Perguntas do paciente (7)
-
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Como falou em sintomas de ansiedade, imagino que já tenha passado com algum profissional em algum momento. Em caso positivo, seria interessante conversar novamente com esse profissional que já conhece seu caso e informá-lo a respeito. Mas, se não houver essa possibilidade, o ideal seria fazer um tratamento integrado com um psiquiatra, para avaliar a necessidade de um tratamento medicamentoso, e um psicólogo para avaliar a existência de algum possível transtorno ansioso e tratar as causas. Se constatada pelos profissionais a existência de Síndrome das Pernas Inquietas, esses profissionais podem avaliar com você o seu estilo de vida e a necessidade de mudanças comportamentais, além das questões cognitivas.
-
Olá, Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que e
Olá,
Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que estou muito magra, mas sinceramente, eu não sinto que esteja assim tão magra como dizem. Eu reconheço que sou magra, sim, mas acho que as pessoas exageram um pouco quando comentam.
A minha dúvida é: isso pode ter a ver com algum tipo de distorção da imagem corporal? Ou é normal, em certas pessoas, não se verem exatamente como os outros veem?
Gostava de entender melhor se essa diferença de perceção é comum ou se pode ser sinal de algo a que devo estar mais atenta.
Obrigada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O peso está sim um pouco abaixo do q os protocolos indicam. No entanto, isso não quer necessariamente dizer que existe um problema. Sobre a questão da saúde física, seria interessante uma avaliação com um profissional. E sob o ponto do vista psicológico é preciso ver se existem alguns outros fatores para avaliar se há uma distorção, como: existe sofrimento em relação ao peso e a imagem? Se sim, se o que você vê no espelho te desagrada e te faz buscar a todo momento métodos para modificar essa imagem (dietas, medicamentos, procedimentos estéticos, comportamentos de eliminação de alimentos, etc.), se tua autoestima estiver muito baixa por esse motivo, estiver sempre procurando se comparar a outras pessoas, se a tua imagem ou a forma com que está lidando com ela estiver causando problemas em outros âmbitos, como trabalho, relacionamentos, vida social... Ou trazendo ideia de inadequação, ansiedade, então seria bom procurar um profissional para entender melhor o que pode estar acontecendo, pois independentemente de qualquer diagnóstico, existe um sofrimento que precisa de espaço de cuidado.
Mas, se o problema é somente a opinião alheia sobre algo que não lhe causa sofrimento - não mais do que o incômodo com essa opinião específica -, e sua imagem não lhe cause um grande desconforto ou problemas, talvez a distorção não esteja em você. Tanto um Transtorno Dismórfico Corporal, ou um Transtono Alimentar necessitam que estejam presentes diversos sintomas e comportamentos para serem caracterizados, portanto, uma avaliação individual pode te ajudar a entender melhor isso, e também como essas críticas podem estar te afetando.
-
Olá, tudo bem? Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um a
Olá, tudo bem?
Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um ano, faço terapia individual e participo do grupo de impulsividade. Minha psicóloga está querendo espaçar os atendimentos para quinzenais e, depois, me deixar apenas no grupo.
Mas eu não me sinto preparada para isso. Tenho diagnóstico de Borderline e TDAH, e acredito que meu tratamento precisa de um acompanhamento mais contínuo. Já tentei conversar sobre isso, mas a resposta que recebi não me pareceu muito coerente.
Gostaria de entender melhor se isso realmente faz sentido para o meu caso ou se posso pedir para continuar com os atendimentos individuais semanais.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Não sei qual a resposta que obteve da profissional que te acompanha, mas como isso pode ter sido decidido por diversos motivos, eu te indicaria, neste momento, tentar seguir o plano terapêutico apresentado pela psicóloga. Muitas vezes após muito tempo de suporte terapêutico nos sentimos inseguros, e é como tirar a rodinha da bicicleta, mas sua psicóloga talvez tenha avaliado que é importante tentar isso agora e que você tem condições. Lembre-se q e mais adiante isso pode ser reavaliado, o plano terapêutico não é algo definitivo e imutável.
