Pulmozyme - Informações, especialistas e perguntas frequentes

Uso de Pulmozyme

Indicações de Pulmozyme
A administração diária de Pulmozyme®, juntamente com a terapêutica convencional, está indicada no tratamento de pacientes portadores de fibrose cística para reduzir a freqüência das infecções respiratórias requerendo antibioticoterapia intravenosa e melhorar a função respiratória.


Contra-Indicações de Pulmozyme
Pulmozyme® é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade comprovada à dornase alfa, produtos originários de células de ovário de hamster chinês ou aos componentes do produto.


Precauções especiais

Como Usar (Posologia)
A dose recomendada para a maioria dos pacientes portadores de fibrose cística é de uma ampola com dose unitária de 2,5 mg, uma vez ao dia, utilizando o nebulizador recomendado. Alguns pacientes podem beneficiar-se com a administração duas vezes ao dia (vide Experiência Clínica, Tabela 1). Os estudos clínicos foram conduzidos com os seguintes nebulizadores e compressores: nebulizador a jato descartável Hudson T Up-draft II e nebulizador a jato descartável Marquest Acom II, juntamente com o compressor Pulmo-Aide e o nebulizador reutilizável PARI LC a jato juntamente com o compressor PARI PRONEB. A segurança e a eficácia foram demonstradas somente com o uso dos sistemas de nebulização recomendados. Não existem, até o momento, dados clínicos que dêem suporte à eficácia e segurança da administração de Pulmozyme® com outros sistemas nebulizadores. O paciente deve seguir as instruções do fabricante sobre o uso e a manutenção do equipamento. Pulmozyme® não deve ser diluído ou misturado a outros medicamentos no nebulizador. A mistura de Pulmozyme® a outros medicamentos pode determinar alterações físico-químicas e/ou funcionais adversas no Pulmozyme® ou no composto adicionado.


Cuidados Na Administração do Tratamento
A segurança e a eficácia foram demonstradas somente com o uso dos sistemas de nebulização recomendados. Não existem, até o momento, dados clínicos que dêem suporte à eficácia e segurança da administração de Pulmozyme® com outros sistemas nebulizadores. O paciente deve seguir as instruções do fabricante sobre o uso e a manutenção do equipamento. Pulmozyme® não deve ser diluído ou misturado a outros medicamentos no nebulizador. A mistura de Pulmozyme® a outros medicamentos pode determinar alterações físico-químicas no Pulmozyme® ou no composto adicionado. O Pulmozyme® não deve ser diluído ou misturado a outros medicamentos.


Descrição
Pulmozyme® (dornase alfa), solução para inalação é uma solução estéril, transparente, incolor, altamente purificada, contendo a proteína recombinante humana desoxirribonuclease I (rhDNase), enzima esta que cliva, seletivamente, o DNA. A proteína é derivada de células de Ovário de Hamster Chinês (CHO), que receberam, através de engenharia genética, o DNA codificador da proteína humana de ocorrência natural, desoxirribonuclease I (rhDNase). O produto é purificado através de cromatografia de coluna e filtração por fluxo tangencial. A proteína purificada contém 260 aminoácidos com um peso molecular aproximado de 37.000 daltons. A seqüência primária de aminoácidos é idêntica à da enzima humana de ocorrência natural. Pulmozyme® é administrado através da inalação de um aerosol produzido por um sistema de nebulização de ar comprimido a jato (vide Experiência Clínica; Posologia e administração). Cada ampola, com uma única dose de Pulmozyme®, libera 2,5 ml de solução da câmara de nebulização. A solução aquosa contém 1,0 mg/ml de dornase alfa, 0,15 mg/ml de cloreto de cálcio diidratado e 8,77 mg/ml de cloreto de sódio. A solução não contém conservante. O pH nominal da solução é de 6,3.


