Perguntas do paciente (9)
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Não consigo chegar ao orgasmo com penetração apenas sozinha, é possível ser um problema físico?
Não consigo chegar ao orgasmo com penetração apenas sozinha, é possível ser um problema físico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito mais comum do que se imagina ter dificuldade de chegar ao orgasmo apenas com a penetração. Na maioria das vezes, isso não está ligado a nenhum problema físico. Grande parte das pessoas com vulva precisa de algum tipo de estimulação no clitóris, de forma direta ou indireta, porque é ali que se concentra a maior parte das terminações nervosas responsáveis pelo prazer. A penetração sozinha costuma estimular pouco essa região.
Isso não significa que exista algo “errado” com você. O orgasmo envolve corpo, mente, emoções e a forma como a relação acontece. Algumas coisas que podem ajudar:
Explorar diferentes estímulos, incluindo toques no clitóris durante a penetração.
Testar posições variadas, que favoreçam o contato com a região clitoriana.
Tirar o peso da obrigação de “ter que gozar”, porque a ansiedade pode atrapalhar o prazer.
Perceber o que aumenta a sua excitação quando está sozinha ou acompanhada.
Se sentir vontade, um(a) ginecologista pode fazer uma avaliação para descartar causas físicas, mas na maioria das vezes é apenas uma questão de estímulo. Caso isso esteja te gerando frustração, conversar com um(a) sexólogo(a) pode ser um caminho muito enriquecedor para se conhecer melhor e ampliar o prazer.
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Olá sou casada mãe de três,nunca tive orgasmo,na terceira filha liguei daí perdi totalmente a vontad
Olá sou casada mãe de três,nunca tive orgasmo,na terceira filha liguei daí perdi totalmente a vontade de transar não sei o que fazer tenho raiva de ter relação e meu parceiro reclama muito.quando, tenho relação sinto dor de queimação por dentro o que devo fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que esteja passando por tudo isso. É compreensível sentir raiva e frustração quando o sexo traz mais sofrimento do que prazer. A pressão para ter relações, somada ao fato de nunca ter experimentado orgasmo, pode gerar bloqueios emocionais importantes e diminuir ainda mais a vontade. Conversar com um(a) psicólogo(a) ou sexólogo(a) pode ser um passo essencial para trabalhar sua relação com o prazer, sua história sexual e a forma como o casal está lidando com a situação.
Além disso, a dor que você descreve pode ter causas físicas. Alterações hormonais após a laqueadura, secura vaginal, infecções ou outros fatores podem provocar queimação e desconforto. Por isso, também é importante procurar um(a) ginecologista para fazer uma avaliação completa e, se necessário, indicar tratamentos adequados.
Você não precisa continuar sentindo dor nem raiva ao ter relações. Com acompanhamento psicológico e médico, é possível resgatar o bem-estar sexual e construir um espaço mais saudável com seu parceiro.
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Sou um jovem de 28 anos e não consigo ejacular na hora do sexo, só consigo na masturbação oque eu fa
Sou um jovem de 28 anos e não consigo ejacular na hora do sexo, só consigo na masturbação oque eu fasso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade em ejacular durante o sexo, mesmo conseguindo na masturbação, é uma situação que pode ter várias causas. Um dos motivos comuns é o fato de o corpo se acostumar a um tipo específico de estimulação durante a masturbação. Se você aprendeu a atingir o orgasmo com uma pressão, ritmo ou intensidade muito particulares, pode ser desafiador para o corpo reproduzir essa experiência durante o sexo com uma pessoa.
Fatores psicológicos, como ansiedade de desempenho ou expectativas elevadas, também podem contribuir, criando uma barreira para alcançar o orgasmo durante o sexo. Para compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias para lidar com isso, seria importante realizar uma anamnese detalhada e uma análise aprofundada da sua situação. Recomendo que procure um sexólogo ou psicólogo especializado, que poderá ajudá-lo a identificar os fatores envolvidos e trabalhar para melhorar sua vivência sexual.
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Sou casado e antes de casar ejaculava normal quando me masturbava, porém depois que casei e deixei a
Sou casado e antes de casar ejaculava normal quando me masturbava, porém depois que casei e deixei a masturbação, mesmo durante o sexo não consigo chegar ao orgasmo e nem ejacular. Mesmo tendo ereção não chega ao ponto de ejacular. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dificuldade em alcançar o orgasmo e ejacular durante o sexo, mesmo com ereção, pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo questões psicológicas, emocionais ou até fisiológicas. Como você percebeu uma mudança após o casamento e a interrupção da masturbação, seria importante entender mais profundamente sua experiência, expectativas, e se há algo que possa estar gerando ansiedade ou tensão. Para uma análise mais precisa e um plano de tratamento adequado, recomendo realizar uma consulta com um sexólogo ou psicólogo especializado, que possa conduzir uma anamnese detalhada e investigar melhor sua queixa. Assim, será possível identificar as causas e definir estratégias eficazes.
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Masturbar com frequência pode provocar dores no pulso?
