Perguntas do paciente (22)

  • Relato de Relacionamento Abusivo Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, e

    Relato de Relacionamento Abusivo
    Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, ela me pareceu tudo o que alguém poderia desejar: inteligente, linda, engraçada e cativante. Me senti profundamente envolvido. Mas, com o tempo, o que parecia um grande encontro se transformou em um ciclo doloroso de controle, medo e desgaste emocional.

    Desde o começo, notei sinais de ciúmes e desconfiança em excesso. Tentei relevar, buscando compreender suas inseguranças e reconhecendo também minhas imperfeições. Mas situações simples viraram gatilhos para brigas intensas. Bastava eu não atender o telefone porque adormeci, que já era suficiente para gritos, xingamentos e descontrole. Para evitar novos atritos, cheguei ao ponto de fazer uma cópia da chave da minha casa para que ela pudesse entrar e "comprovar" que eu estava mesmo dormindo.

    Com o passar dos meses, fui me afastando de pessoas próximas. Amigos e amigas de anos se tornaram “ameaças” na visão dela. Um dos episódios mais difíceis envolveu uma amiga com quem continuei conversando, mesmo após ela ter pedido que eu cortasse o contato. Admito que errei por não ter sido mais firme, mas sempre deixei claro que era apenas amizade. A situação escalou até o ambiente profissional — ambos atuamos na área política — e ela passou a acreditar que essa amiga, junto com outro amigo meu, estavam conspirando para tirá-la do cargo que ocupa. Mesmo após eu interceder e resolver a questão com minha chefe, ela me acusou de traição, me agrediu fisicamente e quebrou meu celular. Antes disso, já havia gritado comigo em público, em frente à minha casa, me ofendendo.

    Um dos aspectos mais cruéis dessa relação foi o uso do preconceito como arma. Um dos meus melhores amigos é bissexual, e por conta disso ela passou a me acusar de ser gay, em tom ofensivo e homofóbico. Me chamava de “viado”, dizia que minha mãe queria nos separar por questões religiosas, e que meus amigos estavam “me levando pro outro lado”. Tudo isso sem qualquer fundamento. Eu, que sou heterossexual, vi minha sexualidade ser usada como forma de humilhação. Se eu não quisesse ir à casa dela em determinado dia, ela afirmava que eu estava escondendo algo ou saindo com outra pessoa. Nada disso era verdade.

    Tentei terminar o relacionamento várias vezes, por me sentir emocionalmente esgotado, com ansiedade constante e medo diário. Mas toda tentativa de rompimento foi recebida com ameaças. Ela dizia que iria até o meu trabalho, faculdade ou casa da minha mãe para brigar, Me acusava de agir “por baixo dos panos”, dizia que minha mãe manipulava minha cabeça, que meu amigo era, na verdade, meu amante. Eu negava, com respeito e clareza, mas ela insistia. Me chamava de covarde, distorcia tudo o que eu dizia e fazia para manter o controle sobre mim.

    As acusações vinham acompanhadas de gritos, humilhações verbais e vigilância constante. Passei a compartilhar minha localização em tempo real, saía mais cedo das aulas, me afastei de pessoas queridas. Tudo para tentar evitar conflitos e manter uma falsa paz. Mas toda tentativa de diálogo terminava da mesma forma: em gritos, culpa e chantagens.

    O que escrevo aqui não representa nem metade do que vivi. Muitas vezes, me sentia preso a essa relação apenas pelo sexo. E quando percebi isso e me afastei, ela usou isso contra mim: dizia que isso era a prova de que eu “não tinha tesão porque era viado”, que “homem de verdade não se importa com palavras, só com prazer”. Mas as coisas que ela dizia me destruíam por dentro. Eu era diminuído o tempo todo — nas minhas opiniões, nos meus sentimentos, no meu trabalho. Até quando comentei uma visão sobre um filme, ela disse que minha opinião era errada porque eu “não prestava”.

