Perguntas do paciente (917)

  • Estou tomando Escitalopram 20mg + Pregabalina 300mg pela manha, e topiramato 50mg a noite. Escitalop

    Estou tomando Escitalopram 20mg + Pregabalina 300mg pela manha, e topiramato 50mg a noite. Escitalopram e pregabalina para TAG e topiramato 50 mg para compulsao alimentar.

    Sao doses seguras? Vão atuar realmente no proposito dito acima?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Na perspectiva da psiquiatria, a combinação de escitalopram, pregabalina e topiramato pode ser utilizada em alguns casos, desde que haja acompanhamento médico e avaliação individualizada. As doses relatadas estão dentro das faixas terapêuticas utilizadas na prática clínica, mas a segurança depende de fatores como idade, outras medicações em uso, doenças associadas, tolerabilidade e resposta ao tratamento.

    O escitalopram 20 mg é uma dose frequentemente utilizada para transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e outros transtornos ansiosos, atuando principalmente na modulação da serotonina e na redução de sintomas como preocupação excessiva, tensão e ansiedade persistente.

    A pregabalina 300 mg também possui evidência para TAG, podendo auxiliar na redução da ansiedade física, inquietação, tensão e sintomas somáticos. Entretanto, pode causar efeitos como sonolência, tontura, aumento do apetite ou alterações de peso em algumas pessoas.

    O topiramato 50 mg é utilizado em algumas situações para auxiliar no controle de compulsão alimentar, especialmente quando há episódios recorrentes de perda de controle alimentar. A resposta varia entre pacientes, e o acompanhamento é importante devido a possíveis efeitos como formigamentos, alteração de paladar, dificuldade de concentração ou alterações cognitivas.

    A associação dessas medicações exige acompanhamento para avaliar efeitos somatórios, principalmente relacionados a sonolência, fadiga, atenção e memória. O ideal é acompanhar a evolução dos sintomas e não realizar ajustes ou interrupções por conta própria.

    O seguimento psiquiátrico permite avaliar a resposta do tratamento para ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, transtornos de humor e compulsões, ajustando a estratégia quando necessário para alcançar maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • estou tomando sertralina para ansiedade e estou sentindo umas tonturas e vertigens e coraçao acelera

    estou tomando sertralina para ansiedade e estou sentindo umas tonturas e vertigens e coraçao acelerado é noraml até a adaptaçao do medicamento? , comecei faz 4 dias com a medicaçao.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    Nos primeiros dias de uso da sertralina, é possível ocorrer um período de adaptação do organismo, no qual algumas pessoas apresentam sintomas como tontura, sensação de vertigem, aumento da ansiedade, palpitações ou coração acelerado. Esses efeitos costumam ser mais frequentes no início do tratamento e podem melhorar gradualmente conforme o corpo se ajusta à medicação, geralmente ao longo das primeiras semanas.

    Como você iniciou há apenas 4 dias, ainda é um período muito inicial para avaliar o efeito terapêutico completo, que costuma aparecer de forma mais consistente após algumas semanas de uso. Entretanto, é importante observar a intensidade dos sintomas.

    Não suspenda a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem causar piora dos sintomas ou desconfortos. Converse com o médico que prescreveu caso as palpitações sejam intensas, persistentes ou estejam causando grande sofrimento, para avaliar dose, horário de tomada e outras possíveis causas.

    Procure atendimento com maior urgência se houver dor no peito importante, desmaio, falta de ar intensa, alteração importante dos batimentos cardíacos ou sintomas neurológicos novos.


  • Além das brigas com os outros, o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costuma e

    Além das brigas com os outros, o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costuma enfrentar uma batalha cruel contra si mesmo. Como o psiquiatra identifica e aborda o "ódio por si mesmo" no consultório?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), sentimentos intensos de desvalorização, culpa ou “ódio por si mesmo” podem surgir como parte de um padrão marcado por instabilidade emocional, dificuldade de autoimagem e elevada sensibilidade à rejeição. O psiquiatra compreende esse fenômeno não como uma característica de personalidade fixa, mas como uma experiência emocional dolorosa que pode variar conforme situações de conflito, abandono percebido ou frustração.

