José Antônio Sanches de Castro

Psicólogo · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRP 06/15852

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Experiência

Abordagem terapêutica

Psicanálise
Psicoterapia de casal
Psicoterapia individual

Experiência em:

  • Psicoterapia do adulto

Serviços e preços

  • Primeira consulta psicologia


  • Psicoterapia


Consultório

José Antônio Sanches de Castro
Consultório particular, Av Otto Ribeiro, 816 Assis Sp

Av. Otto Ribeiro, 816, Assis 19814-470

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  • A

    A.T.S

    O que mais me marcou no trabalho com José Antonio foi a forma de escutar. Uma escuta que não apressa, que cria um espaço raro com colocações que surpreende com o que diz. Recomendo com convicção.

     • Consultório particular, Av Otto Ribeiro, 816 Assis Sp • Psicoterapia  • 

    José Antônio Sanches de Castro

    Obrigado.


  • P

    paciente anônimo

    Pontos positivos
    Profissional competente, ético, que desenvolve um excelente trabalho.

     • Consultório particular, Av Otto Ribeiro, 816 Assis Sp •  • 

    José Antônio Sanches de Castro

    Muito obrigado pela consideração..


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Dúvidas respondidas

19 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Como a invalidação emocional pode contribuir para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

Como a invalidação emocional pode contribuir para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 José Antônio Sanches de Castro

A invalidação emocional talvez seja um dos solos mais férteis, e mais silenciosos, na constituição do que chamamos Transtorno de Personalidade Borderline. Para entender por quê, vale partir de uma imagem.
Imagine uma criança que sente intensamente, como quem nasce com a pele um pouco mais fina que a dos outros. Cada afeto chega forte, demora a passar, deixa marca. Essa é a vulnerabilidade emocional de base — algo temperamental, biológico. Sozinha, ela não adoece ninguém. O que adoece é o encontro dessa sensibilidade com um ambiente que insiste em dizer: você não está sentindo o que diz sentir. É a essa equação que Marsha Linehan deu o nome de teoria biossocial: a vulnerabilidade afetiva multiplicada por um ambiente invalidante.
Invalidar não é apenas maltratar. É, mais sutilmente, devolver à criança uma versão corrigida da própria experiência. "Não foi nada", "você é exagerado", "está chorando por isso?". Cada frase dessas funciona como um espelho que distorce o rosto de quem se olha nele. E é justamente disso que a psicanálise fala quando recorre a Winnicott: o bebê se constitui a partir do que vê no olhar materno. Quando esse olhar não reflete o que a criança vive, mas algo torcido ou ausente, ela aprende a não confiar no próprio sentir. Constrói, no lugar, um falso self, uma fachada montada para agradar e sobreviver, sob a qual o verdadeiro permanece soterrado e, mais tarde, irreconhecível até para si mesmo.
Bion oferece outra entrada. A mãe, ou quem cuida, funciona como um continente que recebe o afeto bruto, ainda sem forma, e o devolve metabolizado, nomeável, suportável. É o que ele chamou de função alfa. O ambiente invalidante falha nesse trabalho de digestão emocional. O afeto volta para a criança tão cru quanto saiu, agora acrescido da mensagem de que sentir aquilo era errado. O que não foi nomeado não desaparece: permanece como um terror sem nome, um excesso que mais tarde se descarrega no corpo, no impulso, na relação.
Daí se desdobram os traços clínicos que conhecemos. A instabilidade afetiva, porque nunca se aprendeu a regular o que nunca foi reconhecido. O sentimento crônico de vazio, porque, como observou Fonagy, sem um outro que espelhe e mentalize nossos estados internos, a capacidade de habitar a própria mente fica precária. E o pavor do abandono, porque, quando o self depende do olhar do outro para existir, perder esse outro equivale a desaparecer.
Há uma frase de Clarice Lispector que ilumina isso melhor que muita teoria: "a gente quer ser aprovado, mas não sabe nem o que aprovar em si mesmo". O borderline carrega exatamente essa orfandade interna, a de quem nunca recebeu, no tempo certo, a língua com que se nomeiam os próprios afetos.
Reconhecer a invalidação como fator constitutivo não serve para apontar culpados, mas para mudar a direção do tratamento. Se a ferida nasceu de um espelho que distorcia, a psicoterapia pode oferecer um novo espelho, um lugar onde o sentir possa, enfim, ser dito e ouvido sem correção. É aí que o sofrimento começa a encontrar palavra. E onde há palavra, deixa de haver apenas descarga.


Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?

Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 José Antônio Sanches de Castro

Neurose fóbica e histérica: uma distinção importante na psicanálise
As neuroses fóbica e histérica são duas categorias clássicas de neuroses descritas por Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Apesar de compartilharem algumas características, como a ansiedade como sintoma central, elas se distinguem em seus mecanismos de defesa, sintomas e manifestações.
Neurose fóbica
* O foco da ansiedade se desloca para um objeto ou situação externa, que se torna o centro do medo e da evitação.
* Ocorre a formação de um sintoma específico: a fobia, que pode ser de diversos tipos (animais, lugares, situações sociais, etc.).
* O medo é irracional e desproporcional em relação ao perigo real do objeto ou situação temida.
* A evitação do objeto ou situação fóbica traz alívio, mas reforça a fobia e limita a vida do indivíduo.
Neurose histérica
* A ansiedade se manifesta através de sintomas físicos, como dores, paralisias, conversões sensoriais (perda de visão ou audição), entre outros.
* Os sintomas não têm causa orgânica, sendo expressão de conflitos psíquicos inconscientes.
* Há uma busca por atenção e reconhecimento, com teatralidade e dramatização nos sintomas.
* A pessoa pode apresentar comportamentos de sedução e busca por aprovação.
Mecanismos de defesa
* Na neurose fóbica, o principal mecanismo de defesa é o deslocamento, em que a ansiedade é transferida do conflito psíquico para um objeto externo.
* Na neurose histérica, o principal mecanismo de defesa é a conversão, em que a ansiedade é transformada em sintomas físicos.
Sintomas
* Na neurose fóbica, o sintoma central é a fobia, um medo irracional e persistente de um objeto ou situação específica.
* Na neurose histérica, os sintomas são variados e podem envolver o corpo (dores, paralisias, etc.) ou a esfera emocional (ansiedade, choro, etc.).
Manifestações
* A neurose fóbica se manifesta através da evitação do objeto ou situação temida, o que pode levar a limitações na vida social e profissional.
* A neurose histérica se manifesta através de sintomas físicos e emocionais, que podem causar sofrimento e dificuldades de relacionamento.
Tratamento
* Ambas as neuroses podem ser tratadas com psicanálise, que busca identificar e trabalhar os conflitos psíquicos inconscientes que estão na raiz dos sintomas.
* A terapia pode ajudar o paciente a compreender a origem de seus medos e a desenvolver mecanismos de defesa mais saudáveis.
É importante ressaltar que as neuroses fóbica e histérica são apenas duas das categorias de neuroses descritas por Freud. Atualmente, a classificação diagnóstica utilizada é mais ampla e complexa, englobando diferentes transtornos mentais.
Se você se identifica com os sintomas descritos, é fundamental buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psicanalista para um diagnóstico e tratamento adequados.


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