    Eu produzia vídeos sobre política, e ela dizia que não podia curtir nada meu porque poderia prejudicá-la profissionalmente. Me desvalorizava, me fazia sentir como se eu fosse um bosta. Na última briga, ela disse que, se eu não respondesse, viria até minha casa e “minha mãe ia ver só”. Tive uma crise de ansiedade. Ela percebeu que eu estava mal, mas em vez de acolher, disse que eu estava assim por causa dos meus amigos, e não por causa das coisas horríveis que ela me dizia. Falou coisas terríveis — e logo depois me pediu para apagar toda a nossa conversa. Alegou que era porque falávamos de sexo, mas no fundo eu sei que ela teve medo de que alguém visse as mensagens se algo grave acontecesse comigo.

    Toda vez que tento terminar, as ameaças voltam: de ir na minha casa, no meu trabalho, na minha faculdade, de espalhar mentiras. Eu me sinto em uma prisão invisível. Estou abalado, com vergonha, com medo, ja marquei psiquatra, mas nao sei como terminar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Olá. O seu relato descreve com clareza uma situação de relacionamento abusivo com potencial de risco psicossocial. As ameaças, o controle, as agressões verbais e físicas, o isolamento social e o uso de sua sexualidade como forma de humilhação são sinais graves de uma dinâmica relacional marcada por violência emocional e psicológica. É fundamental compreender que essa relação está afetando diretamente sua saúde mental, sua liberdade e sua dignidade.

    A primeira orientação, diante do nível de ameaça que você descreveu, é buscar proteção. Isso pode incluir procurar orientação jurídica, registrar boletins de ocorrência e, se necessário, buscar medidas protetivas. Existem órgãos de apoio que podem te orientar juridicamente e te acolher emocionalmente. Marcar uma consulta com um psiquiatra é um passo importante, mas é igualmente fundamental que você inicie (ou continue) um processo psicoterapêutico, onde poderá compreender como essa relação se estruturou, fortalecer sua autonomia emocional e trabalhar o trauma que essa vivência pode estar gerando.

    É compreensível o medo que você sente em encerrar essa relação, especialmente diante das ameaças. Por isso, o desligamento precisa ser feito com planejamento e apoio. Essa situação representa um desgaste emocional profundo e um risco real à sua integridade.


  • Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, el

    Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, ele já me falou que se interessou por mim e eu já gostava dele também. Acabei que chamei ele pra ser meu psicólogo e ele aceitou, mais nunca falamos disso na terapia. Eu deveria entrar nesse assunto na terapia com ele? Porque as vezes acho constrangedor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Olá! É compreensível que esse tipo de situação gere confusão e constrangimento. Mas é importante saber que, eticamente, não é indicado que um psicólogo atenda alguém por quem já demonstrou interesse afetivo ou pessoal. O vínculo terapêutico precisa ser pautado na neutralidade, justamente para que o paciente possa se expressar livremente, sem influências externas ou envolvimentos que possam distorcer o processo.

    Quando há sentimentos envolvidos, a escuta do profissional deixa de ser neutra, e isso compromete o propósito fundamental da psicoterapia, que é ajudar o paciente a se escutar e se entender, sem interferências pessoais do terapeuta.

    Por isso, o mais adequado é buscar outro psicólogo, com quem seja possível estabelecer um vínculo realmente terapêutico, sem envolvimento prévio. Essa mudança pode, inclusive, ajudar você a falar sobre essa experiência e como ela afetou seus sentimentos e seu processo.


  • Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse at

    Oiii, boa tarde! Tem 2 anos que tive alta da terapia e no momento passo com outro psicólogo, esse atual tem uns 3 meses que estou passando. Posso iniciar uma amizade com meu antigo psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Embora o Conselho Federal de Psicologia não tenha uma regra explícita que proíba a amizade com um ex-psicólogo, essa prática não é recomendada. O vínculo criado durante o processo terapêutico é baseado em um tipo muito específico de relação, que envolve escuta, acolhimento e confiança, e essa estrutura pode ser comprometida ao se transformar em amizade.

    Ao desenvolver um novo tipo de vínculo com alguém que foi seu terapeuta, há o risco de desfazer ou confundir os efeitos do processo que foi construído em terapia, mesmo após a alta. Isso pode afetar a forma como você compreende tanto o tratamento quanto a relação terapêutica em si.

    Além disso, é importante lembrar que não deve haver nenhum tipo de relação pessoal com o seu psicólogo atual, enquanto o processo estiver acontecendo. A ética profissional exige que essa distância seja mantida para preservar a qualidade do atendimento e o bem-estar do paciente.

