Perguntas do paciente (15)

  • Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio

    Venho me sentindo sozinha, tem um tempo que sinto que moro com fantasmas, cada um imerso no próprio mundo. Minha mãe não fala comigo a uma semana, e hj é véspera de Natal, sinto que todos os feriados perderam o significado. E tem esse sentimento que nunca vai embora essa "companhia" constante, essa tristeza que me afoga. Tenho sentido muitas dores de cabeça, pescoço rígido e uma angústia crescente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve é um sentimento de solidão profunda, que não é apenas estar sozinha fisicamente, mas sentir-se desconectada, invisível e sem lugar emocional, mesmo estando cercada por pessoas. Quando você diz que “mora com fantasmas”, isso traduz muito bem a experiência de convivência sem troca, sem afeto e sem reconhecimento — e datas simbólicas, como o Natal, tendem a intensificar essa dor porque expõem ainda mais a ausência de vínculo.

    Essa tristeza que “faz companhia” e não vai embora costuma vir acompanhada de manifestações corporais, como dores de cabeça, tensão no pescoço e angústia constante; o corpo passa a carregar aquilo que não encontra espaço para ser dito, ouvido ou acolhido. O silêncio da sua mãe, especialmente nesse momento, não é algo pequeno: rupturas afetivas assim ativam sentimentos antigos de abandono, desamparo e perda de sentido.

    É importante dizer com clareza: esse estado não define quem você é, nem significa que você será sempre assim. Ele fala de uma necessidade emocional não atendida, de vínculos fragilizados e de um sofrimento que pede cuidado. Quando a tristeza se torna constante, ocupa o corpo e a mente e rouba o significado das coisas, ela não deve ser enfrentada sozinha nem normalizada.

    Buscar um espaço terapêutico pode ajudá-la a compreender de onde vem essa solidão, o que ela está tentando comunicar e como reconstruir sentido, presença e vínculo — inclusive consigo mesma.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido

    Sou casada a 8 anos e venho pensando mto e observando meu casamento , chego a pensar que meu marido tem um pouco de possessividade .
    Ele é tímido ,tem vergonha de me elogiar , é mto nervoso ao ponto de eu ficar com medo de perguntar algo pra ele ou fazer algo que ele não goste , estes 8 anos ele nunca me levou pra passear ir para uma praia e olha que tem dinheiro , a desculpa dele é que ele tem q quitar as dividas para poder fazer alguma coisa legal , minhas irmãs e minha mãe são uma inimigas ,ontem fui falar pra ele que eu ia na casa da minha irmã ele levantou a voz e quis ser mto agressivo , penso em separar mas ele disse que vai melhorar e procurar ajuda psicológica.
    Eu não sei esse tipo de amor dele se ama ou não , ele está bem e do nada me responde rude e nervoso e difícil escrever uma 8 anos mas resumindo ,não sei se devo largar dele .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    O que você descreve não é apenas dúvida sobre “amor”, mas um ambiente relacional marcado por medo, tensão e retraimento. Amor não se mede por declarações ou promessas de mudança, mas pela qualidade da convivência cotidiana. Quando você relata que evita perguntar, falar ou fazer algo por receio da reação dele, isso já indica que o vínculo está organizado mais pelo controle e pela imprevisibilidade emocional do que pela segurança.

    Alguns pontos precisam ser olhados com clareza: timidez não explica agressividade; nervosismo recorrente não justifica rudeza; dificuldade financeira não explica oito anos sem experiências compartilhadas; e, principalmente, levantar a voz, reagir com agressividade e isolar você da sua família são sinais de alerta, independentemente de ele “amar” ou não. Amor que gera medo, silêncio e autocensura precisa ser questionado.

    A promessa de “vou melhorar” ou “vou procurar ajuda” só tem valor quando acompanhada de movimento concreto e sustentado no tempo. Enquanto isso não acontece, quem está pagando o custo emocional é você. Separar ou permanecer não é uma decisão que ninguém na internet pode tomar por você, mas há uma pergunta que costuma ajudar muito: se esse relacionamento permanecer exatamente como está pelos próximos cinco anos, isso é uma vida que eu consigo sustentar?

