Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos d
Uma dúvida: em caso de agudização da ansiedade após uso de venlafaxina de 225 mg há mais de 2 anos de estabilidade , bem e sem crises, há a possibilidade de aumentar para 300mg? tive uma crise após uma vasovagal e venho usando o alprazolam de 0,25mg 2x ao dia , vinha em melhora (apetite, sono, angústia… vindo trabalhar, saindo, etc) porém ontem tive uma tontura posicional q iniciou um princípio de quase crise, 20 minutos, q não se estendeu… dormi bem a noite toda e acordei sem angústia. Estou no 17° dia do ajuste do alprazolam para 2x ao dia . Minha médica orientou q vamos esperar no máximo até fechar o 30° dia (1mes) e observar senão iremos aumentar a dose para 300, ou em caso de eu ter algum episódio parecido com de ontem até o 21° dia (3 semanas). E em caso de precisar aumentar, eu irei sentir os mesmos colaterais do início? Praticamente não tive sintomas qnd aumentei de 175 para 225mg mas estava estável na época .
9 respostas
Pelo seu relato, não parece obrigatório aumentar a venlafaxina agora, pois houve melhora global e o episódio foi breve, provavelmente disparado pela tontura e pelo medo de nova crise. A dose de 300mg pode ser considerada apenas em casos selecionados, com sua médica, pois 225mg já é a dose máxima usual
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Pelo que você descreve, sua evolução parece ser positiva, mesmo com algumas oscilações. Após uma nova crise de ansiedade, é comum que o organismo fique mais sensível por um período, e sintomas físicos, como uma tontura, possam desencadear medo de uma nova crise. Quanto ao aumento da dose, essa pode ser uma estratégia em alguns casos quando a melhora não é suficiente, mas a decisão deve ser baseada na evolução clínica, como sua psiquiatra está fazendo. Se houver necessidade de aumentar a dose, não é possível prever se você terá os mesmos efeitos do início do tratamento. Algumas pessoas passam pelo ajuste sem sintomas importantes, enquanto outras apresentam efeitos temporários nas primeiras semanas.
Sim, é possível aumentar a venlafaxina para 300 mg, mas isso depende muito mais da sua evolução clínica atual do que apenas do número da dose. Em casos de agudização de ansiedade após um evento físico desencadeante (como episódio vasovagal ou tontura posicional), muitas vezes o quadro não representa falha do antidepressivo, e sim uma reativação ansiosa reativa ao sintoma corporal, algo comum em transtornos de ansiedade, pânico, depressão, insônia, estresse e transtornos de humor. Sobre o aumento de dose: algumas pessoas podem sim ter novamente efeitos iniciais, como leve aumento de ansiedade, insônia, sudorese ou desconforto gastrointestinal, mas isso não é obrigatório. Como você já tolerou bem o aumento de 175 → 225 mg antes, a chance de repetir efeitos fortes tende a ser menor, embora não seja zero. O fato de você: estar melhorando funcionalmente (sono, apetite, rotina) ter tido apenas um episódio breve e autolimitado e já estar em uso estável de alprazolam com ajuste recente sugere que sua médica está seguindo uma abordagem bem prudente, que é observar até 3–4 semanas antes de mexer na dose, justamente porque oscilações podem ser transitórias. Em psiquiatria, o aumento para 300 mg costuma ser considerado quando há: retorno persistente da ansiedade ou crises prejuízo funcional contínuo ou resposta parcial na dose atual Como você teve um episódio curto e já estabilizou novamente, isso é um dado importante a favor de monitoramento antes de mudança imediata. O ponto central aqui é: em muitos casos, esse tipo de oscilação após um gatilho físico não significa necessidade imediata de ajuste de antidepressivo. Se houver necessidade de aumento, pode haver algum leve retorno transitório de efeitos iniciais, mas geralmente menos intenso do que na fase de introdução, especialmente após uso prolongado e estabilidade prévia.
A venlafaxina, em alguns casos, é usada em doses de até 600 mg, portanto o aumento para 300 mg é válido. A espera para verificar se há repetição dos episódios de ansiedade também está correta. Quando se aumenta a dose, nem sempre os efeitos colaterais aumentam proporcionalmente, mas isto depende da sensibilidade individual.
Olá! Sim, em alguns casos é possível aumentar a venlafaxina para 300 mg quando há retorno dos sintomas. A estratégia de aguardar a resposta ao ajuste do alprazolam antes de aumentar a dose é adequada. Se o aumento for necessário, alguns efeitos colaterais podem ocorrer, mas nem todos os pacientes apresentam sintomas. Como você tolerou bem o ajuste anterior, há uma boa chance de também tolerar esse aumento, caso ele seja indicado.