-
Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos
Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos de idade tive acesso irrestrito ao celular, isso me levou a consumir pornografia a essa idade e se tornou um vício que eu não entendia na infância, tornei a esconder dos meus pais mesmo sem entender sobre relações sexuais. Até que um dia decidi parar e passei cerca de 3 anos sem consumir esse tipo de conteúdo, de verdade. No início da adolescência isso voltou, principalmente pq eu estava me descobrindo e descobrindo minha real sexualidade acabei vendo asmr’s sexuais falados, até então eu só escutava, porém eu ia cada vez mais fundo e acabei voltando para a pornografia. Aos 16 comecei a me tocar, uma coisa importante sobre isso é que eu nunca me toquei SEM a pornografia até hoje. Porém, hoje sou comprometida, e mesmo assim cedo a esse vício, eu não vejo todos os dias mas as vezes é como um chamado. Eu amo a pessoa com quem eu estou e quero passar o resto da minha vida com ela, eu a amo de verdade e não queria decepcioná-la com isso, eu sei que não terminaríamos por causa disso porque o nosso amor uma pela outra é muito forte mas o nosso relacionamento é a distância e somente quando há essa distância eu cedo algumas vezes a pornografia. Eu estou realmente decepcionada comigo mesma, é horrível ver, mas de vez em quando é como se houvesse um chamado. Nós já tivemos experiências sexuais e isso foi incrível, eu não queria estragar nossa química por causa disso, eu já li que isso pode estragar relacionamentos e o momento do sexo em si, e eu não queria que nossa história e nossa química se percam, de verdade. Eu gostaria de me livrar disso mas mesmo desativando os navegadores, tirando qualquer incentivo sexual isso continua voltando. Eu quero parar, gostaria que alguém me dê um caminho, uma luz para que eu possa viver meu relacionamento feliz. Adendo: eu não gosto de pensar em outras pessoas quando vejo esses vídeos, eu já amo a com quem estou, porém eu acredito que eu veja pq sou muito isolada e não saio de casa, fico com tédio e vou ver
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você precisa procurar um profissional para lidar e entender melhor tudo isso. Não há uma resposta fechada e definitiva para o que está passando, pois é preciso entender se o sofrimento está em alguma disfuncionalidade que a situação está causando em sua vida, ou se está na sua relação com o comportamento, ou seja, em como você vê e interpreta isso. Mas, para te ajudar a entender isso melhor, somente em uma avaliação com profissional, pois é preciso olhar todo o contexto e muitas informações a mais para poder ter uma conclusão e um plano de ação.
-
Existe autista baixas habilidades? Porque eu acho que sou um...
Existe autista baixas habilidades? Porque eu acho que sou um...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, primeiramente é preciso entender que "altas habilidades" não é uma característica do espectro autista, ela pode ocorrer sim em conjunto, mas seria uma excepcionalidade. E as chamadas "altas habilidades", em geral são assim reconhecidas pelo desempenho extraordinário em alguma área específica do conhecimento ou habilidade.
Existe a possibilidade de algumas pessoas, no espectro ou não, apresentarem algum comprometimento cognitivo. Como imagino que você já teve seu diagnóstico, seria interessante conversar com e profissional que fez a avaliação para questionar se foi identificada alguma alteração significativa na cognição. Mas, acredito que isso já teria lhe sido informado.
De qualquer forma, não há que se falar em "baixas habilidades", pois em geral, tanto pessoas neurotípicas quanto neurodivergentes irão apresentar grandes variações em suas habilidades e capacidades. E mesmo dificuldades cognitivas, que todos apresentamos em algum grau, em alguma área, não dizem do nosso desempenho como um todo, em todos os aspectos da vida. Mesmo pessoas que apresentam "altas habilidades" ou "superdotação", irão apresentar grandes dificuldades em algumas áreas.
-
Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ao se apropriar do conhecimento acerca do funcionamento psicológico e fisiológico, seja de transtornos ou simplesmente do funcionamento humano, o paciente ganha maior autonomia para entender e abordar seus sentimentos ou comportamentos e tomar decisões sobre como lidar com eles. Por exemplo, uma pessoa que está com Transtorno Depressivo se acha preguiçosa por não conseguir realizar tarefas diárias: a psicoeducação ensina a ela que tanto o desânimo e cansaço, quanto o pensamento autocrítico são sintomas da doença e como funcionam nela. Dessa forma, a pessoa pode entender que não há pelo quê se culpar e passar a se relacionar com isso de uma forma um pouco mais leve, abrindo espaço para outras compreensões que a tirem dessa visão afunilada que caracteriza o próprio transtorno. De posse desses conhecimentos, ela tem muito mais autonomia para observar e perceber o que é dela própria, o que é da doença ou lhe foi ensinado e não a ajuda mais, em qualquer tempo durante ou após a terapia. Além disso, a psicoeducação também oferece opções de técnicas para enfrentar ou regular comportamentos ou sintomas.
-
Quais são as abordagens da psicologia cognitiva? .
Quais são as abordagens da psicologia cognitiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, imagino que queira entender quais terapias se enquadram dentro da abordagem cognitiva? Seria isso? Nesse caso, temos a Terapia Racional Emotiva de Elis e Terapia Cognitivo-comportamental de Beck, quando as abordagens comportamentais e cognitivas se encontram. Atualmente, são consideradas dentro da abordagem comportamental cognitiva terapias como Terapia de Aceitação e Compromisso, Terapia baseada em Compaixão, Terapias baseadas em Mindfulness, Terapia Comportamental-dialética, Psicoterapia Analítica Funcional - Ainda que essas ultimas sejam mais referenciadas às terapias comportamentais, dentro da linha cognitiva suas técnicas podem ser aplicadas muitas vezes, com a compreensão de que o objetivo final é a modificação cognitiva. Espero ter esclarecido um pouco sua dúvida.
Autor
Perguntas frequentes
-
Minha dieta sendo bem pobre em gorduras faz algum sentido a prescrição de orlistate para o tratament
Sim, pode haver indicação, mas o benefício tende a ser menor quando a alimentação…