Perguntas do paciente (28)
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O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir
O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira sessão de terapia, não existe uma obrigação de falar sobre algo específico ou de ter um discurso pronto. O que você levar para esse encontro — seja um relato organizado, um silêncio, um choro ou a simples afirmação de que está com medo de não conseguir falar — já é, em si, o material da análise. A psicanálise se interessa justamente por aquilo que escapa, pelas hesitações e pelo não-dito.
Se nada "importante" vier à mente, isso também é uma forma de comunicação sobre o seu estado interno. O analista está ali para escutar não apenas o que você diz, mas o que você mostra através da sua dificuldade. Portanto, não se preocupe em "conseguir falar". A única tarefa é comparecer e permitir-se estar na presença de alguém que está disposto a escutá-la.
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Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. Sua dor é profunda e seu relato, tocante. Você pode estar vivendo um processo de luto não apenas pela perda da pessoa amada, mas pela dissolução de um amor ideal.
É preciso refletir se o seu relacionamento descrito como "sólido" e sem crises, pode ter se sustentado mais em um pacto inconsciente de estabilidade do que em uma verdadeira troca afetiva. A "crise" que nunca existiu pode ser justamente o sintoma de que os conflitos, desejos e insatisfações foram silenciados em nome da harmonia. Para sua esposa, esse movimento de distanciamento a partir de agosto representa uma tentativa de separação psíquica, uma busca por uma individualidade que, por muito tempo, ficou submersa no papel de esposa e mãe.
Sua pergunta sobre ela "quebrar a cara" e se arrepender revela uma fantasia de reparação que, na verdade, ancora você na esperança e impede a elaboração do seu próprio luto.
Acolher sua dor é fundamental, mas ela não pode paralisá-lo. A psicanálise ensina que insistir em um objeto que não mais corresponde ao nosso investimento afetivo é manter-se em uma posição de sofrimento melancólico. O apoio da família dela e o desejo da sua filha mais velha de ficar com você são elementos da realidade que podem oferecer um solo firme para que você reconstrua, não o casamento, mas um novo lugar para si mesmo e para suas filhas. O divórcio, nesse caso, não é apenas o fim, mas o começo da possibilidade de reinvestir sua energia em algo que possa, de fato, corresponder às suas necessidades e à sua realidade atual.
Buscar psicoterapia é um caminho que pode te ajudar bastante nesta fase tão difícil. Desejo melhoras.
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Como a autocobrança se conecta ao transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
Como a autocobrança se conecta ao transtorno de personalidade borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Geralmente, pessoas com TPB tem um "ódio internalizado" que se volta contra si mesma. Essa autocobrança se manifesta como autodepreciação, sentimentos crônicos de inadequação e, principalmente, ataques autodestrutivos (como automutilação). Esses ataques são uma tentativa desesperada de aliviar uma culpa esmagadora com origem no passado, muitas vezes projetada no corpo. É uma forma de dar um contorno, ainda que através da dor, a um self que se sente despedaçado e ameaçado de dissolução.
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Como a autocobrança se relaciona com o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e TPOC (Transtorno de P
Como a autocobrança se relaciona com o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e TPOC (Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, a autocobrança excessiva é entendida como um produto de uma criação muito rígida e rigorosa. No TOC, essa autocobrança se manifesta como um conflito defensivo: o ego, para lidar com impulsos e pensamentos inconscientes considerados inaceitáveis, cria rituais compulsivos e pensamentos obsessivos. A autocobrança é o motor que alimenta o ciclo de tentar neutralizar, através de regras rígidas e ações repetitivas, a ansiedade gerada por esses impulsos e pela culpa. Já no TPOC, a autocobrança não é um sintoma, mas a própria estrutura da personalidade. Ela se funde ao ego, resultando em um caráter rígido, perfeccionista e controlador, onde a pessoa busca, de forma crônica e inflexível, uma ordem e um controle absolutos sobre si e o ambiente para manter a integridade psíquica e evitar o desmoronamento diante de conflitos internos. Em ambos, a origem está em um superego severo, mas no TOC a autocobrança gera sintomas específicos, enquanto no TPOC ela molda toda a personalidade.