    No consultório, a avaliação envolve investigar a intensidade desses pensamentos, sua frequência, os gatilhos associados e se estão relacionados a sentimentos de vergonha, culpa, desesperança ou ideação suicida. Também são avaliados sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, além de histórico de autolesão e fatores de proteção.

    O manejo busca desenvolver uma relação terapêutica segura, compreender os padrões emocionais e trabalhar estratégias para reduzir autocrítica intensa, impulsividade e sofrimento. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, possuem papel central no fortalecimento da identidade, autoestima e regulação emocional. A farmacoterapia pode auxiliar em sintomas associados, mas a transformação desses padrões depende principalmente do processo psicoterapêutico contínuo.


  • Por que durante uma discussão, o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) parece se

    Por que durante uma discussão, o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) parece se esquecer de todos os momentos bons da relação e foca apenas nas mágoas passadas? Qual a explicação psiquiátrica para isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), durante uma discussão, a tendência de focar intensamente nas mágoas e esquecer temporariamente aspectos positivos da relação pode estar relacionada à instabilidade emocional, hipersensibilidade à rejeição e dificuldade de integração de sentimentos contraditórios.

    Do ponto de vista psiquiátrico, esse fenômeno pode envolver alterações na forma como o paciente processa emoções em momentos de alta ativação emocional. Quando surge uma sensação de ameaça ao vínculo, abandono ou invalidação, a experiência emocional negativa pode dominar a percepção naquele momento, levando a uma visão mais polarizada da situação, conhecida como pensamento dicotômico ou “tudo ou nada”.

    O psiquiatra avalia esse padrão considerando os gatilhos relacionais, intensidade das reações, capacidade de reflexão durante e após as crises, além de sintomas associados como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos.

    O tratamento busca desenvolver maior capacidade de mentalização, regulação emocional e integração de experiências positivas e negativas de uma mesma relação. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, são fundamentais para ajudar o paciente a construir uma percepção mais equilibrada de si mesmo e dos outros.


  • Muitas pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) passam horas isoladas em jogos de vi

    Muitas pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) passam horas isoladas em jogos de videogame ou redes sociais. Como a psiquiatria avalia o uso dessas tecnologias como uma forma de "refúgio emocional"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso intenso de videogames ou redes sociais como forma de “refúgio emocional” é avaliado pelo psiquiatra considerando a função que esse comportamento exerce na vida do paciente. A tecnologia pode funcionar como uma estratégia de afastamento temporário de emoções dolorosas, conflitos interpessoais, sensação de vazio, rejeição ou dificuldade de lidar com sofrimento intenso.

    A avaliação clínica busca diferenciar um uso saudável, relacionado a lazer e conexão social, de um padrão de esquiva emocional ou comportamento compulsivo que prejudique sono, trabalho, estudos, relacionamentos e autocuidado. São investigados fatores como perda de controle sobre o tempo de uso, isolamento progressivo, aumento da ansiedade quando desconectado e presença de sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos.

    O manejo psiquiátrico não costuma focar apenas na retirada da tecnologia, mas na compreensão das necessidades emocionais que ela está compensando. O tratamento envolve desenvolver estratégias mais adaptativas de regulação emocional, tolerância ao desconforto e fortalecimento dos vínculos interpessoais. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, possuem papel fundamental, enquanto a farmacoterapia pode auxiliar em sintomas associados quando indicada.