    Por fim, algo importante: você não precisa ter certeza absoluta para buscar proteção emocional. Às vezes, a dúvida já é um sinal de que algo não está saudável. Conversar com um profissional pode ajudá-la a diferenciar medo, esperança, dependência emocional e desejo real de permanecer — e a tomar uma decisão sem se violentar por dentro.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou me

    Ola boa tarde, estou passando por uma crise no casamento minha esposa deixou de me amar a mais ou menos 6 meses, quando nossa relação começou a esfriar, ela se distanciou e e começou a me evitar, ficando mais fria e a o mesmo tempo mais estressada, temos 16 anos de casdos e uma filha de 15 anos e outra de 7 anos. A amo muito sempre fui bom marido, bom pai, sem vicios de alcool, fumo, jogos, etc, sempre caseiro e a ajudava com tudo em casa dese limpeza ate cozinhar. Sempre passamos por alguns perrengues de contas o que nois limitava a passeios caros, mas eramos felizes e uma familia muito unida. Ao longo deste periodo ela teve algumas crises de ansiedade mas estive ao lado dela sempre.
    Este ano passei por algumas dificuldades no trabalho e nao conseguia de imediato perceber o distanciamento dela, mas quando percebi ja era tarde demais. ela ao mesmo tempo começou a cuidar mais da aparencia, emagreceu e ficou muito mais bonita, fez tatuagens e mais ativa nas redes sociais. e nos ultios meses quando comecei a conversar melhor sobre isso ela pediu um tempo, depois a separação. Consegui de forma paliativa a convencer a voltar mas ela me trata com indiferença e estou cansado de lutar sopzinho, nao quero perde-la nem o contato com minhas filhas, mas nao consigo ter uma conversa amigavel com ela pois tudo é resposta seca e curta. O que faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    O que você descreve não é apenas uma “crise conjugal”, mas um processo de ruptura afetiva já em curso: o distanciamento progressivo, a indiferença emocional, a mudança de investimento (aparência, redes sociais), os pedidos de tempo e a dificuldade de diálogo indicam que, internamente, sua esposa já se desligou do vínculo amoroso há meses. O ponto mais doloroso — e mais difícil de aceitar — é que amor não se sustenta por mérito, esforço ou caráter, mas por reciprocidade afetiva; você parece ter sido um bom marido e um bom pai, mas isso, por si só, não garante permanência do desejo ou do vínculo amoroso.

    Quando você “luta sozinho”, ocorre um fenômeno clássico: quanto mais um tenta salvar a relação, mais o outro se retrai. Insistir em conversas, justificativas ou pedidos de validação, nesse estágio, tende a aumentar a indiferença, não a proximidade. O que hoje bloqueia o diálogo não é falta de argumentos, mas ausência de disponibilidade emocional da parte dela. Do ponto de vista prático e psicológico, alguns pontos são fundamentais:

    - Você não consegue convencer alguém a amar, mas consegue preservar sua dignidade, sua posição de pai e sua saúde mental.
    - Continuar implorando afeto ou aceitando indiferença corrói sua autoestima e não melhora a relação.
    - Separar o papel de marido do papel de pai é crucial: mesmo que o casamento termine, sua função paterna não termina.
    - O medo de perder as filhas costuma levar homens a se anularem na relação conjugal — isso quase sempre piora o cenário.

    O movimento mais saudável agora não é insistir, mas reposicionar-se: interromper a dinâmica de perseguição emocional, estabelecer limites claros e buscar uma conversa objetiva, não para “reconquistá-la”, mas para definir a realidade — seja uma tentativa real de reconstrução (com envolvimento de ambos e, idealmente, terapia de casal), seja uma separação conduzida com respeito, clareza e proteção às crianças. Reconciliação só é possível quando os dois querem, não quando um resiste por medo.

    Por fim, algo importante que você precisa ouvir: o fim do amor da outra pessoa não define o seu valor como homem, marido ou pai. Você está vivendo um luto — e luto não se resolve com esforço, mas com elaboração. Buscar acompanhamento psicológico neste momento não é sinal de fraqueza, é uma forma de atravessar essa crise sem se perder de si mesmo e sem comprometer sua relação com suas filhas.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Olá, gostaria de pedir ajuda. Tenho tido pensamentos violentos em relação a uma pessoa que amo. Isso