Masturbar com frequência pode provocar dores no pulso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A prática da masturbação é reconhecida como uma atividade saudável e natural para muitas pessoas, proporcionando diversos benefícios físicos e emocionais. Contudo, é importante abordar que, assim como em qualquer forma de exercício, a masturbação em excesso ou realizada de maneira inadequada pode acarretar riscos à saúde. É fundamental praticar a masturbação de maneira consciente, respeitando os próprios limites e bem-estar, a fim de otimizar os benefícios e minimizar eventuais complicações.
Além das dores no pulso, aqui estão algumas outras possíveis dores ou lesões associadas à masturbação excessiva:
- Dores Genitais: A fricção excessiva, especialmente sem lubrificação adequada, pode levar a irritações, vermelhidão e dores nas áreas genitais.
- Lesões na Região Pélvica: Movimentos intensos e vigorosos podem levar a lesões nos músculos da região pélvica, causando desconforto.
- Tensões Musculares: A tensão muscular pode ocorrer em várias partes do corpo, incluindo braços, ombros e pescoço, devido à repetição de movimentos.
- Problemas nas Articulações: Movimentos excessivos ou posturas inadequadas podem contribuir para problemas nas articulações, como dores no joelho ou quadril.
- Dores nas Costas e Pescoço: Manter uma posição desconfortável durante a masturbação pode causar dores nas costas e no pescoço.
- Exaustão Física e Mental: A masturbação excessiva, se realizada de maneira compulsiva, pode levar à exaustão física e mental.
É válido ressaltar que a masturbação, quando praticada com moderação, pode oferecer benefícios, como a liberação de endorfinas, redução do estresse, melhoria do sono e fortalecimento do sistema imunológico. Portanto, é essencial equilibrar o reconhecimento dos aspectos positivos com a consciência dos riscos potenciais para promover uma prática saudável e satisfatória. Se surgirem dores persistentes ou lesões, é aconselhável procurar orientação médica para uma avaliação adequada e possíveis recomendações de tratamento. Como em qualquer atividade física, a moderação e a atenção à técnica são cruciais para evitar possíveis riscos à saúde.
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Devaneio excessivo pode ser causado pela Fobia social?
Devaneio excessivo pode ser causado pela Fobia social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Imagine que o nosso psiquismo é como um kit de ferramentas, e o daydreaming (devaneio) é como um pincel dentro desse kit. Agora, o pincel é uma ferramenta valiosa, que pode ser muito útil para diversas tarefas criativas, como pintar um quadro ou criar uma obra de arte. Ele permite que a imaginação flua e seja expressa de maneira única.
No entanto, aqui está o ponto crucial: você não usaria o pincel para fixar um quadro na parede. Para isso, você precisaria de um martelo e um prego. Da mesma forma, o daydreaming (devaneio) é uma ferramenta valiosa da nossa mente, mas não é a ferramenta apropriada para lidar com todas as situações da vida.
A fobia social, nessa analogia, é como a necessidade de fixar um quadro na parede. É uma situação específica que envolve interações sociais e a lidar com as dificuldades que as acompanham. Quando alguém tem fobia social, o daydreaming pode ser usado de maneira inadequada, como tentar usar um pincel para pregar um quadro. Em vez de ajudar, o daydreaming pode sim, agravar a ansiedade social ao permitir que a pessoa se perca em preocupações e antecipações negativas sobre interações sociais futuras, ou que "fuja" do mundo externo se refugiando nos universos criados dentro da própria mente.
Um processo terapêutico te ajudaria a escolher a ferramenta certa para a tarefa certa, inclusive o "sonhar acordado", ao invés de ser visto negativamente como uma fuga da realidade, pode ser usado para lidar com a realidade, explorar seus anseios, desenvolver empatia, criar ensaios mentais, antecipações positivas e muitas outras formas.
Lembre-se de que o devaneio por si só não é um problema, a menos que interfira negativamente na vida da pessoa. A fobia social, por outro lado, é uma condição séria de ansiedade que necessita de acompanhamento profissional, muitas vezes envolvendo a cooperação entre o acompanhamento psiquiátrico (medicamentoso) e psicoterapêutico.
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Sou casado a 5 anos, e tenho o costume de me masturbar praticamente todos os dias e mesmo assim tenh
Sou casado a 5 anos, e tenho o costume de me masturbar praticamente todos os dias e mesmo assim tenho uma vida sexual ativa muito boa, porém conversando com amigos eles dizem que não tem esse costume, na verdade é até difícil se masturbarem. É normal ou já é vício ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Complementando as orientações, seria interessante que você pudesse diferenciar o que cada uma as duas práticas te traz, com perguntas simples que você pode fazer a si mesmo, por exemplo:
O que a experiência de me excitar sozinho me traz? É a forma de me tocar? É o cenário que eu imagino? As fantasias ou mesmo os recursos que utilizo?
E ao mesmo tempo: o que a experiência com a outra pessoa me traz? Sinto falta de algo? A experiência limita meu prazer de alguma forma?
A sua preocupação em estar se tornando um vício, passa por outros questionamentos, por exemplo:
Como me sinto se não praticar masturbação por um dia?
Essa prática já teve consequências negativas na minha vida?
