Tive duas convulsões tomando bupropiona 150mg XL duas vezes ao dia. O remédio me fez muito bem: melh
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Tive duas convulsões tomando bupropiona 150mg XL duas vezes ao dia. O remédio me fez muito bem: melhorei do desânimo, consegui parar de fumar e tive mais disposição e qualidade de vida. Fui orientado a suspender, mas sinto falta dos efeitos positivos. Existe alguma forma segura de continuar a bupropiona, talvez com anticonvulsivante associado? Ou há algum medicamento semelhante que traga benefícios parecidos sem o mesmo risco?
A bupropirona realmente pode abaixar o limiar convulsivo, isto é, "facilitar a ocorrência de convulsões", mesmo em pacientes sem histórico prévio. Ela tem vários pontos positivos porém existem medicações que possam melhorar esses sintomas ou até mesmo a possibilidade de adicionar um anticonvulsivante, dependendo do caso. Mas existem outras medicações que podem ajudar nesse caso, sem o risco da bupropiona. Espero ter ajudado.
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Antes de mudar de medicação ou acrescentar outra, eu deixaria sem o medicamento por 2 semanas e retornaria com uma dose menor e faria uma observação clínica se estaria funcionando para mantê-lo em abstinência do tabaco e trazendo os benefícios que relatastes.Se sim, continuaria em dose menor ,se não, teríamos que pensar em outras estratégias. Além disso uma pesquisa sobre antecedentes epiléticos ou não,talvez até com pedido de EEG.(eletroencefalograma).
Olá! Na psiquiatria o recomendado é o mínimo de medicação possível. E as convulsões são efeitos colaterais graves e perigosos. Por isso a suspensão da medicação foi recomendada. Pode ser feito uma avaliação conjunta com neurologista para avaliar a prescrição de somente um comprimido por dia quando é realmente necessário. No entanto, em vista dos efeitos colaterais e dos potenciais benefícios, que podem ser considerados "não tão necessários", pode ser usado outras medicações que tem potencial menor de causar convulsões. Eu sei, mesmo que para você os benefícios pareçam muito tentadores a preocupação médica com as convulsões é muito alarmante para ser ignorada ou levada levianamente. O melhor é uma avaliação em consultório.
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