Perguntas do paciente (917)

  • Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mai

    Tomei escitalopram de 10mg durante 7 dias depois passei pro de 20mg durante 5 dias fui na médico mais não pisiquiatra,ela pediu pra volta pro 10mg e faz 4 dias que estou tomando o de 10mg novamente, e estou sentindo falta de ar mais a tarde do dia é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    O escitalopram pode causar, principalmente nas primeiras semanas de adaptação ou após mudanças de dose, sintomas transitórios como aumento da ansiedade, sensação de falta de ar, inquietação, alterações do sono e desconfortos físicos. Como você utilizou 20 mg e retornou para 10 mg recentemente, seu organismo ainda pode estar se ajustando à nova dose.

    A sensação de falta de ar pode estar relacionada à ansiedade, especialmente quando ocorre em determinados períodos do dia, mas é importante avaliar outras causas se houver piora, dor no peito, desmaio, chiado ou falta de ar intensa. Recomenda-se manter acompanhamento com um psiquiatra para ajuste adequado da medicação e evitar mudanças frequentes sem orientação.

    O efeito terapêutico completo do escitalopram costuma ocorrer após algumas semanas de uso contínuo, geralmente entre 4 e 8 semanas. Durante esse período, o acompanhamento é essencial para avaliar resposta, efeitos adversos e necessidade de ajustes.


  • Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumen

    Estou na primeira semana de paroxetina de 10mg para pensamentos intrusivos, a médica falou pra aumentar para 20mg mas os efeitos colaterais só aumentam e a intensidade do pensamentos, já tentei todas as técnicas para os pensamentos que vi na internet mas não está funcionando, tem algo para ser feito até que a medicação comece a diminuir a intensidade deles?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Na primeira fase do tratamento com paroxetina, especialmente nas primeiras semanas, pode acontecer de alguns pacientes perceberem uma piora transitória da ansiedade, aumento da inquietação ou maior percepção dos pensamentos intrusivos antes de ocorrer a melhora. Isso ocorre porque o organismo ainda está se adaptando ao medicamento. A resposta terapêutica para pensamentos intrusivos geralmente não é imediata e pode levar algumas semanas para aparecer.

    Antes de aumentar a dose de 10 mg para 20 mg, é importante conversar novamente com sua psiquiatra sobre a intensidade dos efeitos colaterais. Em alguns casos, o médico opta por fazer um aumento mais gradual, manter a dose inicial por mais tempo ou ajustar a estratégia conforme a tolerância individual. A decisão depende do seu quadro clínico e do histórico de tratamentos.

    Enquanto a medicação começa a agir, algumas estratégias podem ajudar a reduzir o impacto desses pensamentos. Um ponto importante é evitar entrar em uma “disputa” com o pensamento tentando eliminá-lo ou provar que ele não faz sentido, pois isso pode aumentar a atenção sobre ele. Técnicas baseadas em Terapia Cognitivo-Comportamental, como observar o pensamento como um evento mental (“estou tendo o pensamento de que...”) e retornar gradualmente para a atividade presente, costumam ser mais úteis.

    Também é importante cuidar de fatores que aumentam a intensidade dos pensamentos intrusivos, como privação de sono, excesso de cafeína, estresse elevado e isolamento. Manter rotina, atividade física e horários regulares pode auxiliar na regulação da ansiedade.

    Se os pensamentos estiverem causando sofrimento extremo, impedindo atividades diárias ou vierem acompanhados de sensação de perda de controle, pensamentos de se machucar ou desespero intenso, é importante procurar contato com seu médico antes do retorno programado.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para ajustar o tratamento e avaliar sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.


  • No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é sufic

    No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é suficiente ou é necessário associá-lo ao acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o acompanhamento psiquiátrico é fundamental, mas a associação com acompanhamento psicológico costuma ser essencial para melhores resultados. A psiquiatria atua na avaliação dos sintomas, manejo de crises, comorbidades e, quando indicado, tratamento psicofarmacológico. Já a psicoterapia trabalha aspectos centrais do TPB, como regulação emocional, impulsividade, padrões de relacionamento, autoestima e estratégias de enfrentamento. Abordagens estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética, apresentam evidências importantes. A integração entre psiquiatria e psicologia favorece um cuidado mais completo, individualizado e focado na melhora funcional e qualidade de vida.