Experiência Clínica
Pulmozyme® foi avaliado em um amplo estudo clínico, randomizado, controlado com placebo, conduzido em pacientes portadores de fibrose cística, clinicamente estáveis, com idades a partir de 5 anos, com capacidade vital forçada (CVF) basal maior ou igual a 40% do previsto e recebendo os tratamentos convencionais para fibrose cística. Os pacientes foram tratados com placebo (325 pacientes) 2,5 mg de Pulmozyme®, uma vez ao dia (322 pacientes) ou 2,5 mg de Pulmozyme®, duas vezes ao dia (321 pacientes) durante 6 meses, administrado através de um nebulizador Hudson T Up-draft II acoplado a um compressor de ar Pulmo-Aide. Ambas as doses de Pulmozyme® produziram reduções significativas, em comparação com o grupo placebo, nos pacientes que desenvolveram infecções do trato respiratório requerendo o uso de antibióticos parenterais. A administração de Pulmozyme® reduziu o risco relativo de adquirir uma infecção do trato respiratório, em 27% e 29%, com a dose diária de 2,5 mg, uma vez ao dia, e duas vezes ao dia, respectivamente (vide Tabela 1). Os dados sugerem que os efeitos do Pulmozyme® nas infecções do trato respiratório em pacientes mais velhos (> de 21 anos) podem ser menores que aqueles observados em pacientes mais jovens, podendo a posologia de duas vezes ao dia ser necessária para os pacientes com mais idade. Pacientes com uma CVF basal > 85% também podem beneficiar-se com a dose de duas vezes ao dia (vide Tabela 1). A redução do risco de infecção respiratória, observada em pacientes tratados com Pulmozyme® não se correlaciona diretamente com a melhora do VEF1 durante as duas semanas iniciais da terapia. Após 8 dias do início do tratamento com Pulmozyme®, o VEF1 aumentou em 7,9% nos pacientes que receberam uma dose ao dia e 9,0% nos que receberam duas doses ao dia em comparação com os valores basais. O VEF1 médio observado durante o tratamento prolongado aumentou em 5,8% do estado basal no esquema de dosagem de 2,5 mg ao dia e 5,6% do estado basal no esquema de dosagem de 2,5 mg, duas vezes ao dia. Os pacientes que receberam placebo não apresentaram modificações médias significativas nas provas de função pulmonar. Para pacientes com idade de 5 anos ou acima, com CVF basal igual ou superior a 40%, a administração de Pulmozyme® reduziu a incidência da ocorrência da primeira infecção respiratória requerendo antibióticos parenterais, além de melhorar o VEF1 médio, independentemente da idade e da CVF basal. Tabela 1 Incidência da Primeira Infecção do Trato Respiratório Requerendo Antibioticoterapia Intravenosa em um Estudo Controlado PlaceboN=325N=322 2,5 mg 1 x dia 2,5 mg 2 x dia N=321 % de Pacientes Infectados 43% 34% 33% Risco Relativo (vs. placebo) 0,73 0,71 valor p (vs. placebo) 0,015 0,007 Subgrupo por Idade e CVF basal Placebo (N) 2,5 mg 1 x dia(N) 2,5 mg 2 x dia(N) Idade 5-20 anos 21 anos ou acima 42% (201) 44% 25% (199) 48% 28% (184) 39% (124) (123) (137) CVF Basal 40-85% do Previsto > 85% do Previsto 54% (194) 27% 41% (201) 21% 44% (203) 14% (131) (121) (118)


Farmacocinética
Quando 2,5 mg de Pulmozyme® foram administrados, por inalação, a 18 pacientes portadores de FC, foram obtidas concentrações médias no escarro de 3 mg/ml de DNase após 15 minutos. As concentrações médias no escarro declinaram para cerca de 0,6 mg/ml, em média, duas horas após a inalação. A inalação de até 10 mg de Pulmozyme®, três vezes ao dia, por 4 pacientes portadores de FC, durante seis dias consecutivos, não resultou em elevação significativa das concentrações plasmáticas de DNase acima dos níveis endógenos normais. Após a administração de até 2,5 mg de Pulmozyme®, duas vezes ao dia, durante seis meses, em 321 pacientes portadores de FC, não foi observada acumulação de DNase no plasma.


Geral
Em pacientes portadores de fibrose cística (FC), a retenção das secreções viscosas purulentas nas vias aéreas contribui para a redução da função pulmonar bem como na exacerbação de infecções. A secreção pulmonar purulenta contém concentrações muito elevadas de DNA extracelular eliminado pelos leucócitos em degeneração que se acumulam em resposta à infecção. O Pulmozyme®, in vitro, hidroliza o DNA existente na expectoração dos portadores de FC, reduzindo a viscoelasticidade do escarro.


