Tomo 2 comprimidos de rivotryl de 2.0 mg todas as noites antes de dormir há 12 anos. Quais riscos co

Tomo 2 comprimidos de rivotryl de 2.0 mg todas as noites antes de dormir há 12 anos. Quais riscos corro com a continuidade desse medicamento? Grata!

2 respostas


Olá, você está fazendo uso de uma dose muito elevada deste medicamento, isso pode ser um sinal de início do processo de tolerância (precisar de doses mais altas para obter o mesmo efeito), o que é comum em pacientes que usam este tipo de medicamento. Possivelmente, no dia seguinte sua cognição (atenção, memória, raciocínio, etc..) esteja prejudicada. Aliás, alguns estudos sugerem que uso prolongado de Rivotril e outros medicamentos Benzodiazepínicos aumentam o risco de Demência e de fratura de fêmur, devido a quedas. Por isso, sugiro você procurar um profissional para encontrar alternativas mais eficazes e com menor potencial de dano para tratar sua insônia do que o uso do Rivotril ou qualquer outro medicamento "faixa preta".

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O Rivotril* (clonazepam) faz parte do grupo de medicações chmadas de benzodiazepínicos, que inclui a maioria das medicações popularmente chamadas de "tarja preta". O uso destas medicações pode levar a problemas de coordenação motora, piora dos comportamentos reflexos, quedas e, sobretudo, dificuldades de memória. Modernamente, recomenda-se seu uso por um máximo de 4 a 6 semanas, para ansiedade e duas semanas, para insônia. Infelizmente, nem todos os médicos sabem disto e acabam deixando a pessoa tomar a medicação por períodos prolongados. O uso prolongado deste tipo de medicação, sobretudo em doses altas (e 4 mg é uma dose bastante alta), pode levar a prejuízos de memória sérios e existem estudos que sugerem que podem até facilitar o aparecimento de quadros demenciais (aqueles no qual pessoas idosos perdem a memória e têm comportamentos totalmente alterados). Infelizmente, há também evidências de que, quando usados em longo prazo, os prejuízos da memória podem não desaparecer totalmente mesmo quando a pessoa para de tomar. Assim, sem dúvida, você deve procurar seu médico para retirar esta medicação. Como ela cria hábito, não é possível tirá-la de uma vez, pois pode haver riscos até de convulsões. A retirada deve ser gradual. Apesar desta retirada, do ponto de vista de segurança, poder ser feita até com 50% da dose a cada dois dias, dificilmente uma pessoa que não esteja internada tolera retiradas tão rápidas. Assim, a retirada deve ser bem lenta, personalizada para cada paciente. Em alguns casos, retiro 0,5 mg por semana ou mesmo a cada duas semanas. Provisoriamente, em alguns casos, é possível dar medicações mais seguras para a insônia. As mais usadas são a mirtazapina e a trazodona, mas APENAS SOB ORIENTAÇÃO MÉDICA, de acordo com cada paciente (por exemplo, em pacientes bipolares isto pode ser desaconselhável). Finalmente, é importante tratar a causa da sua insônia, pois todas elas têm causa. As causas são as mais diversas, passando por problemas respiratórios ou ambientais, até depressões ou transtornos de ansiedade.

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