Uso Alprazolan, por anos. Estou diminuindo a quantidade de de uso, tomava manhã e noite; agora, só a

Uso Alprazolan, por anos. Estou diminuindo a quantidade de de uso, tomava manhã e noite; agora, só a noite. Tenho sentido muitas dores na cervical, cabeça, ombro, nuca e péssima sensação nos ouvidos. Pode ser abstinência?

3 respostas


Olá. Nesse caso o ideal é que você busque um psiquiatra para lhe auxiliar e investigar não somente a possibilidade de abstinência da medicação quanto a de estarem relacionados a outros problemas. Não é incomum que pessoas com problemas de ansiedade tenham tensão muscular e dores. Nesse caso seu psiquiatra pode lhe ajudar a substituir a atual medicação por outra que não cause abstinência e menos efeitos colaterais.

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A retirada de benzodiazepínicos ("tarja preta") em geral, como é o caso do Alprazolam, costuma ser banstante difícil, especialmente quando o paciente fez uso por tempo prolongado, visto que são medicamentos que desenvolvem torlerância e dependência, causando ocorrência de sintomas de abstinência na retirada que podem ser variáveis de acordo com cada paciente: dores musculare e de cabeça são bem comuns. O ideal é que seja feita um retirada gradual e uma substituição gradativa simultânea por outro medicamento que não cause dependência.

Dr. Rubens Mario Mazzini Rodrigues

Dr. Rubens Mario Mazzini Rodrigues

Psiquiatra

Santo Antônio Da Patrulha

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Essa é uma situação relativamente comum em pacientes que fazem uso prolongado de Alprazolam e iniciam redução da dose. Os sintomas que você descreve — dores na cervical, nuca, ombros, sensação ruim nos ouvidos, cefaleia e tensão muscular — podem sim estar relacionados ao processo de retirada ou redução do benzodiazepínico, especialmente após uso contínuo por anos. Isso ocorre porque o organismo se adapta à ação da medicação no sistema nervoso central, e durante o desmame pode haver um estado de hiperexcitabilidade neurológica temporária. Do ponto de vista psiquiátrico, sintomas de abstinência podem incluir ansiedade aumentada, irritabilidade, insônia, tensão muscular, sensação de pressão na cabeça, hipersensibilidade sensorial, tontura, desconforto auditivo, crises de ansiedade e até ataques de pânico em alguns casos. Muitas vezes, a musculatura cervical e da mandíbula permanece em estado de contração relacionado ao estresse e ao transtorno de ansiedade, o que pode intensificar dores na nuca e nos ombros. No entanto, é importante lembrar que nem todo sintoma durante o desmame é necessariamente abstinência. Alterações ortopédicas, problemas cervicais, labirintite, bruxismo, tensão crônica e outras condições clínicas também podem coexistir. Por isso, a avaliação médica individualizada é fundamental para diferenciar os quadros e conduzir o desmame de forma segura. Na prática clínica, reduções muito rápidas aumentam chance de sintomas desconfortáveis. O acompanhamento psiquiátrico adequado ajuda a ajustar o ritmo do desmame, controlar ansiedade, melhorar o sono e reduzir riscos de recaída emocional. Estou disponível para acompanhar sua evolução de forma humanizada, baseada em evidências científicas e focada em estabilidade emocional e qualidade de vida.

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