Astramorph - Informações, especialistas e perguntas frequentes

Uso de Astramorph

Indicações de Astramorph
ASTRAMORPH (sulfato de morfina) é um analgésico narcótico sistêmico para administração por via intravenosa, epidural ou intratecal. É usado para o controle da dor refratária aos analgésicos não-narcóticos. Sulfato de morfina, administrado epidural ou intratecalmente, fornece alívio da dor por períodos prolongados, sem ser acompanhado por perda das funções motoras, sensoriais ou simpáticas.


Contra-Indicações de Astramorph
ASTRAMORPH (sulfato de morfina) é contra-indicado naquelas condições clínicas que impedem a administração de opióides por via intravenosa alergia à morfina e outros opiáceos, bronquite asmática aguda, obstrução das vias aéreas superiores. A administração de morfina pelas vias epidural ou intratecal é contra-indicada na presença de infecção no local da injeção, terapia anticoagulante, diátese hemorrágica, administração parenteral de corticosteróides por um período anterior de 2 semanas ou outra terapia concomitante ou condição clínica que poderia contra-indicar a técnica de analgesia epidural ou intratecal.


Precauções especiais

Armazenamento
Proteja da luz. Mantenha as ampolas dentro do cartucho até o momento do uso. Conserve em local com temperatura ambiente. ASTRAMORPH (sulfato de morfina) não contém conservantes. Descarte qualquer sobra da solução. Não autoclave. Não use o produto se forem constatadas alterações na cor original ou se houver precipitado. Não use medicamento com prazo de validade vencido. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


Interações Medicamentosas
Os efeitos depressores da morfina são potencializados pela presença de outros depressores do SNC ou pela administração concomitante com álcool, sedativos, anti-histamínicos ou outros psicotrópicos (por ex.: inibidores da MAO, fenotiazínicos, butirofenonas e antidepressivos tricíclicos). Pré-medicação ou uso intra-anestésico de neurolépticos com morfina podem aumentar os riscos de depressão respiratória.


Laboratório
Astra Química e Farmacêutica Ltda.
Remédios da mesma Classe Terapêutica A.a.s., Acetofen, Algifen, Analgex, Analgina


Pacientes Idosos
Ver item Posologia. Antes do uso de medicamentos parenterais deve-se verificar a ausência de material particulado e alterações de cor, sempre que a solução e o frasco permitirem.