    Olá, gostaria de pedir ajuda. Tenho tido pensamentos violentos em relação a uma pessoa que amo. Isso tem me deixado altamente ansiosa a ponta de não conseguir dormir bem, perder o apetite e sentir ânsia de vômito. Já tive esses pensamentos anteriormente, depois de um tempo eles sumiram e eu consegui voltar a viver bem. Mas agora eles voltaram novamente e estão tirando minha paz.
    Para afastá-los tento ao máximo pensar em como é bom ser uma boa pessoa, como violência é ruim e que não quero ferir ninguém. Mas esses pensamentos continuam e estão me fazendo me afastar de uma pessoa que sempre amei muito, porque sempre estou com ela, esses pensamentos horríveis surgem. Muitas vezes parece que vou perder o controle e cometer alguma loucura.
    Tenho muito medo desses pensamentos e que eles signifiquem que eu sou uma pessoa ruim de verdade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Quando você me descreve isso, eu reconheço um funcionamento típico de TOC: surgem pensamentos violentos totalmente indesejados → a ansiedade sobe muito (“e se eu perder o controle?”) → você tenta neutralizar pensando que é uma boa pessoa, discutindo o pensamento ou se afastando de quem ama → vem um alívio curto → os pensamentos retornam mais fortes → a ansiedade aumenta novamente; o que eu te oriento de forma direta é:
    - nomear internamente “isso são pensamentos intrusivos”, sem analisar o conteúdo;
    - não discutir, provar ou combater o pensamento;
    - aceitar a incerteza sem buscar garantias absolutas;
    - reduzir a evitação e manter o contato sem rituais mentais;
    - permitir que a ansiedade suba e caia sozinha;

    Por fim, algo importante: pensamentos não são intenções, e o medo intenso, a culpa e o sofrimento que você sente mostram justamente que essas ideias são opostas aos seus valores — pessoas com esse tipo de TOC não perdem o controle nem agem sobre esses pensamentos.

    Não se esqueça de buscar um profissional com excelência técnica, que compreenda diagnóstico e psicoterapia e atue de forma humanizada; isso evita que você seja reduzida a um “caso clínico”.

    Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu co

    tenho problemas com meu pai desde que me entendo por gente, e toda vez que tento falar com ele eu começo a chorar e simplesmente não consigo parar, por mais que eu queira. consigo falar sobre com qualquer pessoa menos com ele. sinto que cada vez mais isso vai ficando maior pois não consigo colocar pra fora na frente dele, tem algo que possa me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve é muito comum em vínculos parentais marcados por história emocional não elaborada, e não significa fraqueza nem falta de maturidade. Quando você tenta falar com seu pai e o choro surge de forma incontrolável, isso indica que o vínculo ativa camadas emocionais antigas, profundas, que não passaram pela palavra no tempo certo; o corpo chora porque aquilo que você sente não conseguiu ser simbolizado na relação com ele.

    O fato de você conseguir falar sobre isso com outras pessoas mostra que não é incapacidade de expressão, mas algo específico da relação com seu pai: expectativas, frustrações, medo de não ser ouvida, desejo de reconhecimento ou antigas feridas ainda abertas. Diante dele, você não reage como adulta apenas, mas também como a criança que precisou lidar com esse vínculo ao longo da vida — por isso a emoção “transborda” antes da fala.

    Alguns pontos podem ajudar: entender que você não precisa resolver isso diretamente com ele agora; trabalhar primeiro esse vínculo em você, em um espaço terapêutico, para dar nome ao que sente; aceitar que talvez hoje o diálogo verbal não seja possível, e isso não invalida sua dor; e lembrar que chorar não é fracasso — é sinal de que algo importante está ali pedindo cuidado. Muitas vezes, só depois que a emoção é organizada internamente é que a conversa externa se torna possível.

    Buscar um profissional capacitado pode ajudá-la a elaborar essa relação, compreender o que se ativa emocionalmente e encontrar formas mais seguras de se posicionar — com ou sem diálogo direto.

    Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Qual a relação entre hiperfoco e comorbidade com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Qual a relação entre hiperfoco e comorbidade com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    • Hiperfoco: características, benefícios/risco e redirecionamento.
    No TOC, o hiperfoco é uma atenção estreitada, rígida e persistente, sustentada por ansiedade e busca de certeza, com dificuldade de alternar o foco e tendência à ruminação; pode gerar alto desempenho em tarefas estruturadas quando o conteúdo não é obsessivo, mas frequentemente reforça o ciclo obsessão–alívio–retorno, com exaustão e prejuízo funcional; o redirecionamento consiste em:
    - identificar o hiperfoco como fenômeno do TOC, não como produtividade real;
    - interromper ruminação e checagens mentais, aceitando a incerteza residual;
    - deslocar a atenção para atividades externas incompatíveis, com tempo delimitado.

