Perguntas do paciente (38)

  • Quais os principais fatores que influenciam o processo do luto?

    Quais os principais fatores que influenciam o processo do luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Na Terapia Cognitivo Comportamental, os principais fatores que influenciam o luto são: tipo de vínculo com quem morreu, circunstâncias da morte, histórico emocional da pessoa, pensamentos automáticos negativos (como “nunca vou suportar essa dor”), estratégias de enfrentamento utilizadas (evitação ou aceitação), e a presença ou ausência de rede de apoio. Esses elementos impactam como a pessoa interpreta a perda e lida com a dor.


  • Quais são as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência intelectual em relação

    Quais são as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência intelectual em relação às emoções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Pessoas com deficiência intelectual costumam ter dificuldade em identificar, compreender e expressar suas emoções. Muitas vezes, não sabem nomear o que estão sentindo, o que pode gerar comportamentos inadequados ou reações exageradas. Também podem interpretar de forma errada situações sociais, como achar que alguém está bravo quando não está. Isso acontece por limitações cognitivas e dificuldades na leitura de sinais sociais. Além disso, têm mais dificuldade para usar estratégias de regulação emocional, como respirar fundo ou mudar a forma de pensar. Por isso, a Terapia Cognitivo Comportamental com que trabalho utiliza recursos visuais, linguagem simples e repetição para psicoeducar, de forma prática, como lidar melhor com as emoções.


  • Como diferenciar a imaturidade patológica da imaturidade "normal" ?

    Como diferenciar a imaturidade patológica da imaturidade "normal" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Na Terapia Cognitivo Comportamental, diferenciamos a imaturidade normal da patológica observando três pontos principais: intensidade, frequência e prejuízo. A imaturidade normal é esperada em determinadas idades e contextos, tende a diminuir com o tempo e não causa grandes prejuízos. Já a imaturidade patológica é persistente, desproporcional para a idade da pessoa e interfere no funcionamento social, emocional ou acadêmico. Se o comportamento não evolui com o tempo, gera sofrimento ou compromete a autonomia, é sinal de que pode ser patológico e precisa de intervenção.Na TCC, diferenciamos a imaturidade normal da patológica observando três pontos principais: intensidade, frequência e prejuízo. A imaturidade normal é esperada em determinadas idades e contextos, tende a diminuir com o tempo e não causa grandes prejuízos. Já a imaturidade patológica é persistente, desproporcional para a idade da pessoa e interfere no funcionamento social, emocional ou acadêmico. Se o comportamento não evolui com o tempo, gera sofrimento ou compromete a autonomia, é sinal de que pode ser patológico e precisa de intervenção.


  • Como a neuroplasticidade pode ajudar a combater a ansiedade?

    Como a neuroplasticidade pode ajudar a combater a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se modificar com base nas experiências. Na Terapia Cognitivo Comportamental, usamos isso a nosso favor: ao praticar novos pensamentos, comportamentos e estratégias de enfrentamento, o cérebro cria novas conexões e aprende respostas mais adaptativas. Isso significa que, com treino e repetição, é possível “ensinar” o cérebro a reagir com menos ansiedade diante de situações que antes geravam medo. Técnicas como reestruturação cognitiva, exposição gradual e respiração diafragmática aproveitam a neuroplasticidade para reduzir a resposta ansiosa e fortalecer padrões mais saudáveis.


  • Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O qu

    Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    É natural que, ao gostar de alguém, a gente queira ajudar quando percebe que certos comportamentos ou dificuldades podem estar ligados a algo como o TDAH. Mas é importante lembrar que, mesmo com a melhor das intenções, quando a gente aponta algo que o outro ainda não reconhece ou não está pronto para ouvir, isso pode soar como crítica ou julgamento.

    Em situações assim, o mais eficaz não é rotular nem tentar convencer, mas sim abrir espaço para o diálogo com empatia. Em vez de dizer que ele pode ter TDAH, você pode compartilhar o que observa e como isso te faz sentir, com cuidado, sem impor nada. Algo como: "Eu percebo que às vezes você parece se frustrar com sua própria distração ou agitação, e imagino como isso deve ser difícil. Já pensou em conversar com alguém sobre isso?"