Posologia e Modo de Usar
ASTRAMORPH (sulfato de morfina) é destinado para a administração intravenosa, epidural e intratecal. Administração intravenosa: Dosagem: A dose inicial de sulfato de morfina deve ser de 2 mg a 10 mg/70 kg de peso corpóreo. Para pacientes com menos de 18 anos não há informações disponíveis. Administração epidural: ASTRAMORPH (sulfato de morfina) deve ser administrado por via epidural apenas por médicos com experiência nas técnicas de administração epidural e que estão totalmente familiarizados com a bula. Deve ser administrado apenas em locais onde a monitorização adequada do paciente é possível. Equipamentos de ressuscitação e um antagonista específico (cloridrato de naloxona) devem estar disponíveis para qualquer emergência, para o controle da depressão respiratória, assim como das complicações que podem resultar da injeção intravascular ou intratecal inadvertida. (Nota: A dosagem intratecal é usualmente 1/10 da dosagem epidural). A monitorização dos pacientes deve ser continuada por no mínimo 24 horas após cada dose, já que pode ocorrer depressão respiratória tardia. A colocação apropriada de uma agulha ou cateter no espaço epidural deve ser verificada antes de ASTRAMORPH (sulfato de morfina) ser injetado. Técnicas aceitas para verificar o local apropriado incluem: a) aspiração para checar a ausência de sangue ou fluido cerebroespinhal, ou b) administração de 5 ml (3 ml em pacientes obstétricos) de injeção de lidocaína 1,5% e epinefrina (1:200.000) sem conservantes, e então observar o paciente quanto à ausência de taquicardia (isto indica que a injeção vascular não foi feita) e ausência de início súbito de anestesia segmentar (isto indica que a injeção intratecal não foi feita). Dose epidural adulta: Injeção inicial de 5 mg na região lombar pode propiciar alívio satisfatório da dor por até 24 horas. Se o alívio adequado da dor não for alcançado dentro de uma hora, pode-se fazer a administração cuidadosa de doses incrementais de 1 a 2 mg, em intervalos suficientes para atingir a eficácia. Não deve-se administrar mais do que 10 mg/24 horas. A administração torácica tem demonstrado aumentar drasticamente a incidência de depressão respiratória prematura ou tardia, até mesmo em doses de 1 a 2 mg. A dose inicial recomendada para infusão contínua é de 2 a 4 mg/24 horas. Se o alívio da dor não for alcançado inicialmente, pode-se administrar doses adicionais de 1 a 2 mg. Pacientes idosos ou debilitados: Administre com cautela extrema (ver Precauções). Doses inferiores a 5 mg podem levar ao alívio satisfatório da dor por até 24 horas. Uso epidural pediátrico: Não estão disponíveis informações do uso em pacientes pediátricos. Administração intratecal: Atenção: A dosagem intratecal é geralmente 1/10 da dosagem epidural. ASTRAMORPH (sulfato de morfina) deve ser administrado intratecalmente apenas por médicos com experiência nas técnicas de administração intratecal e que estão totalmente familiarizados com a bula. Deve ser administrado apenas em locais onde a monitorização adequada do paciente é possível. Equipamentos de ressuscitação e um antagonista específico (cloridrato de naloxona) devem estar disponíveis para qualquer emergência para o controle da depressão respiratória, assim como das complicações que podem resultar de injeção intravascular inadvertida. A monitorização dos pacientes deve ser continuada por no mínimo 24 horas após cada dose, já que pode ocorrer depressão respiratória tardia. Depressão respiratória (com início prematuro e tardio) tem ocorrido mais freqüentemente após administração intratecal. Dose intratecal adulta: Uma injeção única de 0,2 a 1 mg pode propiciar alívio satisfatório da dor por até 24 horas (cuidado: isto implica em apenas 0,2 a 1 ml de ASTRAMORPH. Não injete, intratecalmente, mais do que 1 ml de ASTRAMORPH. Use na região lombar apenas se recomendado). Não são recomendadas injeções intratecais repetidas de ASTRAMORPH (sulfato de morfina). Uma infusão intravenosa contínua de cloridrato de naloxona, 0,6 mg/h, por 24 horas, após injeção intratecal, pode ser usada para reduzir os efeitos adversos potenciais. Pacientes idosos ou debilitados: Administre com extrema cautela (ver Precauções). Uma dose menor, geralmente, é satisfatória. Doses repetidas: Se o controle da dor não for adequado, vias alternativas de administração devem ser consideradas, já que a experiência com doses repetidas de morfina por via intratecal é limitada. Uso intratecal pediátrico: Não estão disponíveis informações do uso em pacientes pediátricos. Antes do uso de medicamentos parenterais, deve-se verificar a ausência de material particulado e alterações de cor, sempre que a solução e frasco permitirem.


