Tenho tab 2 e faço uso de lamotrigina 100 mg,fui diagnosticado a pouco tempo,de vez em quando bebo c
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Tenho tab 2 e faço uso de lamotrigina 100 mg,fui diagnosticado a pouco tempo,de vez em quando bebo cerveja,a mistura de álcool e lamotrigina tem algum problema? Se não,com quanto tempo posso beber depois de tomar a lamotrigina
Sim, a mistura de álcool e lamotrigina é problemática, pois ambos tem efeito sedativo. Slém disto, hoje em dia se sabe que quaisquer quantidades de álcool são prejudiciais à saúde e isto inclui a saúde mental: álcool diminui o efeito dos remédios e, dependendo da frequência, quantidade e sensibilidade da pessoa, pode propiciar desestabilização do quadro de TAB (transtorno afetivo bipolar). A lamotrigina tem uma meia-vida de eliminação longa de 33 horas, o que significa que, a cada 33 horas, a concentração inicial cai pela metade. Assim, o mais seguro é você não beber, durante o uso da lamotrigina e durante seu tratamento. Respostas específicas para seu caso você deve pedir para seu psiquiatra, que conhece os detalhes do seu transtorno e de seu tratamento.
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Entendo sua dúvida, e ela é bastante importante. A lamotrigina é um estabilizador de humor usado no tratamento do transtorno afetivo bipolar tipo 2, e o álcool pode interferir tanto no efeito da medicação quanto no equilíbrio do transtorno.
A mistura não costuma causar uma interação direta grave, mas o álcool pode potencializar alguns efeitos colaterais da lamotrigina, como tontura, sonolência, falta de coordenação e dificuldade de concentração. Além disso, o uso de bebidas alcoólicas em quem tem transtorno bipolar aumenta o risco de instabilidade do humor, recaídas depressivas ou hipomaníacas e piora do tratamento a longo prazo.
Por isso, a recomendação mais segura é evitar o consumo de álcool. Se mesmo assim você decidir beber em situações sociais, o ideal é que seja de forma muito moderada e eventual, nunca diária ou frequente. Quanto ao horário, não há um intervalo específico que “anule” o risco, pois tanto a lamotrigina quanto o álcool permanecem ativos no organismo por várias horas. O que faz diferença é a quantidade ingerida e, principalmente, a frequência desse hábito.
Converse com seu psiquiatra sobre essa questão, para avaliar juntos o impacto do álcool no seu tratamento e buscar estratégias seguras. O mais importante é preservar sua estabilidade e qualidade de vida, lembrando sempre que cuidar é integrar ciência, escuta e afeto.
A mistura não costuma causar uma interação direta grave, mas o álcool pode potencializar alguns efeitos colaterais da lamotrigina, como tontura, sonolência, falta de coordenação e dificuldade de concentração. Além disso, o uso de bebidas alcoólicas em quem tem transtorno bipolar aumenta o risco de instabilidade do humor, recaídas depressivas ou hipomaníacas e piora do tratamento a longo prazo.
Por isso, a recomendação mais segura é evitar o consumo de álcool. Se mesmo assim você decidir beber em situações sociais, o ideal é que seja de forma muito moderada e eventual, nunca diária ou frequente. Quanto ao horário, não há um intervalo específico que “anule” o risco, pois tanto a lamotrigina quanto o álcool permanecem ativos no organismo por várias horas. O que faz diferença é a quantidade ingerida e, principalmente, a frequência desse hábito.
Converse com seu psiquiatra sobre essa questão, para avaliar juntos o impacto do álcool no seu tratamento e buscar estratégias seguras. O mais importante é preservar sua estabilidade e qualidade de vida, lembrando sempre que cuidar é integrar ciência, escuta e afeto.
Olá!
A lamotrigina, usada no tratamento do transtorno afetivo bipolar, não costuma ter interação grave com o álcool. Porém, o consumo de bebida alcoólica pode potencializar efeitos indesejados, como sonolência, tontura e diminuição da atenção. Além disso, no transtorno bipolar, o álcool em si pode atrapalhar a estabilidade do humor, mesmo em pequenas quantidades.
Não há um tempo “seguro” definido entre tomar o remédio e beber, pois a combinação pode variar de pessoa para pessoa. O mais recomendado é evitar ou reduzir ao máximo o consumo de álcool, justamente para proteger o tratamento e diminuir riscos.
Converse com seu/sua psiquiatra, ele/ela poderá orientar de forma individualizada, considerando seu histórico e sua resposta ao medicamento.
Atenciosamente,
Luiza Kohler
A lamotrigina, usada no tratamento do transtorno afetivo bipolar, não costuma ter interação grave com o álcool. Porém, o consumo de bebida alcoólica pode potencializar efeitos indesejados, como sonolência, tontura e diminuição da atenção. Além disso, no transtorno bipolar, o álcool em si pode atrapalhar a estabilidade do humor, mesmo em pequenas quantidades.
Não há um tempo “seguro” definido entre tomar o remédio e beber, pois a combinação pode variar de pessoa para pessoa. O mais recomendado é evitar ou reduzir ao máximo o consumo de álcool, justamente para proteger o tratamento e diminuir riscos.
Converse com seu/sua psiquiatra, ele/ela poderá orientar de forma individualizada, considerando seu histórico e sua resposta ao medicamento.
Atenciosamente,
Luiza Kohler
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