  • “Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como

    “Qual é o papel limitado da psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como ela se associa às intervenções psicoterapêuticas no manejo dos sintomas?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A psicofarmacologia no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) possui papel complementar e direcionado principalmente ao manejo de sintomas específicos, como ansiedade, depressão, impulsividade, instabilidade afetiva, irritabilidade e alterações do sono. Os medicamentos não atuam diretamente na estrutura da personalidade ou nos padrões relacionais centrais do transtorno, sendo utilizados conforme a avaliação individual de cada paciente.

    As intervenções psicoterapêuticas, especialmente abordagens estruturadas como a Terapia Comportamental Dialética, permanecem como base do tratamento, promovendo habilidades de regulação emocional, controle de impulsos e melhora das relações interpessoais. A integração entre psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico permite uma abordagem multidimensional, com maior adesão, redução de sintomas e melhora da funcionalidade.


  • “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no trat

    “Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), qual é o papel do psiquiatra no tratamento e quando a intervenção psicológica se torna indispensável além da farmacoterapia?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o psiquiatra possui papel essencial na avaliação diagnóstica, identificação de comorbidades, manejo de crises, avaliação de risco e acompanhamento da evolução clínica. A farmacoterapia pode ser utilizada de forma complementar para sintomas específicos, como ansiedade, depressão, impulsividade, irritabilidade e alterações do sono, mas não modifica diretamente os padrões centrais da personalidade.

    A intervenção psicológica torna-se indispensável, pois atua nos aspectos fundamentais do TPB, como regulação emocional, medo de abandono, impulsividade, autoestima e dificuldades nos relacionamentos. Psicoterapias estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética, apresentam evidências no desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e redução de comportamentos autolesivos. A integração entre psiquiatria e psicologia favorece um tratamento mais completo, individualizado e com melhores resultados funcionais.


  • Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem a

    Estou tomando bupropiona e venlafaxina junto, para desmamar a venlafaxina,faz 6 dia, tava tudo bem agora estou sentindo um desconforto no peito um mau estar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A associação entre bupropiona e venlafaxina requer acompanhamento médico, pois ambas atuam em neurotransmissores como noradrenalina e dopamina, podendo em algumas pessoas causar sintomas de adaptação, como ansiedade, inquietação, palpitações, desconforto físico ou sensação de mal-estar, especialmente após mudanças no esquema medicamentoso.

    Como você está no sexto dia de associação, é possível que seu organismo ainda esteja se ajustando, mas o desconforto no peito precisa ser avaliado com atenção. Procure atendimento se houver dor intensa, pressão no peito, falta de ar importante, desmaio, palpitações persistentes ou piora dos sintomas.

    Não interrompa ou ajuste as doses por conta própria. O ideal é informar o médico que acompanha o tratamento para avaliar se esses sintomas fazem parte da adaptação, se há necessidade de ajuste da retirada da venlafaxina ou de investigação de outras causas. O acompanhamento próximo é importante durante trocas de antidepressivos para garantir segurança e melhor resposta terapêutica.


  • Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei

    Fazia uso de paroxetina 25mg por anos e estava completamente estável. Consultei o médico e informei que gostaria de me planejar para ser mãe, assim ele trocou a medicação para serraria de 20mg. Fiz o desmame tomando paroxetina e serraria por 10 dias e depois somente a sertralina. Passado 2 meses estou sentindo novamente crises de ansiedade. Pode ser a ausência da paroxetina no organismo ou efeito rebote da serraria. Como me estabilizo de novo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A troca de um antidepressivo após anos de estabilidade pode, em algumas pessoas, levar a um período de readaptação, mesmo quando o novo medicamento pertence à mesma classe. A paroxetina e a sertralina são antidepressivos ISRS, mas possuem diferenças individuais de ação, metabolismo e resposta clínica. Portanto, é possível que a sertralina não esteja reproduzindo exatamente o mesmo efeito que a paroxetina produzia no seu organismo.