  • Por que muitos pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) reagem com desconfiança ou

    Por que muitos pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) reagem com desconfiança ou desconforto quando recebem elogios sinceros? Como o psiquiatra trabalha essa barreira no consultório?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a dificuldade em aceitar elogios sinceros pode estar relacionada à instabilidade da autoimagem, baixa autoestima, experiências prévias de invalidação e dificuldade em integrar percepções positivas e negativas sobre si mesmo. Para alguns pacientes, um elogio pode gerar desconforto por entrar em conflito com uma visão interna marcada por autocrítica, vergonha ou sensação de inadequação.

    O psiquiatra avalia esse padrão considerando como o paciente interpreta o reconhecimento externo, quais emoções surgem diante de situações positivas e se existe medo de dependência, rejeição futura ou de não conseguir corresponder às expectativas. Também são investigados sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem intensificar sentimentos de desvalorização.

    O manejo busca fortalecer uma percepção mais estável de identidade e autoestima, ajudando o paciente a reconhecer qualidades pessoais sem invalidar suas dificuldades. A psicoterapia estruturada, especialmente Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, auxilia no desenvolvimento de maior autocompreensão, regulação emocional e relações interpessoais mais saudáveis. A farmacoterapia pode atuar como complemento quando existem sintomas associados, mas o trabalho psicoterapêutico é central para modificar esses padrões.


  • Qual é o impacto dos problemas de sono no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e por que o m

    Qual é o impacto dos problemas de sono no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e por que o médico psiquiatra trata a regulação do descanso como uma prioridade no tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), os problemas de sono podem intensificar a instabilidade emocional, a impulsividade e a dificuldade de lidar com situações de estresse. Alterações como insônia, sono não reparador ou irregularidade do ritmo circadiano podem reduzir a capacidade de regulação emocional, aumentando a vulnerabilidade a crises, irritabilidade e respostas mais intensas aos conflitos interpessoais.

    O psiquiatra considera a regulação do sono uma prioridade porque o descanso adequado contribui para maior estabilidade do funcionamento cerebral, melhora do controle dos impulsos e melhor resposta às intervenções terapêuticas. Na avaliação, são investigados padrão de sono, hábitos, uso de substâncias, sintomas associados e comorbidades como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos.

    O manejo pode envolver medidas de higiene do sono, organização de rotina, psicoterapia focada em regulação emocional e, quando necessário, ajuste farmacológico individualizado. Embora medicamentos possam auxiliar em sintomas específicos, a construção de um padrão de sono estável faz parte de uma abordagem integrada, favorecendo maior controle emocional e qualidade de vida no tratamento do TPB.


  • Por que uma viagem a trabalho do parceiro, o período de férias do terapeuta ou o fim de um domingo p

    Por que uma viagem a trabalho do parceiro, o período de férias do terapeuta ou o fim de um domingo podem desencadear crises graves de ansiedade no paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)? Como o psiquiatra orienta o manejo dessas transições?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), períodos de afastamento, mudanças de rotina ou transições previsíveis, como uma viagem do parceiro, férias do terapeuta ou o encerramento de um fim de semana, podem desencadear crises de ansiedade devido à intensa sensibilidade à separação, medo de abandono e dificuldade em lidar com incertezas emocionais.

    Do ponto de vista psiquiátrico, essas situações não são avaliadas apenas pelo evento em si, mas pelo significado atribuído a ele pelo paciente. A ausência temporária de uma pessoa importante pode ser interpretada como ameaça ao vínculo, rejeição ou perda, ativando sentimentos de vazio, insegurança e desamparo. Também são avaliados sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem aumentar a vulnerabilidade.

    O manejo envolve preparação antecipada para transições, construção de estratégias de enfrentamento, identificação de pensamentos automáticos, manutenção de rotinas e fortalecimento da autonomia emocional. A psicoterapia estruturada, especialmente Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, auxilia no desenvolvimento de maior tolerância à separação e regulação das emoções. A farmacoterapia pode complementar o tratamento quando indicada, principalmente para sintomas associados.


