Biocarbo - Informações, especialistas e perguntas frequentes
Uso de Biocarbo
Indicações de Biocarbo
Carcinoma do ovário de origem epitelial, carcinoma de pequenas células do pulmão, carcinoma epidermóide das vias aéreas e digestivas superiores.
Contra-Indicações de Biocarbo
Absolutas: antecedentes alérgicos à carboplatina ou a outros produtos contendo platina ou manitol. Durante gravidez e aleitamento. Não deve ser empregado em pacientes com supressão medular ou sangramento severos.
Carcinoma do ovário de origem epitelial, carcinoma de pequenas células do pulmão, carcinoma epidermóide das vias aéreas e digestivas superiores.
Contra-Indicações de Biocarbo
Absolutas: antecedentes alérgicos à carboplatina ou a outros produtos contendo platina ou manitol. Durante gravidez e aleitamento. Não deve ser empregado em pacientes com supressão medular ou sangramento severos.
Precauções especiais
Como Usar (Posologia)
Notas BIOCARBO (carboplatina), pó liófilo injetável, não contém nenhum conservante antimicrobiano; é destinada somente à administração em dose única. Qualquer solução restante de carboplatina com 12 horas (quando estocada a temperatura ambiente) ou 36 horas (quando estocada em refrigerador), após diluição com diluentes recomendados, deve ser descartada. Drogas de uso parenteral devem ser minuciosamente inspecionadas visualmente quanto a partículas suspensas e descoloração, antes da administração, quando a solução e o recipiente assim o permitirem. Cuidados de Administração Esta preparação é destinada somente para uso intravenoso, geralmente por infusão, durante 15 minutos ou mais. Pode ser administrada em pacientes de ambulatório desde que não se requeira hidratação. Cód. Laetus nº 29
Conduta Na Superdose
Não existe antídoto para carboplatina. Utilizar um quelante intravenoso, promover a diurese e hidratar o paciente. No caso de anúria, hemodialisar o paciente. Usar corticosteróides ou antihistamínicos nas reações alérgicas intensas. As complicações de superdosagem são decorrentes de supressão medular ou toxicidade hepática. ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, MAS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. MS - 1.1213.0081 Farmacêutico Responsável: Luiz Antônio Muniz Mendes CRF-SP nº 13.559 Fabricado por : Pharmachemie BV - Swensweg 5 2031 GA Haarlem - Holanda 6236 depende da intensidade e do tipo de imunosupressão causada pela medicação, doenças de base, e outros fatores; estimativas variam de 3 meses a 1 ano. - Carboplatina/vacinas com vírus vivo: devido ao fato dos mecanismos de defesa normais do organismo estarem suprimidos em virtude da terapia com carboplatina, o uso concomitante de vacina com vírus vivo pode potencializar a replicação do vírus vacinal, podendo aumentar os efeitos adversos da vacina, e/ou podem diminuir a resposta por anticorpos à vacina. A imunização destes pacientes somente poderá ser feita sob extrema cautela, após examinação cuidadosa dos parâmetros hematológicos do paciente e somente com conhecimento e consentimento do médico responsável pela terapia com carboplatina. O intervalo entre a descontinuação da medicação que causa imunossupressão e a restauração da capacidade do paciente em responder à vacina depende da intensidade e tipo de imunossupresão causadas pelo medicamento, da doença de base e outros fatores; estimativas variam de 3 meses a 1 ano. Pacientes com leucemia em remissão não devem receber vacinas com vírus vivos até aproximadamente 3 meses após sua última quimioterapia. Além disso, a imunização com vacina oral para poliomielite deve ser adiada às pessoas de contato mais próximo com o paciente, especialmente membros da família.
Cuidados de Armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz.
Gravidez e Lactação
A carboplatina pode causar anormalidades fetais quando administrada em mulheres grávidas. A carboplatina também apresentou embriotoxicidade e teratogenicidade em ratos. Se a droga for usada durante a gravidez, ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento, deverá ser alertada sobre os riscos potenciais para o feto. Mulheres em idade fértil também devem ser avisadas sobre os riscos e devem ser aconselhadas a não engravidar durante o tratamento. Não se sabe ao certo se a carboplatina é excretada no leite materno. Devido à possibilidade de causar toxicidade no lactante, recomenda-se que o aleitamento seja descontinuado durante o tratamento com carboplatina.