Precauções
Gerais: ASTRAMORPH (sulfato de morfina) deve ser administrado com extrema cautela em pacientes idosos ou debilitados, na presença de aumento de pressão intracraniana/intra-ocular e em pacientes com dano cerebral. Alterações pupilares (miose) podem obscurecer o curso da patologia intracraniana. Deve-se tomar cuidado em pacientes que têm reserva respiratória diminuída (ex.: enfisema, obesidade grave, cifoescoliose). Doses altas podem desencadear convulsões. Pacientes com desordens convulsivas devem ser observados com cuidado quanto à evidência de indução da atividade convulsiva por morfina. Recomenda-se que a administração de ASTRAMORPH (sulfato de morfina) por via epidural e intratecal seja limitada à região lombar. O uso intratecal tem sido associado com uma maior incidência de depressão respiratória do que o uso epidural. Hipertonicidade da musculatura lisa pode resultar em cólica biliar, dificuldade em urinar e possível retenção urinária, requerendo cateterização. Devem-se ter em conta os riscos inerentes à cateterização uretral, quando a administração epidural ou intratecal são consideradas, especialmente no período peroperatório. A meia-vida de eliminação pode ser prolongada em pacientes com taxas metabólicas reduzidas e com disfunção hepática ou renal. Portanto, deve-se tomar cuidado ao administrar morfina nestas condições, particularmente com doses repetidas. Em pacientes com reduzido volume circulatório sangüíneo, com função do miocárdio prejudicada ou em terapia com drogas simpatolíticas, devem-se observar atentamente os riscos de hipotensão ortostática, especialmente no transporte. Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica e pacientes com crise asmática aguda podem desenvolver insuficiência respiratória aguda com a administração de morfina. O uso nestes pacientes deve ser reservado para aqueles cujas condições requerem intubação endotraqueal e suporte respiratório ou controle da ventilação. Carcinogênese, mutagênese, distúrbio da fertilidade: Não foram realizados estudos de sulfato de morfina em animais para avaliar o potencial mutagênico ou o efeito na fertilidade. Trabalho de parto e nascimento: Morfina intravenosa passa prontamente para a circulação fetal e pode resultar em depressão respiratória no neonato. Naloxona e equipamento de ressuscitação devem estar disponíveis para reverter a depressão respiratória induzida por narcóticos no neonato. Além disso, morfina intravenosa pode reduzir a força, duração e freqüência das concentrações uterinas, resultando em trabalho de parto prolongado. Morfina administrada epidural ou intratecalmente passa prontamente para a circulação fetal e pode resultar em depressão respiratória no neonato. Estudos clínicos controlados mostraram que a administração epidural tem efeito menor ou ausente no alívio da dor de parto. Entretanto, estudos sugeriram que na maioria dos casos, 0,2 a 1 mg de morfina intratecalmente, propiciam alívio adequado da dor com pequeno efeito na duração do primeiro estágio do trabalho de parto. O segundo estágio, contudo, pode ser prolongado se a parturiente não for encorajada a colaborar. Uma infusão intravenosa contínua de naloxona, 0,6 mg/h, por 24 horas, após a injeção intratecal pode ser empregada para reduzir a incidência de efeitos adversos potenciais. Uso pediátrico: Ainda não foram estabelecidas a segurança e eficácia em crianças.


Superdosagem
A superdosagem é caracterizada pela depressão respiratória com ou sem depressão concomitante do SNC. Desde que a parada respiratória pode resultar, tanto da depressão direta do centro respiratório, quanto da hipoxia, atenção primária deve ser dada para o estabelecimento da troca respiratória por meio de uma desobstrução das vias aéreas e instituição de ventilação assistida ou controlada. O antagonista narcótico, cloridrato de naloxona, é o antídoto específico. Cloridrato de naloxona deve ser administrado intravenosamente, simultaneamente com a ressuscitação respiratória. Como a duração do efeito da naloxona é consideravelmente menor do que a da morfina epidural ou intratecal, administração repetida pode ser necessária. Os pacientes devem ser atentamente observados quanto à evidência de renarcotização. Nota: A depressão respiratória pode demorar até 24 horas após a administração epidural ou intratecal. Em condições dolorosas, a reversão do efeito narcótico pode resultar em início de dor aguda e liberação de catecolaminas. A administração cuidadosa de naloxona pode levar à reversão dos efeitos adversos sem afetar a analgesia. A administração parenteral de narcóticos em pacientes que estão recebendo morfina epidural ou intratecal pode resultar em superdosagem.


Efeitos adversos e efeitos colaterais

Abuso da Droga e Dependência
Abuso: A morfina tem reconhecido potencial para abuso e dependência. Dependência: Receptores cerebrais e espinhais podem desenvolver tolerância/dependência independentemente, como uma função da dose local. Deve-se tomar cuidado para evitar síndrome de abstinência naqueles pacientes que foram mantidos com narcóticos parenterais/orais quando for considerar a administração epidural ou intratecal. Podem ocorrer síndrome de abstinência seguindo a administração crônica epidural ou intratecal, assim como o desenvolvimento de tolerância à morfina, por estas vias (ver Efeitos não-teratogênicos durante a gravidez).


