Dr. Bernardo Santos Resende

Cardiologista · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRM MG 81741 - RQE Nº: 65097

Experiência

Arritmologista & Cardiologista

Eletrofisiologia Cardíaca

Especialista em Arritmias Cardíacas

CRM 81741 | RQE 65097

Belo Horizonte - MG

Experiência em:

  • Eletrofisiologia clínica e invasiva
  • Arritmologia
  • Estimulação cardíaca eletrônica implantável
  • Eletrofisiologia clínica

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Dúvidas respondidas

7 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Minha mãe tem 67 anos e fibrilação atrial e toma sotalol 160mg divido, metade pela manhã e metade a

Minha mãe tem 67 anos e fibrilação atrial e toma sotalol 160mg divido, metade pela manhã e metade a noite.
e rivaroxabana 1 vez ao dia.

após o exame (mapa) e estar ficando com a pressão um pouco alta e os batimentos em certos momento, o cardiologista dela acrescentou outro medicamento Bisoprolol 5mg pela manhã que pelo que pesquisei também altera os batimentos, fiquei com vergonha de questionar, é uma relação segura esses medicamentos ?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Bernardo Santos Resende

Entendo sua preocupação. Tanto o sotalol quanto o bisoprolol realmente atuam reduzindo a frequência cardíaca, então é correto questionar isso. Porém, em alguns pacientes com fibrilação atrial, essa associação pode ser utilizada de forma segura e intencional pelo cardiologista, principalmente quando há episódios de coração acelerado, pressão alta ou necessidade de melhor controle dos sintomas.
O sotalol é um antiarrítmico que também tem efeito betabloqueador. Já o bisoprolol é um betabloqueador mais seletivo, frequentemente usado para ajudar no controle da pressão arterial e da frequência cardíaca. Em algumas situações, doses baixas associadas podem trazer benefício.
O principal ponto de atenção é que essa combinação pode diminuir demais os batimentos ou a pressão em algumas pessoas. Por isso, é importante observar sintomas como:
tontura;
fraqueza excessiva;
desmaios;
falta de ar;
cansaço importante;
batimentos muito baixos (geralmente abaixo de 50 bpm).
Se ela estiver sem sintomas e acompanhada com exames como MAPA, Holter, eletrocardiograma e controle da pressão, muitas vezes a associação é bem tolerada. Além disso, a rivaroxabana não costuma ter interação perigosa direta com esses dois medicamentos; ela é usada para prevenir AVC relacionado à fibrilação atrial.
Então, resumindo: não é uma combinação “proibida” ou necessariamente insegura, mas é uma associação que exige acompanhamento médico e monitorização dos batimentos e da pressão. Vocês fizeram certo em prestar atenção nisso. Na próxima consulta, vale perguntar ao cardiologista qual foi exatamente o objetivo do bisoprolol (controle da pressão, frequência ou ambos) e qual faixa de batimentos ele considera ideal para ela.


Estava tomando Nesina pio meu inchaço foi muito grande pedi para o medico retirar ele diminuiu a dos

Estava tomando Nesina pio meu inchaço foi muito grande pedi para o medico retirar ele diminuiu a dose e o inchaço permaneceu então ele tirou a medicação e tudo melhorou mas descobri que estou com FA será que foi por conta da medicação que estava bem inchada e sobrecarregou meu coração e fez dar essa arritimia?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Bernardo Santos Resende

É possível que o Nesina Pio tenha contribuído indiretamente, sim, mas não pode-se dizer que foi a causa da fibrilação atrial.
O componente ‘pio’ da medicação é a pioglitazona, que pode causar retenção de líquido e inchaço em algumas pessoas, principalmente em pacientes com predisposição cardíaca. Quando ocorre muito acúmulo de líquido, o coração pode ficar mais sobrecarregado, aumentando pressão dentro das câmaras cardíacas e favorecendo o aparecimento de arritmias, incluindo fibrilação atrial.
O fato de o inchaço ter melhorado após retirar a medicação sugere que ela realmente estava contribuindo para retenção de líquido no seu caso.
Por outro lado, a fibrilação atrial costuma ser multifatorial. Além da retenção de líquido, outros fatores podem participar:
idade;
hipertensão;
diabetes;
apneia do sono;
alterações da tireoide;
obesidade;
aumento do átrio esquerdo;
outras doenças cardíacas.
Então, provavelmente a medicação pode ter funcionado como um ‘gatilho’ ou fator facilitador em alguém que já tinha predisposição, mas dificilmente foi a única causa isolada.
O mais importante agora é investigar se houve alguma repercussão no coração, como sinais de insuficiência cardíaca, aumento do átrio ou alteração da função cardíaca no ecocardiograma. E, claro, manter o controle adequado da fibrilação atrial e do diabetes.


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