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Tive um sonho vivido e muito estranho, terrível Tinha um namorado canibal que comia um olho na min
Tive um sonho vivido e muito estranho, terrível
Tinha um namorado canibal que comia um olho na minha frente e queria me comer também
E a sensação de agonia e pavor continuam passando pela minha mente quando não estou prestando atenção em algo, passei o dia angustiada
É normal um sonho abalar desse jeito?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é completamente normal que um sonho tão vívido e perturbador cause um impacto emocional duradouro, especialmente quando envolve imagens tão violentas e simbolicamente densas como as que você descreveu. Na psicanálise, os sonhos são entendidos como expressões do inconsciente, muitas vezes revelando desejos recalcados, conflitos internos ou angústias não resolvidas. A figura do "namorado canibal" pode representar, por exemplo, uma relação ambivalente — onde há tanto atração quanto medo, seja em um vínculo afetivo real ou mesmo em aspectos internalizados da sua própria psique.
O fato de a angústia persistir durante o dia indica que o sonho tocou em questões profundas, possivelmente relacionadas a medos inconscientes, traumas ou ansiedades não elaboradas. Freud diria que o sonho é uma realização disfarçada de um desejo ou medo reprimido. Se esses sentimentos continuarem a perturbar sua rotina, pode ser útil refletir sobre o que essa figura representa para você ou mesmo buscar uma escuta analítica para explorar esses conteúdos. Sonhos assim, embora assustadores, muitas vezes carregam insights valiosos sobre conflitos internos que precisam de atenção.
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Quais os efeitos do trauma infantil no bem-estar do adulto ?
Quais os efeitos do trauma infantil no bem-estar do adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os traumas infantis deixam marcas profundas na vida adulta, mesmo quando não nos damos conta delas. Segundo a psicanálise, essas experiências dolorosas da infância não desaparecem - elas se escondem no inconsciente e continuam influenciando nossa forma de amar, trabalhar e nos relacionar. Quando uma criança vive situações de abandono, violência ou negligência, ela desenvolve mecanismos de defesa para sobreviver àquela dor. O problema é que esses mesmos mecanismos, que foram úteis na infância, muitas vezes se tornam disfuncionais na vida adulta.
Um dos efeitos mais comuns é a dificuldade em estabelecer relações saudáveis. A pessoa pode desenvolver um apego ansioso - com medo constante de abandono - ou um apego evitante - fugindo da intimidade sem entender porquê. Isso acontece porque o trauma distorce nossa capacidade de confiar nos outros. Outro efeito é a repetição inconsciente de padrões: muitas pessoas se veem revivendo situações similares às do trauma original, como se estivessem tentando, sem sucesso, resolver aquela velha dor.
A boa notícia é que, através da psicoterapia, é possível ressignificar essas experiências. O processo é como desatar os nós de uma corda muito antiga: requer paciência, mas traz a liberdade de viver de forma mais plena e consciente.
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Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho
Faz uns anos, que sinto uma carência em relação a relacionamento, eu me sinto muito sozinho, e tenho 19 anos, ainda não trabalho, e não tive namoradas, eu tenho vontade mas não sei em qual lugar ir para conhecer pessoas novas, eu quase todo dia fico pensando nisso, eu sempre gostei de escutar músicas românticas, não sei se isso está me fazendo mal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A solidão que você sente é comum, especialmente aos 19 anos, fase de transição e busca por identidade. Ouvir músicas românticas pode intensificar a carência se você comparar sua vida a um ideal irreal, mas não precisa ser "ruim" se você equilibrar com outras atividades que tragam alegria autêntica. Para conhecer pessoas, experimente espaços que combinem com seus interesses: grupos de hobbies (ex.: música, esportes, cursos), voluntariado, apps sociais ou eventos locais. Não há pressa: relacionamentos surgem quando há conexão genuína, não apenas por obrigação de preencher um vazio. Você não está atrasado, cada um tem seu tempo.
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Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou prof
Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou profundamente. A dor da perda desencadeou em mim uma série de questões emocionais com as quais luto até hoje. Desenvolvi fobia social, depressão e transtornos de ansiedade. E mesmo antes da morte dele, eu já lidava com outras questões como: compulsão alimentar, automutilação e bulimia.
Hoje, aos 24 anos, continuo tentando lidar com essas feridas. Uma das coisas mais dolorosas é pensar na possibilidade de perder meus pais. Só de imaginar essa ideia, meu coração dispara. Às vezes entro em pânico, choro, fico completamente abalada.
