Tentei tomar duloxetina mas dilatou muito minha pupila e alterou minha visão. Foi trocado pelo escit

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Tentei tomar duloxetina mas dilatou muito minha pupila e alterou minha visão. Foi trocado pelo escitalopram e no segundo dia ja estou com os mesmos efeitos, é normal? Seria caso de ir em oftalmologista?
A maioria das vezes que as pessoas reclamam de pupilas dilatadas, trata-se de uma auto-observação enviesada por uma preocupação excessiva com alguma sensação desagradável nos olhos ou por leitura de bula (onde constam dezenas de efeitos colaterais possíveis mas, a maioria, pouco provável). Pupilas dilatadas, mesmo que estejam realmente presentes (pois pupilas normalmente se dilatam e se contraem por variados estímulos), também, podem não ter nenhuma relevância, no sentido de levarem a algum risco. Finalmente, como muitos efeitos colaterais, pode melhorar ou desaparecer com o tempo de uso. Assim, geralmente não há necessidade de se suspender a medicação por este motivo. Mas, logicamente, seu psiquiatra pode ter tido um motivo específico para seu caso para trocar o remédio. O mesmo se pode dizer em relação ao escitalopram. Sem ter examinado você não tenho como orientar conduta ou seja, se há necessidade de ir a um oftalmologista - mas, ir a um oftalmologista periodicamente é bom e ele pode verificar tanto se suas pupilas estão mesmo com alguma dilatação anormal quanto (se for este o caso) verificar causas que podem não ser medicamentosas.

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Bom dia.Os efeitos que você descreve – dilatação da pupila e alteração visual – são efeitos colaterais raros, mas já descritos para antidepressivos como a duloxetina e o escitalopram. Esses medicamentos podem exercer influência sobre os sistemas serotonérgico e noradrenérgico, ocasionando respostas autonômicas, como a midríase. Embora não seja uma reação esperada na maioria dos casos, se você está apresentando esses sintomas de forma consistente, vale investigar se há predisposição para complicações oculares, como irritação ou mesmo risco de glaucoma de ângulo fechado, especialmente se houver dor ocular ou dificuldade visual significativa.
Dada a persistência dos sintomas, uma avaliação oftalmológica pode ser útil para descartar qualquer condição que requeira intervenção. Além disso, monitorar a evolução dos sintomas e identificar se eles se agravam ou se associam a outras alterações pode ajudar a orientar a conduta terapêutica.
Apesar da dilatação pupilar ser um efeito comum de antidepressivos, sintomas como "alteração da visão" são considerados fatores de alarme para condições oftalmológicas mais sérias, como glaucoma de ângulo fechado. Dessa forma, é necessário ter uma avaliação oftalmológica de forma rápida e, dependendo do quadro, uma avaliação conjunta com médico psiquiatra e o oftalmologista sobre a sua medicação.

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