  • É comum ouvir o mito de que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) mentem para m

    É comum ouvir o mito de que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) mentem para manipular os outros. Como o psiquiatra diferencia a distorção da realidade feita no TPB daquela feita por um psicopata?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), é importante diferenciar “mentira” deliberada de alterações na interpretação dos acontecimentos durante momentos de intensa ativação emocional. O psiquiatra não avalia apenas o conteúdo da fala, mas a função do comportamento, o estado emocional envolvido e a capacidade do paciente de refletir sobre diferentes perspectivas.

    No TPB, algumas distorções podem ocorrer por mecanismos como medo de abandono, hipersensibilidade à rejeição, pensamento dicotômico e dificuldade de integrar sentimentos contraditórios sobre si mesmo e sobre os outros. Em muitos casos, o paciente pode expressar uma percepção que naquele momento é vivenciada como verdadeira, especialmente durante uma crise emocional, sem necessariamente haver uma intenção consciente de manipular.

    Já em quadros com traços antissociais importantes, a avaliação pode envolver aspectos como padrão persistente de exploração interpessoal, ausência de remorso, violação de direitos alheios e uso instrumental da mentira para obter benefícios. Entretanto, o diagnóstico diferencial não é feito por um único comportamento isolado, mas pelo funcionamento global da personalidade.

    O manejo psiquiátrico busca compreender os padrões emocionais, desenvolver maior capacidade de mentalização e reduzir interpretações extremas dos relacionamentos. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, têm papel central no desenvolvimento de autoconsciência, empatia e relações mais estáveis.


  • Por que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) têm tanta dificuldade para fazer

    Por que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) têm tanta dificuldade para fazer planos de longo prazo e como o tratamento psiquiátrico ajuda a construir uma visão de futuro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a dificuldade em construir planos de longo prazo pode estar relacionada à instabilidade emocional, impulsividade, alterações na autoimagem e dificuldade em manter objetivos quando há mudanças intensas de humor ou situações de estresse. Para alguns pacientes, o sofrimento emocional do momento presente se torna tão predominante que torna mais difícil manter uma perspectiva de futuro, organizar prioridades e sustentar projetos contínuos.

    A avaliação psiquiátrica considera fatores como capacidade de planejamento, tolerância à frustração, padrões de tomada de decisão, funcionamento ocupacional e relacional, além de sintomas associados como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem interferir na organização e motivação.

    O tratamento busca fortalecer estabilidade emocional, autocontrole e construção gradual de metas realistas. A psicoterapia estruturada, especialmente Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, auxilia no desenvolvimento de habilidades de regulação emocional, tomada de decisões e construção de uma identidade mais estável. A farmacoterapia pode contribuir no controle de sintomas associados, permitindo melhores condições para o paciente investir em mudanças sustentáveis e em uma visão de futuro mais consistente.


  • O que é o "espelhamento" no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e como o psiquiatra ajuda o

    O que é o "espelhamento" no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e como o psiquiatra ajuda o paciente a diferenciar a sua própria personalidade da personalidade dos outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o “espelhamento” refere-se à tendência de alguns pacientes de absorver ou adaptar aspectos das opiniões, emoções, interesses ou comportamentos de pessoas importantes ao seu redor, especialmente em relações afetivamente significativas. Esse fenômeno está relacionado à instabilidade da autoimagem, dificuldade em manter uma percepção consistente de si mesmo e intensa necessidade de conexão e pertencimento.

    O psiquiatra avalia como o paciente constrói sua identidade, suas escolhas, valores pessoais e como reage às mudanças nas relações interpessoais. Também são investigados sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem influenciar a percepção de si e dos outros.

    O tratamento busca fortalecer o senso de identidade, autonomia emocional e capacidade de reconhecer pensamentos e sentimentos próprios, diferenciando-os dos sentimentos alheios. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Baseada em Mentalização e Terapia Comportamental Dialética, auxiliam o paciente a compreender melhor seus estados internos e os dos outros. A farmacoterapia pode atuar como complemento no controle de sintomas associados, enquanto o trabalho psicoterapêutico é essencial para consolidar uma identidade mais estável.