    Se esse desejo de se aproximar do antigo terapeuta for persistente, pode ser interessante trazer essa questão para seu atual processo terapêutico, para que seja possível refletir melhor sobre o que esse desejo representa e o que ele mobiliza emocionalmente em você.


  • Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gos

    Tudo bem? Tem 1 ano que tive alta da terapia e antes de iniciar a terapia com o psicólogo, eu já gostava muito dele e já trocamos vários olhares antes da terapia e ele já me falou que tinha interesse em mim também, tudo isso antes da terapia. Quando iniciamos o processo, nenhum de nós dois entrou no assunto e até que soube separar as coisas e melhorei bastante meu emocional, realmente consegui separar. Mais tem quase 1 ano que encerramos e já até procurei outro psicólogo pra eu passar, não que eu precise urgente, mas porque é importante passar sempre, na minha visão, mas procurei outro né.
    Eu poderia chamar meu ex psicólogo para conversar e entrar no assunto antigo de um gostar do outro, quem sabe iniciar uma amizade ou algo a mais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Olá! Obrigado por compartilhar sua história com tanta abertura. 

    É importante destacar que, eticamente, não é adequado que um psicólogo inicie um processo terapêutico com alguém por quem já admitiu ter sentimentos pessoais, mesmo que esse interesse tenha surgido antes da terapia. Isso porque esse tipo de envolvimento pode comprometer seriamente a neutralidade, o foco no paciente e a eficácia do processo psicoterapêutico.

    Dito isso, após o encerramento da psicoterapia — e desde que não exista mais nenhum vínculo terapêutico em andamento — não há uma regra ética que impeça o contato entre ex-paciente e ex-psicólogo. Se você deseja retomar o contato com ele para conversar sobre esse assunto e, eventualmente, desenvolver uma amizade ou algo mais, essa é uma decisão pessoal, que pode (e deve) ser refletida com cuidado.

    É muito positivo que você continue se cuidando e tenha buscado outro profissional para dar continuidade ao seu processo pessoal. Pode ser interessante levar essa questão para a nova terapia, como forma de compreender melhor os seus sentimentos, intenções e expectativas.


  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O que você descreve parece estar relacionado a uma fobia específica, que é um medo intenso, irracional e desproporcional diante de uma situação ou objeto que, para a maioria das pessoas, não representa ameaça real. Muitas vezes, esse medo surge como uma forma que a mente encontra para dar forma — ou tornar visível — a algo que foi, em algum momento da vida, profundamente inaceitável, confuso ou até traumático.

    O fato de essas sensações terem se intensificado após dificuldades em seus relacionamentos e vida profissional indica que essas experiências podem estar reativando conteúdos emocionais antigos, possivelmente ligados à infância, que ficaram mal elaborados e encontram agora uma espécie de "saída" através das fobias.

    É fundamental lembrar que esse tipo de sofrimento tem tratamento. A psicoterapia é o espaço adequado para que você possa, com calma e sem julgamentos, explorar essas vivências, construir associações e compreender as raízes desse medo. Ao fazer isso, é possível, ao longo do tempo, reduzir os sintomas e recuperar uma sensação maior de liberdade e controle sobre a própria vida.

    Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado com sua saúde emocional. A força que você menciona ter, somada a um acompanhamento psicológico, pode sim abrir caminho para uma vida mais leve e menos dominada por esse medo.









  • Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e

    Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e volto a dormir e retorno ao sonho no mesmo lugar que parei antes de despertar e consigo saber que e um Sonho e consigo mudar o sonho sabiendo que e um sonho como por exemplo un día sonhei que fazia uma escala de uma montanha no meio da escalada eu disse e um sonho vou logo para o topo ai no sonho fechei os olhos e disse que estar no topo abrí os olhos e estava no topo da montanha tudo isso no sonho otra vez foi que no sonho uma mulher quería fazer sexo no meio da rúa mais no sonho me sentí com vergonha nao quiz mais logo no sonho pensé e so un sonho e chamei a mulher otra vez e fiz sexo com ela e isso de sonhar e controlar minhas assoes no sonho passa frecuentemente conmigo duas ou tres vezes na semana e normal isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O que você está descrevendo é algo chamado de sonho lúcido. Esse tipo de sonho acontece quando a pessoa percebe que está sonhando enquanto ainda está dentro do sonho. Em alguns casos, como no seu, é possível até controlar o que acontece no sonho — decidir ações, mudar cenários, e até experimentar situações diferentes com consciência de que aquilo não é real.

