Perguntas do paciente (917)
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Médico aumentou a sertralina de 50mg para 100 mg, posso tomar 2 comprimidos de 50mg? ou devo comprar
Médico aumentou a sertralina de 50mg para 100 mg, posso tomar 2 comprimidos de 50mg? ou devo comprar o de 100?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, quando o médico aumenta a sertralina de 50 mg para 100 mg, em geral é possível utilizar dois comprimidos de 50 mg para atingir a dose total de 100 mg, desde que sejam da mesma formulação indicada pelo médico. A quantidade de comprimidos não muda a dose do medicamento; o que importa é a soma da miligramagem administrada.
Mesmo assim, confirme se a sua sertralina é de liberação imediata ou alguma apresentação específica, pois algumas formulações podem ter orientações diferentes. O ideal é seguir exatamente a prescrição e, se houver dúvida, confirmar com a farmácia ou com o médico que realizou o ajuste.
A sertralina é utilizada no tratamento de transtorno de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno do pânico e transtornos de humor. Após aumentar a dose, podem ocorrer temporariamente sintomas de adaptação, como náusea, alteração do sono, ansiedade aumentada ou desconfortos físicos, que costumam melhorar com o tempo. Não faça mudanças na dose por conta própria.
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Qual é a visão geral da psiquiatria sobre o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Bord
Qual é a visão geral da psiquiatria sobre o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, o funcionamento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é compreendido como resultado da interação entre instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, alterações na identidade, impulsividade e sensibilidade aumentada às experiências de rejeição ou abandono.
Pacientes com TPB podem apresentar dificuldades para manter vínculos estáveis devido à intensidade das emoções e à forma como interpretam situações sociais. Pequenas mudanças na comunicação ou no comportamento de pessoas importantes podem ser percebidas como sinais de afastamento, desencadeando ansiedade intensa, insegurança, raiva, tristeza profunda ou necessidade de reafirmação do vínculo.
A psiquiatria entende que essas dificuldades não refletem falta de interesse pelo outro, mas estão relacionadas a alterações nos mecanismos de regulação emocional, autoestima, confiança interpessoal e percepção de si mesmo. Isso pode afetar relacionamentos afetivos, familiares, amizades e até o funcionamento profissional.
A avaliação clínica considera também comorbidades frequentes, como transtorno de ansiedade, depressão, transtorno depressivo, transtorno do pânico, transtornos de humor e TDAH em adultos, que podem contribuir para isolamento social, irritabilidade, insônia, estresse e maior sofrimento emocional.
O tratamento busca melhorar o funcionamento social por meio de psicoterapias estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), que trabalha regulação emocional, habilidades sociais, tolerância ao sofrimento e comunicação interpessoal. O acompanhamento psiquiátrico, quando necessário, auxilia no controle de sintomas associados.
Com intervenção adequada, muitos pacientes conseguem desenvolver relações mais estáveis, maior segurança emocional e melhor qualidade de vida, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a capacidade de construir vínculos saudáveis.
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Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias. Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ai
Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias.
Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ainda é normal isso acontecer? Ou a medicação não está fazendo efeito?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ainda pode ser considerado esperado que algumas crises ocorram após 42 dias de uso da paroxetina 40 mg, principalmente quando existe melhora parcial, como você descreve: passar vários dias bem e ter alguns períodos de piora. O tratamento dos transtornos de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno do pânico, depressão e transtornos de humor costuma apresentar uma evolução gradual, e a melhora pode acontecer em etapas.
A paroxetina pode levar algumas semanas para atingir seu efeito terapêutico mais completo, especialmente após alcançar a dose atual. Em alguns pacientes, a redução da frequência e intensidade das crises aparece antes da eliminação completa dos sintomas. O fato de você ter períodos de estabilidade sugere que pode estar havendo alguma resposta ao medicamento.
Entretanto, se as crises continuam muito intensas, frequentes ou causando prejuízo na rotina, é importante conversar com seu psiquiatra para avaliar a evolução, a necessidade de ajustes, associação com psicoterapia ou outras estratégias. Não altere a dose nem interrompa a medicação por conta própria. A terapia cognitivo-comportamental, especialmente para crises de ansiedade e pânico, pode potencializar os resultados do tratamento medicamentoso.
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Qual é a importância do medo de abandono na vida social de pacientes com Transtorno de Personalidade
Qual é a importância do medo de abandono na vida social de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline sob a perspectiva da psiquiatria?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da psiquiatria, o medo de abandono no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é considerado um dos elementos centrais na compreensão das dificuldades sociais e relacionais desses pacientes. Esse medo intenso influencia a forma como o indivíduo percebe, interpreta e responde às experiências interpessoais, podendo gerar grande sofrimento emocional.