    Após dois meses da troca, algumas possibilidades podem ser consideradas: pode haver uma adaptação ainda incompleta à sertralina, uma dose que não seja suficiente para o seu controle de sintomas, ou uma recorrência dos sintomas de ansiedade após a mudança terapêutica. A ausência da paroxetina em si não costuma causar um “rebote” tardio após tanto tempo, mas a retirada de uma medicação que funcionava bem pode revelar novamente a vulnerabilidade para crises de ansiedade.

    O ideal é retornar ao psiquiatra que acompanha o caso para reavaliar a estratégia. O médico pode analisar a evolução dos sintomas, a dose atual da sertralina, o tempo de uso, possíveis efeitos adversos e discutir alternativas, como ajuste de dose, manutenção por mais tempo ou outra abordagem terapêutica. Não é recomendado alterar ou reiniciar a paroxetina por conta própria, especialmente considerando o planejamento de gestação.

    Além da medicação, intervenções como Terapia Cognitivo-Comportamental, técnicas de regulação da ansiedade, rotina de sono adequada, atividade física e redução de fatores desencadeantes podem auxiliar na prevenção de novas crises.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para equilibrar o controle dos sintomas com o planejamento reprodutivo, avaliando também condições associadas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, quando presentes.


  • Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?

    Tirei o sertralina 100, e estou tomando escitalopram de 20, porém estou ansiosa , o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A troca da sertralina pelo escitalopram pode causar um período de adaptação, especialmente nas primeiras semanas, em que algumas pessoas apresentam aumento transitório da ansiedade, inquietação, alterações do sono ou sintomas físicos. Mesmo utilizando uma dose terapêutica de escitalopram, o efeito completo costuma ocorrer gradualmente, geralmente entre 4 e 8 semanas de uso contínuo.

    É importante avaliar como foi feita a transição entre as medicações, pois mudanças rápidas ou diferenças de resposta individual podem influenciar os sintomas. Não é recomendado interromper ou ajustar a dose por conta própria. O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento para avaliar se essa ansiedade faz parte da adaptação ou se é necessário algum ajuste.

    Durante esse período, estratégias como psicoterapia, técnicas de respiração, rotina regular de sono, atividade física e redução de estimulantes podem auxiliar no controle dos sintomas. Procure atendimento mais rapidamente se houver piora importante, crises intensas, pensamentos de autoagressão ou sintomas físicos preocupantes.


  • Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita

    Desde que minha psiquiatra aumentou minha dose de quetiapina de 200 para 400mg estou sentindo muita dor de estômago. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A quetiapina pode causar efeitos gastrointestinais em algumas pessoas, como náuseas, desconforto abdominal, alteração do apetite e sensação de peso no estômago. Após o aumento da dose de 200 mg para 400 mg, é possível que esses efeitos apareçam ou se intensifiquem durante o período de adaptação do organismo.

    Entretanto, uma dor de estômago intensa, persistente ou diferente do habitual deve ser comunicada à psiquiatra, pois pode ser necessário avaliar a dose, o horário de administração ou outras possíveis causas. Não interrompa a medicação por conta própria, especialmente quando ela faz parte do tratamento de transtornos psiquiátricos que exigem estabilidade.

    O acompanhamento médico é importante para equilibrar os benefícios da quetiapina no controle dos sintomas com a tolerabilidade dos efeitos adversos, buscando sempre a melhor resposta terapêutica para cada paciente.


  • Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha a

    Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha ansiedade, sinto dores no corpo e uma queimação leve no peito é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    É possível que esses sintomas estejam relacionados ao início do tratamento com a fluoxetina. Nas primeiras semanas, alguns pacientes apresentam uma fase de adaptação com aumento temporário da ansiedade, inquietação, sensação de tensão, dores no corpo, alterações gastrointestinais ou sintomas físicos semelhantes aos da própria ansiedade. Isso costuma melhorar gradualmente conforme o organismo se adapta, geralmente ao longo de algumas semanas.