    Esse fenômeno não é considerado algo patológico ou errado. Muitas pessoas experimentam sonhos lúcidos, e em algumas culturas ou práticas (como o mindfulness ou técnicas específicas de meditação) até se busca desenvolver esse tipo de experiência.

    O fato de isso acontecer com você algumas vezes na semana pode estar relacionado com a forma como você dorme, como você mesmo relatou: acordar durante a madrugada, levantar, e depois voltar a dormir. Isso pode interferir nas fases do sono e favorecer o sonho lúcido, especialmente se o despertar acontece durante a fase do sono REM, que é a fase dos sonhos mais vívidos.

    Se isso não estiver causando sofrimento ou prejudicando sua qualidade de vida, não há com o que se preocupar. Porém, se você sentir que está ficando mais cansado, desregulado ou ansioso por causa dessas experiências, pode ser interessante conversar com um psicólogo para entender melhor o que está acontecendo no seu sono e na sua rotina.


  • Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    De forma fundamental, não — não é possível mudar a estrutura da personalidade. Na psicanálise, compreendemos que a estrutura psíquica (neurose, psicose ou perversão) se organiza nos primeiros anos de vida, a partir da forma como o sujeito se posiciona diante do desejo, da lei e do outro. Uma vez estruturada, essa base se mantém ao longo da vida.

    Mesmo que a pessoa mude comportamentos ou formas de lidar com situações, a estrutura em si não se altera. Em casos extremos, como um trauma muito intenso e desestruturante, poderia haver uma reorganização psíquica — por exemplo, uma passagem de uma estrutura neurótica para uma psicótica — mas isso é raro e, muitas vezes, envolve sofrimento psíquico significativo.

    O que pode mudar, sim, é a realidade psíquica da pessoa. Ou seja, o modo como ela se relaciona com sua história, com seus sintomas, com o desejo e com os outros. Através do processo analítico, a pessoa pode conquistar mais consciência sobre si mesma, elaborar conflitos, diminuir repetições e encontrar formas mais saudáveis e criativas de lidar com aquilo que a atravessa.

    Portanto, não mudamos a estrutura da personalidade, mas podemos transformar profundamente a forma como vivemos com ela.


  • Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    A influência parental tem um papel fundamental na saúde mental de uma pessoa, especialmente nos primeiros anos de vida. As figuras parentais — ou quem ocupa esse lugar — são responsáveis por transmitir ao sujeito a noção de si mesmo, ajudando na construção da identidade, no reconhecimento dos próprios desejos e na aprendizagem sobre os limites e as regras sociais.

    São essas figuras que participam da formação da estrutura da personalidade, ou seja, da forma como cada indivíduo vai se relacionar com o mundo, com o outro e com seus próprios afetos. A maneira como amor, cuidado, frustração e autoridade são vividos na infância deixa marcas profundas, que influenciam diretamente os vínculos que o sujeito formará ao longo da vida — tanto nas relações amorosas quanto nas amizades, no trabalho e na forma de lidar com a própria intimidade.

    A ausência, o excesso, a negligência ou a superproteção por parte dos pais, por exemplo, podem gerar efeitos distintos na vida emocional de uma pessoa. Por isso, compreender essa influência é um passo importante para quem busca se conhecer melhor e cuidar da própria saúde mental. Em muitos casos, a psicoterapia pode ser o espaço ideal para elaborar essas experiências e ressignificar padrões que se repetem ao longo da vida.


  • O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O perfil psicológico é uma forma de identificar e delimitar características psíquicas, emocionais e comportamentais de um indivíduo. Ele pode oferecer uma compreensão mais profunda sobre como a pessoa pensa, sente, reage em determinadas situações e se relaciona com os outros.

    Esse tipo de avaliação é bastante utilizado em processos seletivos, por exemplo, com o objetivo de entender se o candidato tem compatibilidade com determinada função ou ambiente de trabalho, aumentando a eficiência e assertividade nas contratações.