A possibilidade real ou imaginada de afastamento de uma pessoa importante pode ativar respostas emocionais intensas, como ansiedade, insegurança, tristeza profunda, irritabilidade, raiva ou comportamentos impulsivos. Muitas vezes, situações neutras do cotidiano podem ser interpretadas como sinais de rejeição, levando a tentativas de aproximação intensa ou, em alguns casos, afastamento como forma de proteção emocional.
Do ponto de vista psicopatológico, o medo de abandono está relacionado à instabilidade da identidade, dificuldade de regulação emocional, sensibilidade à rejeição e padrões de apego inseguros, fatores que podem prejudicar a construção de vínculos sociais estáveis e a sensação de pertencimento.
A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados e possíveis comorbidades, como transtorno de ansiedade, depressão, transtorno depressivo, transtorno do pânico, transtornos de humor e TDAH em adultos, que podem intensificar o sofrimento nas relações.
O tratamento, principalmente por meio de psicoterapias estruturadas como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), busca desenvolver habilidades de regulação emocional, autoestima, comunicação e tolerância à frustração. O acompanhamento psiquiátrico auxilia no manejo de sintomas associados, favorecendo relações mais seguras, maior autonomia emocional e melhora do funcionamento social.
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Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois d
Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois desse tempo apresentar queimação nas costas, peito e nunca? Isso aconteceu no início do tratamento. Mas depois de 1 mês de aumentar. Pode acontecer de novo? Obgda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, o escitalopram pode apresentar novamente alguns efeitos de adaptação após um aumento de dose, mesmo que o paciente já tenha passado pela fase inicial do tratamento. Ao elevar de 10 mg para 20 mg, o organismo pode precisar de um novo período de ajuste, e algumas pessoas relatam sintomas físicos transitórios, como sensação de queimação, maior percepção das sensações corporais, inquietação, alterações do sono ou aumento temporário da ansiedade.
A sensação de queimação nas costas, peito ou nuca pode estar relacionada ao processo de adaptação ou à própria manifestação de sintomas ansiosos, já que a ansiedade pode causar alterações musculares, aumento da sensibilidade corporal e sintomas físicos variados. Entretanto, é importante considerar outras causas clínicas, principalmente quando há sintomas na região do peito.
Como você relata que o sintoma apareceu novamente após o aumento da dose, o ideal é informar ao seu psiquiatra para avaliar se faz parte da adaptação ao medicamento, se a dose está adequada ou se é necessário investigar outras possibilidades.
Não interrompa o escitalopram por conta própria, pois a retirada inadequada pode causar piora dos sintomas. O acompanhamento permite avaliar a resposta no tratamento de depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda e transtornos de humor, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.
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O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?
O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode, sim, causar pensamentos percebidos como irracionais, contraditórios ou incompatíveis com aquilo que a pessoa acredita e valoriza. Esses pensamentos são chamados de obsessões e surgem de forma involuntária, repetitiva e persistente, geralmente acompanhados por ansiedade, culpa, medo ou sensação de ameaça.
Uma característica importante do TOC é que muitas pessoas apresentam crítica sobre os próprios pensamentos, ou seja, reconhecem que determinadas ideias não correspondem à realidade ou aos seus desejos, mas ainda assim sentem dificuldade em afastá-las. Essa contradição entre “eu sei que isso não faz sentido” e “mesmo assim sinto medo ou necessidade de responder a esse pensamento” é uma fonte importante de sofrimento.
A psiquiatria compreende que esses pensamentos estão relacionados a alterações nos mecanismos de processamento de ameaças, controle da ansiedade, flexibilidade cognitiva e regulação emocional. As obsessões podem envolver dúvidas excessivas, necessidade de certeza, medo de causar danos, pensamentos intrusivos ou preocupações persistentes.
O tratamento busca reduzir o impacto dessas obsessões e melhorar o funcionamento diário, geralmente com psicoterapia especializada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), e, quando indicado, medicação prescrita pelo psiquiatra.
A avaliação também permite diferenciar o TOC de outros quadros que podem apresentar sintomas semelhantes, como transtorno de ansiedade, depressão, transtornos de humor e TDAH em adultos, garantindo uma abordagem individualizada para recuperação da qualidade de vida.
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Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrá
Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrás estou sentido cabeça leve medo até de pensar , irritabilidade, insônia,esquecendo das coisas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, os sintomas apresentados após 9 dias da interrupção da venlafaxina podem estar relacionados à síndrome de descontinuação de antidepressivos, especialmente porque a venlafaxina possui ação importante nos sistemas de serotonina e noradrenalina e pode causar sintomas quando retirada de forma abrupta ou rápida.
