Dra. Aline Rangel

Psiquiatra · Mais sobre as especializações

São Paulo 4 endereços

Número de registro: CRM SP 132102 RQE 39196

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Experiência

Sou médica psiquiatra, psicoterapeuta e atuo na interface da saúde mental com a sexualidade humana. Desde muito cedo, aprendi que cuidar da saúde mental também é aprender a escutar aquilo que, muitas vezes, não encontra palavras: o sofrimento, a diferença, o desejo, a vergonha, os vínculos e as formas singulares de cada pessoa existir no mundo.

Aos 10 anos, eu já dizia que seria psiquiatra. A convivência com meu primo autista, criado comigo como um irmão, me ensinou, ainda criança, que “normalidade” é um conceito estreito demais para acolher a complexidade humana. Essa experiência orienta meu trabalho até hoje, especialmente na interface entre psiquiatria, sexualidade humana, comportamento, vínculos familiares, desenvolvimento e diversidade sexual e de gênero.

Atendo adolescentes e adultos com queixas relacionadas a ansiedade, depressão, transtorno bipolar, transtornos do neurodesenvolvimento, como TDAH e TEA, alterações do sono, impulsividade, compulsão alimentar e compulsões comportamentais, como compras compulsivas, transtorno do jogo, uso problemático de pornografia e comportamento sexual compulsivo.

Também acompanho pessoas com dificuldades ou disfunções sexuais de origem ou componente psicogênico, sofrimento relacionado à sexualidade, conflitos nos relacionamentos e questões ligadas à diversidade sexual e de gênero.

Acompanho pessoas trans, não binárias e outras pessoas que vivenciam incongruência de gênero, em diferentes momentos de seus processos de reconhecimento e afirmação. Esse acompanhamento é afirmativo e não patologizante: busca cuidar do sofrimento quando ele existe, sem transformar a diversidade em diagnóstico, respeitando a autonomia, os vínculos familiares, o contexto social e a singularidade de cada trajetória.

Além do atendimento clínico individual, ofereço orientação a mães, pais e responsáveis diante de questões relacionadas à adolescência, sexualidade, limites, saúde mental e uso de tecnologia. Também realizo supervisão e consultoria institucional em Educação Sexual para escolas e equipes que precisam lidar com esses temas de forma ética, cuidadosa e baseada em ciência.

Cursei Medicina e fiz Residência Médica em Psiquiatria na UFRJ. Tenho formação em Sexualidade Humana pelo IPq/HC-FMUSP, em Farmacodependências e Dependências Comportamentais pelo PROJAD/UNIFESP e em Sono pelo Instituto do Sono/UNIFESP. Tenho mestrado em Psicobiologia e Saúde Coletiva pela UNIFESP e doutorado em Sexualidade, na área de Estudos de Gênero, pela UCES.

Hoje, atuo em serviços que oferecem cuidado afirmativo à população
LGBTQIAPN+, supervisionando residentes de diferentes serviços de residência médica do Estado de São Paulo na interface entre psiquiatria e sexualidade, por meio de uma parceria com o MEC. 

Mantenho meu consultório particular em São Paulo, com foco em psiquiatria e sexualidade humana, e desenvolvo pesquisa em Estudos de Gênero na UCES, na Argentina, investigando as novas configurações do masculino e do feminino no século XXI e suas relações com as compulsões.

Minha escuta foi moldada tanto pela formação acadêmica quanto pela experiência clínica com pessoas reais: histórias atravessadas por sofrimento emocional, compulsões, conflitos sexuais, questões de identidade e aspectos da personalidade. Histórias marcadas por muito silêncio, mas também por um grande desejo de mudança, transformação e de construir uma vida que valha a pena ser vivida.

Atuei por 20 anos no SUS, em contextos que exigiram técnica, presença e responsabilidade ética. Na Casa da Aids (SEAP/HC-FMUSP), observei de perto como a epidemia “desnudou” aspectos do comportamento sexual dos brasileiros e evidenciou que saúde mental e saúde sexual precisam caminhar juntas. Esses campos exigem conhecimento e cuidado especializado: não há espaço para achismos, tampouco para negligência. Educação e saúde sexual são promotoras de saúde e podem contribuir para a prevenção do sofrimento psíquico.