  • Como o psiquiatra avalia o impacto das redes sociais e dos aplicativos de mensagem no dia a dia de q

    Como o psiquiatra avalia o impacto das redes sociais e dos aplicativos de mensagem no dia a dia de quem tem o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), especialmente diante do famoso "vácuo"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso de redes sociais e aplicativos de mensagem é avaliado pelo psiquiatra considerando o impacto dessas ferramentas na regulação emocional e nos relacionamentos interpessoais. O chamado “vácuo” — quando uma mensagem não é respondida ou há demora no retorno — pode ser interpretado por alguns pacientes como rejeição, abandono ou perda de interesse, desencadeando intensa ansiedade, insegurança e sofrimento emocional.

    A avaliação clínica busca compreender como o paciente interpreta essas situações, quais pensamentos surgem, a intensidade das reações e se ocorre aumento de comportamentos impulsivos, conflitos ou isolamento. Também são investigados sintomas associados, como depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, que podem amplificar a sensibilidade às interações digitais.

    O manejo envolve desenvolver maior tolerância à incerteza, questionar interpretações automáticas, estabelecer limites saudáveis no uso da tecnologia e fortalecer formas de comunicação mais equilibradas. Psicoterapias estruturadas, como Terapia Comportamental Dialética e Terapia Baseada em Mentalização, auxiliam no reconhecimento das emoções e na construção de vínculos mais seguros. A farmacoterapia pode complementar o tratamento quando há sintomas associados, mas o desenvolvimento de habilidades emocionais é fundamental.


  • Além de sentirem tudo com muita intensidade, pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (T

    Além de sentirem tudo com muita intensidade, pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) às vezes relatam que "ficaram dormentes" ou que não conseguem sentir absolutamente nada. O que é esse sintoma e como a psiquiatria o explica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a sensação de estar “dormente” emocionalmente ou de não conseguir sentir nada pode ser compreendida como um fenômeno de dissociação ou entorpecimento afetivo, frequentemente relacionado a momentos de estresse emocional intenso. Apesar de parecer contraditório com a vivência de emoções muito intensas, alguns pacientes podem alternar entre hiperativação emocional e períodos de desligamento como uma forma de proteção psíquica diante de sofrimento excessivo.

    Na avaliação psiquiátrica, são investigados fatores como histórico de traumas, gatilhos interpessoais, alterações da percepção de si, ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e sintomas dissociativos. O manejo busca compreender a função desse sintoma, desenvolver estratégias de regulação emocional e fortalecer a capacidade de lidar com situações difíceis sem recorrer ao desligamento emocional. A psicoterapia baseada em evidências e, quando indicada, a farmacoterapia podem auxiliar na estabilização dos sintomas e melhora da qualidade de vida.


  • Como os padrões do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) se manifestam na relação do paciente

    Como os padrões do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) se manifestam na relação do paciente com figuras de autoridade (como professores, chefes ou o próprio médico)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a relação com figuras de autoridade pode ser influenciada por padrões de vínculo, sensibilidade à rejeição e dificuldades na interpretação das intenções do outro. Professores, chefes ou médicos podem ser percebidos de maneira idealizada em alguns momentos, como pessoas extremamente confiáveis e protetoras, ou, diante de críticas, limites ou frustrações, podem ser vistos como indiferentes, injustos ou ameaçadores.

    O psiquiatra avalia esses padrões considerando a história de relacionamentos, experiências prévias de abandono ou invalidação, mecanismos de defesa e capacidade de lidar com limites e diferenças. Durante a consulta, são investigados sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e dificuldades de regulação emocional.

    O manejo busca construir uma relação terapêutica estável, com comunicação clara, limites consistentes e desenvolvimento de maior segurança emocional. A psicoterapia baseada em evidências, associada quando indicada ao tratamento medicamentoso, auxilia o paciente a estabelecer relações mais equilibradas e previsíveis.