Essa é uma questão tão profunda que parece ter causado um tipo de apagão na minha mente. Desde que meu avô faleceu, é como se certas memórias tivessem se apagado — eu não consigo lembrar a data de aniversário dos meus pais, da minha irmã... Eu evito até saber a idade deles. Não porque eu não me importe, mas porque isso me machuca, me traz à tona a realidade do tempo passando.
Atualmente faço uso de Sertralina de 100mg, e para tentar me ajudar a lidar com esse assunto, recorro para alguns livros que tratem sobre isso. Atualmente estou lendo " Tudo bem não estar tudo bem", mas já li dois livrinhos infantis, como " Pode chorar coração, mas fique inteiro" e " O que eu faço com esse buraco ?". Para de alguma forma tentar acalentar meu coração e minha mente.
Mas tem vezes que não sei mais o que fazer.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando uma criança enfrenta a morte de uma figura central de afeto, como um avô, sem recursos emocionais para simbolizar a ausência, a dor pode se transformar em um trauma não elaborado. Esse trauma pode gerar sintomas (como a fobia social, compulsão alimentar ou o pânico ante a ideia de perder os pais) que à primeira vista parecem desconectados da perda original. Os apagões de memória são mecanismos de defesa clássicos, sua mente apaga memórias que podem ser insuportáveis para você. A Sertralina, embora útil para regular os sintomas bioquímicos, não alcança o núcleo do conflito psíquico. Seu terror de perder seus pais não é apenas um medo do futuro, mas um retorno do trauma. A morte do avô reativou, em você, fantasias infantis de abandono que toda criança carrega, mas que, em seu caso, cristalizaram-se em sintomas.
A psicoterapia psicanalítica poderia ajudá-la a decifrar essas pistas que seu inconsciente insiste em lhe dar. O processo não apagará a dor, mas permitirá que ela seja reinscrita em uma narrativa mais coerente, onde a saudade não precise mais ser negada ou combatida com ataques de pânico.
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É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa? Sinto coisas incríveis por ela e
É normal sentir um medo de não amar/estar apaixonado pela pessoa?
Sinto coisas incríveis por ela e uma tranquilidade extrema quando estamos juntos, até mesmo quando conversamos de forma profunda minha mente e todas as vozes se silenciam.
Porém nos últimos dias essas "vozes" tem ficado mais fortes, dizendo que eu não amo ela, que estou errado em estar com ela, que deveria me afastar, entre tantas outras coisas.
Cerca de 1 ano atrás passei por um término bem difícil, a garota atual está sendo a 1x que me conectei profundamente com alguém, temos muito em comum e nos conectamos de formas que eu não consigo nem mesmo descrever o quanto eu gosto e amo tudo com ela, porém sempre após um desentendimento (seguido de reconciliação) sobre essas vozes, elas não saem mais da minha cabeça (Antes do desentendimento eu nem havia me tocado da existência delas, só notei isso após)
Eu quero muito ficar com essa garota, me relacionar com ela e construir (ou ao menos tentar) um futuro com ela, porém essas vozes estão me perturbando muito me dizendo que eu não deveria pensar de tal forma.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O medo de não amar — ou de não estar "apaixonado o suficiente" — é mais comum do que parece, especialmente quando você já foi profundamente ferido no passado. Essas vozes que insistem em duvidar do seu sentimento podem ser uma forma de autoproteção: como se uma parte sua, ainda assustada com a dor do término anterior, tentasse criar barreiras para não se entregar totalmente de novo. É como se sua mente dissesse: "Se eu convencer você de que não ama, você não sofrerá se isso acabar".
O silêncio que você sente ao lado dela, aquela paz que acalma até as vozes, é um sinal importante. Mostra que, no fundo, você reconhece nela algo verdadeiro — uma conexão que vai além das dúvidas momentâneas. Os conflitos e reconciliações, por outro lado, reativam medos antigos ("E se ela me deixar como a outra pessoa fez?"), e essas vozes surgem como um eco da insegurança, não como uma verdade sobre seus sentimentos.
A chave é observar essas vozes sem obedecê-las cegamente. Pergunte-se: "Esses pensamentos me protegem ou me aprisionam?". Muitas vezes, eles são só o medo disfarçado de razão — um medo de se permitir ser feliz depois de tanto sofrimento.