    Além disso, o perfil psicológico também é aplicado em áreas como a psicologia forense, especialmente na tentativa de compreender o funcionamento da mente de criminosos. Nesse contexto, ele ajuda a levantar hipóteses sobre motivações, padrões de comportamento e riscos de reincidência, auxiliando investigações e decisões judiciais.

    O perfil psicológico não deve ser visto como um “rótulo fixo”, mas como uma ferramenta de análise que considera o contexto, a história de vida e o funcionamento subjetivo de cada pessoa.

    É importante ressaltar que a avaliação de um sujeito não o define. Ela representa como a pessoa se encontra, porém, não pode ser vista com algo cristalizado. Isso significa que não devemos enxergar avaliações como algo que nunca mudará.


  • Quais são os tipos dominantes de personalidade? .

    Quais são os tipos dominantes de personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Na psicanálise, falamos de três formas principais de funcionamento da personalidade: neurose, psicose e perversão. Essas estruturas não são doenças, mas modos diferentes de cada pessoa se relacionar com o mundo, com os outros e com seus próprios desejos.

    Neurose: É a mais comum — a maioria das pessoas tem uma estrutura neurótica. A neurose é marcada pela dúvida, pelo conflito interno e por sentimentos como culpa ou ansiedade. Dentro da neurose, existem tipos como:

    Histeria: onde a pessoa vive muitos questionamentos sobre o desejo e busca se afirmar na relação com o outro.

    Obsessiva: onde há pensamentos repetitivos, necessidade de controle e dificuldade em lidar com a incerteza.

    Psicose: Aqui, a forma de ver a realidade pode se alterar. A pessoa pode ter delírios ou alucinações. Isso não quer dizer necessariamente que ela seja perigosa — mas que lida com o mundo de uma forma diferente, mais desconectada do que é considerado comum.

    Perversão: Ao contrário do que muita gente pensa, perversão na psicanálise não tem a ver só com sexualidade. A pessoa com estrutura perversa entende as regras sociais e morais, mas escolhe não segui-las, desafiando esses limites para obter prazer — muitas vezes, provocando o outro.

    Cada estrutura tem suas particularidades, e não existe uma “melhor” ou “pior”. O mais importante é que a pessoa possa se conhecer melhor, entender como funciona sua forma de estar no mundo e, se quiser, buscar ajuda para lidar com seus conflitos.


  • Olá , eu ultimamente sempre que estou vendo algo na tv tipo uma reportagem triste com uma pessoa ou

    Olá , eu ultimamente sempre que estou vendo algo na tv tipo uma reportagem triste com uma pessoa ou emocionante eu fico com muita vontade de chorar mas seguro o choro e fica entalado na garganta mudo de canal ou se for vídeo em rede social eu tiro , isso e toda vez que vejo se passa alguém na rua com algum tipo de deficiência ou em situação triste eu tbm fico com vontade de chorar é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Sim, isso pode ser considerado algo normal e, na verdade, bastante humano. Um desenvolvimento emocional saudável nos permite nos conectar com o sofrimento do outro, e isso acontece por meio da empatia — nossa capacidade de nos colocar no lugar do outro e, muitas vezes, nos comover profundamente com aquilo que vemos ou ouvimos.

    O que você descreve pode ser entendido como uma experiência catártica. Em momentos assim, nos deixamos tocar por histórias, imagens ou situações que despertam algo dentro de nós. Às vezes, essa emoção não vem apenas do que estamos vendo, mas também de algo interno que reconhecemos no outro, mesmo sem perceber. Pode ser uma dor antiga, uma lembrança, uma identificação emocional.

    Evitar o choro ou tentar "segurar" essa emoção é algo que muitas pessoas fazem — seja por hábito, vergonha ou por não se sentirem confortáveis em entrar em contato com essa vulnerabilidade. No entanto, permitir-se sentir, inclusive chorar, pode ser uma forma de elaborar o que está sendo despertado.

    Se isso começar a causar um incômodo maior ou despertar sentimentos que você não consegue entender bem, pode ser muito útil procurar um espaço de escuta terapêutica. A psicoterapia pode ajudar a compreender melhor essas reações e o que elas dizem sobre sua história emocional.