Informação ao Paciente
Dornase Alfa rhDNase deve ser guardado sob refrigeração a 2-8°C (36-46°F) e protegido de luz intensa. Deve ser mantido sob refrigeração durante o transporte e não deve ser exposto à temperatura ambiente pôr um período superior a 24 horas. Não deve ser utilizado após o vencimento do prazo de validade gravado na ampola. As ampolas não utilizadas devem ser guardadas em seus compartimentos metálicos, sob refrigeração. A solução deve ser descartada caso apresente um aspecto turvo ou coloração alterada. Uma vez aberta, a ampola deve ser totalmente utilizada ou descartada. Informe seu médico se estiver grávida ou se vier a engravidar durante o tratamento com Pulmozyme®. Pulmozyme® deve ser utilizado juntamente com a terapêutica convencional para fibrose cística.


Ingestão Concomitante Com Outras Substâncias
Pulmozyme® pode ser empregado, com eficácia e segurança, juntamente com o tratamento convencional da fibrose cística. TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.


Interações Medicamentosas
Estudos clínicos indicaram que o Pulmozyme® pode ser empregado, com eficácia e segurança, juntamente com o tratamento convencional da fibrose cística, incluindo antibióticos, broncodilatadores, suplementação com enzimas e vitaminas pelas vias oral, inalatória ou parenteral, corticosteróides inalatórios e sistêmicos e analgésicos. Não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa.


Laboratório
Prods. Roche Químs. Farms. S.A.
Remédios da mesma Classe Terapêutica Analgex, Antigripine, Antitermin, Asafen, Cedrin


Outros Estudos
Pulmozyme® não beneficiou a função pulmonar com o uso a curto prazo em pacientes com CVF inferior a 40% do previsto. Estão em andamento estudos para verificar o impacto do uso crônico sobre a função pulmonar e o risco de infecção nesta população. Os estudos clínicos indicaram que a terapia com Pulmozyme® pode continuar ou ser iniciada na vigência de uma infecção respiratória reagudizada. Estudos de curto prazo de estabelecimento de dose demonstraram que doses maiores que 2,5 mg, duas vezes ao dia, não proporcionaram melhora adicional no VEF1. Pacientes que receberam a medicação em um esquema cíclico (isto é, administração de Pulmozyme® 10 mg, duas vezes ao dia, durante 14 dias, seguido de um período de 14 dias sem medicação) apresentaram rápida melhora no VEF1 com o início de cada ciclo e retorno ao estado basal com cada retirada do Pulmozyme®.


Precauções
Gerais Pulmozyme® deve ser utilizado juntamente com a terapêutica convencional para Fibrose Cística. Carcinogenicidade, Mutagenicidade e Prejuízo da Fertilidade Carcinogenicidade: Está em andamento um estudo de dois anos sobre a toxicidade da inalação de Pulmozyme® em ratos para avaliar o potencial oncogenético. Mutagenicidade: Provas de Ames utilizando seis diferentes cepas de bactérias de teste (4 de S. typhimurium e 2 de E. coli) em concentrações de até 5.000 mg/placa, um ensaio citogenético utilizando linfócitos humanos de sangue periférico em concentrações de até 2.000 mg/placa e um ensaio de linfoma de camundongos, em concentrações de até 1.000 mg/placa, com e sem ativação metabólica, não revelaram quaisquer evidências de potencial mutagênico. Pulmozyme® foi submetido a um ensaio de micronúcleo (in vivo) para aferir seu potencial para produzir danos cromossômicos em células de medula óssea de camundongos após um dose intravenosa em bolo de 10 mg/kg durante dois dias consecutivos. Não foi observada nenhuma evidência de dano cromossômico. Prejuízo da Fertilidade: Em estudos conduzidos em ratos medicados com até 10 mg/kg/dia, dose essa representando uma exposição sistêmica 600 vezes maior que a dose recomendada para seres humanos, a fertilidade e o desempenho reprodutivo, em animais de ambos os sexos não foi afetada.


Superdosagem
Estudos inalatórios de dose única conduzidos em ratos e macacos com doses até 180 vezes maiores que aquelas empregadas rotineiramente em estudos clínicos foram bem toleradas. A administração oral de doses únicas de Pulmozyme® de até 200 mg/kg também foram bem toleradas em ratos. Pacientes portadores de fibrose cística receberam até 20 mg, duas vezes ao dia, durante até 6 dias, e 10 mg, duas vezes ao dia, intermitentemente (2 semanas com e 2 semanas sem medicação) durante 168 dias. Essas doses foram bem toleradas.


