Tenho TDAH. Tomava ritalina de 60mg, ela era boa para mim, mas me dava muita dor de cabeça e muita a

3 respostas
Tenho TDAH. Tomava ritalina de 60mg, ela era boa para mim, mas me dava muita dor de cabeça e muita alteração de humor. Minha médica passou para o Venvanse. Parei a ritalina (60mg) num dia e já iniciei o venvanse (30mg) no outro, como ela pediu. Porém achei a dose muito baixa e voltei a ficar com sintomas do tdah altíssimos. Ela aumentou para 50mg, tomo pela manhã, mas por algum motivo (assim como o venvanse de 30mg) da hora do almoço em diante (antes mesmo de almoçar), vem uma queda de energia e motivação grandes, sono e paralisia executiva. Antes disso, sinto como se o venvanse começasse a fazer efeito, começo a ter um pouco de motivação (mais baixa) e no momento que começo a sentir uma tranquilidade no peito, parece que algo "corta" o início dos efeitos positivos e caio completamente. É como se o venvanse começasse a me fazer me sentir até melhor do que com a ritalina, mas não consegue atingir potnecial. Faz 2 semanas que estou nessa troca. 2 semanas com o de 30mg e 1 dia com o de 50mg. Alguém sabe dizer porque?
Tomo venlafaxina e bupropiona pela manhã (já tomava antes com a ritalina).
Dr. Ronney Eustorgio Machado
Psiquiatra, Médico perito
Guará
Saudações. Isso pode acontecer por alguns motivos comuns na troca. O Venvanse tem início mais lento e efeito mais “suave” que a Ritalina, e nas primeiras semanas o cérebro ainda está se readaptando após a suspensão de um estimulante de ação curta em dose alta (60 mg de metilfenidato). Essa “queda” perto do almoço costuma estar relacionada a rebote parcial, metabolismo mais rápido da medicação ou a uma interação funcional com a venlafaxina e a bupropiona, que também modulam dopamina e noradrenalina e podem influenciar a percepção do efeito.
Além disso, 1 dia em 50 mg é insuficiente para avaliar resposta clínica. Em geral, são necessárias 3 a 4 semanas em dose estável para entender se o efeito vai se sustentar ao longo do dia. Se o padrão persistir após esse período, sua médica pode avaliar ajustes de dose, horário ou estratégia complementar. Isso não significa que o Venvanse não funcione, mas que a adaptação ainda está em curso. Espero ter contribuído.

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Isso pode acontecer, sim, e não significa que o Venvanse “não funcione” para você. Na troca do metilfenidato para a lisdexanfetamina, o cérebro passa por um período de adaptação, ainda mais vindo de uma dose alta de Ritalina (60 mg). O Venvanse tem um início mais gradual e um perfil mais “limpo”, sem picos, então muita gente sente menos ativação inicial e estranha essa diferença. A sensação de começar a melhorar e depois “cair” perto do almoço pode estar relacionada a dose ainda insuficiente para o seu metabolismo, ao tempo de conversão da medicação no organismo ou à interação com a venlafaxina e a bupropiona, que também atuam em noradrenalina e dopamina. Duas semanas ainda é pouco tempo para concluir falha terapêutica, especialmente com apenas um dia na dose de 50 mg. Esse tipo de ajuste costuma exigir tempo, observação e, às vezes, novas estratégias de dose ou horário. O mais importante é manter o acompanhamento com sua psiquiatra, relatar exatamente essa curva de efeito e não fazer ajustes por conta própria. Isso é comum na prática clínica e, na maioria das vezes, tem solução.
Entendo sua frustração pois essas oscilações são comuns no início do Venvanse.
De forma objetiva: o efeito do Venvanse pode começar bem, mas cair antes do esperado, especialmente nas doses iniciais, e a adaptação ao organismo leva algumas semanas. A queda de energia e paralisia executiva à tarde pode estar relacionada à duração do efeito do estimulante e à interação com venlafaxina e bupropiona.
Não ajuste a dose sozinho.
O ideal é agendarmos uma consulta psiquiátrica, para avaliar dose, horário e interação medicamentosa, garantindo maior eficácia e segurança no controle dos sintomas do TDAH.

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