Os sintomas descritos, como náuseas, sensação de cabeça leve, medo, irritabilidade, insônia e dificuldade de concentração ou memória, estão entre as manifestações que algumas pessoas podem apresentar durante o período de adaptação após a suspensão. Em muitos casos, esses sintomas tendem a melhorar gradualmente, mas a intensidade e duração variam conforme a dose utilizada, tempo de tratamento, velocidade da retirada e características individuais.
Também é importante avaliar se esses sinais representam apenas a retirada do medicamento ou se podem indicar retorno de sintomas do quadro tratado, como transtorno de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação ou insônia.
O ideal é comunicar ao psiquiatra que acompanha o tratamento, principalmente se os sintomas estiverem intensos ou interferindo na rotina. Não é recomendado reiniciar ou ajustar a medicação por conta própria, pois a retirada deve ser conduzida de forma individualizada.
Procure atendimento com maior brevidade se surgirem pensamentos de se machucar, piora importante da ansiedade, desorganização dos pensamentos ou sintomas que causem risco à sua segurança. O acompanhamento adequado permite conduzir essa fase com mais estabilidade e conforto.
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Trato sd do pânico desde 2019 e ha 2 anos estava mto bem, estável e sem crises há tempos c a venlafa
Trato sd do pânico desde 2019 e ha 2 anos estava mto bem, estável e sem crises há tempos c a venlafaxina 225mg . há 2 sem. tive uma oscilação / agudização após uma vasovagal e minha psiq orientou o alprazolam 2x ao dia 0,25mg, estou no 12° dia de uso . Hj de fato eu vinha notando curva de melhora, acordei sem angústia, vim trabalhar, estava saindo pra socializar, apetite voltando e me alimentei melhor . Mas tentei cochilar durante o plantão e me acordaram no susto qnd estava pegando no sono a tarde, antes msm de abrir o olho senti uma onda de adrenalina e um medo absurdo de voltar tud de novo, fração de segundos, mas dps q acordei tentei respirar e lavar o rosto mas fiquei c a boca seca e com receio por um tempo.
Esse “susto” pode ter atrapalhado o tto ou a curva de melhora q vinha apresentando ? representa falha ou recaída ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O episódio descrito não significa necessariamente falha do tratamento ou recaída do transtorno do pânico. Durante a recuperação, especialmente após uma fase de agudização dos sintomas, é comum ocorrerem oscilações e episódios breves de ativação da ansiedade, principalmente diante de estímulos inesperados. O despertar abrupto durante o início do sono pode provocar uma descarga fisiológica de adrenalina, com sensação de medo intenso, boca seca, taquicardia ou alerta, mesmo sem representar uma nova crise estabelecida.
A melhora que você relata — acordar com menos angústia, retomar alimentação, trabalhar e voltar a socializar — são sinais positivos de resposta terapêutica. Um evento isolado não costuma “desfazer” uma curva de melhora já iniciada. No tratamento do transtorno do pânico, a evolução frequentemente acontece com altos e baixos, e a interpretação catastrófica de sensações corporais pode manter o ciclo de ansiedade.
O alprazolam pode auxiliar no controle agudo dos sintomas, enquanto a venlafaxina atua na estabilização a longo prazo. Mantenha o acompanhamento com sua psiquiatra para avaliar a evolução e possíveis ajustes. A compreensão desses episódios dentro do contexto da ansiedade, crises de pânico e transtornos de humor ajuda a reduzir o medo de recaída e favorece a recuperação sustentada.
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Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?
Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
(dexametasona) intramuscular tem uma ação relativamente prolongada. A eliminação completa do organismo depende da dose aplicada, do metabolismo individual, idade, função do fígado e outros fatores.
A dexametasona possui uma meia-vida plasmática de aproximadamente 3 a 5 horas, mas seu efeito biológico é muito mais prolongado, podendo durar cerca de 36 a 72 horas (ou até alguns dias). Em termos práticos, após uma aplicação única, a maior parte do medicamento costuma ser eliminada em poucos dias, geralmente em torno de 2 a 5 dias, embora alguns efeitos possam persistir por mais tempo.
Mesmo após a eliminação do medicamento do sangue, podem permanecer efeitos relacionados ao corticoide, como alterações do sono, ansiedade, aumento da glicose, retenção de líquidos, aumento do apetite ou alterações de humor.
Se você informar a dose aplicada (por exemplo 4 mg, 8 mg, 10 mg, 20 mg), o motivo do uso e há quantos dias foi a aplicação, consigo estimar melhor o tempo de ação no seu caso.
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"Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o
"Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o psiquiatra na decisão de encaminhar o paciente para acompanhamento psicológico?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psiquiatra considera diversos critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos ao indicar o encaminhamento para acompanhamento psicológico. Clinicamente, a psicoterapia é especialmente indicada quando há sofrimento emocional persistente, dificuldades de adaptação, sintomas ansiosos, depressivos, alterações de humor, prejuízos nos relacionamentos ou necessidade de desenvolver estratégias de enfrentamento.
