Alfad - Informações, especialistas e perguntas frequentes

Uso de Alfad

Indicações de Alfad
Tratamento de doenças relacionadas com a disfunção do metabolismo de cálcio devido à diminuição da 1-alfa-hidroxilação, como ocorre na insuficiência renal, em outros distúrbios associados à resistência à vitamina D e na má absorção de cálcio da osteoporose. As indicações principais são: osteodistrofia renal (doença óssea renal ou raquitismo renal), hipoparatireoidismo, hiperparatireoidismo (com doença óssea), raquitismo e osteomalácia nutricional e má absortiva, raquitismo e osteomalácia hipofosfatêmica resistente à vitamina, raquitismo e osteomalácia pseudodeficiente (tipo I D-dependente) e osteoporose.


Contra-Indicações de Alfad
Na presença de níveis de cálcio plasmático superiores a 2,7 mmol/ I(10,8 mg/dl), alfacalcidol não deve ser administrado. Alfacalcidol não deve ser administrado na presença de hipercalcemia, hiperfosfatemia (exceto quando ocorre hipotiroidismo) ou hipermagnesemia. Alfacalcidol não deve ser administrado a pacientes com evidência de toxicidade à vitamina D ou conhecida hipersensibilidade aos efeitos da vitamina D ou a qualquer um de seus análogos.


Precauções especiais

Como Usar (Posologia)
A dosagem e administração de ALFAD devem ser ajustadas de acordo com as indicações que se seguem: as cápsulas de ALFAD não são recomendadas para crianças com peso inferior a 20 Kg. .A dosagem inicial para todas as indicações, com exceção da osteoporose, é de: Criança com mais de. 20 kg e adultos: 1,0 mcg/dia; Pacientes idosos 0,5mcg/dia. A dosagem, subseqüentemente, pode ser ajustada a fim de evitar hipercalcemia, de acordo com a resposta bioquímica. Os níveis de cálcio (preferencialmente corrigidos por ligação protéica) devem ser, inicialmente, medidos semanalmente. A dose de ALFAD pode ser aumentada por incrementos de 0,25 a 0,5 mcg/dia. A maioria das adultos tem respostas com doses de 1 a 3 mcg/dia. Uma vez que a dose é estabelecida, os níveis de cálcio devem ser medidos a cada 2 a 4 semanas. Em pacientes com osteomalácia, a necessidade de uma rápida calcemia não necessita de aumento de dosagem. Outros índices de resposta, como nível plasmático de fosfatose alcalina, podem ser critérios mais úteis para o ajuste da dose. Índices de resposta, em adição ao cálcio plasmático, podem incluir fosfatose alcalina, nível de hormônio de paratireóide, excreção urinária de cálcio em pacientes com insuficiência renal, radiografia óssea ou investigação histológica. Quando há evidência bioquímica ou radiográfica de restauração óssea (ou no hipoparatireoidismo, quando os níveis de cálcio ficam normais), a dose necessária para manutenção geralmente diminui para 0,25 a 2 mcg/dia. Caso ocorra hipercalcemia, deve-se parar com o ALFAD até que o nível plasmático de cálcio volte ao normal (normalmente uma semana) e, então, restaurá-lo em metade da dosagem prévia. Doença óssea renal (osteodistrofia renal): Pacientes com altos níveis plasmáticos de cálcio podem ter hiperparatireoidismo autônomo. Nesta situação, eles podem não responder ao alfacalcidol e outras medidas terapêuticas podem ser indicadas. Em pacientes com doença renal crônica, é particularmente importante checar freqüentemente o cálcio plasmático, porque hipercalcemia prolongada pode prejudicar ainda mais a função renal. Antes e durante o tratamento com ALFAD, o uso de agentes ligantes de fosfato para prevenir a hiperfosfatemia deve também ser considerado. Hipoparatireoidismo: Níveis plasmáticos baixos de cálcio podem ser perigosos e devem, ser restaurados ao normal; isso ocorre mais rapidamente com ALFAD do que com vitamina D. Hipocalcemia severa é corrigida mais rapidamente com altas doses de ALFAD (por exemp1o 3-5 mcg) junto com suplementos de cálcio. Hiperparatireoidismo: Em pacientes necessitando de cirurgia por hiperparatireoidismo primário ou terciário, tratamento pré-operatório com AI.FAD por 2-3 semanas pode reduzir as dores ósseas e a miopatia sem agravamento da hipercalcemia. Para diminuir o risco de hipocalcemia pós-operatória, ALFAD deve ser continuado até o nível plasmático de fosfatose alcalina voltar ao normal, ou até que ocorra hipercalcemia. Raquitismo e osteomalácia nutricional e má absortiva: Osteomalácia proveniente de má absorção que responde a oitos doses de vitamina D via IM ou IV irá responder a doses pequenas de ALFAD via oral. Raquitismo e osteomalácia nutricionais podem ser rapidamente curados com ALFAD. Raquitismo e osteomalácia hipofosfatêmica vitamina D-resistente: Doses normais de ALFAD rapidamente aliviam a miopatia, quando presente, e aumentam a retenção de cálcio e fosfato. Alguns pacientes podem necessitar de suplementação de fosfato. Nem altas doses de vitamina D nem de suplementos de fosfato são completamente satisfatórios nessas condições. Raquitismo e osteomalácia pseudodeficiente (D-dependente, tipo I): Assim como com a condição nutricional, doses orais similares de ALFAD são efetivas em circunstâncias que necessitem de altas doses de vitamina D. Osteoporose: A dosagem inicial em osteoporose é de 0,5 mcg/dia. Má absorção de cálcio é uma causa comum de osteoporose, tanto pós-menopáusica como senil ou induzida por esteróide. A diminuição na absorção intestinal de cálcio está associada a baixos níveis de 1,25-diidroxivitamina D 3 e pode ser normalizada por pequena dose (provavelmente dose fisiológica), administrada oralmente, de alfacalcidol (0,5 mcg). O aumento da absorção de cálcio está associado a um aumento no cálcio urinário; 5 magnitude disso está associada à dosagem de alfacalcidol e ao consumo de cálcio dietário. Suplementação de cálcio só é recomendada a pacientes osteoporóticos se o consumo pela dieta for claramente inadequado. Na maioria dos pacientes é mais conveniente ajustar a dose alfacalcidol por volta do consumo regular diário de cálcio. A posologia está baseada em experimentos clínicos para obter os melhores efeitos com ALFAD.