  • Uma pessoa nasce ou se torna narcisista? .

    Uma pessoa nasce ou se torna narcisista? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Quando falamos sobre transtornos ou a formação da personalidade, estamos sempre lidando com um processo de desenvolvimento, que envolve tanto fatores internos quanto externos. Ou seja, ninguém nasce “narcisista”. O que acontece é que o sujeito é inserido em um ambiente — geralmente nos primeiros anos de vida — que favorece o desenvolvimento de traços narcisistas.

    Esse ambiente pode incluir, por exemplo, pais que idealizam demais a criança, que não toleram frustrações ou que exigem dela um desempenho acima do que é possível. Também pode envolver negligência afetiva, fazendo com que a criança precise construir uma imagem grandiosa de si para lidar com a sensação de vazio ou desvalorização.

    Muitas vezes, o peso do ambiente não é levado em consideração, o que dá a falsa impressão de que a pessoa “nasceu assim”. Mas, na verdade, a personalidade narcisista é construída como uma forma de defesa frente às experiências emocionais vividas..


  • É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    É Possível Identificar o Transtorno de Personalidade Narcisista na Infância e na adolescência ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Sim, é possível observar traços de funcionamento narcisista na infância e na adolescência, mas é importante destacar que o diagnóstico formal do Transtorno de Personalidade Narcisista só pode ser feito a partir dos 18 anos. Isso porque, até essa idade, a personalidade ainda está em desenvolvimento e a cognição — ou seja, a forma como a pessoa pensa, sente e se relaciona com o mundo — ainda está em formação.

    Durante a infância e adolescência, comportamentos como necessidade excessiva de admiração, dificuldade de lidar com frustrações ou pouca empatia podem aparecer, mas isso nem sempre indica um transtorno. Muitas vezes, esses traços fazem parte de fases do desenvolvimento ou refletem outras questões emocionais e contextuais.

    Por isso, antes dos 18 anos, o mais adequado é acompanhar o jovem em seu processo de amadurecimento, oferecendo suporte emocional e, se necessário, acompanhamento psicológico. A intervenção precoce pode ajudar a elaborar conflitos e prevenir o agravamento de padrões disfuncionais, sem precisar rotular a criança ou o adolescente com um diagnóstico definitivo.


  • Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur

    Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
    Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
    No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
    Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
    Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
    No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
    Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
    O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
    Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
    Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
    Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
    Muito obrigado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Olá!

    A libido elevada, como você descreve, pode ter diferentes origens, inclusive orgânicas. Seria importante consultar um urologista ou um endocrinologista para investigar se há algum fator fisiológico contribuindo para esse aumento da libido — como alterações hormonais, por exemplo. Essa avaliação médica pode ajudar a entender melhor o quadro e, se necessário, orientar um tratamento complementar.

    Do ponto de vista psicológico, especialmente à luz da psicanálise, o modo como você relata a necessidade de ter relações sexuais frequentes — sendo que a masturbação não tem efeito suficiente — pode indicar uma fixação na fase fálica do desenvolvimento psicossexual. Essa é uma etapa marcada pelo surgimento do desejo, pela descoberta das regras sociais e pela importância do olhar do outro. A sua própria menção a "regras sociais" que você impõe a si mesmo para conter o impulso também aponta para uma forte relação com o controle e o limite, que parecem ocupar um papel central na sua organização psíquica.

    Nesse sentido, o seu esforço para lidar com o desejo de maneira ética e consciente mostra um funcionamento bastante elaborado, mas que parece estar gerando um sofrimento importante. Explorar essas questões em psicoterapia pode ajudar muito — não para “reprimir” o desejo, mas para compreender sua origem, seus efeitos, e como lidar com ele de forma mais integrada e menos conflitiva.

    O exercício físico, como você mesmo notou, pode ser uma boa estratégia de regulação emocional e corporal, mas não substitui a escuta terapêutica. Você não está sozinho — sim, muitos casos como o seu já foram tratados em psicoterapia. Recomendo fortemente que você busque esse espaço para que possa cuidar de si com profundidade, sem culpa, e mantendo seus valores afetivos e familiares preservados.


