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Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Curitiba. Integrante da Sessão da Clínica e do Cartel de Formação e Direção da instituição. Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos (2017), área de concentração: Estrutura e Gênese do conceito de Subjetividade, com período sanduíche na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Professor do Ensino Superior na UFPR 2013-2015 e UTFPR 2017-2019. DEVIDO ÀS MUDANÇAS DIÁRIAS A AGENDA ONLINE NÃO PERMANECE ATUALIZADA. EM CASO DE AGENDAMENTO ENTRAR EM CONTATO DIRETO PELO WHATSAPP. Nos dias atuais uma série de diagnósticos é apresentada como forma de compreender os sofrimentos psicológicos. A palavra transtorno está na ordem do dia, e não faltam classificações para definir o mal-estar. Contudo, de maneira geral, duas situações são muito comuns. Ou a pessoa em questão não consegue realizar alguma coisa em sua vida, ou então ela realizou e, logo após isso, precisa lidar com o vazio, uma sensação normalmente descrita como “estar perdido”. Nas duas situações, como se testemunha na clínica desde Freud, é a instância do desejo que vemos se colocar em questão. Afinal, por que não conseguimos fazer aquilo que dizemos querer, mesmo que não se trate de algo impossível, ou por que não ficamos satisfeitos quando finalmente atingimos a meta tão sonhada? Se há uma particularidade que define os modos de subjetividade de nosso tempo, trata-se justamente da mudança de posição do desejo em nossa cultura. Os dilemas que constituíam a grande narrativa das neuroses no início do século XX tinham a ver com uma grande repressão dos desejos dentro do contexto de uma sociedade altamente moralista, já o que vemos se passar com mais frequência nos dias atuais é um imperativo do Gozo, uma exigência de satisfação permanente que, ao esgotar a libido, limita em muito a possibilidade de um desejo potente o suficiente para transformar internamente o sujeito, ou seja, a força capaz de nos reconectar com a vida ao fim de cada ciclo. É nesse horizonte que vemos se desenvolver a aparente contradição entre um mundo que parece oferecer cada vez mais possibilidades de realização, ao mesmo tempo em que testemunhamos um crescente sentimento de impotência que parece ser a tônica do mal-estar contemporâneo.