    Como você está com apenas 1 semana de uso, ainda é um período inicial. Entretanto, a intensidade dos sintomas deve ser acompanhada pelo médico que prescreveu a medicação, principalmente se houver piora importante da ansiedade ou desconforto no peito.

    Não interrompa a flu


  • Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu

    Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu 0,38 e estou tendo várias recaídas na depressão. Meu Lítio estaria baixo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Uma litemia de 0,38 mEq/L geralmente é considerada baixa para muitas situações em que o carbonato de lítio é utilizado como estabilizador do humor, especialmente quando o objetivo é prevenção de recaídas no Transtorno Afetivo Bipolar. Entretanto, a faixa ideal depende do diagnóstico, da fase do tratamento (manutenção, crise, prevenção), idade, tolerabilidade e avaliação do psiquiatra.

    Em muitos pacientes adultos, níveis de manutenção costumam ficar aproximadamente entre 0,6 e 1,0 mEq/L (podendo variar conforme o caso). Portanto, um resultado de 0,38 pode indicar que a quantidade de lítio no sangue está abaixo do nível necessário para algumas pessoas, o que poderia estar relacionado ao retorno de sintomas depressivos. Porém, a interpretação deve considerar também quando a coleta foi feita em relação à última dose, adesão ao tratamento, função renal, hidratação, interações medicamentosas e alterações de peso ou rotina.

    Como você usa lítio desde 2021 e está apresentando várias recaídas depressivas, é importante discutir com seu psiquiatra a possibilidade de ajuste da dose ou revisão do esquema terapêutico. Não aumente o lítio por conta própria, pois níveis elevados podem causar intoxicação, com sintomas como tremores intensos, náuseas, vômitos, diarreia, confusão, sonolência excessiva e alterações neurológicas.

    Também é importante avaliar se as recaídas são exclusivamente depressivas ou se existem outros fatores associados, como alterações do sono, estresse, ansiedade, uso de outras medicações ou sintomas de transtorno depressivo, transtornos de humor, ansiedade, insônia, irritabilidade, falta de motivação e burnout, pois isso influencia a estratégia de tratamento.

    Leve ao seu psiquiatra o resultado da litemia (0,38), o horário da coleta em relação à última tomada e um registro dos sintomas recentes. Essas informações ajudam a decidir o melhor ajuste com mais segurança.


  • Tenho apresentado episódios frequentes de comportamentos alimentares restritivos, mecanismos compens

    Tenho apresentado episódios frequentes de comportamentos alimentares restritivos, mecanismos compensatórios, ocultação de comida e uma preocupação intensa com a imagem corporal e o peso. Esses sinais têm me causado muito sofrimento e ansiedade. Gostaria de saber qual especialista é o mais indicado para uma avaliação diagnóstica inicial.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Os episódios recorrentes de ansiedade podem acontecer mesmo após um período de estabilidade, especialmente em situações de maior vulnerabilidade emocional, estresse, alterações de rotina ou mudanças no funcionamento do organismo. Na avaliação psiquiátrica, é importante investigar a frequência, intensidade, duração dos episódios, possíveis gatilhos e o impacto na vida diária.

    O diagnóstico inicial e o acompanhamento não dependem apenas de um sintoma isolado, mas de uma análise completa da história clínica, incluindo evolução dos sintomas, antecedentes pessoais e familiares, sono, uso de substâncias, outras condições associadas e resposta aos tratamentos anteriores.

    Quando ocorre uma nova crise após um período de melhora, o psiquiatra avalia se existe necessidade de ajuste terapêutico, mudanças na estratégia de tratamento ou associação com intervenções psicoterápicas. O objetivo é compreender o motivo da descompensação e recuperar a estabilidade de forma individualizada, evitando alterações de medicação sem avaliação adequada.