  • Após uma explosão de raiva ou um comportamento impulsivo, é comum o paciente com Transtorno da Perso

    Após uma explosão de raiva ou um comportamento impulsivo, é comum o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) ser sufocado por uma culpa esmagadora. Como o psiquiatra avalia e trabalha esse sentimento no consultório?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), sentimentos intensos de culpa após episódios de raiva ou comportamentos impulsivos podem estar relacionados à instabilidade emocional, dificuldade de regulação dos afetos e ao conflito entre as atitudes tomadas durante uma crise e os valores pessoais do paciente. O psiquiatra avalia esse sentimento não apenas como arrependimento, mas dentro de um ciclo envolvendo gatilhos emocionais, impulsividade, vergonha, autocrítica e medo de perda dos vínculos.

    Durante a consulta, são investigados sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo. O manejo busca diferenciar culpa construtiva de culpa excessiva, desenvolver maior consciência emocional, fortalecer estratégias de enfrentamento e reduzir padrões autodestrutivos.

    A psicoterapia baseada em evidências, especialmente abordagens voltadas à regulação emocional e habilidades interpessoais, tem papel fundamental. Quando indicado, o tratamento farmacológico pode auxiliar no controle de sintomas associados, sempre com acompanhamento psiquiátrico individualizado.


  • Como o psiquiatra avalia a relação do paciente com o dinheiro no Transtorno da Personalidade Borderl

    Como o psiquiatra avalia a relação do paciente com o dinheiro no Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e por que as compras compulsivas aparecem nos momentos de dor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a relação com o dinheiro pode ser influenciada por dificuldades de regulação emocional, impulsividade e tentativas de aliviar sentimentos intensos de vazio, rejeição ou sofrimento. As compras compulsivas podem surgir como uma estratégia momentânea de busca por prazer, controle ou redução da dor emocional, funcionando como uma forma de compensação diante de estados afetivos difíceis, mas frequentemente são seguidas por culpa, arrependimento e conflitos financeiros.

    Na avaliação psiquiátrica, o profissional investiga o padrão de comportamento financeiro, os gatilhos emocionais envolvidos, frequência das compras, consequências na vida pessoal e presença de impulsividade em outras áreas. Também são avaliados sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O manejo busca compreender a função desse comportamento, desenvolver estratégias de regulação emocional, aumentar o controle dos impulsos e construir formas mais saudáveis de lidar com sofrimento. A psicoterapia baseada em evidências tem papel central, podendo ser associada ao tratamento medicamentoso quando indicado pelo psiquiatra.


  • Por que o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costuma estragar as coisas justa

    Por que o paciente com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costuma estragar as coisas justamente quando tudo está dando certo na vida dele? Qual o papel do psiquiatra diante dessa autossabotagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), comportamentos de autossabotagem podem ocorrer como consequência de padrões emocionais complexos, e não necessariamente por uma decisão consciente de prejudicar a própria vida. Em alguns pacientes, momentos de estabilidade, sucesso ou proximidade afetiva podem ativar medos profundos, como medo de abandono, rejeição, fracasso ou de não conseguir sustentar uma situação positiva. Como resultado, podem surgir impulsos, conflitos ou atitudes que acabam comprometendo relações, trabalho ou projetos pessoais.

    O psiquiatra avalia esse padrão investigando os gatilhos emocionais, a história de vínculos, crenças sobre si mesmo, mecanismos de defesa e dificuldades de regulação emocional. Também são analisados sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O objetivo do tratamento é ajudar o paciente a reconhecer esses ciclos antes que ocorram, desenvolver maior tolerância às emoções intensas e construir respostas mais adaptativas. A psicoterapia especializada é fundamental para trabalhar esses padrões, enquanto a medicação pode ser utilizada quando indicada para sintomas específicos, sempre com acompanhamento psiquiátrico individualizado.