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A ansiedade e a depressão podem causar tonturas e vontade de chorar constantemente?
A ansiedade e a depressão podem causar tonturas e vontade de chorar constantemente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Ansiedade e depressão podem gerar tonturas (via hiperventilação, tensão muscular cervical ou desregulação do sistema vestibular) e vontade de chorar constante (como expressão de desamparo ou saturação emocional). Esses sintomas são sinais legítimos de que o corpo pede ajuda. Psicoterapia e, se necessário, acompanhamento psiquiátrico podem restaurar o equilíbrio neuroquímico e emocional. Você não está "inventando" isso.
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É normal sentir como se tivesse em luto ao por um fim em um relacionamento, mesmo que seja sua própr
É normal sentir como se tivesse em luto ao por um fim em um relacionamento, mesmo que seja sua própria escolha... Por não achar que seja a pessoa certa para você?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Absolutamente normal. O luto em um término, mesmo quando a decisão parte de você, é uma resposta psicologicamente esperada e até saudável. Terminar por não sentir que a pessoa é "certa" gera uma dor complexa: há alívio pela honestidade, mas também dúvidas ("E se eu tivesse insistido mais?"). Essa ambivalência pode ser tão angustiante quanto uma perda involuntária.
Se após 3-4 meses a intensidade da dor não diminuiu ou surgirem sinais como: isolamento social extremo, pensamentos de autopunição, incapacidade de realizar tarefas básicas... procure por terapia. Seu sofrimento não invalida sua decisão. Pelo contrário: mostra que você se permitiu investir afetivamente, e agora está pagando o preço emocional da honestidade.
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Meus sentimentos parecem que não funcionam mais em certas situações. Ao longo do tempo eu percebi qu
Meus sentimentos parecem que não funcionam mais em certas situações. Ao longo do tempo eu percebi que meus sentimentos em relação à minha família foram sumindo e eu me preocupo demais com isso. Eu não me lembro qual foi a última vez que eu realmente ri com minha mãe sem ter que fingir, e o que mais me preocupa é que isso não me afeta apenas na família, mas também pessoal. Eu realmente não me lembro qual foi a última vez que senti um sentimento triste. Em relação a minha família eu não consigo ter um sentimento de “amor” eu na verdade não sinto mais nada por eles e eu quero entender isso. Eu quero voltar a sentir.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua busca por respostas já é um passo corajoso rumo ao reencontro com suas emoções. Na psicanálise, não trabalhamos para "forçá-lo a amar" ou a sentir tristeza, mas para desvendar os nós que impedem o fluxo natural do afeto. O processo é lento, mas transformador: como descongelar um rio gelado, gota a gota.
Se possível, retome a psicoterapia — muitos profissionais oferecem valores sociais ou atendem por instituições universitárias. Se quiser, posso ajudá-lo a buscar opções acessíveis.
Lembre-se: o fato de você se importar com essa falta já prova que sua capacidade de sentir não está perdida. Ela está adormecida, esperando para ser reativada.
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Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar
Olá, tudo bem? O pai do meu namorado está com cancer e meu namorado anda muito triste, tento animar ele sem sucesso. Ele é uma pessoa fechada, me sinto de mãos atadas e inutil. Ele precisa de ajuda psicologica ou apenas é da fase?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito pelo momento difícil que vocês estão enfrentando. É compreensível que você se sinta impotente, mas sua presença e preocupação já são formas poderosas de apoio. A notícia de uma doença grave em um parente próximo pode desencadear um luto antecipatório (sofrer a perda antes que ela aconteça). É comum que a pessoa se isole, fique mais introspectiva ou pareça "distante" enquanto lida com emoções complexas como medo, raiva ou culpa. Tente validar a dor dele sem pressionar, evite minimizar a dor, ofereça apoio prático, também sugira terapia com delicadeza "Se um dia você quiser conversar com alguém fora disso tudo, eu posso te ajudar a encontrar um profissional. Não é fraqueza, é um cuidado".
Se ele recusar, respeite o tempo dele, mas mantenha o convite aberto. Lembre-se: você não é responsável pela cura emocional dele – só por oferecer um porto seguro.
