Um jejum prolongado altera as ondas cerebrais tem algum efeito nas ondas cerebrais mesmo sem sonolên

Um jejum prolongado altera as ondas cerebrais tem algum efeito nas ondas cerebrais mesmo sem sonolência nenhuma as ondas lentificam?

12 respostas


Sim, um jejum prolongado pode alterar a atividade elétrica cerebral, mas isso não significa que as ondas obrigatoriamente ficarão lentas. A ausência de sonolência não exclui hipoglicemia ou alterações discretas no EEG, mas uma lentificação difusa significativa exige investigação de outras causas: medicamentos, privação de sono, alterações metabólicas, epilepsia, infecção ou problemas neurológicos.

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Sim. O jejum prolongado pode alterar a atividade cerebral, mas não necessariamente causa lentificação das ondas em uma pessoa saudável. Essa lentificação é mais provável quando o jejum provoca queda importante da glicose (hipoglicemia), podendo ocorrer mesmo sem sonolência. Se apareceu lentificação em um EEG, não deve ser atribuída apenas ao jejum sem avaliar outras causas.

Bianca Gonçalves

Bianca Gonçalves

Nutricionista

São Paulo

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Olá! Sim, mesmo sem sonolência o jejum prolongado pode lentificar as ondas cerebrais.


Sim. Jejum prolongado pode alterar a atividade cerebral e, em algumas situações, favorecer lentificação das ondas, especialmente se houver hipoglicemia, desidratação ou desequilíbrio metabólico. Isso pode acontecer mesmo sem sonolência evidente. Porém, não é uma consequência obrigatória do jejum, e depende da duração e das condições da pessoa.

Dra. Claudia Silveira

Dra. Claudia Silveira

Nutricionista

Arroio Do Meio

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Boa tarde, tudo bem? O jejum prolongado pode provocar alterações no metabolismo e na atividade cerebral, principalmente porque o organismo passa a utilizar mais os corpos cetônicos como fonte de energia. Porém, isso não significa necessariamente que as ondas cerebrais vão ficar mais lentas, principalmente se a pessoa está bem, em alerta e sem sintomas. Essas alterações dependem do tempo de jejum e das condições individuais de cada pessoa.


A alimentação tem um papel fundamental na força, energia e recuperação muscular. Quando existe cansaço excessivo ou queda de rendimento, é importante avaliar se a ingestão de calorias, carboidratos e proteínas está adequada ao volume de treino. No caso de histórico de anemia, também é importante investigar exames como hemograma, ferritina, ferro e saturação de transferrina, além de vitamina B12 e folato, porque não é indicado simplesmente suplementar ferro sem confirmar a necessidade. Na alimentação, podemos priorizar boas fontes de proteína e ferro, associando as fontes vegetais de ferro a alimentos ricos em vitamina C para favorecer sua absorção. A hidratação também influencia desempenho e recuperação. Para quem tem dificuldade de beber água, uma estratégia é fracionar ao longo do dia, usar uma garrafa com marcações ou metas por horário e incluir alimentos ricos em água. Durante o treino, a necessidade de líquidos e eletrólitos deve ser individualizada conforme duração, intensidade e quantidade de suor. E esse desequilíbrio de força entre os músculos ou entre os lados do corpo merece também avaliação do profissional de educação física e, quando necessário, do fisioterapeuta ou também ortopedista, porque nem sempre a causa é nutricional.


O jejum prolongado pode provocar alterações metabólicas que influenciam o funcionamento cerebral, mas isso não significa que as ondas cerebrais necessariamente ficarão “mais lentas”, principalmente em uma pessoa acordada, sem sonolência e sem outros sintomas. Durante o jejum, o organismo passa por mudanças na disponibilidade de glicose e, com o prolongamento, aumenta a utilização de corpos cetônicos como fonte de energia. Em situações mais intensas, especialmente se houver hipoglicemia ou alterações de eletrólitos, podem ocorrer sintomas neurológicos e até alterações no eletroencefalograma (EEG). Porém, uma lentificação das ondas cerebrais observada em um EEG não deve ser atribuída automaticamente ao jejum. Ela precisa ser interpretada pelo neurologista considerando o tipo de alteração encontrada, os sintomas, o tempo de jejum, medicamentos utilizados e as condições clínicas da pessoa. Do ponto de vista nutricional, jejuns muito prolongados também podem não ser adequados para todas as pessoas. Se você realiza jejuns com frequência ou apresenta sintomas como fraqueza, tontura, dificuldade de concentração ou queda de rendimento, podemos avaliar sua alimentação e a segurança dessa estratégia de forma individualizada. Se desejar, pode agendar uma consulta comigo para fazermos essa avaliação.