    • Hiperfixação: definição, sinais, causas e manejo prático.
    Na psicopatologia do TOC, a hiperfixação é a adesão mental excessiva e inflexível a um tema, ideia ou estímulo, com incapacidade de desligamento voluntário; manifesta-se por pensamentos repetitivos, análise incessante, urgência cognitiva e alívio apenas transitório; decorre da intolerância à incerteza, hipervigilância ansiosa e reforço negativo; o manejo prático envolve:
    - não aprofundar a análise nem “resolver” mentalmente o tema;
    - bloquear respostas de alívio cognitivo (ruminação, revisão, comparação);
    - redirecionar para ações concretas externas, sustentadas por tempo definido.

    • Hiperfoco ↔ Ansiedade: diferenciação, relação funcional e manejo direto.
    No TOC, o hiperfoco diferencia-se da ansiedade geral por ser uma atenção rígida dirigida a um conteúdo específico, enquanto a ansiedade é o estado afetivo de base; funcionalmente, a ansiedade dispara o hiperfoco e este mantém a ansiedade por ruminação e checagem; o manejo direto consiste em:
    - interromper respostas de alívio (não ruminar, não checar);
    - tolerar a ansiedade sem buscar fechamento ou certeza;
    - engajar-se em ações externas incompatíveis até a redução espontânea da ativação.

    • Hiperfoco ↔ TOC: como diferenciar foco intenso de obsessão/compulsão.
    O foco intenso é voluntário, flexível, prazeroso e interrompível sem aumento significativo de ansiedade; no TOC, o hiperfoco é egodistônico, rígido e mantido por ansiedade e necessidade de certeza, com sofrimento ao tentar interromper; a diferenciação prática baseia-se em:
    - avaliar se há ansiedade e urgência associadas ao foco;
    - observar se a interrupção gera alívio posterior ou aumento de angústia;
    - verificar se o foco retorna automaticamente como resposta à dúvida ou medo.

    • TOC: rotina produtiva vs ritual compulsivo – como separar.
    No TOC, a rotina produtiva é flexível, funcional e orientada a objetivos, enquanto o ritual compulsivo é rígido, repetitivo e orientado à redução de ansiedade; funcionalmente, a rotina pode ser interrompida sem sofrimento relevante, já o ritual gera angústia intensa quando impedido; a separação prática envolve:
    - verificar se a ação visa produzir algo concreto ou apenas aliviar ansiedade;
    - testar interrupção ou variação da rotina e observar a reação emocional;
    - manter apenas comportamentos úteis, eliminando repetições, regras ocultas e critérios perfeccionistas impostos pela ansiedade.

    • Diferenciação: hiperfoco vs obsessão/compulsão/ruminação.
    O hiperfoco é uma atenção intensa e prolongada que pode ser voluntária e funcional, cessando sem sofrimento relevante; a obsessão é um pensamento intrusivo, repetitivo e egodistônico que gera ansiedade; a compulsão é o ato mental ou comportamental realizado para reduzir essa ansiedade; a ruminação é a repetição mental prolongada de conteúdos sem resolução; a diferenciação clínica prática envolve:
    - presença de ansiedade e egodistonia (marcante em obsessão/ruminação, ausente ou secundária no hiperfoco);
    - função do comportamento (produção ou interesse genuíno vs alívio de ansiedade);
    - reação à interrupção (tolerável no hiperfoco, geradora de angústia intensa em obsessão/compulsão/ruminação).

    • Diagnóstico: exames e critérios quando há foco intenso e TOC/TDAH/TEA.
    Quando há foco intenso, a diferenciação entre TOC, TDAH e TEA baseia-se na função do foco e no contexto psicopatológico: no TOC, o foco é egodistônico, ansioso e mantido por busca de certeza; no TDAH, é flutuante, dependente de interesse ou novidade e associado a desatenção global e impulsividade; no TEA, é estável, egossintônico e integrado ao padrão desenvolvimental. O diagnóstico é realizado por avaliação psicopatológica clínica criteriosa associada à avaliação neuropsicológica, com acompanhamento longitudinal, não devendo ser confundido com critérios classificatórios (DSM/ICD), que funcionam apenas como rótulos formais posteriores à investigação científica. Na prática, considera-se:

    - análise psicopatológica estrutural (dinâmica do sintoma, função do foco, sofrimento e prejuízo);
    - fenomenologia e função do foco (ansioso/egodistônico com neutralização → TOC; interesse-dependente com desatenção global/impulsividade → TDAH; interesse restrito egossintônico com rigidez sociocomunicativa e história precoce → TEA);
    - história do desenvolvimento, curso temporal e presença de compulsões, impulsividade ou rigidez sociocomunicativa;
    - uso seletivo de entrevistas clínicas, testes neuropsicológicos e instrumentos psicométricos (TOC, TDAH, TEA) como parte fundamental, sendo essa o aspecto - objetivo e comprobatório -.