Informações Técnicas
-MODO DE AÇÃO: BIOCARBO (carboplatina) é um citostático com propriedades bioquímicas similares à cisplatina. Se fixa sobre as moléculas de ADN produzindo ligações alquílicas responsáveis pela formação de pontes entre duas cadeias da molécula ou entre cadeias de duas moléculas de ADN adjacentes. A síntese por replicação e a separação ulterior do ADN são bloqueados. Em conseqüência, a síntese do ARN e das proteínas celulares são também inibidas. Após administração de BIOCARBO (carboplatina) em humanos, observa-se relação linear entre a dose e a concentração plasmática, tanto da platina total, como da sua forma livre ultrafiltrável. A carboplatina exibe farmacocinética linear na faixa de 300-500 mg/m5. A administração repetida durante quatro dias consecutivos não produz acúmulo de platina no plasma. Os valores encontrados de meia-vida (alfa) plasmática foram de 1,1 a 2,0 horas e de eliminação foram aproximadamente de 2,6 a 5,9 horas. O clearance corporal total, o volume de distribuição aparente e o tempo médio de permanência no corpo foram, respectivamente, 4,4 l/hora, 16 l e 3,5 horas. A meia-vida terminal correspondente à platina total é de 24 horas. Aproximadamente 87% da platina plasmática se encontra unida às proteínas plasmáticas dentro das 24 horas seguintes à administração. A carboplatina não se liga às proteínas plasmáticas. Contudo, a platina da carboplatina liga-se irreversivelmente às proteínas plasmáticas e é eliminada lentamente, com uma meia-vida de 5 dias. A maior rota de eliminação da carboplatina é a excreção renal. Pacientes com clearance de creatinina superior a 60 mL/min, excretam 65% da dose na urina em 12 horas e 71% da dose em 24 horas. Toda platina na urina de 24 horas está presente como carboplatina. Somente 3 a 5% da platina administrada é excretada na urina entre 24 e 96 horas. Em pacientes com clearance de creatinina inferior a 60 mL/min, os clearances de carboplatina total corporal e renal diminuem com a diminuição do clearance de creatinina.
Interações Medicamentosas
Não administrar BIOCARBO (carboplatina) com antibióticos aminoglicosídeos ou outros fármacos nefrotóxicos, pois poderá haver potencialização de efeitos. Não se deve entrar em contato com alumínio, pois este pode reagir com a carboplatina causando formação de precipitado e perda de potência. - Carboplatina/mielossupressores: O uso simultâneo de carboplatina com outras terapias mielossupressoras pode necessitar mudanças na dosagem ou frequência da administração da carboplatina de forma a minimizar efeitos mielosupressores aditivos. - Carboplatina/Cisplatina: Incidência de neurotoxicidade ou ototoxicidade induzidas por carboplatina estão aumentadas em pacientes previamente tratados com cisplatina; o uso de carboplatina piora a neurotoxicidade ou ototoxidade préexistentes induzidas pela cisplatina. - Carboplatina/Drogas Nefrotóxicas: carboplatina possui limitado potencial nefrotóxico, porém, o tratamento concomitante com compostos nefrotóxicos pode aumentar ou exacerbar a toxicidade da carboplatina provocando alterações no clearance renal. - Carboplatina/vacinas, vírus mortos: Devido ao fato da terapia com carboplatina suprimir os mecanismos de defesa normais do organismo, a resposta dos anticorpos à vacina pode estar diminuída. O intervalo entre a descontinuação da medicação imunossupressora e a restauração da capacidade do paciente em responder à vacina Importado e embalado por: LABORATÓRIOS BIOSINTÉTICA LTDA. Av. das Nações Unidas, 22.428 São Paulo - SP CNPJ nº 53.162.095/0001-06 Indústria Brasileira Atendimento ao Consumidor: 0800-15-1036 Alumínio reage com a carboplatina formando precipitados e levando à perda da potência; portanto, agulhas ou instrumentos de uso intravenosos contendo partes em alumínio que possam entrar em contato com a droga não devem ser usados para preparação ou administração de carboplatina Como em toda preparação de solução citotóxica, certas precauções especiais devem ser seguidas para segurança no manuseio e descarte: A preparação da droga deverá ser feita em área restrita; o ideal é manipulá-la em um fluxo laminar vertical identificado (Biologycal Safety Cabinet - Class II). A superfície de trabalho deverá estar coberta com plástico descartável revestida por papel absorvente Devem ser utilizadas roupas protetoras adequadas, tais como: luvas descartáveis, óculos de segurança, vestimentas e máscaras descartáveis. Em caso de contato com os olhos, lavar com grande quantidade de água ou solução fisiológica. Todos os instrumentos e seringas a serem usados devem possuir acessórios Luer-Lock. Uma possível formação de aerossóis pode ser reduzida pelo uso de agulhas de largo calibre e/ou agulhas hipodérmicas com abertura de escape. Dosagem * Carcinoma ovariano avançado: a) Tratamento inicial Em pacientes com carcinoma ovariano avançado, a carboplatina em combinação com outras drogas é recomendada na dose de 300 mg/m2 I.V., no 11 dia de cada 4 semanas por 6 ciclos. b) Tratamento secundário A carboplatina, como monoterapia, tem sido eficaz em pacientes com carcinoma ovariano. A dosagem recomendada é