  • É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de rac

    É possível tratar a ansiedade social em pessoas com problemas de cognição ou baixa velocidade de raciocínio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Sim, é possível tratar a ansiedade social mesmo em pessoas que apresentam dificuldades cognitivas ou baixa velocidade de raciocínio. Essas condições não impedem o processo terapêutico.

    Na psicologia, não existe um modelo rígido ou único de tratamento. O trabalho clínico é sempre ajustado à realidade, ao ritmo e às possibilidades de cada pessoa. A escuta ativa — uma das ferramentas centrais na psicoterapia — não tem pré-requisitos cognitivos. Ela se adapta ao que o sujeito pode oferecer, respeitando suas limitações e, ao mesmo tempo, acolhendo suas angústias.

    Com o tempo, e dentro do que for possível naquele caso específico, o tratamento pode ajudar a reduzir o sofrimento gerado pela ansiedade social, favorecer estratégias de enfrentamento e melhorar a qualidade de vida. O importante é iniciar o acompanhamento com um profissional que esteja disposto a construir esse processo junto com o paciente, respeitando seus tempos e suas formas de expressão.


  • umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que

    umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que algo de ruim ia acontecer. Eu conseguia me mexer e me comunicar, mas até quando falava com meus familiares eu sentia que eles não eram reais. Algum profissional sabe se isso é questão de algum transtorno de ansiedade ou alguma outra questão a ser tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O que você relatou pode estar relacionado a um fenômeno chamado despersonalização (ou também desrealização), que é quando a pessoa sente como se estivesse "fora de si", ou como se o mundo ao redor não fosse real. É uma sensação bastante angustiante, como se tudo à sua volta estivesse desconectado ou sem vida, mesmo que racionalmente você saiba que está acordado e consciente.

    Esse tipo de experiência pode estar associado a quadros de ansiedade, especialmente quando há níveis elevados de estresse, exaustão emocional ou mesmo episódios de pânico. No entanto, para entender de forma mais precisa o que está acontecendo, é fundamental buscar atendimento psicológico.

    Na psicoterapia, será possível investigar mais a fundo o contexto emocional em que isso surgiu, além de compreender quais fatores podem estar contribuindo para essas sensações. Em alguns casos, também é importante contar com avaliação médica (psiquiátrica), para descartar outras possibilidades ou indicar um cuidado complementar.

    O mais importante é que você não ignore o que está sentindo. Procurar ajuda é um passo essencial para compreender o que está por trás dessas experiências e cuidar da sua saúde mental.


  • Eu namoro há 8 meses e nunca sonhei com minha amada.Sonho com diversas coisas e pessoas, mas ela nun

    Eu namoro há 8 meses e nunca sonhei com minha amada.Sonho com diversas coisas e pessoas, mas ela nunca esteve no meu sonho. Tem alguma explicação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O sonho é um processo bastante complexo e não deve ser interpretado de forma literal. Só porque você não sonha diretamente com sua namorada, isso não significa que ela ou a relação de vocês não estejam presentes nos seus sonhos.

    Na perspectiva psicanalítica, o sonho é a forma que o inconsciente encontra para se expressar, e ele faz isso através de uma linguagem simbólica, muitas vezes embaralhada e difícil de decifrar. Ou seja, o conteúdo do sonho pode representar algo muito diferente do que aparece à primeira vista.

    Sua relação com ela pode estar sendo representada por outros personagens, situações ou símbolos, que fazem sentido apenas quando investigamos mais profundamente o conteúdo emocional e inconsciente do sonho. Esse tipo de interpretação é algo que pode ser feito no processo terapêutico, especialmente na psicanálise, onde os sonhos são vistos como uma via importante para entender desejos, medos e conflitos internos.

    O fato de você não vê-la claramente nos seus sonhos não quer dizer que ela não esteja lá de algum modo, apenas que o seu inconsciente está se comunicando de forma indireta.


  • Possuo insônia severa, ao ponto de nem remédios como Clonazepam e Zolpidem não estarem fazendo efeit

    Possuo insônia severa, ao ponto de nem remédios não estarem fazendo efeito. Estou ficando desesperado sem conseguir dormir direito. Existe alguma outra solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    Olá!

    Você já chegou a consultar outro especialista? Em alguns casos, pode ser necessário reavaliar o tipo de medicação utilizada ou até alterar a abordagem medicamentosa. Por isso, recomendo procurar uma segunda opinião médica, preferencialmente com um psiquiatra, que é o profissional mais indicado para esse tipo de quadro.