Nos anos de 2016 e 2017, tive a honra de atuar como colaboradora no Ambulatório de Impulso Sexual Excessivo e de Prevenção aos Desfechos Negativos Associados ao Comportamento Sexual (AISEP/IPq-HC-FMUSP). Essa experiência foi um divisor de águas na minha trajetória acadêmica e clínica. Até então, a saúde sexual já fazia parte do meu entendimento sobre o que era saúde mental, mas meu contato com esse campo acontecia principalmente no cuidado de pessoas que viviam com HIV ou haviam sofrido violência sexual. Foi no AISEP que encontrei um mundo até então pouco visível: pessoas que viviam escondidas de si mesmas. Ali aprendi a ouvir: “o meu comportamento sexual me causa sofrimento”. Compreender essa frase em toda a sua complexidade significou, de fato, retirar o comportamento sexual compulsivo da ótica reducionista de um “vício”.

Durante mais de 15 anos, trabalhei com adolescentes em situação de vulnerabilidade psicossocial, incluindo uso problemático de álcool, tabaco e outras drogas, comportamentos disruptivos, violência, negligência, sofrimento psíquico e cumprimento de medida socioeducativa na Fundação Casa.

Essa experiência ampliou minha compreensão sobre adolescência, trauma, sexualidade, vínculos familiares, masculinidades, comportamento e prevenção/ promoção de saúde mental e educação sexual. Também reforçou a importância de um cuidado clínico, parental e institucional (escola, comunidade, serviços, espiritualidade, etc) que considere o impacto das experiências adversas no desenvolvimento emocional e na saúde mental ao longo da vida.

É desse encontro entre ciência, experiência e presença que nasce meu modo de cuidar: sem reduzir ninguém a um diagnóstico, sem desconsiderar sua história e sem perder de vista a possibilidade de mudança.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Educação sexual
  • Transtornos do desejo sexual
  • Disfunções sexuais psicogênicas
  • Transtorno do impulso sexual
  • Transtornos alimentares
  • Transtorno de humor
  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
  • Saúde mental lgbtqia+
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A "PRIMEIRA CONSULTA" ou AVALIAÇÃO INICIAL é realizada com 2 a 3 horas de duração, dividida em 2 ENCONTROS (consultas): serão 2 consultas em dias separados*, para que a Dra Aline possa conhecer a sua história em profundidade, você possa ter tempo de refletir sobre as questões abordadas e, juntos, construírem o melhor projeto terapêutico para suas necessidades individuais.
*Reserve 1:30 h sobretudo para está primeira consulta principalmente.
*A segunda consulta da avaliação inicial será realizada via telemedicina e o intervalo determinado pela Dra. Aline (7 a 15 dias geralmente).

TIPOS DE ATENDIMENTO:
- ATENDIMENTO PRESENCIAL EXCLUSIVAMENTE EM SÃO PAULO - SP ATUALMENTE.
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16/07/2026

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  • Primeira consulta Psiquiatria

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  • Saúde LGBTQIA+

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  • Tratamento para compulsão alimentar

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  • Tratamento para ansiedade de desempenho sexual

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  • Tratamento em transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

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Artigos

Depressão

A depressão é uma condição que vai além da tristeza, muitas vezes se manifestando como uma sensação constante de exaustão e vazio, que rouba a energia e a motivação para realizar até as tarefas mais simples. Ela age silenciosamente, afetando a percepção da realidade e criando uma desconexão com o mundo ao redor. A pessoa pode se sentir como se estivesse carregando um peso invisível, sem forças para lutar contra. As emoções tornam-se difíceis de controlar, e a esperança parece distante. Superar a depressão exige paciência, apoio e um processo contínuo de enfrentamento, além da coragem de buscar ajuda e de enfrentar os desafios internos.


Dificuldades no relacionamento

Melhorar um relacionamento envolve, primeiramente, reconhecer e lidar com padrões de desregulação emocional, que muitas vezes causam reações impulsivas e distantes das necessidades reais do outro. Estratégias eficazes incluem a prática de escuta ativa, onde a pessoa se concentra em entender o que o outro está realmente dizendo, sem pressa de responder ou corrigir. Além disso, é importante expressar emoções de maneira assertiva, evitando exageros ou o silêncio. O reconhecimento das próprias emoções e as do outro reduz mal-entendidos. Estabelecer limites claros e respeitar os do outro também é crucial para evitar sobrecarga emocional e fortalecer o vínculo de confiança no relacionamento.