  • Como a logoterapia ajuda a vítima do bullying a desenvolver resiliência?

    Como a logoterapia ajuda a vítima do bullying a desenvolver resiliência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    1. Vítima de bullying na logoterapia: autoestima, resiliência, liberdade e responsabilidade pessoal.
    Na compreensão logoterapêutica, a vítima de bullying não é definida pelo sofrimento que recebe, mas pela resposta existencial que oferece a ele; o ataque fere a autoestima no plano psicológico, mas não atinge a dignidade no plano noético, onde permanece a liberdade interior; assim como ensinou Viktor Frankl, a vida convoca o sujeito por meio de desafios concretos — inclusive a injustiça — para que ele descubra um sentido singular, transformando dor em tarefa, sofrimento em responsabilidade e passividade em posicionamento diante da própria existência.

    2. Intervenção logoterapêutica no bullying: estratégias de manejo.
    A intervenção centra-se em deslocar o foco da vitimização para a tomada de posição diante do sofrimento, trabalhando: diferenciação entre valor pessoal e opinião do agressor; reconhecimento da liberdade interior mesmo sob coerção externa; responsabilização pela resposta escolhida; ressignificação do sofrimento como chamado ético da vida; fortalecimento da autotranscendência, direcionando o olhar para valores, projetos e pessoas além do agressor; tecnicamente, utiliza-se clarificação de valores, análise da atitude assumida, intenção paradoxal quando pertinente e reconstrução do sentido como eixo de resistência psíquica e existencial.

    Não se esqueça de buscar um profissional com excelência técnica, que compreenda diagnóstico e psicoterapia e atue de forma humanizada; isso evita que você seja reduzida a um “caso clínico”.

    Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo

    Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve envolve trauma, ambivalência afetiva e um risco real de você assumir um lugar que não é terapêutico, mas de reparação, o que costuma gerar muito sofrimento. Sua namorada viveu um relacionamento abusivo, e isso pode deixar marcas profundas: dificuldade de confiar, medo de se vincular, alternância entre aproximação e afastamento, anestesia afetiva. Nada disso é incomum após violência — mas é importante separar compreensão de aceitação irrestrita.

    Há alguns pontos que precisam ser vistos com clareza. Ela foi honesta ao dizer que não sabe se consegue amar e que não promete tratá-lo bem; isso não é um detalhe, é um limite explícito. Amor não se constrói apenas com paciência, esforço ou “fazer de tudo”; quando alguém entra numa relação já avisando que talvez não consiga oferecer vínculo afetivo ou cuidado, a outra pessoa corre o risco de viver em espera permanente, tentando merecer algo que pode não vir. Além disso, morar junto intensifica o que já existe — não cura trauma nem cria amor por si só.

    O que você pode fazer, de forma responsável consigo mesmo: não se coloque no papel de salvador ou terapeuta; reconheça que o trauma dela precisa de tratamento próprio, não de sacrifício seu; antes de morar junto, conversem de forma concreta sobre expectativas, limites e responsabilidades emocionais; observe menos o que você faz por ela e mais como você se sente nessa relação — confuso, inseguro, sem garantia de reciprocidade são sinais importantes. Amor saudável não exige que alguém aceite ser maltratado “enquanto o outro tenta”.

    Por fim, algo essencial: empatia com o sofrimento dela não deve custar a sua dignidade emocional. Você pode compreender o trauma e, ainda assim, decidir que precisa de uma relação em que haja cuidado, respeito e possibilidade real de vínculo. Buscar orientação profissional pode ajudá-lo a diferenciar amor, compaixão, dependência emocional e medo de perder.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto mu

    Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto muito sozinha, até no meu relacionamento. Não acho ninguém interessante para conviver. Eu queria muito ter algum amigo, mas depois que você cresce é difícil. Geralmente, as pessoas que conheço da minha idade são infantis demais, e eu não quero contato.
    Me sinto presa, sinto que deveria estar vivendo mais, mas tenho medo das pessoas na rua. Me sinto desprotegida e vulnerável. Queria correr livre, fazer as coisas que gosto, mas tenho medo de andar sozinha… e se aparecer alguém ruim no caminho, como vou me proteger?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Primeiro, sobre a bipolaridade: ela se caracteriza por oscilações do humor que não são simples “mudanças emocionais”, mas variações do nível de energia psíquica, do ritmo interno, da sensibilidade e da forma de se relacionar consigo e com o mundo; em alguns momentos há mais retraimento, insegurança e sensação de vulnerabilidade, em outros pode haver mais expansão, impulso e intensidade — compreender esse funcionamento ajuda a não interpretar tudo como falha pessoal ou fraqueza de caráter.