    Essa abordagem, baseada na escuta e na empatia, costuma gerar mais abertura do que tentar nomear ou explicar algo que ele talvez ainda nem entenda como um problema. O tempo dele precisa ser respeitado e às vezes, o melhor apoio é estar por perto com acolhimento e sem pressão.


  • Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec

    Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    É totalmente compreensível que você se sinta insegura nessa situação, especialmente considerando seu histórico emocional e o contexto que envolve essa amizade específica.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente entende que as emoções que sentimos estão diretamente ligadas aos pensamentos que temos sobre uma situação, e esses pensamentos são influenciados por experiências passadas, como traumas, rejeições ou vivências de desconfiança.

    Nesse caso, mesmo que seu namorado te trate bem e demonstre cuidado, o fato de ele manter contato com alguém por quem já teve interesse pode ativar pensamentos automáticos como “e se ele ainda sente algo?” ou “e se eu não for suficiente?”. Esses pensamentos disparam emoções como insegurança, medo e ciúme, que são legítimas, mas precisam ser compreendidas, e não guiadas por suposições.

    O ideal nesse momento é se permitir olhar para essa insegurança com acolhimento, não com culpa. Em vez de reprimir o que sente ou agir de forma impulsiva, vale conversar com ele de forma aberta e respeitosa, expressando seus sentimentos sem acusar. Por exemplo: “Eu sei que você me trata bem e que confia em mim, mas por conta de coisas que vivi, essa situação me desperta insegurança. Eu queria que a gente pudesse conversar sobre isso.”

    O objetivo não é controlar o outro, mas construir confiança e cuidado mútuo. E se esse desconforto emocional está muito intenso, buscar apoio psicológico pode te ajudar a fortalecer sua autoestima, ressignificar esse trauma e lidar com esses gatilhos de forma mais leve e consciente.


  • Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?

    Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    No transtorno de ansiedade, as principais alterações cognitivas envolvem distorções no modo como a pessoa percebe e interpreta o mundo à sua volta.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, observamos que indivíduos com ansiedade tendem a apresentar pensamentos automáticos negativos, catastróficos e desproporcionais à realidade. Eles costumam superestimar perigos, subestimar sua capacidade de lidar com as situações e interpretar sinais neutros como ameaçadores.

    Algumas alterações cognitivas comuns incluem:
    – Catastrofização: imaginar o pior cenário possível mesmo sem evidências claras.
    – Hipervigilância: atenção seletiva constante a possíveis ameaças.
    – Leitura mental: acreditar saber o que os outros pensam, geralmente de forma negativa.
    – Intolerância à incerteza: necessidade excessiva de controle ou previsibilidade.

    Essas distorções alimentam o ciclo ansioso, gerando mais preocupação, comportamentos de evitação e manutenção dos sintomas. A TCC trabalha justamente na identificação e reestruturação desses pensamentos, ajudando o paciente a desenvolver interpretações mais realistas e funcionais da realidade.


  • Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    A autoestima tem um papel fundamental na formação da identidade pessoal, especialmente durante o desenvolvimento infantil e adolescente, quando a pessoa está construindo a percepção de quem é no mundo.

    Na abordagem Cognitivo-Comportamental, entendemos que a autoestima está diretamente relacionada às crenças que a pessoa desenvolve sobre si mesma, como "sou capaz", "sou inadequado", "sou suficiente". Essas crenças influenciam pensamentos, emoções e comportamentos, impactando a forma como a pessoa se vê, se posiciona e se relaciona com os outros.

    Uma autoestima saudável favorece segurança interna, autonomia, senso de valor e mais clareza sobre limites e desejos pessoais. Por outro lado, uma autoestima fragilizada pode gerar insegurança, autocrítica excessiva, medo de rejeição e dificuldade em sustentar quem se é, especialmente diante de pressões sociais.

