Prof. Almir Dalmolin Filho

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Clínica Reabilith Kids
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Avenida I, S/N, Quadra 61, Lote 39, Parauapebas 68515000

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  • E

    Elisandra De A C Lopes

    Ele é atencioso, prestativo e disposto a ajudar. Gostei muito.

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  • N

    N Castro

    Ótimo atendimento top demais
    Psicólogo maravilhoso

     • Clínica Reabilith Kids •  • 

  • L

    Lievani de Jesus

    Super indico. Nós ouve com toda paciência, e sempre aborda pontos relevantes ao paciente

     • Clínica Reabilith Kids •  • 

  • B

    Bruna Araujo

    Ótimo profissional, atende bem as necessidades do meu filho!

     • Clínica Reabilith Kids •  • 

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    V.T

    Ótimo atendimento, Almir sempre mt atencioso e gentil

     • Clínica Reabilith Kids •  • 

  • L

    Letty

    Almir sempre muito atencioso quando precisei um excelente profissional o quanto tem me ajudado não palavras

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  • M

    MA

    Profissional dedicado, atento e didático.
    Sempre muito solícito e criativo nas sessões

     • Clínica Reabilith Kids • Outro  • 

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Dúvidas respondidas

9 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativa

Sou jovem e tenho várias inseguranças, minha autoestima é muito baixa. Tenho várias crenças negativas e crenças de rejeição, não consigo conversar com uma menina por medo, inseguranças, medo de ser rejeitado e porque eu me acho feio, e eu nunca vou conseguir alguém que me ame. Todos os meus amigos da minha idade já conseguiram uma namorada, e eu nunca se quer conversei com uma menina. Será que isso tem salvação com a terapia cognitivo comportamental?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Prof. Almir Dalmolin Filho

Sim, isso pode ser trabalhado em terapia e há bastante espaço para mudança. A terapia cognitivo-comportamental pode ser uma abordagem muito adequada para questões como medo de rejeição, insegurança, baixa autoestima, pensamentos negativos e dificuldades de interação social. Mas, mais importante do que escolher uma abordagem específica, é encontrar um bom terapeuta, com quem você consiga estabelecer uma relação de confiança e que saiba trabalhar com as dificuldades que você apresenta.

Muitas dessas inseguranças e crenças negativas não surgem do nada. Elas podem ser padrões aprendidos e reforçados ao longo da vida: a pessoa passa a interpretar determinadas situações como prova de que é inadequada, feia, indesejável ou de que será rejeitada. Com o tempo, isso pode gerar medo, esquiva e pouca experiência social, criando um ciclo difícil de romper.

Por isso, o fato de você dizer que nunca sequer conversou com uma menina pode ter muito mais relação com medo, insegurança e falta de prática em habilidades sociais do que propriamente com a sua aparência. Afinal, você provavelmente já observou pessoas com os mais diferentes padrões de beleza conversando, namorando e estabelecendo relacionamentos. A atração não funciona como uma avaliação objetiva em que existe um determinado nível de beleza necessário para alguém poder ser amado.

Também é importante lembrar que você não precisa ser escolhido por todo mundo. Assim como você terá preferências sobre as pessoas com quem gostaria de se relacionar, outras pessoas terão as delas. Isso não significa que você seja bonito ou feio de maneira absoluta, nem determina o seu valor como pessoa. O objetivo não é fazer com que qualquer pessoa goste de você, mas ajudá-lo a desenvolver segurança suficiente para conhecer pessoas, se apresentar como você é e encontrar alguém que realmente valorize as características que você possui.

A terapia pode ajudar justamente nesse processo: compreender de onde vêm essas crenças, questionar interpretações negativas, desenvolver habilidades sociais, enfrentar gradualmente situações que hoje provocam medo e construir uma autoestima menos dependente da aprovação dos outros.

E existe outra questão importante: não é necessário entrar em um relacionamento simplesmente porque seus amigos já estão namorando ou porque você sente que está "atrasado". Você pode trabalhar para construir uma vida afetiva porque isso é algo que você deseja, e não para alcançar um padrão determinado pelos seus amigos ou pela sua idade.

Então, em vez de pensar "eu nunca vou conseguir alguém que me ame", talvez seja mais útil começar investigando essa crença: o que aconteceu na sua história que fez você chegar a essa conclusão? E, principalmente, o que você ainda não teve oportunidade de aprender e experimentar?

Isso é algo que pode ser trabalhado. Encontrar um terapeuta com quem você se sinta à vontade e que tenha experiência com autoestima, ansiedade social, rejeição e habilidades sociais pode ser um passo importante.

Vá se conhecendo. Nós recebemos sim e não, mas tentamos e obtemos experiência onde aprendemos como agir. Respeite-se, ame-se. Procure um terapeuta para ajudar. Abraços.