    A abordagem integrada, envolvendo acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia e medidas de estilo de vida, costuma oferecer melhores resultados no controle de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos, quando presentes.


  • Tenho bulimia e enxaqueca. Já tentei tomar fluoxetina, sertralina e escitalopram, mas estas medicaçõ

    Tenho bulimia e enxaqueca. Já tentei tomar fluoxetina, sertralina e escitalopram, mas estas medicações pioram muito a minha enxaqueca... Qual seria uma opção que tratasse ambas as doenças? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No caso de uma pessoa com bulimia nervosa e enxaqueca, a escolha do tratamento precisa ser bastante individualizada, porque é necessário equilibrar o controle dos sintomas alimentares, o impacto sobre a dor de cabeça e a tolerabilidade dos medicamentos. O fato de você ter piorado a enxaqueca com fluoxetina, sertralina e escitalopram merece ser levado em consideração pelo psiquiatra, pois embora esses medicamentos possam ajudar muitos pacientes com bulimia, a resposta pode variar bastante.

    A fluoxetina é uma das medicações com maior evidência para bulimia nervosa, mas se ela piorou sua enxaqueca, pode não ser a melhor opção para você. Existem outras estratégias que podem ser discutidas com o psiquiatra. Algumas medicações utilizadas em determinados contextos podem ter benefícios tanto em sintomas alimentares quanto em enxaqueca, como alguns neuromoduladores (por exemplo, o topiramato, que possui evidência para prevenção de enxaqueca e pode reduzir episódios de compulsão em alguns pacientes). Porém, ele precisa ser avaliado com cuidado, pois pode apresentar efeitos como alterações cognitivas, formigamentos e mudanças de humor.

    Outra possibilidade é trabalhar o tratamento da bulimia principalmente com psicoterapia especializada, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) focada em transtornos alimentares, que possui forte evidência e não apresenta o risco de piorar a enxaqueca como alguns medicamentos podem ocorrer em determinados pacientes.

    O psiquiatra também avaliará fatores que podem conectar as duas condições, como privação de sono, estresse, ansiedade, restrição alimentar, episódios de compulsão e purgação, pois esses elementos podem funcionar como gatilhos tanto para a bulimia quanto para crises de enxaqueca.

    Uma avaliação detalhada deve considerar frequência das compulsões, comportamentos compensatórios, padrão das crises de enxaqueca, medicamentos já testados e outros sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtornos de humor, quando presentes. O ideal é discutir essas possibilidades com seu psiquiatra para encontrar uma estratégia que trate ambas as condições sem comprometer sua qualidade de vida.


  • estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça

    estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça e tremores nos olhos e boca que só passa quando tomo a setralina, alivia mais volta antes de 24 horas. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Durante a gestação, o uso de sertralina deve ser acompanhado de perto pelo médico, pois a decisão de manter ou ajustar a medicação depende do equilíbrio entre os benefícios para a saúde mental da gestante e possíveis riscos. A dor de cabeça e os tremores em olhos ou boca podem estar relacionados à ansiedade, tensão muscular ou a efeitos associados ao tratamento, mas também precisam ser avaliados para descartar outras causas.

    O fato de os sintomas melhorarem após tomar a sertralina pode indicar relação com o controle dos sintomas ansiosos, porém a recorrência antes de 24 horas merece ser discutida com o psiquiatra e o obstetra. Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria, especialmente durante a gravidez.

    É importante informar sua equipe médica sobre esses sintomas para avaliar dose, horário da tomada e necessidade de investigação complementar. Procure atendimento com maior urgência se ocorrerem tremores intensos, confusão, febre, rigidez muscular, alteração importante da pressão, visão alterada ou sintomas neurológicos novos.


  • Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20

    Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20 mg (10 mg), sempre da mesma marca e cortado no sulco. Nesse período, inclusive, tive uma adaptação boa e senti melhora no bem-estar. Para facilitar, passei a usar o comprimido de 10 mg inteiro (mesma marca, Reconter). Porém, no primeiro dia dessa troca, senti ansiedade, taquicardia e dor de cabeça algumas horas após a dose. Voltei a usar metade do comprimido de 20 mg no dia seguinte e os sintomas desapareceram e voltei a ficar bem. Isso pode acontecer por diferença entre as apresentações ou é mais provável ser fase de adaptação da redução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Durante a redução do escitalopram (Reconter), podem ocorrer oscilações de sintomas mesmo quando a dose parece equivalente. Embora o comprimido de 20 mg dividido ao meio e o comprimido de 10 mg tenham o mesmo princípio ativo, pequenas diferenças entre apresentações, excipientes ou até variações na absorção podem ser percebidas por algumas pessoas mais sensíveis.

    Entretanto, pelo seu relato de melhora ao retornar ao comprimido de 20 mg fracionado, também é possível que tenha ocorrido uma reação transitória relacionada ao processo de redução ou à adaptação do organismo à mudança de formulação. Durante o desmame de antidepressivos, sintomas como ansiedade, taquicardia, dor de cabeça, alterações do sono e mal-estar podem surgir mesmo com reduções consideradas pequenas.

    O ideal é realizar a redução de forma gradual e com acompanhamento médico, evitando mudanças frequentes no esquema sem orientação. Como você apresentou boa resposta mantendo a dose anterior, vale informar seu psiquiatra para avaliar a melhor estratégia de continuidade do desmame, respeitando sua sensibilidade individual.

    Cada organismo responde de maneira diferente às mudanças de dose, e um planejamento mais lento pode ser necessário para manter estabilidade clínica e reduzir desconfortos durante a retirada.


  • Tomo lamotrigina de 12h em 12h, sem pré as 08:30 e 20:30 porém hoje esqueci de tomar e tomei as 10h.

    Tomo lamotrigina de 12h em 12h, sem pré as 08:30 e 20:30 porém hoje esqueci de tomar e tomei as 10h. Posso tomar as 20:30 mesmo assim? Ou eu tomo as 22h. Não queria manter as 22h pq é muito tarde. Como devo prosseguir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A lamotrigina possui uma margem de horário que geralmente permite pequenos atrasos na tomada, principalmente quando ocorre uma situação isolada como a que você descreveu. Como você tomou a dose da manhã às 10h em vez de 8h30, em muitos casos é possível manter a próxima dose no horário habitual das 20h30, sem necessidade de mudar permanentemente para 22h.

    O intervalo entre as doses ficará um pouco menor hoje, mas uma alteração pontual de 1h30 geralmente não costuma causar problemas. O mais importante é evitar esquecimentos frequentes, pois a lamotrigina precisa manter níveis estáveis no organismo.

    Não dobre doses para compensar e não faça ajustes maiores sem orientação do seu psiquiatra. Se houver outros esquecimentos, principalmente por mais de alguns dias, é importante conversar com o médico, pois a retomada pode exigir cuidados específicos devido ao risco de reações cutâneas.

    Pelo que relatou, a tendência é que você possa retornar ao esquema habitual de 8h30 e 20h30 a partir da próxima tomada.


  • 28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de tr

    28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de trocar ou aumentar a dose ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Com 28 dias de uso de sertralina, algumas pessoas ainda podem apresentar sintomas de adaptação, como sensação de queimação no corpo, tremores, inquietação, aumento da ansiedade ou desconfortos físicos, principalmente quando o organismo ainda está se ajustando ao medicamento. O tempo de resposta pode variar, e a melhora mais consistente costuma ocorrer entre 4 e 8 semanas de tratamento, dependendo da dose, diagnóstico e características individuais.

    Entretanto, se esses sintomas continuam intensos após quase 1 mês, é importante reavaliar com o psiquiatra. Pode ser necessário analisar a dose atual, a resposta ao tratamento, possíveis efeitos adversos ou se existe necessidade de outro ajuste. A decisão de aumentar, reduzir ou trocar a medicação deve ser individualizada e feita pelo médico que acompanha o caso.