    Ou seja, ter uma boa autoestima é essencial para consolidar uma identidade mais estável, coerente e funcional ao longo da vida.


  • Qual a importância do autocuidado para a prevenção da saúde mental?

    Qual a importância do autocuidado para a prevenção da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    O autocuidado é essencial para prevenir problemas de saúde mental. Ele envolve ações simples do dia a dia, como dormir bem, se alimentar de forma saudável, praticar atividades prazerosas e respeitar os próprios limites.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que esses hábitos ajudam a manter o equilíbrio emocional, reduzir o estresse e fortalecer a mente. Cuidar de si é uma forma de proteção e um passo importante para viver com mais bem-estar.


  • Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acor

    Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acordo mal, desanimada, com medo de ser demitida por não ser boa o suficiente, sinto que nada que eu faça está bom. Algo pequeno se torna gigante, acabo me comparando com outras pessoas da minha área e sinto que nunca vou alcançar o nível. Me sinto frustada e irritada, e super mal por não me sentir boa. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    O que você está sentindo não é incomum e muitas pessoas passam por isso, especialmente quando lidam com altos níveis de autoexigência, medo de julgamento e necessidade de controle. Mas apesar de ser frequente, não significa que você precisa conviver com essa dor emocional como se fosse normal ou permanente.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que pensamentos como "não sou boa o suficiente", "vou ser demitida", "nunca vou alcançar o nível dos outros" são chamados de pensamentos automáticos disfuncionais. Eles não surgem porque você quer pensar assim, mas sim porque, ao longo da vida, você pode ter desenvolvido crenças centrais de inadequação, medo de falhar ou de não ser aceita, muitas vezes ligadas a experiências passadas.

    Esses pensamentos distorcem a realidade e geram emoções intensas como ansiedade, frustração e tristeza. E quando você acredita neles sem questionar, qualquer desafio vira uma ameaça, qualquer erro vira prova de fracasso, e a comparação com os outros reforça a ideia de que você está sempre aquém.

    É importante saber que isso tem tratamento. A TCC trabalha justamente para identificar, questionar e reestruturar esses padrões de pensamento, ajudando você a desenvolver uma visão mais equilibrada de si mesma, fortalecer sua autoconfiança e lidar melhor com imprevistos e críticas sem se autodepreciar.

    O fato de você já perceber esse ciclo e conseguir expressar o que sente com clareza é um ótimo sinal de consciência emocional. E isso mostra que você está pronta para dar o próximo passo e buscar apoio. Você não precisa enfrentar isso sozinha, a psicoterapia pode te ajudar a reconstruir essa relação com você mesma de forma mais leve, segura e saudável.


  • Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,

    Boa noite tenho um filho de 11 anos.
    Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.

    1: E muito desorganizado com suas coisas.
    2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
    3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
    Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
    Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
    Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
    E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
    Alguém pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Com base no que você descreveu, é importante sim buscar uma avaliação profissional para entender melhor o que está acontecendo com seu filho. Comportamentos como a desorganização persistente, a dificuldade de aprendizagem por repetição (entende mas não aplica), a impulsividade e, principalmente, ações de risco como colocar o dedo na brasa e morder uma queimadura, indicam que pode haver uma dificuldade no controle de impulsos, na regulação emocional ou no entendimento das consequências.

    Recomendo que você procure um psicólogo infantil. Também pode ser indicado, dependendo da avaliação inicial, o encaminhamento para uma consulta com neuropsicólogo ou psiquiatra infantil, especialmente se houver suspeita de algum transtorno do neurodesenvolvimento, como TDAH ou outro quadro que precise ser melhor investigado.

    O mais importante é não esperar. Quanto antes seu filho for avaliado, mais chances há de ajudá-lo a desenvolver recursos saudáveis para lidar com o mundo e consigo mesmo. E você, como mãe, estará dando um passo essencial para apoiar esse processo.


  • Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acont

    Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acontecimentos importantes? Se sim o que pode se fazer para melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Sim, pessoas com TDAH podem ter mais dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas sobre eventos ou acontecimentos importantes. Isso acontece porque o TDAH afeta funções executivas, como memória de trabalho, planejamento e organização. Muitas vezes, a pessoa até sabe que precisa avisar, mas se distrai, esquece ou simplesmente não prioriza essa ação no momento certo.

    Para melhorar isso, estratégias como o uso de lembretes no celular, alarmes, anotações visíveis e aplicativos de organização podem ajudar. Criar rotinas, como revisar diariamente compromissos e tarefas pendentes, também é eficaz. Além disso, associar o aviso a um gatilho externo, como um horário específico do dia ou uma atividade frequente, pode facilitar a lembrança. Trabalhar essas dificuldades na terapia também ajuda a desenvolver estratégias mais personalizadas.


  • A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    A Síndrome do Impostor não é considerada uma doença mental, mas sim um fenômeno psicológico caracterizado por uma autopercepção distorcida, na qual a pessoa sente que não merece suas conquistas e teme ser exposta como uma "fraude", mesmo tendo evidências concretas de sua competência. Embora não seja classificada como um transtorno no DSM-5, ela pode estar associada a condições como ansiedade, baixa autoestima e perfeccionismo excessivo.
    Na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos para identificar e modificar os padrões de pensamento disfuncionais que reforçam essa sensação de inadequação, ajudando o paciente a desenvolver uma autoavaliação mais realista e autoconfiante.
    Me siga no instagram @psiadrideoliveira, fiz um post sobre a Síndrome do Impostor.


  • Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    A Síndrome de Otelo pode, sim, retornar após o tratamento, especialmente se os fatores que a desencadearam não forem completamente trabalhados. É comum que alguns sinais reapareçam, como pensamentos obsessivos de traição, aumento da desconfiança, necessidade de vigilância excessiva e dificuldades em interpretar situações de maneira realista. Muitas vezes, recaídas acontecem quando há altos níveis de estresse, insegurança emocional ou quando o tratamento é interrompido precocemente. Além disso, condições psiquiátricas associadas, como transtorno obsessivo-compulsivo ou transtornos delirantes, podem contribuir para a persistência dos sintomas. A melhor forma de prevenção é a continuidade do acompanhamento terapêutico, o desenvolvimento de habilidades para manejar a ansiedade e a reestruturação de crenças disfuncionais. Em alguns casos, a combinação da terapia cognitivo-comportamental com medicação pode ser necessária para evitar recaídas e promover um maior controle emocional. Se sinais de recaída começarem a aparecer, é fundamental retomar a terapia o quanto antes para impedir que o quadro se agrave.


  • O que o descontrole emocional pode causar em um paciente adulto ?

    O que o descontrole emocional pode causar em um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    O descontrole emocional em um adulto pode causar uma série de consequências negativas tanto no bem-estar psicológico quanto na vida social e profissional. Quando a pessoa tem dificuldade em regular as emoções, pode acabar reagindo de forma impulsiva, intensa ou desproporcional a certas situações, o que pode gerar conflitos interpessoais, problemas no trabalho e sofrimento emocional.

    Além disso, o descontrole emocional está associado a sintomas de ansiedade, depressão, irritabilidade e até comportamentos autodestrutivos, como compulsões ou isolamento. Do ponto de vista da terapia cognitivo-comportamental, isso acontece porque a pessoa interpreta as situações de maneira disfuncional e tem dificuldade em usar estratégias de regulação emocional eficazes. O trabalho terapêutico busca ajudar o paciente a identificar esses padrões de pensamento, desenvolver habilidades de autocontrole e encontrar formas mais saudáveis de lidar com emoções intensas.


  • É normal que a depressão só melhore

    É normal que a depressão só melhore quando ficamos longe de alguma situação estressante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Sim, é comum que a depressão apresente alguma melhora quando a pessoa se afasta de uma situação estressante, especialmente se essa situação for um fator importante para o desenvolvimento ou a manutenção do quadro. O estresse contínuo pode intensificar sintomas como fadiga, desmotivação e pensamentos negativos, tornando mais difícil a recuperação. No entanto, apenas evitar o que causa sofrimento nem sempre é suficiente para tratar a depressão de forma eficaz, pois os padrões de pensamento e comportamento associados ao transtorno podem persistir independentemente do ambiente.

