Dr.
Lucas Bossert Fernandes
Psicólogo
·
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sobre as especializações
Número de registro: CRP SP 217848
Experiência
Tenho experiência no atendimento clínico, além de conhecimento na área do sono e psicopatologias. Realizei atendimentos psicológicos no Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho (ICAVC) e no Instituto Borboleta Azul, oferecendo suporte emocional a pacientes em diferentes contextos.
Busco sempre proporcionar um espaço seguro e acolhedor, auxiliando cada pessoa a compreender melhor seus desafios e a transformar sua relação consigo mesma. Se você deseja explorar suas emoções, lidar com dificuldades ou aprofundar sua jornada de autoconhecimento, estou aqui para te acompanhar!
Principais doenças tratadas
- Anedonia
- Ansiedade
- Angústia
- Compulsão sexual
- Conflitos de relacionamento
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22 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia
Relato de Relacionamento Abusivo Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, e
Relato de Relacionamento Abusivo
Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, ela me pareceu tudo o que alguém poderia desejar: inteligente, linda, engraçada e cativante. Me senti profundamente envolvido. Mas, com o tempo, o que parecia um grande encontro se transformou em um ciclo doloroso de controle, medo e desgaste emocional.
Desde o começo, notei sinais de ciúmes e desconfiança em excesso. Tentei relevar, buscando compreender suas inseguranças e reconhecendo também minhas imperfeições. Mas situações simples viraram gatilhos para brigas intensas. Bastava eu não atender o telefone porque adormeci, que já era suficiente para gritos, xingamentos e descontrole. Para evitar novos atritos, cheguei ao ponto de fazer uma cópia da chave da minha casa para que ela pudesse entrar e "comprovar" que eu estava mesmo dormindo.
Com o passar dos meses, fui me afastando de pessoas próximas. Amigos e amigas de anos se tornaram “ameaças” na visão dela. Um dos episódios mais difíceis envolveu uma amiga com quem continuei conversando, mesmo após ela ter pedido que eu cortasse o contato. Admito que errei por não ter sido mais firme, mas sempre deixei claro que era apenas amizade. A situação escalou até o ambiente profissional — ambos atuamos na área política — e ela passou a acreditar que essa amiga, junto com outro amigo meu, estavam conspirando para tirá-la do cargo que ocupa. Mesmo após eu interceder e resolver a questão com minha chefe, ela me acusou de traição, me agrediu fisicamente e quebrou meu celular. Antes disso, já havia gritado comigo em público, em frente à minha casa, me ofendendo.
Um dos aspectos mais cruéis dessa relação foi o uso do preconceito como arma. Um dos meus melhores amigos é bissexual, e por conta disso ela passou a me acusar de ser gay, em tom ofensivo e homofóbico. Me chamava de “viado”, dizia que minha mãe queria nos separar por questões religiosas, e que meus amigos estavam “me levando pro outro lado”. Tudo isso sem qualquer fundamento. Eu, que sou heterossexual, vi minha sexualidade ser usada como forma de humilhação. Se eu não quisesse ir à casa dela em determinado dia, ela afirmava que eu estava escondendo algo ou saindo com outra pessoa. Nada disso era verdade.
Tentei terminar o relacionamento várias vezes, por me sentir emocionalmente esgotado, com ansiedade constante e medo diário. Mas toda tentativa de rompimento foi recebida com ameaças. Ela dizia que iria até o meu trabalho, faculdade ou casa da minha mãe para brigar, Me acusava de agir “por baixo dos panos”, dizia que minha mãe manipulava minha cabeça, que meu amigo era, na verdade, meu amante. Eu negava, com respeito e clareza, mas ela insistia. Me chamava de covarde, distorcia tudo o que eu dizia e fazia para manter o controle sobre mim.
As acusações vinham acompanhadas de gritos, humilhações verbais e vigilância constante. Passei a compartilhar minha localização em tempo real, saía mais cedo das aulas, me afastei de pessoas queridas. Tudo para tentar evitar conflitos e manter uma falsa paz. Mas toda tentativa de diálogo terminava da mesma forma: em gritos, culpa e chantagens.