de 360 mg/m2 I.V. , recorrência no 11 dia de cada 4 semanas. * Metástase de carcinoma de pequenas células do pulmão: A dose recomendada é de 400mg/m2, dose única I.V, administrada por infusão rápida, por curto período de tempo (15 - 60 min.). A terapia não pode ser repetida antes de 4 semanas após o tratamento prévio com carboplatina. O uso ideal em combinação com outros agentes mielossupressores requer ajuste de dose de acordo com a dieta e esquema posológico adotado. Ajuste de dosagem Recomenda-se uma redução inicial na dose de 20 a 25%, quando os pacientes apresentam fatores de risco, como tratamento mielossupressor prévio e capacidade física diminuída (ECOG-Zubrod -4 ou Karnofsky abaixo de 80%). Recomenda-se determinar o nadir hematológico semanalmente para reajuste posológico futuro. Pacientes com Disfunção Renal Pacientes com clearance de creatinina abaixo de 60mL/ min apresentam maior risco de supressão severa da medula óssea. E em pacientes com lesão renal que receberam terapia única com carboplatina, a incidência de leucopenia, neutropenia ou trombocitopenia severas tem sido em torno de 25% quando foram utilizadas modificações de dosagem, conforme tabela abaixo: Clearance de Dose inicial creatinina basal recomendada 41-59 mL/min 250 mg/m5 16-40 mL/min 200 mg/m5 Recomenda-se que estas doses sejam aplicadas para início de tratamento. As doses subsequentes podem ser ajustadas de acordo com a tolerância do paciente, baseadas no grau da supressão da medula óssea. Em geral, ciclos intermitentes de carboplatina não devem ser repetidos até que a contagem de neutrófilos seja no mínimo 2.000 células/mm3 e a de plaquetas, 100.000 células/ mm3. Reconstituição da carboplatina Imediatamente antes do uso, o conteúdo do frasco-ampola deve ser diluído em água destilada, glicose 5% ou soro fisiológico 0,9%, com concentração final de 10mg/mL. A BIOCARBO (carboplatina) pode ser diluída até concentrações de 0,5 mg/mL. A solução resultante também é estável por até 12 horas quando em temperatura ambiente e protegida da luz, e por 36 horas quando armazenada em refrigerador. Frasco-ampola Volume de diluição 50 mg 5 mL 150 mg 15 mL
Laboratório
Laboratórios Biosintética Ltda.
Remédios que contém o mesmo Princípio Ativo Rebif
Prazo de Validade
BIOCARBO (carboplatina) 50mg: 36 meses a partir da data de fabricação. BIOCARBO (carboplatina) 150mg: 48 meses a partir da data de fabricação. Não utilize o produto após vencimento do prazo de validade.
Precauções
Supressão medular (leucemia, neutropenia e trombocitopenia) é dose dependente e relacionase diretamente com a toxicidade. Contagem sangüínea periférica deve ser freqüentemente monitorada durante o tratamento com carboplatina e/ou quando for necessário. Em geral, terapias simples intermitentes de BIOCARBO (carboplatina) devem ser repetidas até que a contagem de leucócitos, neutrófilos e plaquetas tenham se recuperado. Como a anemia é progressiva, pode ser necessária transfusão durante o tratamento, particularmente em pacientes recebendo terapia prolongada. Supressão medular aumenta em pacientes que tenham recebido terapia anterior, especialmente em terapias incluindo cisplatina. A supressão também aumenta em pacientes com disfunção renal. Doses iniciais de carboplatina nesses pacientes devem ser reduzidas e as contagens sangüíneas devem ser monitoradas durante o tratamento. O uso de carboplatina em combinação com outros agentes que causem supressão medular, requer muito cuidado com relação à dosagem a fim de minimizar os possíveis efeitos aditivos. A carboplatina pode induzir emese que pode ser mais severa em pacientes que estejam recebendo terapia prévia emetogênica. A incidência e a intensidade da emese podem ser reduzidas pelo uso de medicações antieméticas. A neurotoxicidade não é freqüente; contudo, em pacientes idosos e/ou tratados previamente com cisplatina sua incidência aumenta. Têm sido relatadas reações alérgicas à carboplatina. Elas podem ocorrer minutos após a administração e podem necessitar terapia de suporte apropriada. Altas doses de carboplatina (4 vezes maior que as recomendadas) podem resultar em severas anormalidades nos testes de função hepática. A mielossupressão tem relação direta com a função renal. Os pacientes com disfunção renal ou em tratamento com outros fármacos nefrotóxicos podem sofrer mielossupressão mais intensa e prolongada. Por isso, é necessário vigilância sobre os parâmetros renais, antes e durante a terapia. A carboplatina possui um potencial nefrotóxico limitado, porém, tratamento concomitante com aminoglicosídeos tem resultado em aumento da toxicidade renal e/ou audiológica. Os ciclos de tratamento com a BIOCARBO (carboplatina) devem ser mensais, em condições normais. A terapia combinada com outros mielossupressores deve ser devidamente estudada. Uso em idosos: incidência de neurotoxidade está aumentada e mielotoxidade pode ser mais severa em pacientes com idade acima de 65 anos. Em pacientes idosos é mais comum a ocorrência de disfunção renal, o que pode requerer dosagem reduzida e cuidados de monitorização sanguínea quando em tratamento com carboplatina.
