Tomo zolpidem e Rivotril 6 mg. E não durmo. Isso mesmo...já estou em 6 mg de Rivotril. E as vezes 20

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Tomo zolpidem e Rivotril 6 mg. E não durmo. Isso mesmo...já estou em 6 mg de Rivotril. E as vezes 20 mg de zolpidem. Nada de sono. Igual a água com açúcar. O que fazer?
Deve procurar um(a) psiquiatra que entenda de transtorno de uso de subtâncias e insônia. A insônia pode ter muitas causas e, para tratar a insônia, devem ser tratadas as causas. Inclusive, uma das causas são hábitos de sono errados, que são tratados com técnicas de higiene do sono e abordagem cognitivo-comportamental. É frequente que as medicações que as pessoas usam para dormir percam o efeito sedativo, com o tempo. O uso prolongado dessas medicações, sobretudo nas altas doses que você está tomando, traz vários riscos, inclusive de prejuízos para a memória que em parte podem ser irreversíveis, mesmo se a medicação for suspensa.

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Boa tarde, como o colega comentou, realmente seria interessante fazer uma avaliação com psiquiatra especialista em sono. Existem diversos tipos diferentes de insônia. Cada uma delas exige uma intervenção específica, e responde melhor a um modo de tratamento. O zolpidem é uma medicação hipnótica utilizada em um caso peculiar de insônia, e não costuma ser eficaz na insônia crônica. O Rivotril (clonazepam) é uma medicação da classe dos benzodiazepínicos, um grupo que vem caindo em desuso devido aos riscos associados. Esta medicação não é primeira linha para tratamento de insônia, e tem potencial de desencadear dependência, ou seja: são necessárias doses cada vez maiores para alcançar o efeito esperado. Só quem tem insônia sabe a angústia que é não conseguir ter uma boa noite de sono, mas atualmente temos um bom repertório terapêutico para te ajudar neste processo.
O que você descreve merece bastante atenção. Você já está usando uma dose alta de clonazepam e também ultrapassando a dose recomendada de zolpidem em alguns momentos, e isso aumenta risco de dependência, tolerância, prejuízo de memória, alterações cognitivas, quedas, além de outros efeitos importantes. Quando o organismo se acostuma com essas medicações, elas podem realmente passar a ter pouco efeito no sono, levando a um ciclo de aumento de dose cada vez mais perigoso. Nessa situação, o mais importante não é aumentar ainda mais as medicações para dormir, e sim fazer uma reavaliação completa do caso com um psiquiatra. Muitas vezes é necessário reorganizar o tratamento da insônia, investigar ansiedade, depressão, hábitos de sono, uso de estimulantes e até a própria dependência aos hipnóticos. Não faça ajustes sozinho e evite aumentar as doses por conta própria, porque isso pode trazer riscos sérios à saúde. O uso abusivo e sem acompanhamento do zolpidem e do Rivotril podem levar a dependência física e psíquica, e, às vezes, é necessário a internação psiquiátrica.

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