    Sobre a solidão e os vínculos, é importante tirar um peso de você: a dificuldade de criar laços profundos hoje fala muito mais da sociedade contemporânea, marcada por relações rápidas, superficiais e pouco comprometidas, do que de algo “errado” em você; além disso, muitas pessoas ficam presas a critérios idealizados (“só me relaciono com quem tem X características”), o que empobrece as possibilidades de encontro; abrir-se a uma diversidade de pessoas, inclusive fora do gosto inicial, frequentemente amplia o autoconhecimento — às vezes não gostamos de algo simplesmente porque nunca tivemos a chance de viver a experiência de verdade.

    No que você descreve, aparece também um componente de fobia social: medo de circular sozinha, sensação de desproteção, expectativa de ameaça (“e se aparecer alguém ruim?”), que leva à evitação e reforça o isolamento; esse medo não é irracional no sentido moral, mas pode estar ampliado pela ansiedade, fazendo o mundo parecer mais perigoso do que de fato é.

    Quanto às possibilidades de mudança, elas passam pela assunção gradual de responsabilidade pela própria vida: investir no tratamento adequado da bipolaridade; trabalhar o medo social de forma progressiva; permitir-se experiências mesmo com desconforto inicial; buscar amizades, atividades e até trabalhos que não sejam “perfeitos”, mas que abram espaço para contato humano real; essa abertura à experiência é um componente central de crescimento psicológico e não acontece sem algum risco emocional — mas é assim que a sensação de prisão começa a diminuir.

    Por fim, algo importante: proteger-se não significa se fechar do mundo, mas aprender a confiar em si, nos próprios limites e recursos; isso se constrói com acompanhamento profissional, autoconhecimento e pequenas experiências bem-sucedidas no cotidiano.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con

    meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que aparece na sua fala não é apenas o comentário em si, mas a incoerência entre o que ele diz e o que ele faz, e isso naturalmente gera insegurança e desconfiança. Quando alguém afirma que não quer contato ou assunto com a ex, mas mantém interações simbólicas (comentário, coração, contato salvo), o problema central deixa de ser a ex-mulher e passa a ser a falta de clareza e de alinhamento no vínculo atual.

    É importante separar algumas coisas: manter contato com a mãe do filho é algo esperado e necessário, mas esse contato precisa ter limites claros e coerentes, principalmente quando há um novo relacionamento. Um coração, mesmo que pareça “simples”, é um gesto ambíguo, e ambiguidade em relações costuma gerar sofrimento porque deixa o outro sem referência do lugar que ocupa.

    Como lidar com isso, de forma prática e saudável: procure uma conversa direta e calma, não acusatória, focada em como você se sente e não no que ele “fez de errado”; pergunte qual é, de fato, o limite que ele considera adequado na relação com a ex; observe menos as promessas verbais e mais a coerência das atitudes; e reflita se, do jeito que está, você se sente segura e respeitada. Relacionamentos saudáveis não exigem vigilância constante nem interpretação de sinais confusos.

    Se esse tipo de situação se repete e gera angústia contínua, vale considerar um espaço terapêutico — individual ou de casal — para ajudar a estabelecer limites, comunicação clara e segurança emocional.

    Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Participando de alguns debates comecei a perceber que não era uma pessoa burra, pois sempre me senti

    Participando de alguns debates comecei a perceber que não era uma pessoa burra, pois sempre me senti desse jeito
    Tudo sempre foi muito difícil: não consigo ler livros, ter concentração na maioria das coisas e muita dificuldade de interpretar textos.
    Na matemática sou um fracasso total. Não consegui realizar a profissão desejada por essa dificuldade em muitas matérias. Mesmo na idade adulta tem como melhorar essa realidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve não define falta de inteligência, mas um histórico de dificuldades específicas de aprendizagem e atenção que nunca foram devidamente compreendidas. O fato de você participar de debates, argumentar e perceber que “não é burra” já mostra que há recursos cognitivos preservados; muitas pessoas crescem rotuladas como incapazes quando, na verdade, enfrentam obstáculos em áreas específicas, como leitura, interpretação, matemática ou concentração — isso não é sinônimo de baixa capacidade intelectual.