Notas BIOCARBO (carboplatina), pó liófilo injetável, não contém nenhum conservante antimicrobiano; é destinada somente à administração em dose única. Qualquer solução restante de carboplatina com 12 horas (quando estocada a temperatura ambiente) ou 36 horas (quando estocada em refrigerador), após diluição com diluentes recomendados, deve ser descartada. Drogas de uso parenteral devem ser minuciosamente inspecionadas visualmente quanto a partículas suspensas e descoloração, antes da administração, quando a solução e o recipiente assim o permitirem. Cuidados de Administração Esta preparação é destinada somente para uso intravenoso, geralmente por infusão, durante 15 minutos ou mais. Pode ser administrada em pacientes de ambulatório desde que não se requeira hidratação. Cód. Laetus nº 29
Conduta Na Superdose
Não existe antídoto para carboplatina. Utilizar um quelante intravenoso, promover a diurese e hidratar o paciente. No caso de anúria, hemodialisar o paciente. Usar corticosteróides ou antihistamínicos nas reações alérgicas intensas. As complicações de superdosagem são decorrentes de supressão medular ou toxicidade hepática. ATENÇÃO: ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS REALIZADAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, MAS AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. MS - 1.1213.0081 Farmacêutico Responsável: Luiz Antônio Muniz Mendes CRF-SP nº 13.559 Fabricado por : Pharmachemie BV - Swensweg 5 2031 GA Haarlem - Holanda 6236 depende da intensidade e do tipo de imunosupressão causada pela medicação, doenças de base, e outros fatores; estimativas variam de 3 meses a 1 ano. - Carboplatina/vacinas com vírus vivo: devido ao fato dos mecanismos de defesa normais do organismo estarem suprimidos em virtude da terapia com carboplatina, o uso concomitante de vacina com vírus vivo pode potencializar a replicação do vírus vacinal, podendo aumentar os efeitos adversos da vacina, e/ou podem diminuir a resposta por anticorpos à vacina. A imunização destes pacientes somente poderá ser feita sob extrema cautela, após examinação cuidadosa dos parâmetros hematológicos do paciente e somente com conhecimento e consentimento do médico responsável pela terapia com carboplatina. O intervalo entre a descontinuação da medicação que causa imunossupressão e a restauração da capacidade do paciente em responder à vacina depende da intensidade e tipo de imunossupresão causadas pelo medicamento, da doença de base e outros fatores; estimativas variam de 3 meses a 1 ano. Pacientes com leucemia em remissão não devem receber vacinas com vírus vivos até aproximadamente 3 meses após sua última quimioterapia. Além disso, a imunização com vacina oral para poliomielite deve ser adiada às pessoas de contato mais próximo com o paciente, especialmente membros da família.
Cuidados de Armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz.
Gravidez e Lactação
A carboplatina pode causar anormalidades fetais quando administrada em mulheres grávidas. A carboplatina também apresentou embriotoxicidade e teratogenicidade em ratos. Se a droga for usada durante a gravidez, ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento, deverá ser alertada sobre os riscos potenciais para o feto. Mulheres em idade fértil também devem ser avisadas sobre os riscos e devem ser aconselhadas a não engravidar durante o tratamento. Não se sabe ao certo se a carboplatina é excretada no leite materno. Devido à possibilidade de causar toxicidade no lactante, recomenda-se que o aleitamento seja descontinuado durante o tratamento com carboplatina.
