Tenho toc, e atualmente tomo a dosagem máxima de fluoxetina. Não sinto uma melhora significativa, pe
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Tenho toc, e atualmente tomo a dosagem máxima de fluoxetina. Não sinto uma melhora significativa, pensando em pedir ao psiquiatra pra trocar para sertralina.
A sertralina é tranquila em evitar ganho de peso, ou existe essa reação adversa?
Como já estou um pouco acima do peso, tenho esse certo receio.
A sertralina é tranquila em evitar ganho de peso, ou existe essa reação adversa?
Como já estou um pouco acima do peso, tenho esse certo receio.
A sertralina não é uma medicação com efeito colateral comprovado de aumento de peso, apesar de algumas pessoas terem esta queixa (ou seja, é possível que, nestes casos, o aumento de peso tenha outra causa). Mas, a fluoxetina tem esta mesma característica. Não cabe ao paciente, do ponto de vista técnico, pedir uma troca de medicação (mesmo que, do ponto de vista ético, seja um direito dele(a)), pois os critérios para troca exigem conhecimento técnico. Fale com seu psiquiatra, explique que não está sentindo efeito suficiente e ele sugerirá o tratamento (por exemplo, por vezes se pode manter a fluoxetina e acrescentar uma outra medicação). Além disto, a terapia cognitivo-comportamental pode ser necessária, como adição, na maioria dos casos mais graves.
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Dá pra alinhar expectativa com realidade sem “mística” — e isso costuma ajudar muito iniciantes a manter consistência.
1) É realista sentir relaxamento profundo (teta) logo no começo?
É possível, mas não é a regra. Para iniciantes, o mais comum é perceber:
• um relaxamento leve a moderado, com queda de tensão muscular e desaceleração do pensamento (muitas vezes associado a aumento de alfa, mas isso varia muito);
• e oscilações: um dia “encaixa”, outro dia fica agitado — isso é normal.
Além disso, “alfa” e “teta” não são “níveis” que você sobe como uma escada. A atividade elétrica do cérebro flutua por momentos e depende de sono, estresse, cafeína, expectativa, respiração etc. Em estudos com OM em meditadores iniciantes, já se observam mudanças em bandas de EEG após a prática, mas isso não significa que a pessoa necessariamente “sinta” um estado profundo sempre.
Regra clínica útil: não “perseguir teta”. O melhor marcador de progresso é reduzir reatividade (você volta mais rápido ao eixo) — não ter uma experiência perfeita toda vez.
2) Se não senti calma no 1º dia, significa que não teve efeito?
Não. Especialmente no começo, é comum você não perceber mudanças grandes, mesmo que o treino esteja acontecendo.
O que costuma ocorrer “por baixo do capô” (de forma sutil) inclui:
• treino de atenção (voltar ao mantra quando a mente foge);
• início de condicionamento de um padrão mais calmo de respiração e postura;
• com consistência, tendência a melhorar regulação emocional e estresse percebido.
Do ponto de vista de evidência clínica, programas de meditação/mindfulness mostram redução de ansiedade e estresse em ensaios clínicos e meta-análises (efeito geralmente moderado, não “milagroso”).
Para marcadores autonômicos como variabilidade da frequência cardíaca (HRV), as revisões sugerem possível benefício, mas os resultados são mistos e dependem do protocolo e do perfil da pessoa.
Tradução prática: mesmo sem “calma grande” no dia 1, você pode estar plantando o efeito que aparece como mais tolerância ao estresse ao longo das semanas.
3) Quanto tempo e frequência até ficar consistente e perceptível?
Uma faixa realista (e clinicamente útil) para iniciantes é:
• 10–12 minutos por dia, 5–7 dias/semana, por 4–8 semanas
→ muita gente começa a notar algo como: “durmo um pouco melhor”, “explodo menos”, “volto mais rápido depois de um gatilho”.
• 20 minutos por dia por 8–12 semanas
→ tende a consolidar mais (principalmente se junto de rotina de sono e redução de cafeína/álcool).
E tem uma “dose mínima” ainda mais simples que funciona bem para adesão:
• 5 minutos diários, sem falhar, por 14 dias, só para transformar em hábito (depois você aumenta).
A literatura de meditação com repetição/“mantra” também aponta benefícios em saúde mental em revisões sistemáticas, mas os protocolos variam bastante (tempo, tipo de mantra, instrução), então o mais importante é a consistência.
O mantra funciona melhor mentalmente ou vocalizado?
Depende do objetivo e do seu perfil — e ambos funcionam.
Vocalizado (OM em voz):
• Ajuda iniciantes porque dá um “trilho” sensorial (som + vibração) e geralmente desacelera a respiração.
• Há estudos com OM vocal mostrando mudanças em EEG após a prática em iniciantes.
Mental (silencioso):
• É ótimo quando você quer levar a prática para qualquer lugar e reduzir distrações externas.
• Pode aprofundar mais o treino atencional (manter o “objeto” estável sem apoio do som).
Sugestão clínica simples (sem complicar):
• Comece 1–2 semanas com OM vocal suave (ou sussurrado) por 5–10 min.
• Depois faça 50% vocal + 50% mental.
• No longo prazo, use o modo que te dá mais estabilidade e menos
Um protocolo bem redondo para ansiedade do dia a dia (iniciante)
1. Postura confortável, coluna ereta sem rigidez.
2. 2 minutos respirando mais lento (expiração um pouco mais longa).