Sim, em alguns casos a venlafaxina pode ser aumentada de 225 mg para 300 mg, mas essa decisão depende do diagnóstico, resposta prévia, tolerabilidade e avaliação individual do psiquiatra. Em doses mais elevadas, a venlafaxina tende a apresentar ação noradrenérgica mais pronunciada, além do efeito serotoninérgico. Por isso, o aumento pode beneficiar alguns pacientes, mas também exige atenção a efeitos como aumento da ansiedade inicial, náusea, sudorese, insônia, elevação da pressão arterial e aceleração dos batimentos (taquicardia). Entretanto, não é obrigatório que você apresente novamente os mesmos efeitos colaterais do início do tratamento. Quem já utiliza 225 mg há longo tempo e tolerou bem aumentos anteriores pode ter poucos ou nenhum sintoma na passagem para 300 mg, embora isso não possa ser previsto com certeza. Pelo seu relato, há sinais importantes de melhora: sono preservado, despertar sem angústia, recuperação do apetite e manutenção da rotina. Um episódio breve desencadeado por tontura posicional não significa necessariamente falha da venlafaxina ou necessidade imediata de aumento da dose. A evolução global e a frequência das crises são mais informativas do que um episódio isolado. A estratégia descrita pela sua psiquiatra de observar a evolução antes de decidir novo ajuste parece clinicamente coerente. Não modifique as doses por conta própria. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
A possibilidade de ajuste da venlafaxina para doses mais altas, como 300 mg, existe em alguns casos, especialmente quando há sintomas ansiosos persistentes apesar de uma dose previamente eficaz. Entretanto, essa decisão depende da avaliação do psiquiatra, considerando a intensidade das crises, resposta ao ajuste do alprazolam, efeitos adversos e o diagnóstico de base. Como você estava estável há mais de 2 anos com 225 mg e apresentou uma piora após um evento desencadeante (como uma reação vasovagal), é possível que esteja ocorrendo uma desestabilização transitória do sistema de ansiedade, e não necessariamente uma falha da venlafaxina. O fato de você já estar apresentando melhora de apetite, sono, retorno às atividades e redução da angústia é um sinal favorável. Episódios breves de tontura ou sensação inicial de crise podem acontecer durante esse período de recuperação, principalmente em pessoas que ficaram mais vigilantes após uma experiência assustadora. Caso seja necessário aumentar para 300 mg, algumas pessoas podem sentir novamente efeitos de adaptação, como aumento transitório de ansiedade, náuseas, alteração do sono, sudorese, inquietação ou desconfortos físicos. Porém, isso não significa que obrigatoriamente ocorrerão, principalmente porque você já utiliza venlafaxina há longo tempo e tolerou bem aumentos anteriores. A resposta pode ser diferente de quando iniciou o tratamento. O acompanhamento próximo feito pela sua médica, aguardando a evolução até cerca de 3 a 4 semanas do ajuste do alprazolam, é uma estratégia razoável. É importante observar a tendência geral: frequência das crises, retorno das atividades, qualidade do sono e capacidade de lidar com sensações corporais, e não apenas um episódio isolado. Qualquer mudança de dose deve ser feita com orientação médica.
A possibilidade de ajuste da venlafaxina de 225 mg para 300 mg existe em alguns casos, mas é uma decisão que depende da avaliação do psiquiatra, considerando resposta clínica, tolerabilidade, diagnóstico e presença de sintomas residuais. A dose de 300 mg é uma faixa mais alta e nem todos os pacientes necessitam ou se beneficiam desse aumento. Pelo seu relato, é importante observar que houve uma crise após um evento desencadeante (episódio vasovagal), mas você também descreve sinais de recuperação: melhora do apetite, sono adequado, retorno às atividades e redução da angústia. Um episódio isolado de tontura posicional, sem evolução para uma crise completa, pode representar uma reação de alerta do organismo e não necessariamente uma falha do tratamento. Caso seja necessário aumentar a dose, algumas pessoas podem apresentar novamente sintomas de adaptação, como aumento transitório da ansiedade, inquietação, alteração do sono, náuseas ou sintomas físicos, mas isso não obrigatoriamente acontece. O fato de você ter tolerado bem o aumento anterior de 175 mg para 225 mg é uma informação positiva, embora cada ajuste possa ter uma resposta diferente. O uso temporário de alprazolam, conforme orientação médica, pode auxiliar durante períodos de maior vulnerabilidade, mas o ideal é manter o acompanhamento próximo para definir o momento adequado de redução. A estratégia proposta pela sua médica (observar a evolução até 3–4 semanas antes de decidir) é compatível com a prática clínica, pois permite diferenciar uma oscilação transitória de uma necessidade real de ajuste. Mantenha o acompanhamento e procure antecipar a avaliação se ocorrerem crises mais intensas, piora funcional importante ou retorno persistente dos sintomas.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