Informações Técnicas
-MODO DE AÇÃO: BIOCARBO (carboplatina) é um citostático com propriedades bioquímicas similares à cisplatina. Se fixa sobre as moléculas de ADN produzindo ligações alquílicas responsáveis pela formação de pontes entre duas cadeias da molécula ou entre cadeias de duas moléculas de ADN adjacentes. A síntese por replicação e a separação ulterior do ADN são bloqueados. Em conseqüência, a síntese do ARN e das proteínas celulares são também inibidas. Após administração de BIOCARBO (carboplatina) em humanos, observa-se relação linear entre a dose e a concentração plasmática, tanto da platina total, como da sua forma livre ultrafiltrável. A carboplatina exibe farmacocinética linear na faixa de 300-500 mg/m5. A administração repetida durante quatro dias consecutivos não produz acúmulo de platina no plasma. Os valores encontrados de meia-vida (alfa) plasmática foram de 1,1 a 2,0 horas e de eliminação foram aproximadamente de 2,6 a 5,9 horas. O clearance corporal total, o volume de distribuição aparente e o tempo médio de permanência no corpo foram, respectivamente, 4,4 l/hora, 16 l e 3,5 horas. A meia-vida terminal correspondente à platina total é de 24 horas. Aproximadamente 87% da platina plasmática se encontra unida às proteínas plasmáticas dentro das 24 horas seguintes à administração. A carboplatina não se liga às proteínas plasmáticas. Contudo, a platina da carboplatina liga-se irreversivelmente às proteínas plasmáticas e é eliminada lentamente, com uma meia-vida de 5 dias. A maior rota de eliminação da carboplatina é a excreção renal. Pacientes com clearance de creatinina superior a 60 mL/min, excretam 65% da dose na urina em 12 horas e 71% da dose em 24 horas. Toda platina na urina de 24 horas está presente como carboplatina. Somente 3 a 5% da platina administrada é excretada na urina entre 24 e 96 horas. Em pacientes com clearance de creatinina inferior a 60 mL/min, os clearances de carboplatina total corporal e renal diminuem com a diminuição do clearance de creatinina.
Interações Medicamentosas
Não administrar BIOCARBO (carboplatina) com antibióticos aminoglicosídeos ou outros fármacos nefrotóxicos, pois poderá haver potencialização de efeitos. Não se deve entrar em contato com alumínio, pois este pode reagir com a carboplatina causando formação de precipitado e perda de potência. - Carboplatina/mielossupressores: O uso simultâneo de carboplatina com outras terapias mielossupressoras pode necessitar mudanças na dosagem ou frequência da administração da carboplatina de forma a minimizar efeitos mielosupressores aditivos. - Carboplatina/Cisplatina: Incidência de neurotoxicidade ou ototoxicidade induzidas por carboplatina estão aumentadas em pacientes previamente tratados com cisplatina; o uso de carboplatina piora a neurotoxicidade ou ototoxidade préexistentes induzidas pela cisplatina. - Carboplatina/Drogas Nefrotóxicas: carboplatina possui limitado potencial nefrotóxico, porém, o tratamento concomitante com compostos nefrotóxicos pode aumentar ou exacerbar a toxicidade da carboplatina provocando alterações no clearance renal. - Carboplatina/vacinas, vírus mortos: Devido ao fato da terapia com carboplatina suprimir os mecanismos de defesa normais do organismo, a resposta dos anticorpos à vacina pode estar diminuída. O intervalo entre a descontinuação da medicação imunossupressora e a restauração da capacidade do paciente em responder à vacina Importado e embalado por: LABORATÓRIOS BIOSINTÉTICA LTDA. Av. das Nações Unidas, 22.428 São Paulo - SP CNPJ nº 53.162.095/0001-06 Indústria Brasileira Atendimento ao Consumidor: 0800-15-1036 Alumínio reage com a carboplatina formando precipitados e levando à perda da potência; portanto, agulhas ou instrumentos de uso intravenosos contendo partes em alumínio que possam