Quando eu vou jogar futebol, principalmente com pessoas mais velhas, eu sinto muito medo e ansiedade

Quando eu vou jogar futebol, principalmente com pessoas mais velhas, eu sinto muito medo e ansiedade. Sinto medo de errar, medo de ser criticado, julgado e entre outros. Também sinto sintomas físicos como coração acelerado, pernas tremendo, respiração curta, músculos rígidos e tensionados, e tenho muitos pensamentos negativos, e entre outros sintomas. Eu já tomo 100mg de sertralina, me ajudou bastante na ansiedade do dia a dia, mas quando eu vou jogar futebol, eu continuo com esse medo e essa ansiedade muito forte. Isso se dá pelo fato de que eu tenho crenças centrais e intermediárias negativas e pensamentos negativos?Eu gostaria de saber se tem como eu perder esse medo e essa ansiedade, seja aumentando a dose de sertralina para 200mg(não vou fazer isso sem a orientação do psiquiatra), ou fazendo terapia TCC. Pois eu já estou sem esperanças e creio que não tem como eu perder esses medos e essa ansiedade.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Prof. Almir Dalmolin Filho

Tem, sim, como trabalhar esse medo e essa ansiedade. O fato de a sertralina ter ajudado bastante na ansiedade do dia a dia, mas ainda existir uma ansiedade muito intensa especificamente quando você joga futebol, não significa que você esteja sem saída. Na verdade, isso pode indicar que existe um componente mais específico nessa situação que precisa ser compreendido e trabalhado.

É possível que estejam envolvidos pensamentos automáticos, crenças centrais e crenças intermediárias, principalmente relacionadas a desempenho, julgamento e rejeição. Por exemplo: "se eu errar, vão pensar que sou ruim", "preciso jogar bem para ser respeitado", "não posso passar vergonha", "se eu errar, vão me criticar" ou até "errar significa que eu sou inferior". Quando você entra em campo já esperando ser avaliado, seu cérebro pode interpretar aquela situação como uma ameaça. A partir daí aparecem as respostas físicas: coração acelerado, tremores, respiração mais curta, tensão muscular, dificuldade de concentração etc.

Mas eu não presumiria que seja somente isso. Em uma avaliação psicológica, seria importante entender **o que acontece antes, durante e depois dessas situações**. O que você imagina que pode acontecer? O que você pensa sobre si mesmo quando erra? Você fica observando o próprio desempenho o tempo todo? Já passou por situações em que foi criticado ou ridicularizado? O que significa, para você, jogar mal diante de pessoas mais velhas? Essas informações ajudam a entender o funcionamento do problema.

Também é importante diferenciar uma coisa: **o objetivo da terapia não precisa ser eliminar completamente qualquer sensação de ansiedade.** Um certo "frio na barriga" diante de um desafio é uma reação humana normal e, em algumas situações, pode até contribuir para energia, atenção e motivação. O problema é quando essa ansiedade fica tão intensa que passa a impedir você de fazer aquilo que gostaria.

E existe uma diferença importante entre sentir ansiedade e acreditar que você não pode sentir ansiedade. Às vezes, a própria avaliação da ansiedade aumenta a ansiedade. Você sente o coração acelerar e pensa "pronto, estou ficando nervoso, vou jogar mal", percebe as pernas tremendo e pensa "todo mundo vai perceber", erra uma jogada e conclui "eu sabia, sou ruim". Isso pode criar um ciclo em que o medo da avaliação aumenta a tensão, a tensão prejudica o desempenho, o erro confirma o pensamento negativo e o próximo jogo passa a ser ainda mais ameaçador.

É aí que a metacognição pode ser bastante útil: aprender a observar **como você está avaliando a situação e como essa avaliação está influenciando sua ansiedade e seu comportamento**. Em vez de apenas perguntar "será que vou errar?", você começa a perceber: "estou antecipando uma crítica", "estou tratando um erro como se fosse uma catástrofe", "estou me avaliando durante todo o jogo" ou "estou exigindo de mim um desempenho que não exigiria de outra pessoa".

A psicoeducação também é importante para compreender o funcionamento da ansiedade e perceber que uma reação física intensa não significa necessariamente que exista um perigo real. E, na TCC, isso pode ser acompanhado de um trabalho gradual de exposição às situações que provocam medo, desenvolvimento de habilidades e revisão das crenças que mantêm o ciclo.

Sobre a sertralina: o fato de você já usar 100 mg e ainda apresentar ansiedade em determinadas situações é algo que vale discutir com o seu psiquiatra. Existem decisões clínicas sobre dose, tempo de tratamento, resposta parcial, efeitos adversos e outras possibilidades que precisam ser avaliadas individualmente. **Não aumente a dose por conta própria**, e você já está correto em dizer que faria qualquer mudança somente com orientação médica.

E tem uma coisa que eu gostaria de destacar: não transforme o seu medo atual em uma previsão sobre o seu futuro. "Eu sinto uma ansiedade muito forte quando jogo futebol" é uma descrição do que está acontecendo hoje. "Eu nunca vou conseguir perder esse medo" é uma conclusão sobre o futuro. São coisas diferentes.

Você não precisa esperar a ansiedade desaparecer para começar a enfrentar essas situações. Muitas vezes, o caminho é justamente aprender, gradualmente, que **é possível sentir algum medo, errar, ser eventualmente avaliado por alguém e ainda assim continuar jogando, aprendendo e se divertindo**.

Errar faz parte do próprio processo de aprendizagem. Um erro pode ser utilizado como informação: o que aconteceu? Onde estava a dificuldade? O que posso fazer diferente na próxima jogada? Quando o erro deixa de ser uma sentença sobre o seu valor e passa a ser um feedback sobre o seu desempenho, ele muda de função.

Então, sim: **há tratamento e há coisas concretas que podem ser trabalhadas**. Talvez o objetivo inicial nem seja "jogar sem ansiedade", mas conseguir jogar mesmo sentindo algum desconforto, sem que o medo de errar ou ser julgado controle seu comportamento. Com o tempo e a prática, a ansiedade pode diminuir, e você pode recuperar justamente aquilo que hoje está sendo prejudicado por ela: a liberdade de simplesmente jogar.

Abraços, fique bem!


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