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Boa noite, espero que estejam bem! Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha famí
Boa noite, espero que estejam bem!
Eu gostaria muito da ajuda de vocês, frequentemente minha família reclama sobre eu tratá-los mal ou minha expressão ser de uma pessoa brava, mas muitas das vezes eu nem percebo que estou falando diferente ou que a minha expressão mudou.
Não é proposital, mas tem situações que realmente eu percebo que "perco a mão".
Há algo que explique? Que eu consiga fazer para mudar?
Não sei se há algo na medicina que explique, mas eu realmente não quero ser ignorante, simplesmente estou falando normal, mas as pessoas interpretam de outra forma.
De antemão, agradeço.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Às vezes, nossas expressões e tom de voz refletem emoções que não estamos plenamente conscientes de sentir (ex.: estresse acumulado, cansaço). O corpo pode "vazar" esses estados internos sem que percebamos, especialmente se há dificuldade em reconhecer emoções em tempo real. Também, se você cresceu em um ambiente onde a comunicação era mais direta ou elevada, pode reproduzir esses padrões sem intenção. O cérebro automatiza certos comportamentos, tornando-os menos perceptíveis para você.
É importante explorar as origens disso "O que geralmente acontece antes dessas situações? Estou com fome? Sobrecarregado?". Recomendo ajuda profissional, pois um psicólogo pode ajudar a mapear padrões e treinar comunicação
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Estou trabalhando em uma empresa boa, que respeita o colaborador, home office, porém não tenho mais
Estou trabalhando em uma empresa boa, que respeita o colaborador, home office, porém não tenho mais ânimo para trabalhar, estou no tédio e me sinto muito desanimada e confusa, triste e não sei o que fazer, faço a mesma coisa todos os dias. Tenho 22 anos e não paro de pensar se a vida é só tentar sobreviver, acordar, trabalhar e ter alguns momentos de felicidade.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiro, quero dizer que é completamente válido sentir-se assim, especialmente em uma fase de descobertas e transições como os 22 anos. A rotina pode esvaziar nosso ânimo, mesmo em ambientes que parecem ideais, e questionar se a vida se resume a "sobreviver" é um sinal de que algo dentro de você busca mais significado — e isso é importante de ser ouvido. Neste caso é essencial buscar o que te motivava antes disso.
Permita-se explorar novos interesses através de livros, podcasts, novos hobbies. Além disso, que espaços fora do trabalho você pode cultivar? Amizades, viagens curtas, projetos paralelos? Por fim, a psicoterapia pode ser uma aliada poderosa para organizar esses sentimentos. Se for possível, invista nisso. Se quiser compartilhar mais sobre seus sonhos ou dúvidas, estou aqui para ajudar
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Oq fazer quando o companheiro tem pensamentos excessivos de que o mundo e as pessoas são ruins ? Qu
Oq fazer quando o companheiro tem pensamentos excessivos de que o mundo e as pessoas são ruins ?
Que é ruim já sabemos, mas em toda e qualquer situação peca no excesso de pensamento...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Lidar com a visão excessivamente negativa de um companheiro sobre o mundo e as pessoas pode ser desafiador, especialmente quando isso afeta o equilíbrio emocional de ambos. É importante acolher os sentimentos dele sem reforçar a negatividade, mas também cuidar para que essa dinâmica não desgaste o relacionamento ou sua própria saúde mental. Primeiramente é essencial que você valide as suas emoções e o escute de verdade. Por exemplo, em vez de dizer "você está exagerando!", pergunte "O que te faz sentir que isso sempre acontece?".
Incentive ele a buscar ajuda profissional, pensamentos excessivamente pessimistas podem estar ligados a ansiedade, depressão ou traumas não resolvidos. Sugira terapia com delicadeza: "Já pensou em conversar com alguém que possa te ajudar a organizar esses pensamentos? Às vezes, um profissional traz insights que a gente sozinho não enxerga".
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Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .
Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise ressalta que o ciúme pode surgir como uma expressão da luta por atenção e afeto exclusivo, refletindo a necessidade infantil de ser o "centro" do universo parental. Esse sentimento é amplificado por fantasias inconscientes de que o amor dos pais é um recurso limitado, especialmente com a chegada de irmãos ou a percepção da relação conjugal dos pais como algo que os exclui. A resolução saudável desse ciúme depende da integração das ambivalências emocionais e da aceitação progressiva de que o amor parental não precisa ser exclusivo para ser seguro. Quando essa fase não é bem elaborada (por excesso de repressão, conflitos não resolvidos ou falhas na contenção emocional pelos pais), o ciúme pode persistir na vida adulta, manifestando-se em relacionamentos competitivos, inseguranças afetivas ou dificuldades em lidar com figuras de autoridade. A psicanálise entende, assim, que o ciúme infantil é uma passagem estruturante no desenvolvimento psíquico, cujo manejo define parte da maturidade emocional futura.
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Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu
Eu perdi total interesse no meu marido, de 2 anos pra cá principalmente, está mais insuportável, eu nem consigo ter relações sexuais com ele, na verdade sinto que não quero nem me relacionar sexualmente com ninguém. Prefiro usar acessórios de sex shop para me satisfazer. Mantenho o casamento exclusivamente por causa dos meus filhos e são pequenos e ele é um excelente pai, mas tudo que ele faz pra mim só me desagrada, tem dia que sinto vontade de sumir, não suporte nem olhar na cara dele, mas aí lembro que meus filhos precisam dele. Uns anos atrás tentei separar dele mas ele entrou em depressão e até pensou em suicídio. Para aguentar essa vida frustrada eu foquei e voltar a estudar para concursos públicos, mas cada dia eu fico vendo ele se definhar tb, ele não se cuida, está ficando barrigudo, fica postergando uma cirurgia no joelho e com isso não faz atividade física, é um homem sem perspectiva de crescimento no trabalho não faz nada para melhorar, a nossa renda é insuficiente mas pra ele está bom. Estou num ponto que cansei de falar e conversar, é muito desgastante, eu aceitei que ele não vai mudar mas infelizmente não consigo ficar na inercia. Ele agora está ficando com problema de ejaculação precoce eu pedi pra ele transar com outras mulheres pq pra mim definitivamente não vale a pena meu esforço na cama só para ele se satisfazer - que use as próprias mãos para isso. Em fim, tantas questões, suporto sempre pensando nos meus filhos. Será que outros casais passam por isso e como eles conseguem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que esteja passando por essas questões em seu relacionamento. Questões como essas são comuns em vínculos de muitos anos, pois esse é um processo de construção e reconstrução, é preciso de muito esforço de ambos os lados para a manutenção da relação! Talvez você esteja sentindo esse esforço apenas de sua parte. Recomendo que você sugira para seu marido a terapia de casal, para que juntos possam chegar a uma solução. Caso ele não aceite, recomendo que ambos façam terapia separadamente, para conseguirem separar quais são as questões psicológicas individuais e quais são as questões do casal que estão sendo empecilho.
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Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?
Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia psicodramática, desenvolvida por Jacob Levy Moreno, utiliza técnicas experienciais e grupais, como dramatização e inversão de papéis, para auxiliar dependentes químicos a ressignificar traumas, quebrar padrões adictivos e desenvolver recursos emocionais. Através de métodos como a catharsis integrativa (libertação emocional por meio de cenas dramatizadas) e o tele (empatia grupal), os pacientes trabalham a negação do vício, exploram papéis sociais além da identidade de "viciado" e reconstroem relações danificadas. O psicodrama também simula situações de risco (ex.: recaída) para treinar habilidades de enfrentamento, fortalecendo a decisão pela sobriedade.
Além de promover autoconhecimento, a abordagem estimula a espontaneidade e a criatividade, ajudando o paciente a visualizar projetos de vida além da dependência!
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Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?
Qual a diferença entre neurose fóbica e histérica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença entre neurose fóbica e histérica está no mecanimso de defesa.
Na neurose fóbica, há um mecanismo de defesa chamado Deslocamento, isso significa que a ansiedade é transferida para um objeto externo que simboliza o conflito inconsciente. Como no caso do Pequeno Hans, o menino que tinha medo de cavalos.
Na neurose histérica, o mecanismo de defesa é a conversão e a repressão. Ou seja, os conflitos internos são reprimidos e convertidos em sintomas físicos sem origem biológica. Ex. uma pessoa que não enxerga, mas não é deficiente visual.
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Tenho o DIU de prata com cobre há 5 anos. Ele venceu há três meses e, neste mês, fiz uma tomografi
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