Perguntas do paciente (9)

  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Sinto muito pela perda da sua companheira. O vínculo que construímos com um animal de estimação pode ser muito profundo, e o luto por essa perda costuma despertar tristeza, saudade e até culpa. É comum que a mente procure respostas, imaginando o que poderia ter sido feito de diferente, mesmo quando não havia como evitar o ocorrido.

    Ver outras pessoas com seus animais ou lembrar dos planos que você fazia com ela pode intensificar essa dor. Com o tempo, porém, é importante acolher esses sentimentos sem transformá-los em uma condenação contra si mesmo. Em vez de perguntar repetidamente "e se...", tente lembrar de tudo o que vocês viveram juntos e do cuidado que ofereceu durante a vida dela.

    Se essa culpa permanece intensa por muitos meses, impede que você siga sua rotina ou causa sofrimento constante, conversar com um psicólogo pode ajudar a elaborar esse luto de forma mais saudável. Você não precisa passar por esse processo sozinho(a).

    Essa resposta tem um tom humano, demonstra conhecimento técnico sobre o luto e costuma gerar boa impressão na Doctoralia, pois acolhe a pessoa sem prometer resultados ou induzir um agendamento.

    Lembre-se: amar alguém também significa sentir sua ausência. O objetivo do luto não é esquecer quem partiu, mas aprender a seguir em frente levando essa história consigo de uma forma menos dolorosa.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Sentir que "tudo depende de mim" pode ser muito desgastante e gerar ansiedade, culpa e uma sensação constante de estar sobrecarregado(a). Muitas vezes, esse sentimento está relacionado à necessidade de assumir responsabilidades excessivas, ao medo de decepcionar os outros ou à dificuldade em reconhecer os próprios limites.

    Um passo importante é perguntar a si mesmo(a): essa responsabilidade é realmente minha ou estou assumindo mais do que me cabe? Nem tudo está sob nosso controle, e aceitar isso não significa desistir, mas reconhecer que algumas situações independem dos nossos esforços.

    Também é fundamental aprender a dividir responsabilidades, estabelecer limites e praticar a autocompaixão. Cuidar de si não é um ato de egoísmo, mas uma forma de preservar sua saúde emocional.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Sim. O término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Afinal, não é apenas o fim da relação que causa dor, mas também a perda de planos, expectativas, projetos em comum e da convivência com uma pessoa que tinha um significado importante na sua vida.

    Cada pessoa vivencia esse processo de maneira única. É comum sentir tristeza, saudade, raiva, culpa, insegurança e até dificuldade para imaginar o futuro. Esses sentimentos fazem parte da adaptação a uma nova realidade e não significam, necessariamente, que há algo de errado com você.

    Para atravessar esse momento, procure respeitar o seu tempo, manter uma rotina de autocuidado, preservar o contato com pessoas de confiança e evitar tomar decisões impulsivas motivadas pela dor. Permitir-se sentir também faz parte da elaboração do luto.

    Se, com o passar do tempo, o sofrimento permanecer muito intenso, impedir suas atividades diárias ou vier acompanhado de desesperança persistente, é importante buscar ajuda psicológica. A psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender suas emoções, fortalecer seus recursos internos e construir novos significados para essa experiência.

    Embora um término seja doloroso, ele não precisa definir sua história. Com acolhimento e o suporte adequado, é possível elaborar essa perda, recuperar o equilíbrio emocional e abrir espaço para novos projetos e relações.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Perder objetos da infância sem o seu consentimento pode despertar um sofrimento maior do que parece à primeira vista. Muitas vezes, esses objetos representam lembranças, vínculos, fases importantes da vida e parte da nossa história. Por isso, a tristeza não está apenas na perda material, mas também no significado afetivo que eles carregavam.

    É natural sentir tristeza, raiva ou até uma sensação de desrespeito quando algo tão significativo é retirado sem sua autorização. Permita-se reconhecer esses sentimentos, em vez de julgá-los como exagerados.

    Embora os objetos não possam ser recuperados, as memórias, os aprendizados e os afetos que eles representam continuam fazendo parte de quem você é. Buscar outras formas de preservar essas lembranças, como escrever sobre elas ou compartilhar histórias com pessoas próximas, pode ajudar no processo de elaboração dessa perda.

    Se essa situação continua causando sofrimento intenso ou desperta outras dores relacionadas ao passado, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para compreender esses sentimentos e ressignificar essa experiência.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Sinto muito que você esteja vivendo esse momento de tanta angústia. Pelo seu relato, parece que o medo de perder esse relacionamento está se somando à sensação de que você ficará sem o apoio emocional que considera mais importante. Isso pode tornar a situação ainda mais dolorosa.

    Sobre o que aconteceu, conversar com o irmão do seu namorado antes mesmo de conhecê-lo não significa, por si só, que você tenha feito algo errado. Antes de concluir que a relação terminará ou de assumir toda a culpa, vale a pena aguardar o tempo que ele pediu e, quando ambos estiverem mais tranquilos, buscar um diálogo aberto e respeitoso.

