos últimos anos a técnica de ablação de fibrilação atrial melhorou e com isso as taxas de sucesso também. A ablação pode resolver sim seu caso, apenas observando as ressalvas que citei anteriormente.

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