    Quando essas dificuldades atravessam a infância e a adolescência sem avaliação adequada, elas costumam gerar frustração crônica, baixa autoestima e desistência precoce de projetos, como você relata em relação à profissão desejada. Em adultos, quadros como transtornos específicos de aprendizagem, dificuldades atencionais ou estilos cognitivos particulares ainda podem ser trabalhados, sim — o cérebro mantém plasticidade ao longo da vida, embora o caminho não seja imediato nem mágico.

    O ponto central é que melhorar essa realidade não passa por “força de vontade”, mas por compreensão técnica do seu funcionamento cognitivo. Uma avaliação neuropsicológica pode identificar como você aprende, onde estão as dificuldades reais e quais estratégias compensatórias funcionam melhor para você; a partir disso, intervenções específicas, métodos de estudo adequados e, quando necessário, acompanhamento terapêutico ajudam a reconstruir confiança e autonomia intelectual.

    Por fim, algo importante: não ter conseguido realizar certos objetivos no passado não significa incapacidade definitiva, mas que você tentou sem as ferramentas certas. Entender isso costuma ser um divisor de águas para adultos que passaram a vida se sentindo “menos capazes” do que realmente são.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Olá meu filho vai fazer 7 anos em janeiro, mais não quer escrever suas atividades na sala de aula na

    Olá meu filho vai fazer 7 anos em janeiro, mais não quer escrever suas atividades na sala de aula na hora de passar do quadro para o caderno, ele é muito inteligente já sabe ler e gostar muito de matemática ,a letra dele é muito boa eu não sei o que fazer, por favor mim ajude?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve não indica, por si só, falta de inteligência ou problema grave, mas uma dificuldade específica na relação da criança com a escrita escolar. Aos 6–7 anos, é comum haver um descompasso entre leitura, cálculo e escrita, porque escrever exige integração fina entre atenção sustentada, coordenação motora, planejamento e tolerância à frustração. Quando a criança lê bem, gosta de matemática e tem boa letra, mas evita copiar do quadro, algumas hipóteses frequentes são: cansaço atencional, lentidão no processamento visuomotor, desmotivação com a tarefa repetitiva, perfeccionismo, ansiedade de desempenho ou simples falta de sentido percebido na atividade.

    Alguns pontos práticos importantes: observe se ele evita só a escrita longa/copiar do quadro ou se evita escrever em geral; evite pressão, broncas ou comparações, pois isso tende a aumentar a resistência; em casa, estimule a escrita de forma funcional e lúdica (bilhetes curtos, jogos, listas), sem transformar em obrigação; se a dificuldade persistir ou gerar sofrimento, uma avaliação neuropsicológica ou psicopedagógica pode ajudar a identificar se há questão atencional, motora ou emocional envolvida.

    Na maioria dos casos, com compreensão, ajuste de expectativas e apoio adequado, a criança evolui bem. Buscar orientação profissional é o ideal para evitar rótulos precoces e garantir que ele seja estimulado sem ser pressionado.

    Fico à disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Olá, o que pode ser sentir que as coisas não reais, no meu caso, no início desses sintomas, eu comec

    Olá, o que pode ser sentir que as coisas não reais, no meu caso, no início desses sintomas, eu comecei a sentir tudo irreal, e depois, parecia que tudo fosse 3D ou coisas de mentira, tipo, os móveis de casa, são móveis de brinquedo, como se fosse um mundinho. Tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve não indica automaticamente um quadro psicótico, embora seja compreensível que assuste. A vivência de que o mundo parece “irreal”, “artificial”, “como um cenário” ou “em 3D” é muito típica de despersonalização e desrealização, fenômenos frequentes em quadros de ansiedade intensa, crises de pânico, estresse prolongado e alguns estados depressivos. Nesses casos, a percepção muda, mas o juízo de realidade permanece preservado: a pessoa estranha a experiência, sofre com ela e reconhece que “algo está errado”, o que é diferente da psicose, em que há perda dessa crítica.

    Na psicose propriamente dita, a pessoa costuma acreditar firmemente que aquilo é real (delírios), pode ouvir vozes externas, ter ideias de perseguição ou significados ocultos, sem questionar a experiência. No que você relata, há estranhamento, medo e busca de explicação — isso aponta muito mais para um fenômeno dissociativo ligado à ansiedade do que para psicose.