Dificuldade na tomada de decisões

A dificuldade em tomar decisões pode surgir de diversos fatores, como o medo de errar, a preocupação com as consequências ou a sobrecarga de opções. Muitas vezes, a indecisão está ligada à falta de confiança nas próprias escolhas ou ao desejo de evitar a responsabilidade por um possível fracasso. A insegurança também pode ser alimentada por experiências passadas de escolhas mal-sucedidas ou críticas externas. Além disso, a busca pela perfeição, a necessidade de agradar aos outros ou o medo de mudanças podem agravar o processo decisório, gerando bloqueios e paralisia.


Dificuldade com organização e planejamento

A dificuldade de organização e planejamento pode gerar um ciclo de frustração e procrastinação, onde as tarefas parecem sempre fora de controle. Esse conflito não está apenas ligado à falta de tempo, mas a uma falta de estrutura e foco. Muitas vezes, as pessoas tentam abarcar diversas tarefas sem priorização, o que leva a uma sensação constante de sobrecarga. Superar essa dificuldade exige a implementação de métodos práticos, como a definição clara de metas e a divisão de grandes projetos em etapas menores. Com a adoção de abordagens mais eficazes, é possível retomar o controle, aumentar a produtividade e, principalmente, a confiança em si mesmo e a autoestima.


Compulsão alimentar

A compulsão alimentar é um transtorno que vai além da simples ingestão de alimentos em excesso. Envolve comer descontroladamente, mesmo sem fome, em resposta a situações de estresse, frustração e/ou até mesmo em momentos de êxito, sem prazer genuíno no ato. Esse comportamento pode ser inconsciente inicialmente e surge, muitas vezes, como uma tentativa de regular tensões emocionais e exigências da vida cotidiana. Embora os pacientes frequentemente busquem dietas para controlar o problema, o tratamento psiquiátrico foca nas questões emocionais subjacentes, ajudando a pessoa a entender e regular os impulsos, melhorar a relação com a comida, seu corpo e a autoestima.


Depressão

O transtorno bipolar é cada vez mais reconhecido como um "espectro" de humor, e a depressão bipolar, uma das formas mais desafiadoras, tem sido foco de intensas pesquisas. Muitos pacientes são diagnosticados erroneamente com depressão unipolar, o que leva a tratamentos inadequados e prejudica sua qualidade de vida. A depressão bipolar pode apresentar sintomas atípicos e requer uma abordagem diferenciada, com o uso de estabilizadores de humor. A psicoterapia também é fundamental, ajudando na gestão dos episódios e na prevenção de recaídas, visando uma vida equilibrada.

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Destaque

  • M

    Marcio Cursino

    Dr. Aline literalmente salvou a minha vida. Ela me encontrou num estado misto de depressão e agitação com pensamentos suicidas. Hoje vivo minha vida com força, vontade e alegria. Uma psiquiatra que se importa de verdade com seus pacientes de forma profundamente humana.

     • Telemedicina Consulta Psiquiatra  • 

  • A

    Ana

    Ótima consulta! Isso é o que chamo de atendimento com foco na saúde integral do paciente e não somente foco em medicalização.. Aline é atenciosa, empática e excelente profissional, muito competente. Realmente busca entender o contexto do paciente em conjunto, recomendo de olhos fechados!

     • Telemedicina  • 

  • S

    Sérgio Luis Domingues

    Um neurodivergente sempre nega a sua condição, mesmo quando pessoas próximas ou não, dizem que há algo diferente. Minha vida mudou do vinho para a água depois que comecei a tratar minha condição, no começo chorei bastante por saber que poderia ter procurado ajuda 30 anos antes, e minha vida, talvez, tivesse tido melhores resultados. TDAH não tem cura, mas podemos controlar com atitudes positivas, cuidando da saúde física, mental, emocional, intelectual e espiritual. E tudo isso é muito difícil, mas não impossível. Sem as consultas construtivas com a Dra. Aline, tenho certeza que minha vida estaria muitos níveis abaixo, as águas estariam ainda mais turvas e o céu completamente cinza. Sobre o tempo destinado às consultas, bom, acredito que nenhum médico tenha um tempo tão personalizado, sempre fui atendido com humanidade e respeito, a Dra. Aline respeita o juramento de Hipócrates, o pai da Medicina, ela pratica, de fato, a Medicina. Só tenho agradecimentos aqui, busquem equilíbrio.

