Dr. Fabio Vilas-Boas

Cardiologista · Mais

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Número de registro: CRM BA 11373 RQE 2914

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Experiência

Sou Cardiologista com Residência e Doutorado pelo InCor–USP e formação complementar em instituições norte-americanas. Também sou membro titular imortal da Academia de Medicina da Bahia e Fellow do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology.

Acredito que medicina de verdade é aquela que acompanha, orienta e cuida ao longo do tempo e não apenas em um momento de crise.

Meu compromisso com meus pacientes é de uma vida inteira. Quero ser o seu médico de referência, muito além da Cardiologia. Ser o seu Clínico Geral. Aquele que conhece sua história, acompanha sua evolução, organiza seus exames e ajuda a tomar decisões seguras sobre a sua saúde.

Embora minha especialidade seja a Cardiologia, meu cuidado é integral. Atuo olhando para o paciente como um todo: sua rotina, seus hábitos, seus riscos e seus objetivos.

Atendo pessoas que desejam prevenir e tratar doenças, com foco em viver mais e melhor, com segurança e qualidade.

Posso garantir que você será atendido com atenção, seriedade e linguagem clara. Minha consulta é detalhada, baseada em evidências e focada em um plano prático para o seu dia a dia. Meu objetivo é simples: ajudar você a ter uma vida longa, com saúde, autonomia e tranquilidade.

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  • Cardiopatia isquêmica
  • Reabilitação cardíaca
  • Cardiogeriatria
  • Insuficiência cardíaca

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Dr. Fabio Vilas-Boas

Avenida Juracy Magalhães Júnior 2096, 6º andar - Sala 610, Salvador 41940-060

A PRÓXIMA PANDEMIA NÃO É UMA QUESTÃO DE “SE”, MAS DE “QUANDO”

Já se passaram seis anos desde que a pandemia começou em 2020. Foi um evento traumático e disruptivo que afetou profundamente a saúde pública, a economia e as relações sociais globalmente.

Desde então, uma pergunta me vem sendo feita com frequência: teremos uma nova pandemia? Não tenho dúvidas de que sim. A única coisa que realmente não sabemos é quando.

A pandemia de 2020 não foi algo isolado. Serviu como um alerta. Um grande ensaio para um mundo que, hoje, tem todas as condições ambientais, demográficas e econômicas que favorecem o surgimento e a rápida disseminação de novas doenças infecciosas.

O primeiro fator a ser considerado é o demográfico. O planeta nunca foi tão populoso e urbanizado. Segundo dados das Nações Unidas, mais da metade da população mundial vive atualmente em cidades, e essa proporção só tende a crescer. O movimento contínuo da população rural para os grandes centros urbanos cria ambientes de alta densidade, onde o contato próximo é quase inevitável: elevadores, transporte público, escritórios, escolas, shoppings, aeroportos. Esses ambientes fechados, com circulação constante de pessoas, são perfeitos para a transmissão de agentes respiratórios.

Além disso, temos um segundo fator crucial: a mobilidade global. Nunca foi tão fácil cruzar o globo em menos de 24 horas. Um patógeno que aparece hoje em uma região pode, em poucos dias, estar em vários continentes. Isso já foi documentado em surtos recentes e foi central na dinâmica da pandemia de 2020.

Porém, existe um terceiro fator que é menos comentado pelo público, mas reconhecido na literatura científica e que merece nossa atenção: o modelo global de produção de alimentos de origem animal.

O crescimento econômico acelerado de países como China e Índia trouxe milhões de pessoas para o mercado consumidor. Com mais renda, o padrão alimentar mudou, e o consumo de proteínas animais aumentou bastante. Para atender a essa demanda, a produção extensiva tradicional já não era suficiente. O resultado foi a expansão de sistemas de criação intensiva, com altíssima concentração de aves, suínos e bovinos.

Esse tipo de produção cria um ambiente propício para o surgimento e a proliferação de vírus. Não é por acaso que as principais zoonoses das últimas décadas estão diretamente ligadas a esses sistemas: a gripe aviária associada à criação intensiva de aves; a gripe suína relacionada à produção concentrada de porcos; e a encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como “doença da vaca louca”, decorrente de práticas industriais inadequadas no passado.

Quando um vírus surge nesses contextos, ele encontra milhões de hospedeiros geneticamente semelhantes, o que facilita mutações e rápida disseminação. Se esse agente adquirir a capacidade de infectar humanos, algo que já ocorreu em diversos casos, a transmissão para a população humana acontece em um mundo que já está preparado para disseminá-lo com eficácia.

Um exemplo concreto desse risco é o vírus Nipah, que recentemente motivou alerta do Ministério da Saúde no Brasil. Trata-se de um vírus zoonótico transmitido principalmente por morcegos, com possibilidade de transmissão indireta por animais intermediários e, em situações específicas, entre humanos. Não há vacina ou tratamento específico, e o manejo é apenas de suporte. Embora o risco atual para o Brasil seja considerado baixo, o caso ilustra como agentes emergentes continuam surgindo em um mundo cada vez mais interconectado e ambientalmente pressionado.

É importante deixar claro: não é possível prever qual será o próximo vírus a nos afetar, ou quando ele surgirá. Não posso afirmar isso. Mas entre os cientistas, é um consenso que o risco de novas pandemias não diminuiu desde 2020. Na verdade, os fatores estruturais ainda estão em vigor.

A boa notícia é que aprendemos. Hoje, contamos com sistemas de vigilância mais eficazes, plataformas de vacinas mais rápidas e uma maior consciência coletiva. A má notícia é que, se acharmos que a pandemia que passou foi um evento isolado, cometeremos o mesmo erro que a humanidade costuma fazer: ignorar os sinais claros da realidade.

A próxima pandemia virá. A diferença entre uma tragédia e um controle eficaz vai depender de quanto levaremos essa realidade a sério, antes, e não depois.

03/02/2026

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