Interações Medicamentosas
Alfacalcidol/glicosídeos digitálicos: Em pacientes tomando preparações digitálicas, hipercalcemia pode precipitar arritmias cardíacas. Pacientes tomando digitálicos concomitantemente com alfacalcidol devam ser bem monitorados. Alfacalcidol/barbitúricos/drogas anticonvulsivantes enzima-indutores: Pacientes utilizando barbitúricos ou outros anticonvulsivantes enzima-indutores podem necessitar de uma dosagem elevada de ALFAD para produzir o efeito desejado. Como a metabolização dessas drogas pelo fígado pode inibir a metabolização de alfacalcidol, devido à competição por sistemas enzimáticos, pode ser necessária dose maior de alfacalcidol para se obter o efeito desejado. Alfacalcidol/drogas que afetem a absorção intestinal: A absorção de alfacalcidol pode ser prejudicada pelo uso de óleo mineral (uso prolongado), colestiramina, colestipol, sucralfato ou grandes quantidades de antiácidos à base de alumínio. Pode ser necessária uma dosagem maior de alfacalcidol para se obter o efeito desejado. Alfacalcidol/ magnésio: Deve-se ter cautela quanto ao uso de antiácidos à base de magnésio ou laxativos em pacientes que tomam alfacalcidol e que estão em diálise renal crônica. Pode ocorrer hipermagnesemia. Alfacalcidol/cálcio/tiazidas: O risco de hipercalcemia aumenta em pacientes que tomem preparações que contêm cálcio ou diuréticos tiazídicos concomitantemente com alfacalcidol. Alfacalcidol/vitamina D e derivados: Alfacalcidol é um potente derivado da vitamina D. Doses farmacológicas de vitamina D e de seus derivados não devem ser dadas durante o tratamento com alfacalcidol devido à possibilidade de efeitos aditivos e aumento de risco de hipercalcemia.


Laboratório
Laboratórios Biosintética Ltda.


Modo de Ação
O efeito terapêutico previsto é a melhora no metabolismo do cálcio. O alfacalcidol (1-alfa-hidroxivitamina D 3 ou 1-alfa OH D 3 ) sofre uma rápida conversão hepática para 1,25-dildroxivitaminaD 3 1,25[ (OH) 2 D 3 ], a vitamina D 3 metabólito que age como regulador da metabolismo de cálcio e fosfato. Devido a essa rápida conversão, os efeitos terapêuticos de ALFAD (alfacalcidol) são, virtualmente, os mesmos que aqueles 1,25dildroxivitamina D 3 (calcitriol). Os efeitos principais são: aumentar os níveis de 1,25-dildroxivitamina D 3 circulantes e, conseqüentemente, aumentar a absorção intestinal de cálcio e fosfato, promover mineralização óssea, diminuir os níveis de hormônio paratireóideo do plasma, bem como diminuir a reabsorção óssea, com o alivio de dores ósseas e musculares. Quando a 1-alfa-hidroxilação nos rins está prejudicada, a produção endógena de 1,25-dildroxivitamina D 3 está reduzida. Esse fato contribui para o distúrbio no metabolismo mineral encontrado em inúmeras doenças, incluindo doenças ósseas renais, hipoparatireoidismo e raquitismo vitamina D-dependente. Essas doenças, que necessitam de altas doses de vitamina D para sua correção, irão responder a pequenas doses de ALFAD, que não depende do processo de 1-alfa-hidroxilação renal. Adicionalmente, o tratamento com ALFAD na má absorção de cálcio associada a pós-menopausa, senil ou osteoporose induzida por esteróide, melhora o balanço negativo de cálcio desses pacientes. Quanto mais positivo for o balanço de cálcio produzido pelo tratamento com ALFAD em pacientes osteoporóticos, menores serão as perdas ósseas e as taxas de fraturas ósseas. Quando se usa vitamina D, a alta dosagem e o tempo de resposta terapêutica variado podem acarretar hipercalcemia, que pode demorar muitas semanas, às vezes meses, para se reverter. Com ALFAD. o começo da resposta terapêutica é mais rápido; requer menor dosagem e, se ocorrer hipercalcemia, ela pode ser revertida parando-se o tratamento por alguns dias. Farmacocinética: Alfacalcidol é um precursor sintético do calcitriol. Ele passa por uma 25-hidroxilação no fígado, produzindo o metabólito ativo da vitamina D-calcitriol. Sabe-se que esta transformação ocorre in vivo em humanos. Desse modo, alfacalcidol pode ser considerado uma pró-droga do calcitriol. O alfacalcidol é totalmente convertido em calcitriol. Alfacalcidol provê uma fonte mais eficaz de calcitriol para a corrente sangüínea. Como o alfacalcidol requer uma 25-hidroxilação hepática, ele provavelmente provê uma produção continua de calcitriol, comparado com as largas flutuações das concentrações plasmáticas e teciduais de calcitriol, que provavelmente ocorre seguindo doses diárias de 1,25 (OH) 2 . A conversão do alfacalcidol em calcitriol não é afetada por doença hepática. Doenças hepáticas como a cirrose alcoólica e(ou) pós-necrótica ou doença hepática crônica não afetam a 25-hidroxilação hepática. Desse modo, os pacientes com as doenças acima mencionadas podem receber completamente os benefícios do tratamento com alfacalcidol.