O que escrevo aqui não representa nem metade do que vivi. Muitas vezes, me sentia preso a essa relação apenas pelo sexo. E quando percebi isso e me afastei, ela usou isso contra mim: dizia que isso era a prova de que eu “não tinha tesão porque era viado”, que “homem de verdade não se importa com palavras, só com prazer”. Mas as coisas que ela dizia me destruíam por dentro. Eu era diminuído o tempo todo — nas minhas opiniões, nos meus sentimentos, no meu trabalho. Até quando comentei uma visão sobre um filme, ela disse que minha opinião era errada porque eu “não prestava”.
Eu produzia vídeos sobre política, e ela dizia que não podia curtir nada meu porque poderia prejudicá-la profissionalmente. Me desvalorizava, me fazia sentir como se eu fosse um bosta. Na última briga, ela disse que, se eu não respondesse, viria até minha casa e “minha mãe ia ver só”. Tive uma crise de ansiedade. Ela percebeu que eu estava mal, mas em vez de acolher, disse que eu estava assim por causa dos meus amigos, e não por causa das coisas horríveis que ela me dizia. Falou coisas terríveis — e logo depois me pediu para apagar toda a nossa conversa. Alegou que era porque falávamos de sexo, mas no fundo eu sei que ela teve medo de que alguém visse as mensagens se algo grave acontecesse comigo.
Toda vez que tento terminar, as ameaças voltam: de ir na minha casa, no meu trabalho, na minha faculdade, de espalhar mentiras. Eu me sinto em uma prisão invisível. Estou abalado, com vergonha, com medo, ja marquei psiquatra, mas nao sei como terminar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O seu relato descreve com clareza uma situação de relacionamento abusivo com potencial de risco psicossocial. As ameaças, o controle, as agressões verbais e físicas, o isolamento social e o uso de sua sexualidade como forma de humilhação são sinais graves de uma dinâmica relacional marcada por violência emocional e psicológica. É fundamental compreender que essa relação está afetando diretamente sua saúde mental, sua liberdade e sua dignidade.
A primeira orientação, diante do nível de ameaça que você descreveu, é buscar proteção. Isso pode incluir procurar orientação jurídica, registrar boletins de ocorrência e, se necessário, buscar medidas protetivas. Existem órgãos de apoio que podem te orientar juridicamente e te acolher emocionalmente. Marcar uma consulta com um psiquiatra é um passo importante, mas é igualmente fundamental que você inicie (ou continue) um processo psicoterapêutico, onde poderá compreender como essa relação se estruturou, fortalecer sua autonomia emocional e trabalhar o trauma que essa vivência pode estar gerando.
É compreensível o medo que você sente em encerrar essa relação, especialmente diante das ameaças. Por isso, o desligamento precisa ser feito com planejamento e apoio. Essa situação representa um desgaste emocional profundo e um risco real à sua integridade.
Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, el
Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, ele já me falou que se interessou por mim e eu já gostava dele também. Acabei que chamei ele pra ser meu psicólogo e ele aceitou, mais nunca falamos disso na terapia. Eu deveria entrar nesse assunto na terapia com ele? Porque as vezes acho constrangedor
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É compreensível que esse tipo de situação gere confusão e constrangimento. Mas é importante saber que, eticamente, não é indicado que um psicólogo atenda alguém por quem já demonstrou interesse afetivo ou pessoal. O vínculo terapêutico precisa ser pautado na neutralidade, justamente para que o paciente possa se expressar livremente, sem influências externas ou envolvimentos que possam distorcer o processo.
Quando há sentimentos envolvidos, a escuta do profissional deixa de ser neutra, e isso compromete o propósito fundamental da psicoterapia, que é ajudar o paciente a se escutar e se entender, sem interferências pessoais do terapeuta.
Por isso, o mais adequado é buscar outro psicólogo, com quem seja possível estabelecer um vínculo realmente terapêutico, sem envolvimento prévio. Essa mudança pode, inclusive, ajudar você a falar sobre essa experiência e como ela afetou seus sentimentos e seu processo.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.