3. 6–8 minutos: OM (vocal ou mental).
4. Quando a mente fugir: “notei” → volta pro mantra, sem brigar.
5. 30 segundos finais: perceber o corpo e abrir os olhos devagar.
Espero ter ajudado
1) É realista sentir relaxamento profundo (teta) logo no começo?
É possível, mas não é a regra. Para iniciantes, o mais comum é perceber:
• um relaxamento leve a moderado, com queda de tensão muscular e desaceleração do pensamento (muitas vezes associado a aumento de alfa, mas isso varia muito);
• e oscilações: um dia “encaixa”, outro dia fica agitado — isso é normal.
Além disso, “alfa” e “teta” não são “níveis” que você sobe como uma escada. A atividade elétrica do cérebro flutua por momentos e depende de sono, estresse, cafeína, expectativa, respiração etc. Em estudos com OM em meditadores iniciantes, já se observam mudanças em bandas de EEG após a prática, mas isso não significa que a pessoa necessariamente “sinta” um estado profundo sempre.
Regra clínica útil: não “perseguir teta”. O melhor marcador de progresso é reduzir reatividade (você volta mais rápido ao eixo) — não ter uma experiência perfeita toda vez.
2) Se não senti calma no 1º dia, significa que não teve efeito?
Não. Especialmente no começo, é comum você não perceber mudanças grandes, mesmo que o treino esteja acontecendo.
O que costuma ocorrer “por baixo do capô” (de forma sutil) inclui:
• treino de atenção (voltar ao mantra quando a mente foge);
• início de condicionamento de um padrão mais calmo de respiração e postura;
• com consistência, tendência a melhorar regulação emocional e estresse percebido.
Do ponto de vista de evidência clínica, programas de meditação/mindfulness mostram redução de ansiedade e estresse em ensaios clínicos e meta-análises (efeito geralmente moderado, não “milagroso”).
Para marcadores autonômicos como variabilidade da frequência cardíaca (HRV), as revisões sugerem possível benefício, mas os resultados são mistos e dependem do protocolo e do perfil da pessoa.
Tradução prática: mesmo sem “calma grande” no dia 1, você pode estar plantando o efeito que aparece como mais tolerância ao estresse ao longo das semanas.
3) Quanto tempo e frequência até ficar consistente e perceptível?
Uma faixa realista (e clinicamente útil) para iniciantes é:
• 10–12 minutos por dia, 5–7 dias/semana, por 4–8 semanas
→ muita gente começa a notar algo como: “durmo um pouco melhor”, “explodo menos”, “volto mais rápido depois de um gatilho”.
• 20 minutos por dia por 8–12 semanas
→ tende a consolidar mais (principalmente se junto de rotina de sono e redução de cafeína/álcool).
E tem uma “dose mínima” ainda mais simples que funciona bem para adesão:
• 5 minutos diários, sem falhar, por 14 dias, só para transformar em hábito (depois você aumenta).
A literatura de meditação com repetição/“mantra” também aponta benefícios em saúde mental em revisões sistemáticas, mas os protocolos variam bastante (tempo, tipo de mantra, instrução), então o mais importante é a consistência.
O mantra funciona melhor mentalmente ou vocalizado?
Depende do objetivo e do seu perfil — e ambos funcionam.
Vocalizado (OM em voz):
• Ajuda iniciantes porque dá um “trilho” sensorial (som + vibração) e geralmente desacelera a respiração.
• Há estudos com OM vocal mostrando mudanças em EEG após a prática em iniciantes.
Mental (silencioso):
• É ótimo quando você quer levar a prática para qualquer lugar e reduzir distrações externas.
• Pode aprofundar mais o treino atencional (manter o “objeto” estável sem apoio do som).
Sugestão clínica simples (sem complicar):
• Comece 1–2 semanas com OM vocal suave (ou sussurrado) por 5–10 min.
• Depois faça 50% vocal + 50% mental.
• No longo prazo, use o modo que te dá mais estabilidade e menos
Um protocolo bem redondo para ansiedade do dia a dia (iniciante)
1. Postura confortável, coluna ereta sem rigidez.
2. 2 minutos respirando mais lento (expiração um pouco mais longa).
3. 6–8 minutos: OM (vocal ou mental).
4. Quando a mente fugir: “notei” → volta pro mantra, sem brigar.
5. 30 segundos finais: perceber o corpo e abrir os olhos devagar.
Espero ter ajudado
Tanto a fluoxetina quanto a sertralina são ISRS e ambas podem ser usadas no tratamento do TOC. Quando não há resposta adequada com um, é comum o psiquiatra avaliar troca ou associação.
Sobre peso: a sertralina é considerada relativamente neutra, mas pode haver ganho de peso em algumas pessoas, especialmente no uso prolongado. Não é uma regra — a resposta varia bastante individualmente. A fluoxetina, inclusive, costuma ser uma das mais neutras nesse aspecto.
Sobre peso: a sertralina é considerada relativamente neutra, mas pode haver ganho de peso em algumas pessoas, especialmente no uso prolongado. Não é uma regra — a resposta varia bastante individualmente. A fluoxetina, inclusive, costuma ser uma das mais neutras nesse aspecto.
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