Tenho problemas com compulsão alimentar e sou relutante quanto a fazer terapia mas quero tentar para
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Tenho problemas com compulsão alimentar e sou relutante quanto a fazer terapia mas quero tentar para poder melhorar. Dito isso, olhando as opções do meu convenio eu só tenho a opção psiquiatia (outras opções como psicologia e psicoterapia não estavam liberadas para mim).
Uma consulta com o psiquiatra também vale ou eu teria que ir especificamente para um psicólogo? Eu não entendo bem a diferença.
Obrigada a quem responder!
Uma consulta com o psiquiatra também vale ou eu teria que ir especificamente para um psicólogo? Eu não entendo bem a diferença.
Obrigada a quem responder!
Sim, o psiquiatra é essencial: trata a base neurobiológica da compulsão com medicações que regulam o impulso e a saciedade. Além do diagnóstico, o médico pode emitir laudos para facilitar a liberação da psicoterapia pelo convênio. É o primeiro passo ideal para estabilizar seu quadro.
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Um psiquiatra pode te ajudar entendendo melhor o seu quadro e, se necessário, prescrever uma medicação para controle de sua sintomatologia. No entanto, o acompanhamento com profissional também é de suma importância nesses casos, são profissionais que trabalham de maneira complementar.
Entendo muito bem essa resistência à terapia — e não vou te empurrar para ela agora. Mas quero te oferecer um caminho real.
A compulsão alimentar raramente é só "falta de força de vontade". Na maior parte das vezes, ela tem componentes biológicos que precisam ser investigados: desregulação de serotonina e dopamina (que controlam saciedade e recompensa), resistência à insulina com picos e quedas de glicemia que literalmente provocam fome compulsiva, privação de sono que aumenta grelina (hormônio da fome) e reduz leptina (hormônio da saciedade), e deficiências nutricionais que o organismo tenta "compensar" comendo.
Isso significa que antes mesmo de qualquer psicoterapia, há muito que pode ser feito no eixo médico e nutricional para reduzir a intensidade da compulsão: avaliação metabólica, ajuste alimentar estratégico, investigação hormonal e, em alguns casos, suporte medicamentoso específico.
Quem atua na interface entre nutrologia, psiquiatria nutricional e saúde mental consegue trabalhar esses eixos de forma integrada — com ou sem terapia no início. Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente a compulsão ao tratar as causas biológicas que ninguém olhou antes.
(Resposta informativa — não substitui consulta médica.)
A compulsão alimentar raramente é só "falta de força de vontade". Na maior parte das vezes, ela tem componentes biológicos que precisam ser investigados: desregulação de serotonina e dopamina (que controlam saciedade e recompensa), resistência à insulina com picos e quedas de glicemia que literalmente provocam fome compulsiva, privação de sono que aumenta grelina (hormônio da fome) e reduz leptina (hormônio da saciedade), e deficiências nutricionais que o organismo tenta "compensar" comendo.
Isso significa que antes mesmo de qualquer psicoterapia, há muito que pode ser feito no eixo médico e nutricional para reduzir a intensidade da compulsão: avaliação metabólica, ajuste alimentar estratégico, investigação hormonal e, em alguns casos, suporte medicamentoso específico.
Quem atua na interface entre nutrologia, psiquiatria nutricional e saúde mental consegue trabalhar esses eixos de forma integrada — com ou sem terapia no início. Muitas pessoas conseguem reduzir significativamente a compulsão ao tratar as causas biológicas que ninguém olhou antes.
(Resposta informativa — não substitui consulta médica.)
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