Olá tudo bem? sim jejum pode diminuir a atividade das ondas beta, que estão associadas ao estado de alerta ativo, ansiedade e processamento intenso de informações. Além de , os estoques de glicose diminuem e o organismo inicia a produção de corpos cetônicos (cetose) para suprir a demanda energética do cérebro. Dúvidas, só chama Nutri Tatiane Godoi


Pode ser que esteja gerando uma hipoglicemia.


A sonolência pode ser um sinal de redução do estado de alerta e, em algumas situações, acompanhar alterações na atividade cerebral. Porém, ela não é obrigatória para que ocorram mudanças nas ondas cerebrais. Portanto, mesmo estando completamente desperto e sem sonolência, um jejum prolongado pode eventualmente alterar a atividade cerebral, mas isso não significa necessariamente que haverá lentificação das ondas. A interpretação depende do contexto e, quando necessário, é feita por meio de avaliação clínica e exames como o EEG. De forma geral, se durante o jejum surgirem sintomas como tontura, fraqueza importante, confusão ou mal-estar, é recomendado interrompê-lo e procurar orientação médica.


Jejuns prolongados não são indicados como estratégia de saúde ou emagrecimento por conta própria. Eles não apresentam superioridade em relação a uma alimentação convencional bem planejada e podem provocar fraqueza, perda de rendimento, dificuldade para atingir as necessidades nutricionais, desidratação, hipoglicemia e alterações de eletrólitos. O jejum isoladamente não provoca, obrigatoriamente, lentificação das ondas cerebrais em uma pessoa saudável, acordada e com a glicemia preservada. As evidências disponíveis não mostram esse efeito de maneira consistente, principalmente nos jejuns de menor duração. Entretanto, quando o jejum prolongado causa hipoglicemia ou algum desequilíbrio metabólico, o eletroencefalograma pode apresentar redução das ondas mais rápidas e aumento de ondas lentas, como theta e delta. Isso pode acontecer mesmo sem sonolência percebida. Nesse caso, não seria um benefício do jejum, mas um possível sinal de que o funcionamento cerebral está sendo afetado pela falta de glicose ou por outra alteração metabólica. Se um eletroencefalograma mostrou lentificação, não é adequado atribuir o resultado automaticamente ao jejum. O tipo de alteração, os medicamentos utilizados, a privação de sono, a glicemia e outras possíveis causas precisam ser avaliados por um neurologista. Caso o jejum esteja sendo realizado para emagrecimento ou melhora da saúde, um nutricionista pode elaborar uma estratégia alimentar mais segura, eficiente e sustentável, sem a necessidade de passar longos períodos sem comer.

Vinícius Elias

Vinícius Elias

Nutricionista

Rio de Janeiro

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Sim, um jejum prolongado pode alterar a atividade elétrica cerebral, mas é importante separar duas situações. Jejum por si só, sem hipoglicemia: não necessariamente provoca lentificação das ondas cerebrais. Estudos com jejum intermitente em pessoas saudáveis não encontraram aumento consistente das ondas lentas (theta/delta) durante a vigília. Jejum levando a hipoglicemia: aí sim pode ocorrer lentificação do EEG, com aumento relativo de atividade theta/delta e redução da frequência dominante. Isso pode acontecer antes de a pessoa ficar sonolenta ou perder a consciência. Então, respondendo diretamente à sua pergunta: é possível haver alguma alteração no EEG mesmo estando completamente acordada e sem sonolência, principalmente se a glicose estiver suficientemente baixa. A ausência de sonolência não garante que o EEG esteja necessariamente normal.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.