Perguntas do paciente (4)
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Quais são as diferenças entre um comportamento obsessivo e um compulsivo?
Quais são as diferenças entre um comportamento obsessivo e um compulsivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Exemplificando em um indivíduo com transtorno obsessivo-compulsivo, a obsessão se dá na forma de pensamentos ou imagens mentais não adaptativos e incongruentes com o "padrão" da realidade, que por sua vez, tragam-lhe intenso desconforto/sofrimento/ansiedade. Por exemplo, um indivíduo que possua a obsessão por germes e agentes contaminantes, pensará ativamente em diferentes possibilidades de como poderá se contaminar ao longo de seu dia. A compulsão é o comportamento ou realização de determinada tarefa para aplacar o sofrimento gerado pelo pensamento obsessivo. Neste caso do exemplo, o comportamento compulsivo poderá resultar em uma rotina de higiene intensa, com a intensão de prevenir-se de uma contaminação.
De forma resumida e informal, a obsessão é uma linha de raciocínio "irreal" ou exagerada que cria um determinado problema, e a compulsão é um comportamento ou "ritual" que visa resolver este determinado problema, mesmo que temporariamente.
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O que é a triagem diagnóstica no processo de avaliação neuropsicológica?
O que é a triagem diagnóstica no processo de avaliação neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É uma etapa preliminar da própria avaliação neuropsicológica.
Constitui-se por alguns procedimentos que identificarão possíveis comprometimentos cognitivos, emocionais ou comportamentais. Esses procedimentos são: Anamnese, aplicação de testes de rastreio, observação comportamental e emocional e análise de histórico clínico, caso possua.
Esta etapa tem o objetivo de detectar sinais de comprometimento neurológico ou psicológico, identificar áreas que podem exigir uma avaliação aprofundada, confirmar ou descartar hipóteses iniciais e finalmente planejar as estratégias para o manejo clínico da avaliação.
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Como a "roupagem psíquica" se encaixa na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?
Como a "roupagem psíquica" se encaixa na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É uma expressão técnica desta abordagem que denomina uma habilidade social do intelecto humano.
Habilidade esta que seria como uma troca de máscara, cada máscara contendo determinados atributos que nos fazem atuar de formas diferentes, de acordo com cada máscara.
Resumidamente, cada máscara, é uma construção individual de sua própria auto-imagem. Onde na totalidade de atributos de um indivíduo, serão selecionados apenas alguns para serem exaltados em determinado ambiente ou momento.
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Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e t
Boa Tarde, a minha duvida e, estou de luto a quatro anos e dois meses.Estou tomando Rivotril 2mg e tomei Citalopram, depois mudei para o Exodus. agora parei com tudo uns 5 dias.Tenho Sindrome do Panico a muitos anos, com a morte da minha irma fiquei com depressao severa.Os medicamentos nao ajudam muito.Nem Terapia.Me isolei de todos, penso na minha irma toda hora, nao posso falar sobre o assunto com ninguem desde o falecimento dela.Nem com minha familia.Ninguem fala sobre a morte dela.Sei que meu pai esta tao mal quanto eu.Mas o resto , vida que segue.Eu nao consigo seguir minha vida, talvez por isso.Fiz tratamento com uma psicologa que nao ajudou nada.Agora sem medicaçao parece que foi ontem que aconteceu tudo.Lembro da minha irma ali sendo velada.Minha querida e amada irma.Choro muito.Dificil de acreditar.Ela estava me ajudando a superar minhas crises, de repente ela fica doente e morre.Nao moramos no mesmo Estado.Minha familia toda mora em Curitiba .Eu e meu filho em Santa Catarina, Bombinhas.Eramos muito unidas sempre. Agora me sinto perdida e sem rumo.Nao posso falar da minha dor.Remedios apenas aliviam no momento.O que faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, boa noite.
Espero que esta mensagem lhe encontre bem.
O luto é uma etapa da vida na qual é difícil estar preparado, assim como também é difícil lidar com a situação quando ela acontece. Desde o início da minha caminhada profissional, ao iniciar minha graduação em Psicologia, tive a oportunidade de estudar, observar e atuar ativamente em diferentes formas de evolução do luto. Obviamente, sendo um processo doloroso, também é bastante individualizado.
Atualmente, em setembro de 2025, sou irmão de um rapaz que foi assassinado há um ano e meio. Meu irmão João tinha 19 anos quando se foi.
Na noite anterior, eu estava na presença de nossa mãe e fizemos uma chamada de vídeo com ele. Ele estava tão bem, engraçado, sorridente... tão vivo.
Na manhã seguinte, eu estava reconhecendo o corpo dele ainda no local do ocorrido, e no dia seguinte, o sepultei.
De forma figurada, senti como se um buraco tivesse se aberto em minha alma. Com o tempo, percebi que aquilo não iria diminuir, que não havia nada que pudesse ocupar aquele espaço. O que pude fazer foi continuar nutrindo o restante, seguir fazendo o que gosto e o que é necessário, além de fortalecer os vínculos com aqueles que ainda estão por aqui comigo.
Escolhi tentar fazer o melhor por ele e por mim.
Meu outro irmão teve uma experiência bem diferente. Como era mais próximo de João em cotidiano e em idade, acredito que tenha sido mais intenso para ele. Sua resposta a esse evento foi agir de uma forma muito destrutiva consigo mesmo. Nós, eu e minha mãe, tivemos que ajudá-lo a se recuperar, mesmo que também feridos.
Minha mãe certamente teve a pior experiência. Parecia que não tinha mais nada para nutrir sua alma; demorou um tempo até que ela aceitasse buscar ajuda.
Respondendo à sua pergunta sobre o que fazer: enquanto sentir que é necessário, não deixe de procurar ajuda. Seja em você mesma ou em quem puder ajudar.
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Perguntas frequentes
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