Uso Durante a Gravidez
Estudos reprodutivos foram conduzidos em coelhos e ratos com doses de até 10 mg/kg/dia, dose que representa uma exposição sistêmica 600 vezes maior que a esperada após a dose recomendada para seres humanos. Esses estudos não revelaram quaisquer evidências de prejuízo sobre a fertilidade, dano ao feto ou de efeitos sobre o desenvolvimento atribuídos ao Pulmozyme®. Contudo, não existem estudos adequados e bem controlados em gestantes. Como os estudos reprodutivos em animais nem sempre são preditivos da resposta em seres humanos, este medicamento somente deve ser empregado durante a gravidez quando for absolutamente necessário.


Uso Durante a Lactação
Não se sabe se este medicamento é excretado no leite humano. Como muitas drogas são excretadas no leite humano, a administração de Pulmozyme® a mulheres lactantes, não é recomendada. Uso pediátrico Não foi estabelecida a segurança e eficácia em crianças com menos de 5 anos de idade.


Efeitos adversos e efeitos colaterais

Advertências
Nenhuma


Efeitos Colaterais de Pulmozyme
Os pacientes foram expostos ao Pulmozyme® durante até 12 meses em estudos clínicos. Em um amplo estudo clínico randomizado, controlado com placebo, no qual 600 pacientes receberam Pulmozyme® na dose de 2,5 mg, uma a duas vezes ao dia, durante seis meses, a maioria dos eventos adversos não foram mais comuns com o Pulmozyme® do que com o placebo e provavelmente representaram as seqüelas da patologia pulmonar de base. Na maioria dos casos, em que os eventos estavam aumentados em pacientes tratados com rhDNase, eles foram, geralmente, de natureza leve e transitória, não requerendo alterações de dosagem. Poucos pacientes experimentaram eventos adversos que resultassem em descontinuação permanente do Pulmozyme®, sendo o índice de descontinuação similar para o placebo (2%) e para Pulmozyme® (3%). Os eventos mais freqüentes em pacientes tratados com Pulmozyme® em relação àqueles tratados com placebo estão relacionados na Tabela 2. Tabela 2 Eventos Adversos Relatados em um Estudo Controlado Evento Adverso1xdia Placebo Pulmozyme® Pulmozyme® 2xdia N=325 N=322 N=321 RouquidãoFaringiteLaringiteRash cutâneoDor torácicaConjuntivite 7% 33% 12% 36% 3% 16% 40% 4% 1% 7% 10% 18% 4% 12% 21% 5% 16% 2% EVENTOS OBSERVADOS COM ÍNDICES SIMILARES EM PACIENTES TRATADOS COM PULMOZYME® E COM PLACEBO O organismo como um todo Aparelho Digestivo Dor abdominal, astenia, febre, síndrome gripal, mal estar, sepseObstrução intestinal, patologia da vesícula biliar, patologia hepática, patologia pancreática Sistema Metabólico-Nutricional Aparelho Respiratório Diabetes Mellitus, hipóxia, perda de pesoApnéia, bronquiectasia, bronquite, alterações das características do esputo, aumento da tosse, dispnéia, hemoptise, redução da função pulmonar, pólipos nasais, pneumonia, pneumotórax, rinite, sinusite, aumento do volume do escarro, sibilos. Os índices de mortalidade observados nos estudos controlados foram similares para o placebo (1%) e para Pulmozyme® (1%). As causas das mortes foram consistentes com a evolução da fibrose cística e incluíram apnéia, parada cardíaca, seqüestro cardiopulmonar, cor pulmonale, insuficiência cardíaca, hemoptise maciça, pneumonia, pneumotórax e insuficiência respiratória.


Reações Alérgicas
Não foram relatadas reações alérgicas sérias ou anafilaxia atribuídas à administração de Pulmozyme®. Erupções cutâneas e urticária foram observadas raramente, tendo sido de natureza leve e transitória. Dentre todos os estudos conduzidos até o momento, uma pequena percentagem (média de 2-4%) dos pacientes tratados com Pulmozyme® desenvolveram anticorpos contra Pulmozyme®. Nenhum desenvolveu anafilaxia, sendo desconhecida a significância clínica dos anticorpos séricos contra o Pulmozyme®.


Reações Desagradáveis
Informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Pode ocorrer: rouquidão, faringite, laringite, erupção cutânea, dor no peito, conjuntivite.


Quais profissionais prescrevem Pulmozyme?


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.