    Do ponto de vista psicológico, a insônia é um sintoma, ou seja, ela pode estar sinalizando que sua mente está tentando comunicar algo. A dificuldade em dormir frequentemente está ligada a conflitos internos, ansiedade, pensamentos recorrentes ou vivências não elaboradas.

    Seria importante explorar em psicoterapia como essa insônia se manifesta: o que você sente antes de dormir, como está sua rotina emocional e mental, e também olhar para o seu desenvolvimento. Entender as causas psicológicas pode ajudar a aliviar o sintoma e, com o tempo, restaurar um sono mais saudável.


  • E normal gosta da pessoa e não quere-là? Quando eu era pequena interessei em um garoto, mais depois

    E normal gosta da pessoa e não quere-là? Quando eu era pequena interessei em um garoto, mais depois que tive uma decepção sofri mais superei enfim... Tinha 8 anos na época depois interessei em outros mais, quando era para ter compromisso sério o sentimento de amor sumia de repente porque sou assim? Agora eu tenho 15 anos é estou interessada em um rapaz mais, não tenho certeza que o amo então estou evitando para não machucar ninguém

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O que você está sentindo pode ser compreendido como uma ambivalência — ou seja, sentimentos opostos convivendo ao mesmo tempo. Uma parte sua parece se sentir atraída pela pessoa, enquanto outra parte prefere manter distância. Essa oscilação é comum e, muitas vezes, está ligada a experiências emocionais anteriores, como decepções ou frustrações, que podem deixar marcas e influenciar a forma como você se relaciona hoje.

    Quando isso acontece, pode ser um sinal de que existem conflitos internos não totalmente elaborados, possivelmente ligados à forma como você vivenciou o afeto, o apego e as relações durante a infância. Por isso, pode ser importante refletir, com o tempo e com cuidado, sobre como você enxerga o amor, o compromisso e o medo de se machucar ou machucar o outro.

    Além disso, é essencial considerar sua fase atual. Aos 15 anos, você está em um momento de desenvolvimento da identidade emocional e afetiva. É absolutamente normal não ter certeza sobre o que está sentindo. Ninguém nasce sabendo amar, e aprender a se relacionar com os próprios sentimentos leva tempo. O mais importante é respeitar seu ritmo e não se forçar a viver algo só por pressão ou expectativa externa. Se sentir vontade, conversar com um psicólogo pode te ajudar a entender melhor o que você sente e a construir relações mais conscientes no futuro.


  • Olá ,tenho 41 anos e não sinto desejo sexual... é muito difícil viver assim pq meu esposo quer TDS d

    Olá ,tenho 41 anos e não sinto desejo sexual... é muito difícil viver assim pq meu esposo quer TDS dias e tenho q fazer pra não gerar mais brigas...me ajudem por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Lucas  Bossert Fernandes

    O primeiro passo diante da ausência de desejo sexual é buscar uma avaliação médica com um ginecologista, que é o profissional indicado para investigar possíveis causas orgânicas ou hormonais que possam estar afetando sua libido. Alterações hormonais, uso de medicamentos ou outras condições clínicas podem impactar diretamente no desejo sexual.

    Do ponto de vista psicológico, a falta de desejo pode ter diversas origens, e não existe uma única explicação possível. Pode estar relacionada a experiências passadas, à forma como os relacionamentos foram vividos e compreendidos ao longo da vida, à dinâmica atual do casal, ou até mesmo à maneira como você se sente em relação a si mesma.

    Essas questões são profundamente individuais e por isso é essencial que sejam exploradas em um espaço psicoterapêutico. A terapia pode ajudar a entender o seu desenvolvimento afetivo, como os vínculos foram estruturados e de que forma você lida com a intimidade, o desejo e a entrega emocional.

    Além disso, é importante refletir sobre a pressão ou obrigatoriedade de manter relações para evitar conflitos. Relações sexuais forçadas pelo medo de desagradar ou brigar podem gerar sofrimento e afastar ainda mais o desejo. Por isso, cuidar de sua saúde mental e emocional é também cuidar da qualidade do seu relacionamento.


Perguntas frequentes

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