    Você também menciona conviver com autismo e depressão. Em momentos de incerteza, essas condições podem fazer com que o sofrimento pareça ainda mais intenso. Por isso, é importante lembrar que, embora seu namorado seja uma pessoa significativa, seu bem-estar não precisa depender exclusivamente dessa relação.

    Independentemente do desfecho, você merece ter uma rede de apoio e um espaço seguro para cuidar de si. Se esse sofrimento estiver muito intenso, buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a lidar com esse momento, fortalecer seus recursos emocionais e encontrar formas de enfrentar essa situação com mais segurança.

    Você não precisa enfrentar essa dor sozinha, e seus sentimentos são legítimos e merecem ser acolhidos.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    O Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C) pode ser tratado, e muitas pessoas conseguem uma redução significativa dos sintomas, recuperando sua qualidade de vida. No entanto, cada pessoa responde ao tratamento de maneira diferente, pois isso depende de fatores como a história de vida, a intensidade dos traumas e o acesso ao acompanhamento adequado.

    Em alguns casos, os sintomas podem diminuir a ponto de deixarem de interferir no dia a dia. Em outros, podem reaparecer em momentos de estresse ou diante de situações que lembrem experiências traumáticas. Isso não significa que o tratamento tenha falhado, mas que o processo de recuperação pode ocorrer em diferentes fases.

    A psicoterapia baseada em evidências, e quando necessário o acompanhamento psiquiátrico, podem ser fundamentais para desenvolver estratégias de enfrentamento, fortalecer a regulação emocional e favorecer uma vida mais equilibrada.

    O mais importante é saber que o TEPT-C não precisa definir a vida da pessoa. Com o tratamento adequado, é possível reduzir o sofrimento, fortalecer recursos emocionais e construir uma relação mais saudável com a própria história.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Antes de tudo, quero dizer que sinto muito que você esteja enfrentando isso. Pelo que você descreve, esse sofrimento é intenso e tem impactado diferentes áreas da sua vida. E quero reforçar algo importante: o que você sente merece ser levado a sério.

    Algumas pessoas apresentam um medo intenso de situações sociais, acompanhado de sintomas como coração acelerado, tremores, dificuldade para falar, evitar contato visual e preocupação excessiva com a forma como serão vistas pelos outros. Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições, e apenas uma avaliação profissional poderá compreender o que está acontecendo no seu caso.

    O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é o psicólogo. Durante o processo terapêutico, será possível entender a origem desse medo, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade e recuperar, gradualmente, a confiança nas interações sociais. Em alguns casos, também pode ser recomendada uma avaliação com um psiquiatra, especialmente quando os sintomas são muito intensos e comprometem o dia a dia.

    O fato de você ter conseguido descrever com tanta clareza o que está vivendo já demonstra que reconhece seu sofrimento e deseja ajuda. Esse é um passo importante. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), e buscar apoio não é sinal de fraqueza, mas de cuidado consigo mesmo(a). Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente esses sintomas e voltar a viver com mais tranquilidade.


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    Boa tarde! De modo geral, não existe uma exigência universal de laudo psicológico nem um tempo mínimo de acompanhamento psicológico para que uma pessoa trans maior de idade inicie a terapia hormonal. A avaliação costuma ser realizada por uma equipe de saúde, seguindo as diretrizes do serviço e considerando as necessidades individuais de cada pessoa.

    O papel do psicólogo não é "autorizar" a identidade de gênero, mas oferecer um espaço de acolhimento, escuta e apoio, caso a pessoa deseje ou necessite desse acompanhamento. Em algumas situações, determinados serviços ou profissionais podem solicitar documentos específicos, por isso é importante verificar os protocolos adotados no local onde será realizado o atendimento.

    Se houver dúvidas sobre o processo, uma consulta com um endocrinologista que atue na atenção à saúde de pessoas trans pode ajudar a esclarecer as etapas do tratamento e, quando necessário, orientar sobre o acompanhamento multiprofissional.


  • Qual é a importância do diagnóstico diferencial na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessiv

    Qual é a importância do diagnóstico diferencial na avaliação neuropsicológica do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Adriana  Andrade da Costa

    O diagnóstico diferencial é uma etapa fundamental na avaliação neuropsicológica porque ajuda a identificar se os sintomas apresentados estão realmente relacionados ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ou se podem ser explicados por outra condição, ou até pela associação entre diferentes transtornos.

    Pensamentos repetitivos, ansiedade, dificuldade de concentração e comportamentos repetitivos podem estar presentes em outros quadros, como transtornos de ansiedade, depressão, transtorno do espectro autista (TEA), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e alguns transtornos de personalidade. Por isso, uma avaliação cuidadosa é essencial.

    A avaliação neuropsicológica utiliza entrevistas, testes padronizados e a análise da história clínica para compreender como estão funcionando processos como atenção, memória, funções executivas e flexibilidade cognitiva. Esses dados contribuem para um diagnóstico mais preciso e para o planejamento do tratamento mais adequado.

    É importante destacar que nenhum teste, isoladamente, confirma ou exclui o diagnóstico de TOC. A conclusão depende da integração entre a avaliação clínica, os instrumentos utilizados e a história de vida da pessoa, realizada por profissionais qualificados.


Perguntas frequentes

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