entrar em contato com a droga não devem ser usados para preparação ou administração de carboplatina Como em toda preparação de solução citotóxica, certas precauções especiais devem ser seguidas para segurança no manuseio e descarte: A preparação da droga deverá ser feita em área restrita; o ideal é manipulá-la em um fluxo laminar vertical identificado (Biologycal Safety Cabinet - Class II). A superfície de trabalho deverá estar coberta com plástico descartável revestida por papel absorvente Devem ser utilizadas roupas protetoras adequadas, tais como: luvas descartáveis, óculos de segurança, vestimentas e máscaras descartáveis. Em caso de contato com os olhos, lavar com grande quantidade de água ou solução fisiológica. Todos os instrumentos e seringas a serem usados devem possuir acessórios Luer-Lock. Uma possível formação de aerossóis pode ser reduzida pelo uso de agulhas de largo calibre e/ou agulhas hipodérmicas com abertura de escape. Dosagem * Carcinoma ovariano avançado: a) Tratamento inicial Em pacientes com carcinoma ovariano avançado, a carboplatina em combinação com outras drogas é recomendada na dose de 300 mg/m2 I.V., no 11 dia de cada 4 semanas por 6 ciclos. b) Tratamento secundário A carboplatina, como monoterapia, tem sido eficaz em pacientes com carcinoma ovariano. A dosagem recomendada é de 360 mg/m2 I.V. , recorrência no 11 dia de cada 4 semanas. * Metástase de carcinoma de pequenas células do pulmão: A dose recomendada é de 400mg/m2, dose única I.V, administrada por infusão rápida, por curto período de tempo (15 - 60 min.). A terapia não pode ser repetida antes de 4 semanas após o tratamento prévio com carboplatina. O uso ideal em combinação com outros agentes mielossupressores requer ajuste de dose de acordo com a dieta e esquema posológico adotado. Ajuste de dosagem Recomenda-se uma redução inicial na dose de 20 a 25%, quando os pacientes apresentam fatores de risco, como tratamento mielossupressor prévio e capacidade física diminuída (ECOG-Zubrod -4 ou Karnofsky abaixo de 80%). Recomenda-se determinar o nadir hematológico semanalmente para reajuste posológico futuro. Pacientes com Disfunção Renal Pacientes com clearance de creatinina abaixo de 60mL/ min apresentam maior risco de supressão severa da medula óssea. E em pacientes com lesão renal que receberam terapia única com carboplatina, a incidência de leucopenia, neutropenia ou trombocitopenia severas tem sido em torno de 25% quando foram utilizadas modificações de dosagem, conforme tabela abaixo: Clearance de Dose inicial creatinina basal recomendada 41-59 mL/min 250 mg/m5 16-40 mL/min 200 mg/m5 Recomenda-se que estas doses sejam aplicadas para início de tratamento. As doses subsequentes podem ser ajustadas de acordo com a tolerância do paciente, baseadas no grau da supressão da medula óssea. Em geral, ciclos intermitentes de carboplatina não devem ser repetidos até que a contagem de neutrófilos seja no mínimo 2.000 células/mm3 e a de plaquetas, 100.000 células/ mm3. Reconstituição da carboplatina Imediatamente antes do uso, o conteúdo do frasco-ampola deve ser diluído em água destilada, glicose 5% ou soro fisiológico 0,9%, com concentração final de 10mg/mL. A BIOCARBO (carboplatina) pode ser diluída até concentrações de 0,5 mg/mL. A solução resultante também é estável por até 12 horas quando em temperatura ambiente e protegida da luz, e por 36 horas quando armazenada em refrigerador. Frasco-ampola Volume de diluição 50 mg 5 mL 150 mg 15 mL
Laboratório
Laboratórios Biosintética Ltda.
Remédios que contém o mesmo Princípio Ativo Rebif
Prazo de Validade
BIOCARBO (carboplatina) 50mg: 36 meses a partir da data de fabricação. BIOCARBO (carboplatina) 150mg: 48 meses a partir da data de fabricação. Não utilize o produto após vencimento do prazo de validade.
