Tô fazendo o desmame da duloxetina de 30 mg.tirei ela de uma vez,sinto alguns efeitos colaterais com

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Tô fazendo o desmame da duloxetina de 30 mg.tirei ela de uma vez,sinto alguns efeitos colaterais como dor de cabeça.mas confesso que com ela sentia muito cansada.agora sinto melhor as disposta,mas eu.a pergunta é quanto tempo pro organismo voltar ao normal após o desmame?e os efeitos colaterais quanto tempo fica no organismo?
Olá!
A retirada da duloxetina não deve ser feita de forma abrupta porque ela costuma causar sintomas de descontinuação, como dor de cabeça, tontura, irritabilidade e sensação de choque na cabeça.
Quando a suspensão é feita de uma vez, esses sintomas podem durar de alguns dias até 2 a 4 semanas, dependendo de cada organismo.
A tendência é melhorar progressivamente conforme o corpo se ajusta à ausência da medicação.
Se os sintomas estiverem leves e melhorando aos poucos, isso é esperado.
Mas, se estiverem fortes ou persistentes, é importante conversar com seu psiquiatra, pois às vezes é necessário retomar uma dose mínima e fazer o desmame de forma gradual, o que reduz bastante os incômodos.
O fato de você se sentir mais disposta agora é comum, a duloxetina pode realmente causar cansaço em algumas pessoas.

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Essa situação exige uma orientação técnica imediata e cautelosa, pois a interrupção abrupta da Duloxetina (um Inibidor da Recaptação de Serotonina e Norepinefrina – SNRI) é fator de risco para a Síndrome de Descontinuação.
Assim, requer uma análise técnica e, posteriormente, a orientação assertiva:
A - A interrupção de 30 mg de Duloxetina "de uma vez" não é o protocolo de desmame recomendado e pode levar a Síndrome de Descontinuação de intensidade severa.
B - A dose de 30 mg deve ser reduzida gradualmente e sempre sob supervisão médica, devido à meia-vida relativamente curta da Duloxetina (aproximadamente 12 horas), o que causa uma queda rápida nos níveis de neurotransmissores.
Por conseguinte, você deve entrar em contato com seu médico psiquiatra imediatamente para relatar o desmame abrupto e os sintomas. Seu médico avaliará se a melhor conduta é retomar a dose e iniciar um tapering mais lento (ou desmame mais lento), ou se é seguro apenas monitorar a descontinuação atual.
A interrupção da duloxetina de uma vez pode causar sintomas de retirada, como dor de cabeça, tontura, mal-estar ou irritação, mesmo em dose de 30 mg. Em muitas pessoas, esses sintomas tendem a melhorar em alguns dias e, em geral, costumam se estabilizar ao longo de 1 a 3 semanas, embora esse tempo possa variar de pessoa para pessoa. O remédio é eliminado do organismo em poucos dias, mas o sistema nervoso leva um pouco mais de tempo para se readaptar.

Como você percebe melhora na disposição, mas ainda sente efeitos incômodos, o ideal é conversar com o médico que te acompanha para avaliar se a evolução está dentro do esperado e se seria necessário ajustar a forma de desmame. Não é recomendado retomar ou modificar a dose por conta própria.
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
Quando se faz a interrupção abrupta da duloxetina, é comum surgir sintomas conhecidos como síndrome de descontinuação, que incluem dor de cabeça, tontura, náusea, ansiedade leve, alterações de sono e sensação de mal-estar geral. Isso acontece porque o cérebro precisa se readaptar à ausência do medicamento, especialmente dos efeitos da serotonina e noradrenalina que a duloxetina modulava.

No seu caso, você relata melhora na disposição, o que é positivo, mas os efeitos colaterais podem continuar alguns dias. A boa notícia é que, como a duloxetina tem meia-vida relativamente curta (cerca de 12 horas), a maioria dos sintomas de descontinuação começa a melhorar dentro de 3 a 7 dias, e na maior parte das pessoas desaparece em 1 a 2 semanas. Em casos mais sensíveis, pode levar até 3 semanas para o organismo se estabilizar completamente.

O corpo costuma “voltar ao normal” gradualmente, ou seja, energia, humor e sono vão se ajustando ao longo desse período. Enquanto os sintomas estiverem presentes, é importante manter cuidados com sono, hidratação, alimentação equilibrada e evitar álcool, pois ajudam a reduzir mal-estar.

Se os sintomas forem muito intensos, persistirem por mais de 2 semanas ou houver piora, é fundamental procurar o psiquiatra, que pode orientar estratégias de suporte ou, em alguns casos, recomendar uma redução mais gradual em vez de interrupção abrupta.

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