    Na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos não apenas para identificar gatilhos externos, mas também para fortalecer a resiliência emocional, modificar crenças disfuncionais e desenvolver estratégias de enfrentamento mais saudáveis. O objetivo não é apenas aliviar os sintomas temporariamente, mas ajudar a pessoa a lidar de forma mais equilibrada com desafios futuros, sem precisar depender exclusivamente do afastamento para se sentir melhor.


  • Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    Abuso psicológico afeta tanto saúde mental quanto física ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Sim, o abuso psicológico afeta tanto a saúde mental quanto a física. No aspecto emocional, pode levar a ansiedade, depressão, baixa autoestima, estresse crônico e até transtorno de estresse pós-traumático. A pessoa pode desenvolver crenças disfuncionais sobre si mesma e o mundo, além de dificuldades em confiar nos outros e regular as emoções.

    Fisicamente, o estresse constante causado pelo abuso pode levar a sintomas como dores de cabeça, tensão muscular, distúrbios do sono, problemas gastrointestinais e até enfraquecimento do sistema imunológico. O corpo reage ao sofrimento emocional por meio de alterações hormonais, como o aumento do cortisol, que, quando mantido por muito tempo, pode trazer prejuízos significativos à saúde.

    Na terapia cognitivo-comportamental, o foco é ajudar o paciente a reconhecer os impactos do abuso, ressignificar crenças negativas, fortalecer sua autoestima e desenvolver estratégias para lidar com o trauma e estabelecer limites saudáveis em seus relacionamentos.


  • Como lidar com as emoções negativas? .

    Como lidar com as emoções negativas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Lidar com emoções negativas começa com o reconhecimento e a aceitação do que você está sentindo, sem julgamentos. Observe seus pensamentos e questione se eles são realistas ou exagerados. Técnicas como respiração profunda, mindfulness e escrita terapêutica podem ajudar a aliviar o desconforto. Além disso, cuidar do corpo com atividade física, sono de qualidade e conexão com pessoas queridas também faz diferença. Se as emoções estiverem intensas ou persistentes, a psicoterapia pode ser um ótimo suporte para desenvolver estratégias mais saudáveis.


  • É possível transformar a angústia em algo positivo?

    É possível transformar a angústia em algo positivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Sim, é possível transformar a angústia em algo positivo. Embora desconfortável, a angústia pode ser um sinal de que algo precisa de atenção ou mudança na sua vida. Em vez de apenas evitá-la, você pode usá-la como um impulso para o autoconhecimento, crescimento pessoal e resolução de conflitos internos. Questionar seus pensamentos, buscar novos significados e agir de forma construtiva diante do que causa essa sensação pode trazer aprendizados valiosos. A psicoterapia pode ajudar nesse processo, auxiliando você a transformar a angústia em uma oportunidade de desenvolvimento e fortalecimento emocional.


  • O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?

    O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Adriana Oliveira

    Uma crise existencial em um adulto geralmente acontece quando a pessoa começa a questionar profundamente o sentido da vida, seus valores, propósitos e identidade. Isso pode ser desencadeado por mudanças significativas, como perdas, transições de carreira, envelhecimento, problemas nos relacionamentos ou até mesmo um excesso de possibilidades que gera incerteza. Do ponto de vista da terapia cognitivo-comportamental, essa crise está muito ligada a padrões de pensamento disfuncionais, como catastrofização, pensamentos absolutistas ou uma busca rígida por significado. A forma como a pessoa interpreta esses eventos e desafios pode influenciar a intensidade da crise. O foco do trabalho terapêutico é ajudar o paciente a flexibilizar essas crenças, identificar valores autênticos e construir um sentido de vida mais adaptativo.


Perguntas frequentes

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