Precauções
Supressão medular (leucemia, neutropenia e trombocitopenia) é dose dependente e relacionase diretamente com a toxicidade. Contagem sangüínea periférica deve ser freqüentemente monitorada durante o tratamento com carboplatina e/ou quando for necessário. Em geral, terapias simples intermitentes de BIOCARBO (carboplatina) devem ser repetidas até que a contagem de leucócitos, neutrófilos e plaquetas tenham se recuperado. Como a anemia é progressiva, pode ser necessária transfusão durante o tratamento, particularmente em pacientes recebendo terapia prolongada. Supressão medular aumenta em pacientes que tenham recebido terapia anterior, especialmente em terapias incluindo cisplatina. A supressão também aumenta em pacientes com disfunção renal. Doses iniciais de carboplatina nesses pacientes devem ser reduzidas e as contagens sangüíneas devem ser monitoradas durante o tratamento. O uso de carboplatina em combinação com outros agentes que causem supressão medular, requer muito cuidado com relação à dosagem a fim de minimizar os possíveis efeitos aditivos. A carboplatina pode induzir emese que pode ser mais severa em pacientes que estejam recebendo terapia prévia emetogênica. A incidência e a intensidade da emese podem ser reduzidas pelo uso de medicações antieméticas. A neurotoxicidade não é freqüente; contudo, em pacientes idosos e/ou tratados previamente com cisplatina sua incidência aumenta. Têm sido relatadas reações alérgicas à carboplatina. Elas podem ocorrer minutos após a administração e podem necessitar terapia de suporte apropriada. Altas doses de carboplatina (4 vezes maior que as recomendadas) podem resultar em severas anormalidades nos testes de função hepática. A mielossupressão tem relação direta com a função renal. Os pacientes com disfunção renal ou em tratamento com outros fármacos nefrotóxicos podem sofrer mielossupressão mais intensa e prolongada. Por isso, é necessário vigilância sobre os parâmetros renais, antes e durante a terapia. A carboplatina possui um potencial nefrotóxico limitado, porém, tratamento concomitante com aminoglicosídeos tem resultado em aumento da toxicidade renal e/ou audiológica. Os ciclos de tratamento com a BIOCARBO (carboplatina) devem ser mensais, em condições normais. A terapia combinada com outros mielossupressores deve ser devidamente estudada. Uso em idosos: incidência de neurotoxidade está aumentada e mielotoxidade pode ser mais severa em pacientes com idade acima de 65 anos. Em pacientes idosos é mais comum a ocorrência de disfunção renal, o que pode requerer dosagem reduzida e cuidados de monitorização sanguínea quando em tratamento com carboplatina.
Efeitos adversos e efeitos colaterais
Advertência
BIOCARBO (carboplatina) para injeção deve ser administrada sob a supervisão de um médico qualificado experiente no uso de agentes quimioterápicos. Manuseio apropriado (da terapia e complicações) é possível somente quando facilidades de um tratamento adequado estão rapidamente disponíveis. A supressão da medula óssea está relacionada com a dose e pode ser severa, resultando em infecções e/ ou sangramento. Anemia pode ser cumulativa e pode requerer o suporte de transfusão. Vômito é outro efeito colateral freqüente relacionado com a droga. Reações do tipo anafiláticas para carboplatina têm sido relatadas e podem ocorrer minutos após administração de carboplatina. Epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos têm sido empregados para aliviar os sintomas.
Efeitos Colaterais de Biocarbo
Toxicidade hematológica: a mielossupressão é a toxicidade dose-limitante da BIOCARBO (carboplatina). Nas doses máximas toleradas como agente único, ocorre trombocitopenia com nível plaquetário abaixo de 50.000/mm; em 34% dos pacientes. Este nível aparece entre os dias 14 e 21, recuperando-se após 35 dias do início da terapia. Aparece, também, leucopenia com menos de 2.000/mm, em 20% dos pacientes entre os dias 14 e 28, recuperando-se após 42 dias da administração. Observou-se, também, uma diminuição dos níveis de hemoglobina, abaixo de 9,5 g/dl em 48% dos pacientes. Todas essas reações são mais graves em pacientes com insuficiência renal prévia, capacidade física abalada e indivíduos acima de 65 anos. A mielossupressão é reversível quando se usa a BIOCARBO (carboplatina) isoladamente. Está descrita, também, a aparição de complicações infecciosas e hemorrágicas em 4 a 6% dos pacientes tratados com BIOCARBO (carboplatina). Nefrotoxicidade: podem aparecer níveis elevados de uréia e creatinina em 15% dos pacientes. A incidência e intensidade da nefrotoxicidade estão relacionadas com insuficiência renal prévia ao tratamento com BIOCARBO (carboplatina). Quando existem alterações graves da função renal, o tratamento deve ser interrompido. Dano renal é verificado pela diminuição do clearance de creatinina, abaixo de 60mL/min. Pode também ocorrer diminuição do magnésio, cálcio e potássio séricos. Toxicidade gastrintestinal: 25% dos pacientes apresentam náuseas e vômitos, que respondem à terapêutica antiemética, geralmente desaparecendo em 24 horas. Esta terapêutica pode, igualmente, prevenir o aparecimento dos sintomas. Podem ocorrer diarréia e constipação. Reações alérgicas: não são freqüentes estas reações com a BIOCARBO (carboplatina) (menos de 2%). São semelhantes às observadas com outros compostos à base de platina, ou seja, erupção eritematosa, febre sem causa aparente, prurido, broncoespasmo e hipotensão. Ototoxicidade: pode aparecer diminuição da acuidade auditiva para freqüências altas (4.000 a 8.000 Hz) em 15% dos pacientes. Somente 1% dos pacientes referem sintomas clínicos, como tinitus. Neurotoxicidade: O aparecimento de neuropatia periférica após administração da BIOCARBO (carboplatina) situa-se em torno de 6%. Na maioria dos pacientes, a neurotoxicidade se limita a parestesias e hiporreflexia tendinosa. As neuropatias prévias ao tratamento poderão agravar-se com a terapia com BIOCARBO (carboplatina). Outros efeitos indesejáveis: cerca de um terço dos pacientes manifestam anomalias nas provas de função hepática (fosfatase alcalina, SGOT e SGPT e bilirrubina) que desaparecem espontaneamente ou ao longo do tratamento. Raramente perda transitória da visão, fraqueza, alopécia, efeitos genitourinários, dor, astenia, etc.