  • Por que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costumam ficar irritadas ou esgot

    Por que pessoas com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costumam ficar irritadas ou esgotadas em ambientes com muito barulho, luzes ou aglomerações? Como a psiquiatria explica isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a irritação ou exaustão em ambientes com excesso de estímulos, como barulho intenso, luzes fortes ou aglomerações, pode estar relacionada à maior sensibilidade emocional e dificuldade de regulação dos estímulos internos e externos. Alguns pacientes apresentam uma espécie de sobrecarga sensorial, na qual o cérebro tem mais dificuldade em filtrar informações, aumentando tensão, irritabilidade e sensação de perda de controle.

    A avaliação psiquiátrica considera esse fenômeno dentro do funcionamento global do paciente, investigando fatores como impulsividade, vulnerabilidade ao estresse, histórico de traumas, ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O manejo busca identificar gatilhos, desenvolver estratégias de regulação emocional e melhorar a capacidade de tolerar situações desconfortáveis sem respostas impulsivas. A psicoterapia baseada em evidências tem papel central, auxiliando no reconhecimento das emoções, fortalecimento das habilidades de enfrentamento e melhora da qualidade de vida. Quando indicado, o tratamento medicamentoso pode atuar como suporte para sintomas associados, sempre com acompanhamento psiquiátrico individualizado.


  • Pacientes com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costumam ser descritas como intensament

    Pacientes com o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) costumam ser descritas como intensamente autênticas ou "sem filtro". Como o psiquiatra analisa essa dificuldade de lidar com as convenções sociais e os pequenos teatros do dia a dia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a percepção de ser “sem filtro” ou extremamente autêntico pode estar relacionada à intensidade emocional, à dificuldade de modular respostas afetivas e à necessidade de expressar sentimentos de forma imediata. Muitas vezes, o paciente apresenta grande sensibilidade à incoerência, rejeição ou falta de reciprocidade, podendo interpretar determinadas convenções sociais como falsidade ou afastamento emocional.

    A avaliação psiquiátrica busca compreender esse padrão dentro do funcionamento da personalidade, analisando impulsividade, controle emocional, relações interpessoais, história de vínculos e estratégias utilizadas para lidar com desconforto. Também são investigados sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O objetivo do tratamento não é retirar a autenticidade do paciente, mas ajudá-lo a desenvolver maior flexibilidade emocional e habilidades sociais, permitindo expressar necessidades e sentimentos de forma mais adaptativa. A psicoterapia especializada é fundamental nesse processo, podendo ser associada ao tratamento medicamentoso quando indicado para sintomas específicos, sempre com acompanhamento psiquiátrico individualizado.


  • Como o psiquiatra enxerga a relação de quem tem o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) com a

    Como o psiquiatra enxerga a relação de quem tem o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) com a própria aparência física e com os distúrbios alimentares?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Alessandro Botelho

    No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a relação com a própria aparência física e com a alimentação pode estar relacionada à autoimagem instável, dificuldade de regulação emocional e à forma como o paciente percebe o próprio valor. Alguns indivíduos podem apresentar grande preocupação com aparência, mudanças frequentes na percepção do corpo ou utilizar comportamentos alimentares como uma tentativa de lidar com emoções intensas, vazio, ansiedade ou sensação de perda de controle.

    A avaliação psiquiátrica investiga a relação entre autoestima, imagem corporal, impulsividade, episódios de compulsão alimentar, restrição alimentar, culpa após comer e possíveis transtornos alimentares associados. Também são analisados sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo.

    O tratamento busca compreender a função emocional desses comportamentos, fortalecer uma identidade mais estável e desenvolver estratégias saudáveis de enfrentamento. A psicoterapia especializada tem papel fundamental no manejo do TPB e dos sintomas alimentares associados, enquanto o tratamento medicamentoso pode ser indicado para sintomas específicos, sempre com acompanhamento psiquiátrico individualizado.


Perguntas frequentes

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