    Evite interromper a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem causar piora dos sintomas ou sintomas de descontinuação. O acompanhamento adequado permite encontrar o melhor equilíbrio entre controle da ansiedade/depressão e tolerabilidade dos efeitos.


  • Bom dia, minha filha tem 32 anos é autista nível 3 e faz uso de neuleptil 4% 20 gts e quetiapina de

    Bom dia, minha filha tem 32 anos é autista nível 3 e faz uso de neuleptil 4% 20 gts e quetiapina de 50 mg, mas aindavtem dificuldade de dormir. É comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Sim, é possível que mesmo utilizando Neuleptil (periciazina) e quetiapina ainda exista dificuldade para dormir, especialmente em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 3. Alterações do sono são frequentes no autismo e podem estar relacionadas a fatores como ritmo circadiano, ansiedade, sensibilidades sensoriais, rotina, desconfortos físicos ou necessidade de ajuste das medicações.

    A quetiapina e o Neuleptil podem ter efeito sedativo, mas a resposta varia bastante entre os pacientes. Algumas pessoas necessitam de ajustes de dose, mudança de horário ou investigação de outros fatores que estejam prejudicando o sono.

    É importante não aumentar ou modificar as medicações por conta própria. O ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha sua filha para avaliar a qualidade do sono, possíveis causas associadas e a melhor estratégia terapêutica. Um manejo individualizado, incluindo organização da rotina e intervenções comportamentais, costuma ser importante para melhorar o sono e a qualidade de vida.


  • Estou tomando há 15 dias doarem de 50mg para dormir e gostaria de parar de tomar pois estou sentindo

    Estou tomando há 15 dias doarem de 50mg para dormir e gostaria de parar de tomar pois estou sentindo todas as reações adversas posso parar de tomar de uma vez sem precisar de fazer o desmame so tomei 15 dias
    Estou tomando para insônia foi ótimo mais as reações e horrível .
    O que fazer por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    (trazodona) pode causar alguns efeitos adversos, como sonolência excessiva, tontura, sensação de mal-estar, alterações gastrointestinais, ansiedade ou outros desconfortos, especialmente no início do uso. Como você utilizou por aproximadamente 15 dias, a necessidade de desmame depende da avaliação individual, da dose, da sensibilidade e do motivo pelo qual foi prescrito.

    Em muitos casos, após um período curto de uso em dose baixa, a suspensão pode ser mais simples, mas o ideal é confirmar com o médico que indicou a medicação antes de interromper, principalmente se os efeitos estão sendo intensos. Não faça ajustes frequentes sem orientação, pois isso pode causar retorno da insônia ou sintomas de adaptação.

    Informe ao seu médico quais reações você está apresentando e a intensidade delas para avaliar se é melhor suspender, reduzir gradualmente ou substituir por outra estratégia para o sono. Procure atendimento com maior urgência se houver desmaio, palpitações importantes, reação alérgica, confusão ou piora importante do estado emocional.


  • Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?

    Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    A troca do zolpidem pelo Donaren (trazodona) pode causar dificuldade para dormir no início, principalmente em pessoas que utilizaram zolpidem por longo período. Isso acontece porque são medicamentos com mecanismos diferentes: o zolpidem tem efeito hipnótico mais direto, enquanto a trazodona atua modulando outros sistemas relacionados ao sono e pode precisar de um período de adaptação para apresentar melhor resultado.

    Após anos de uso de zolpidem, também pode existir dependência física ou adaptação do organismo ao medicamento, tornando a retirada mais sensível. Por isso, muitas vezes a substituição precisa ser feita de forma gradual e planejada pelo médico, avaliando dose, tempo de uso e resposta individual.

    Não retome ou aumente medicações por conta própria. O ideal é conversar com o médico que fez a troca para ajustar a estratégia, pois pode ser necessário um processo mais lento, associação temporária ou outra abordagem para controlar a insônia com segurança. A terapia cognitivo-comportamental para insônia e medidas de higiene do sono também podem contribuir para resultados mais duradouros.


Perguntas frequentes

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