BIOCARBO (carboplatina) para injeção deve ser administrada sob a supervisão de um médico qualificado experiente no uso de agentes quimioterápicos. Manuseio apropriado (da terapia e complicações) é possível somente quando facilidades de um tratamento adequado estão rapidamente disponíveis. A supressão da medula óssea está relacionada com a dose e pode ser severa, resultando em infecções e/ ou sangramento. Anemia pode ser cumulativa e pode requerer o suporte de transfusão. Vômito é outro efeito colateral freqüente relacionado com a droga. Reações do tipo anafiláticas para carboplatina têm sido relatadas e podem ocorrer minutos após administração de carboplatina. Epinefrina, corticosteróides e anti-histamínicos têm sido empregados para aliviar os sintomas.
Efeitos Colaterais de Biocarbo
Toxicidade hematológica: a mielossupressão é a toxicidade dose-limitante da BIOCARBO (carboplatina). Nas doses máximas toleradas como agente único, ocorre trombocitopenia com nível plaquetário abaixo de 50.000/mm; em 34% dos pacientes. Este nível aparece entre os dias 14 e 21, recuperando-se após 35 dias do início da terapia. Aparece, também, leucopenia com menos de 2.000/mm, em 20% dos pacientes entre os dias 14 e 28, recuperando-se após 42 dias da administração. Observou-se, também, uma diminuição dos níveis de hemoglobina, abaixo de 9,5 g/dl em 48% dos pacientes. Todas essas reações são mais graves em pacientes com insuficiência renal prévia, capacidade física abalada e indivíduos acima de 65 anos. A mielossupressão é reversível quando se usa a BIOCARBO (carboplatina) isoladamente. Está descrita, também, a aparição de complicações infecciosas e hemorrágicas em 4 a 6% dos pacientes tratados com BIOCARBO (carboplatina). Nefrotoxicidade: podem aparecer níveis elevados de uréia e creatinina em 15% dos pacientes. A incidência e intensidade da nefrotoxicidade estão relacionadas com insuficiência renal prévia ao tratamento com BIOCARBO (carboplatina). Quando existem alterações graves da função renal, o tratamento deve ser interrompido. Dano renal é verificado pela diminuição do clearance de creatinina, abaixo de 60mL/min. Pode também ocorrer diminuição do magnésio, cálcio e potássio séricos. Toxicidade gastrintestinal: 25% dos pacientes apresentam náuseas e vômitos, que respondem à terapêutica antiemética, geralmente desaparecendo em 24 horas. Esta terapêutica pode, igualmente, prevenir o aparecimento dos sintomas. Podem ocorrer diarréia e constipação. Reações alérgicas: não são freqüentes estas reações com a BIOCARBO (carboplatina) (menos de 2%). São semelhantes às observadas com outros compostos à base de platina, ou seja, erupção eritematosa, febre sem causa aparente, prurido, broncoespasmo e hipotensão. Ototoxicidade: pode aparecer diminuição da acuidade auditiva para freqüências altas (4.000 a 8.000 Hz) em 15% dos pacientes. Somente 1% dos pacientes referem sintomas clínicos, como tinitus. Neurotoxicidade: O aparecimento de neuropatia periférica após administração da BIOCARBO (carboplatina) situa-se em torno de 6%. Na maioria dos pacientes, a neurotoxicidade se limita a parestesias e hiporreflexia tendinosa. As neuropatias prévias ao tratamento poderão agravar-se com a terapia com BIOCARBO (carboplatina). Outros efeitos indesejáveis: cerca de um terço dos pacientes manifestam anomalias nas provas de função hepática (fosfatase alcalina, SGOT e SGPT e bilirrubina) que desaparecem espontaneamente ou ao longo do tratamento. Raramente perda transitória da visão, fraqueza, alopécia, efeitos genitourinários, dor, astenia, etc.
Quais profissionais prescrevem Biocarbo?
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