Advertências
A administração de ASTRAMORPH (sulfato de morfina) deve ser limitada a pessoas treinadas no controle de depressão respiratória, e no caso de administração epidural ou intratecal, por pessoas familiarizadas com estas técnicas e com o controle de complicações associadas com a administração epidural ou intratecal. Devido ao fato de a administração epidural ter sido associada a um reduzido potencial de efeitos adversos imediatos ou retardados em relação à administração intratecal, a via epidural deve ser usada sempre que possível. A administração intravenosa pode resultar em rigidez da parede torácica. Os locais onde ASTRAMORPH (sulfato de morfina) for administrado devem ser equipados com equipamento de ressuscitação, oxigênio, naloxona injetável e outras drogas ressuscitadoras. Quando as vias de administração epidural ou intratecal são empregadas, o paciente deve ficar sob observação em um local com pessoal técnico especializado e totalmente equipado, por, no mínimo, 24 horas. Foi relatada depressão respiratória grave, até 24 horas, seguindo administração epidural ou intratecal. Sulfato de morfina pode causar dependência física ou psíquica (ver Abuso da droga e dependência). Gravidez e lactação: Não foram realizados estudos de reprodução de animais com sulfato de morfina. Também não é sabido se o sulfato de morfina pode causar lesões fetais quando administrado a mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade reprodutiva. O sulfato de morfina deve ser administrado a mulheres grávidas apenas se claramente necessário. Efeitos não-teratogênicos: Crianças nascidas de mães que usaram morfina cronicamente podem apresentar sintomas de abstinência. A morfina é excretada no leite materno. Não são conhecidos os efeitos nos lactentes.


Atenção
Pode causar dependência física ou psíquica.


Efeitos Colaterais de Astramorph
O efeito adverso mais grave é a depressão respiratória. Devido à demora do efeito máximo no SNC com o fármaco administrado intravenosamente (30 minutos), a administração rápida pode resultar em superdosagem. Administração em dose única pela via epidural ou intratecal pode resultar em depressão respiratória precoce, devido à redistribuição venosa direta da morfina para os centros respiratórios do cérebro. O início tardio (até 24 horas) da depressão respiratória aguda foi relatado com administração pelas vias epidural ou intratecal e acredita-se ser resultado da difusão rostral. Relatos de depressão respiratória após administração intratecal têm sido mais freqüentes, mas a dose usada na maioria destes casos tem sido consideravelmente maior do que a recomendada. Esta depressão pode ser severa, podendo ser necessário realizar uma intervenção (ver Advertências e Superdosagem). Mesmo sem evidências clínicas de inadequação ventilatória, uma resposta ventilatória ao CO 2 diminuída pode ser observada até 22 horas após a administração epidural ou intratecal. Enquanto pequenas doses de morfina administradas intravenosamente têm pequeno efeito na estabilidade cardiovascular, altas doses são excitatórias, devido à hiperatividade simpática e aumento das catecolaminas circulantes. Altas doses de morfina administradas intravenosamente podem ser acompanhadas por excitação do SNC, resultando em convulsões. Podem ocorrer reações disfóricas e psicoses tóxicas foram relatadas. Administração epidural e intratecal são acompanhadas por uma alta incidência de prurido dose-dependente, mas não restrito ao local de administração. Náusea e vômito são freqüentemente vistos nos pacientes, após a administração de morfina. Foi relatada, em aproximadamente 90 % dos homens, retenção urinária, persistindo por 10-20 horas, após administração única epidural ou intratecal. Esta incidência é um tanto menor em mulheres. Os pacientes podem necessitar de cateterização (ver Precauções). Prurido, náusea/vômito e retenção urinária freqüentemente podem ser aliviados pela administração intravenosa de pequenas doses de naloxona (0,2 mg). Sabe-se que ocorrem tolerância e dependência à morfina administrada cronicamente por qualquer via (ver Abuso da droga e dependência). Os vários efeitos adversos incluem constipação, dor de cabeça, ansiedade, depressão do reflexo da tosse, interferência com a regulação térmica e oligúria. Podem ocorrer evidências de liberação de histamina, como urticária, pápula e/ou irritação tecidual local. Em geral, os efeitos adversos são amenizados ou revertidos por antagonistas narcóticos. Injeção de cloridrato de naloxona e equipamentos de ressuscitação devem estar totalmente disponíveis para a administração no caso de risco de vida ou efeitos adversos intoleráveis.


Perguntas sobre Astramorph

Nossos especialistas responderam a 1 perguntas sobre Astramorph

O Astramorph é o sulfato de morfina pentaidratado com indicação para dores intensas agudas ou crônicas. Ele pode causar depressão respiratória quando associado com outros medicamentos psicotrópicos…

Quais profissionais prescrevem Astramorph?


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