     • Dra. Aline Rangel - Consultório em São Paulo - SP Consulta Psiquiatra  • 

    Dra. Aline Rangel

    Você não imagina a emoção que seu relato me provocou. Li seu testemunho sobre o meu trabalho num dia em que estava sobrecarregada e questionando meu papel/ missão no meu trabalho no SUS. Serviu como um bálsamo para minha alma, sobretudo porque você me conhece bem como psiquiatra em consultório privado e ambulatório público. Ainda que em outro contexto, nossas reflexões sobre educação e saúde pública são combustível para minha persistência. Muito obrigada!


  • M

    Maria

    Excelente profissional, acolhedora !!!uma consulta longa duração , com muito cuidado , muito feliz e satisfeita

     • Telemedicina Primeira consulta Psiquiatria  • 

    Dra. Aline Rangel

    Muito obrigada por dedicar um tempo a compartilhar sua percepção. Fico contente que a experiência tenha transmitido acolhimento, cuidado e o tempo necessário para uma escuta atenta. Agradeço pela confiança.


  • A

    ABJ

    A Dra Aline é uma médica realmente muito dedicada e preocupada com as condições e particularidades do paciente.

     • Telemedicina Primeira consulta Psiquiatria  • 

    Dra. Aline Rangel

    Agradeço muito pelo comentário. Procuro compreender cada pessoa em seu contexto e em suas particularidades antes de construir qualquer proposta de cuidado. Muito obrigada pela confiança.


  • L

    Luciano Santos

    Ótima profissional. Sempre dá uma aula de como a mente funciona. Vai fundo no entendimento do paciente pra chegar na melhor solução. O foco é no paciente, não no remédio. Ótima!

     • Telemedicina Consulta Psiquiatra  • 

    Dra. Aline Rangel

    Obrigada pelo relato que me emocionou. A psicoeducação e a compreensão ampla da história são partes importantes do cuidado em psiquiatria e sexualidade humana, para que as decisões não se reduzam apenas à medicação. Agradeço por compartilhar sua percepção.


  • M

    MSCF

    Excelente médica, atenciosa, conscienciosa, preocupada e sempre disponível.

     • Telemedicina Consulta Psiquiatra  • 

    Dra. Aline Rangel

    Muito obrigada pelo reconhecimento. Procuro exercer um cuidado atento, responsável e presente, respeitando as necessidades e os limites de cada situação. Agradeço pela confiança.


  • R

    Excelente profissional, humana, atenciosa e acolhedora!

     • Telemedicina Consulta Psiquiatria  • 

    Dra. Aline Rangel

    Agradeço muito pelo carinho e por compartilhar sua avaliação. Acolhimento, atenção e respeito são essenciais na forma como compreendo o cuidado em saúde mental. Muito obrigada.


  • G

    Geraldo Simeão de Souza Cordeiro

    O Encontro foi excelente. Eu estava cansado por isto eu poderia ter aproveitado mais.

     • Telemedicina Primeira consulta Psiquiatria  • 

    Dra. Aline Rangel

    Muito obrigada por compartilhar sua percepção. Fico contente que o encontro tenha sido uma experiência positiva. Agradeço pela confiança e pelo cuidado em deixar este comentário.


  • W

    Wanessa

    Ótima consulta , sanando as dúvidas. Vamos em frente

     • Telemedicina  • 

    Dra. Aline Rangel

    Agradeço muito por registrar sua experiência. A psicoeducação e a compreensão ampla da história são partes importantes do cuidado em psiquiatria. Muito obrigada pela confiança.


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Dúvidas respondidas

9 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tenho muita dor nas costas, na parte do meio e em cima, e dor de cabeça frequente! Tenho ansiedade e

Tenho muita dor nas costas, na parte do meio e em cima, e dor de cabeça frequente! Tenho ansiedade e depressão, essas dores podem estar relacionadas aos problemas psiquiátricos?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dra. Aline Rangel

Ou vice-versa.
A dor crônica é muito mais do que uma simples sensação física; ela tem o poder de moldar a vida de uma pessoa de maneiras profundas e significativas. Os impactos da dor crônica…


Preciso de ajuda para me tratar da compulsão sexual, vício em pornografia e sexo anônimo. Qual o

Preciso de ajuda para me tratar da compulsão sexual, vício em pornografia e sexo anônimo. Qual o melhor tratamento indicado? Demora para me ver livre desse mal que há anos está destruindo minha vida?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dra. Aline Rangel

Acho que a parceria da intervenção psicoterapeutica e psiquiátrica poderiam te ajudar bastante. Tratar compulsões, de forma geral, não é um processo fácil, ainda mais naquelas que num primeiro…


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