Sofia Mistieri

Psicóloga · Mais sobre as especializações

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Número de registro: CRP SP 233873

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Experiência

Sou psicóloga clínica, formada em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e atuo pela perspectiva psicanalítica. Atendo adolescentes, adultos e idosos, a partir da compreensão de que o sofrimento psíquico não se constitui de forma isolada, mas está atravessado pela história do sujeito, por suas relações e pelas condições sociais e culturais em que sua vida se desenvolve.

Minha trajetória na Psicologia foi construída em diferentes campos de atuação. Trabalhei com mulheres refugiadas, experiência que marcou minha aproximação com questões relacionadas a gênero, maternidade, deslocamento e aos atravessamentos sociais e culturais que incidem sobre a experiência das mulheres. Esse percurso se desdobrou em pesquisa acadêmica: apresentei trabalhos na ABRAPSO como autora e coautora e desenvolvi meu Trabalho de Conclusão de Curso, “Profissionais do Sexo: Profanações da Maternidade”.

Também estive em um projeto social, Praça do Acolhimento, em que realizava atendimentos psicológicos gratuitos semanalmente em três praças do território central de São Paulo. Esse trabalho consolidou meu interesse por uma prática que não dissocia a experiência subjetiva das condições concretas de vida e que reconhece a articulação entre diferentes dispositivos e redes de cuidado.

Além da Psicologia, sou formada em Artes Cênicas pela Escola Superior de Artes Célia Helena. Essa formação integra minha trajetória e meu interesse pelas diferentes formas de expressão, pelas relações humanas e pelos modos como cada sujeito constrói sua experiência.

Na clínica, meu trabalho se orienta pela escuta psicanalítica e pela construção de um espaço em que seja possível investigar aquilo que produz sofrimento, conflito ou impasse, sem reduzir a experiência do sujeito a diagnósticos ou respostas prontas. Tenho especial interesse por questões relacionadas às experiências das mulheres, maternidade e relações de gênero, embora minha prática clínica não se restrinja a esse campo.

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Abordagem terapêutica

Psicanálise

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  • Primeira consulta de psicologia online

    R$ 150

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Dúvidas respondidas

2 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

Olá
É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Sofia Mistieri

Na perspectiva psicanalítica, não existe uma regra absoluta de que o psicólogo jamais possa falar sobre sua vida pessoal. No entanto, são poucos os momentos em que isso se justifica clinicamente. A vida pessoal do analista não precisa ser conhecida pelo paciente, até porque preservar esse espaço também favorece a escuta.

Quando algo da experiência pessoal do profissional aparece, é importante que tenha uma função clínica e esteja relacionado ao que o paciente está elaborando naquele momento. Por exemplo, uma experiência semelhante pode eventualmente ajudar na construção de uma intervenção mais próxima da história daquele paciente. Ainda assim, é preciso cuidado para que a experiência do analista não passe a ocupar o lugar da experiência do paciente.

Na psicanálise, portanto, a questão não é simplesmente “pode ou não pode?”, mas qual é a função dessa fala e a serviço de quem ela está?


tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recent

tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recentemente. Uma questão que me incomoda muito é uma grande fobia social. Gostaria de saber se Terapia Cognitiva Comportamental seria boa para mim.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Sofia Mistieri

A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem que pode ajudar bastante em casos de ansiedade e fobia social, especialmente por trabalhar diretamente com pensamentos, comportamentos e situações que provocam sofrimento.
Pela psicanálise, também podemos pensar essa questão por outro caminho: em vez de olhar apenas para a fobia como um sintoma a ser reduzido, buscamos compreender por que determinadas situações sociais se tornaram tão difíceis para aquela pessoa e que lugar esse sofrimento ocupa em sua história. A ideia é que um sintoma não aparece simplesmente por acaso; ele pode expressar conflitos, experiências e formas singulares de se relacionar consigo e com os outros.
No caso de uma pessoa que recebeu recentemente diagnósticos de TEA e altas habilidades, por exemplo, também pode ser importante elaborar o que esses diagnósticos significaram, como ela se reconhece neles e como foi construída sua relação com o outro ao longo da vida.
Assim, não existe necessariamente uma abordagem “certa” para um diagnóstico. TCC e psicanálise partem de propostas diferentes, e a escolha pode considerar tanto aquilo que você busca na terapia quanto a forma como esse sofrimento se apresenta na sua história. O mais importante é encontrar um profissional que consiga escutar essa experiência para além do diagnóstico.


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Perguntas frequentes