Um médico famoso (mas não é psiquiatra) disse que a hipomania pode ocorrer em várias outras doenças
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respostas
Um médico famoso (mas não é psiquiatra) disse que a hipomania pode ocorrer em várias outras doenças psiquiátricas, é verdade? Se sim, quais são?
Não apenas o transtorno afetivo bipolar pode manifestar-se com o quadro de hipomania. Por exemplo, o uso de corticóide, algumas doenças endocrinometabólicas, o uso de substâncias químicas. Nestes casos tem que ser avaliado o contexto, intensidade dos sintomas, gravidade, nestes casos são quadros secundários. Inclusive quando o paciente tem essa manifestação a depender da idade e primeira manifestação tem que pensar em casos secundários também. Descartado casos secundários avaliar a possibilidade de ser TAB.
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O colega famoso não-psiquiatra está completamente errado, pois quando fazemos o diagnóstico de hipomania e de transtorno afetivo e bipolar temos que excluir o uso de drogas, manifestações de doenças clínicas (endocrinologicas, neurológicas, infecções, dentre outros). Sendo uma condição sine qua non e exclusiva do transtorno afetivo bipolar.
Sua pergunta é bem importante e merece um texto mais longo. Muitos médicos confudem esse tema.
De acordo com a Psiquiatria e os critérios do DSM-5-TR, a hipomania não é uma doença isolada, mas um tipo de episódio que define o diagnóstico de Transtorno Bipolar. No entanto, a confusão mencionada por esse médico ocorre porque os sintomas de "aceleração" física e mental estão presentes em diversos outros quadros, o que exige um diagnóstico diferencial rigoroso.
Embora a hipomania espontânea aponte para o espectro bipolar (tanto no Tipo I quanto no Tipo II), as condições que mais mimetizam esse estado são:
Transtorno de Personalidade Borderline: É o que mais gera confusão. O paciente apresenta picos de euforia e impulsividade que lembram a hipomania, mas essas oscilações costumam durar horas e são reativas a eventos externos. Na hipomania, o estado é sustentado por dias e independe de fatos externos.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): A inquietude, a fala acelerada e a busca por estímulos podem ser confundidas com hipomania. A diferença é que no TDAH esses traços são crônicos (desde a infância), enquanto na hipomania eles representam uma ruptura clara com o comportamento normal da pessoa.
Transtorno Esquizoafetivo: Neste quadro, o paciente apresenta episódios de humor (como a hipomania ou mania) simultaneamente a sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) que ocorrem mesmo na ausência de alteração de humor.
Uso de Substâncias e Medicamentos: O uso de estimulantes (anfetaminas, cocaína) ou até a "virada" causada por antidepressivos em pacientes predispostos pode criar um quadro idêntico à hipomania, mas tecnicamente classificado como induzido por substância.
Ciclotimia: Uma forma crônica e mais leve do espectro bipolar, onde o paciente oscila entre sintomas hipomaníacos e depressivos que não têm intensidade suficiente para fechar o diagnóstico de um episódio maior.
Causas Médicas Orgânicas: Alterações endócrinas, como o hipertireoidismo, podem acelerar o metabolismo a ponto de o paciente apresentar agitação, insônia e fala acelerada, simulando perfeitamente um estado hipomaníaco.
Em resumo: a hipomania "verdadeira" pertence ao espectro bipolar, mas a "aceleração" é um sintoma comum a várias patologias que o psiquiatra precisa separar com precisão.
De acordo com a Psiquiatria e os critérios do DSM-5-TR, a hipomania não é uma doença isolada, mas um tipo de episódio que define o diagnóstico de Transtorno Bipolar. No entanto, a confusão mencionada por esse médico ocorre porque os sintomas de "aceleração" física e mental estão presentes em diversos outros quadros, o que exige um diagnóstico diferencial rigoroso.
Embora a hipomania espontânea aponte para o espectro bipolar (tanto no Tipo I quanto no Tipo II), as condições que mais mimetizam esse estado são:
Transtorno de Personalidade Borderline: É o que mais gera confusão. O paciente apresenta picos de euforia e impulsividade que lembram a hipomania, mas essas oscilações costumam durar horas e são reativas a eventos externos. Na hipomania, o estado é sustentado por dias e independe de fatos externos.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): A inquietude, a fala acelerada e a busca por estímulos podem ser confundidas com hipomania. A diferença é que no TDAH esses traços são crônicos (desde a infância), enquanto na hipomania eles representam uma ruptura clara com o comportamento normal da pessoa.
Transtorno Esquizoafetivo: Neste quadro, o paciente apresenta episódios de humor (como a hipomania ou mania) simultaneamente a sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) que ocorrem mesmo na ausência de alteração de humor.
Uso de Substâncias e Medicamentos: O uso de estimulantes (anfetaminas, cocaína) ou até a "virada" causada por antidepressivos em pacientes predispostos pode criar um quadro idêntico à hipomania, mas tecnicamente classificado como induzido por substância.
Ciclotimia: Uma forma crônica e mais leve do espectro bipolar, onde o paciente oscila entre sintomas hipomaníacos e depressivos que não têm intensidade suficiente para fechar o diagnóstico de um episódio maior.
Causas Médicas Orgânicas: Alterações endócrinas, como o hipertireoidismo, podem acelerar o metabolismo a ponto de o paciente apresentar agitação, insônia e fala acelerada, simulando perfeitamente um estado hipomaníaco.
Em resumo: a hipomania "verdadeira" pertence ao espectro bipolar, mas a "aceleração" é um sintoma comum a várias patologias que o psiquiatra precisa separar com precisão.
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