    Quanto ao tratamento, ele passa por três frentes principais: avaliação clínica cuidadosa para diferenciar ansiedade/dissociação de outros quadros; psicoterapia para reduzir o medo da experiência (quanto mais se luta contra ela, mais ela se intensifica); e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico para manejo da ansiedade ou do transtorno de base. Esses sintomas são reversíveis e tendem a melhorar à medida que a ansiedade diminui e a pessoa recupera sensação de segurança interna.

    Buscar um profissional capacitado é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Meu filho tem 5 anos e apresenta dificuldades de comunicação e aprendizado. Ele ainda não fala direito

    Meu filho tem 5 anos e apresenta dificuldades de comunicação e aprendizado. Ele ainda não fala direito e não consegue se concentrar. Estamos numa peregrinação para um diagnóstico. Uns falam em autismo, outros em síndrome de angelman, mas nenhum diagnóstico concreto. Como proceder?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    O que você descreve é angustiante, e a peregrinação diagnóstica costuma ser uma das partes mais difíceis para a família. O ponto mais importante é compreender que, nessa idade, diagnóstico não começa pelo rótulo, mas por uma avaliação clínica criteriosa do desenvolvimento.

    Dificuldades importantes de comunicação, atraso de fala e problemas de atenção aos 5 anos exigem uma avaliação interdisciplinar organizada, e não opiniões isoladas. Autismo, síndromes genéticas (como Angelman), transtornos de linguagem, déficits cognitivos ou quadros mistos podem compartilhar sinais superficiais semelhantes, mas têm bases clínicas e prognósticos muito diferentes. Por isso, fechar diagnóstico apenas pela observação pontual ou por “impressão clínica” é inadequado.

    Como proceder de forma correta: buscar uma avaliação neuropsicológica infantil completa, associada a uma avaliação neuropediátrica; investigar história do desenvolvimento desde a gestação, marcos motores, linguagem, interação social, brincadeira, atenção e comportamento; realizar exames genéticos ou neurológicos apenas quando houver indicação clínica, e não como primeira resposta à ansiedade; paralelamente, iniciar intervenções precoces (fonoaudiologia, estimulação cognitiva, orientação aos pais), mesmo antes do diagnóstico fechado — intervenção não precisa esperar o rótulo.

    É fundamental entender que o diagnóstico, quando bem feito, leva tempo, porque precisa observar padrão, estabilidade dos sinais e resposta às intervenções. Mais importante do que “qual é o nome” agora é garantir que seu filho esteja sendo estimulado, compreendido e acompanhado da forma adequada, sem rótulos precipitados que podem mais confundir do que ajudar.

    Buscar uma equipe experiente em desenvolvimento infantil é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


  • Tenho um filho de 13 anos fiz vários exames o diagnostico deu déficit de atenção e problema na memoria,

    Tenho um filho de 13 anos fiz vários exames o diagnostico deu déficit de atenção e problema na memoria, o neurologista indicou fazer terapia cognitiva, você acha que esta avaliação pode ser mas especifico para ver o que e mas indicado a ser feito neste caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alan Ferreira dos Santos

    Ô PSICÓLOGO CLÍNICO RESPONDE
    Sim, pode — e deve — ser mais específica. O diagnóstico de “déficit de atenção” e “problema de memória” é inicial e descritivo, mas não explica como essas funções estão alteradas, em que situações aparecem e qual é a melhor forma de intervenção. Atenção e memória não são processos únicos: envolvem diferentes componentes (atenção sustentada, seletiva, controle inibitório, memória de trabalho, verbal, visual), e cada um pode estar comprometido de maneira distinta.

    Uma avaliação neuropsicológica completa permite mapear com precisão o perfil cognitivo do seu filho, identificando forças e fragilidades reais, diferenciando dificuldades primárias de fatores emocionais, escolares ou motivacionais, e orientando o tratamento de forma direcionada. Em muitos casos, a primeira linha de intervenção não é a terapia cognitiva em si, mas a estimulação neurocomportamental/neuropsicológica, focada no treino funcional das habilidades atencionais e de memória no cotidiano. A partir desse mapeamento, a avaliação também define quando e como a terapia cognitiva ou psicoterapia deve entrar no plano terapêutico, geralmente como suporte emocional, organizacional e adaptativo.

    Esse caminho evita intervenções genéricas, qualifica o tratamento e aumenta significativamente as chances de progresso acadêmico e emocional na adolescência.

    Buscar um profissional capacitado em neuropsicologia infantil/adolescente é o ideal. Fico à sua disposição.
    Alan Santos — Psicólogo Clínico.


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