Precauções
Alfacalcidol aumenta a absorção intestinal de cálcio e fosfato, cujos níveis séricos devem ser monitorados, particularmente em pacientes com problemas renais. Durante o tratamento com alfacalcidol, os níveis de cálcio no plasma e na urina (coleta 24 horas) devem ser determinados pelo menos a cada três meses. Alfacalcidol só deve ser prescrito quando for possível fazer a monitorização dos níveis de cálcio ou de outros parâmetros bioquímicos sobre uma base regular. Alfacalcidol deve ser administrado com cautela a pacientes com hipercalciúria, especialmente àqueles com histórico de cálculo renal. Se há uma evidência bioquímica de restauração óssea (por exemplo: os níveis de fosfatase alcalina retornam ao normal), pode-se desenvolver hipercalcemia se a dose de ALFAD não for diminuída adequadamente. Se ocorrer hipercalcemia ou hipercalciúria, isso pode ser corrigido rapidamente, parando-se o tratamento com ALFAD e com suplementos de cálcio até o nível plasmático de cálcio retornar ao normal, usualmente em uma semana. ALFAD pode, então, ser reintroduzido com metade da última dose usada. Gravidez e lactação: Não há evidências suficientes que assegurem a segurança do uso de alfacalcidol na gravidez, apesar de estar sendo utilizado por muitos anos sem nenhum efeito adverso aparente. Estudos em animais não revelaram nenhum risco, porém, como todas as drogas, alfacalcidol só deve ser usado durante a gravidez se o tratamento for essencial e não houver melhor alternativa disponível. Apesar de não estar definitivamente estabelecido, parece que níveis de 1,25-diidroxivitamina D 3 podem ser encontrados no leite materno, em pessoas tratadas com alfacalcidol. Isto pode influenciar o metabolismo de cálcio do lactante e a descontinuação da amamentação deve ser considerada.


Superdosagem
Manifestações de hipercalcemia podem se manifestar clinicamente, tais como: mal-estar, fadiga fraqueza, vertigem, tontura, sonolência, dor de cabeça, boca seca, constipação, diarréia, azia, vômito, dor abdominal e outros desconfortos gastrintestinais, dor muscular , dor óssea, dor nas juntas, pruridos ou palpitações. tratamento: se ocorrer hipercalcemia deve-se suspender a administração de alfad. hipercalcemia severa pode necessitar de procedimentos gerais de suporte com fluido intravenoso e, se necessário, de administração de diurético de alça ou corticosteróide. em superdosagem aguda, tratamento imediato com lavagem gástrica e (ou) administração de óleo mineral, para poder reduzir a. absorção e promover a eliminação fecal. Atenção - este produto é um novo medicamento e, embora as pesquisas realizadas tenham indicado eficácia e segurança quando corretamente indicado, podem ocorrer reações adversas. em caso de suspeita de reação-adversa, o médico responsável deve ser notificado.


Efeitos adversos e efeitos colaterais

Efeitos Colaterais de Alfad
Os efeitos adversos geralmente relatados são hipercalcemia e, no caso de insuficiência renal, hiperfosfatemia, que podem ser induzidas pela terapia com alfacalcidol. Em pacientes que sofrem diálise, o possível influxo de cálcio resultante da solução de diálise deve ser considerado. Na terapia com alfacalcidol não se têm notado outros efeitos adversos associados. Devido à inclusão, nas cápsulas, de preservativos de parabeno, 4-etil-hidroxibenzoato e 4-propil-hidroxibenzoato, podem ocorrer reações de hipersensibilidade em pacientes sensíveis.


Quais profissionais prescrevem Alfad?


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