Todos esses questionamentos podem ser levantados junto a um profissional da sexologia e conversar sobre eles pode te trazer muitos esclarecimentos e te ajudar na manutençao da sua saúde e do seu bem estar!
Espero ter ajudado!
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Devido a alguns estresses que tenho passado recentemente, ontem a noite eu chorei como não chorava e
Devido a alguns estresses que tenho passado recentemente, ontem a noite eu chorei como não chorava em um bom tempo. A coisa é que foi muito bom chorar, e agora quero chorar o tempo todo. O gatilho do choro são pensamentos e sentimentos ruins, mas enquanto choro sinto uma sensação boa, ruim também, mas a boa é maior. Gostaria de saber o quão saudável é isso? É ruim eu cutucar esses gatilhos atrás dessa sensação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sobre a "sensação de bem-estar" descrita na pergunta, cabe lembrar que esta experiência muitas vezes relatada após o choro está diretamente relacionada à liberação de neurotransmissores e hormônios, como a ocitocina e as endorfinas. Estas substâncias não apenas possuem propriedades analgésicas, aliviando a dor emocional e física, mas também promovem uma sensação de calma e conforto.
Portanto, a sensação de bem-estar após o choro não é meramente subjetiva, mas sim uma resposta fisiológica complexa do corpo humano. Essa sensação de alívio e conforto pode contribuir para uma melhora no estado emocional e uma maior capacidade de lidar com os desafios emocionais da vida.
Podemos pensar no choro como uma ferramenta valiosa em nossa caixa de ferramentas emocionais, mas certamente não é a única disponível. Assim como em uma caixa de ferramentas, onde diferentes instrumentos são necessários para diferentes tipos de trabalho, nossas emoções requerem uma variedade de abordagens para serem adequadamente gerenciadas e compreendidas.
O choro pode ser eficaz em liberar tensões emocionais e proporcionar alívio temporário, mas existem muitas outras estratégias que também podem ser úteis em diferentes contextos. Por exemplo, a comunicação aberta e honesta pode resolver conflitos interpessoais, o autocuidado pode promover o bem-estar físico e emocional, e a terapia pode fornecer insights e ferramentas para lidar com padrões emocionais problemáticos.
Ao integrar diversas estratégias de enfrentamento em nosso repertório, podemos construir uma base sólida para lidar com uma variedade de situações e emoções, promovendo assim um maior bem-estar emocional e mental.
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Fluoxetina tira todo o desejo sexual, o que fazer nessa situação?
Fluoxetina tira todo o desejo sexual, o que fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se considerarmos que a medicação realmente está causando a diminuição da libido, a primeira e mais importante ação é informar o médico que a prescreveu. Esse profissional é o mais qualificado para avaliar a situação e orientá-lo sobre os próximos passos.
Os ajustes mais comuns que os médicos podem fazer diante desse quadro incluem:
1. Ajuste da Dose: Reduzir a dose do medicamento pode ser uma opção para minimizar os efeitos colaterais sexuais enquanto ainda se obtém os benefícios terapêuticos.
2. Troca da Medicação: O médico pode sugerir a mudança para outro antidepressivo que tenha menor impacto na libido, como a bupropiona ou outros medicamentos com um perfil diferente de efeitos colaterais.
3. Adição de Medicação Complementar: Em alguns casos, o médico pode adicionar uma medicação que contrabalance os efeitos na libido, como medicamentos para disfunção erétil ou outras opções adequadas ao seu caso.
No entanto, é fundamental considerar que a medicação pode não ser a única ou principal causa da diminuição da libido.
Diversos outros fatores podem estar contribuindo para esse quadro, e podem estar sendo mascarados pela crença de que a medicação é a única responsável. Alguns desses fatores incluem:
1. Estresse e Ansiedade: Condições de estresse elevado ou ansiedade podem ter um impacto significativo no desejo sexual, muitas vezes sem que a pessoa perceba.
2. Problemas de Relacionamento: Conflitos, falta de comunicação, ou insatisfação no relacionamento podem reduzir o desejo sexual independentemente do uso de medicação.
3. Fadiga e Exaustão: A falta de energia, causada por uma rotina exaustiva ou falta de sono, pode diminuir significativamente a libido.
4. Autoestima Baixa: Sentimentos de baixa autoestima ou insatisfação com a própria imagem corporal podem afetar a capacidade de sentir desejo sexual.
5. Condições Médicas Subjacentes: Problemas de saúde, como disfunções hormonais ou outras condições médicas, podem estar contribuindo para a diminuição do desejo sexual.
Diante dessa complexidade, recomendo fortemente que você considere um acompanhamento terapêutico com um profissional da psicologia, preferencialmente com especialização em sexologia. Esse especialista poderá ajudar a identificar as causas subjacentes da diminuição do desejo sexual e trabalhar com você para encontrar soluções que melhorem sua qualidade de vida.
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Perguntas frequentes
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Olá. Atualmente uso Vortioxetina 20mg, Venvanse 50mg e Aripiprazol 0,5mg. Tenho sentido que minha an
Olá! Primeiramente sobre a ansiedade. Embora a vortioxetina seja eficaz para…