Do ponto de vista psicodinâmico, a avaliação busca identificar conflitos emocionais, padrões repetitivos de relacionamento, mecanismos de defesa pouco adaptativos e aspectos inconscientes que influenciam o funcionamento psíquico. Na abordagem cognitivo-comportamental, são considerados pensamentos automáticos disfuncionais, crenças rígidas, comportamentos de esquiva, dificuldades de regulação emocional e padrões que mantêm os sintomas.
A avaliação neuropsicológica também pode contribuir quando existem queixas de atenção, memória, funções executivas, alterações cognitivas ou suspeita de transtornos como TDAH em adultos. A psicoterapia, associada ou não ao tratamento medicamentoso, pode ampliar a compreensão dos sintomas, promover mudanças comportamentais e favorecer maior autonomia e qualidade de vida.
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"Como a psicopatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se articula com transtornos c
"Como a psicopatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se articula com transtornos comórbidos do humor, ansiedade, personalidade, uso de substâncias, alimentação e controle dos impulsos?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, a psicopatologia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se articula com diversas comorbidades devido à interação entre desregulação emocional, impulsividade, instabilidade da identidade, dificuldades nos vínculos interpessoais e alterações na resposta ao estresse. Esses mecanismos centrais podem favorecer o surgimento ou intensificação de outros transtornos psiquiátricos ao longo da vida.
Nos transtornos do humor, especialmente depressão e transtornos de humor, há uma sobreposição importante de sintomas como tristeza profunda, vazio emocional, irritabilidade, desesperança e alterações do funcionamento diário. Entretanto, no TPB, as oscilações emocionais costumam estar frequentemente relacionadas a eventos interpessoais e à percepção de rejeição ou abandono.
Nos transtornos de ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade, crise de ansiedade e transtorno do pânico, a hipersensibilidade emocional pode aumentar estados de alerta, medo intenso, preocupação excessiva e sofrimento físico. A associação com outros transtornos de personalidade pode ocorrer devido a padrões persistentes de funcionamento relacionados à autoestima, identidade e relações sociais.
A impulsividade característica do TPB também aumenta a vulnerabilidade para uso problemático de substâncias, comportamentos de risco e dificuldades no controle dos impulsos, muitas vezes como tentativa de aliviar emoções intensas ou reduzir sofrimento momentâneo. Da mesma forma, podem coexistir transtornos alimentares, nos quais a alimentação pode assumir função de regulação emocional diante de sentimentos difíceis.
A compreensão dessas associações é fundamental para o diagnóstico diferencial, pois sintomas semelhantes podem ocorrer em condições como transtorno bipolar, transtorno depressivo, TDAH em adultos e outros transtornos de personalidade. A avaliação psiquiátrica deve considerar a história do paciente, o padrão dos sintomas e o impacto funcional.
O tratamento envolve principalmente psicoterapias estruturadas, como a Terapia Comportamental Dialética (DBT), focada em regulação emocional, habilidades interpessoais e controle dos impulsos, associada ao acompanhamento psiquiátrico quando necessário. O objetivo é reduzir sofrimento, melhorar estabilidade emocional e promover maior qualidade de vida e funcionamento social.
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"Quais manifestações psicopatológicas coexistem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB),
"Quais manifestações psicopatológicas coexistem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e como a estrutura, a dinâmica e a organização dos sintomas contribuem para a compreensão de suas comorbidades?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, as manifestações psicopatológicas que coexistem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) refletem a complexidade do funcionamento emocional, cognitivo e comportamental desses pacientes. O TPB é caracterizado por um padrão persistente de instabilidade afetiva, dificuldades na identidade, medo de abandono, impulsividade e alterações nas relações interpessoais, fatores que influenciam diretamente a ocorrência de comorbidades.
Entre as manifestações mais frequentes estão os transtornos depressivos, com sintomas como tristeza profunda, vazio emocional, desesperança e falta de motivação; os transtornos de ansiedade, incluindo preocupação excessiva, crises de ansiedade e ataques de pânico; além dos transtornos de humor, que exigem avaliação cuidadosa para diferenciar oscilações reativas do TPB de episódios afetivos estruturados.
A dinâmica psicopatológica do TPB envolve dificuldade em regular emoções intensas, interpretar adequadamente situações interpessoais e manter uma percepção estável de si e dos outros. Esse funcionamento pode favorecer comportamentos impulsivos, autolesivos, uso problemático de substâncias, alterações alimentares e dificuldades no controle dos impulsos.
A organização dos sintomas também ajuda a compreender a associação com outros transtornos, como TDAH em adultos, transtornos alimentares e outros transtornos de personalidade, pois existem áreas de sobreposição relacionadas à impulsividade, autoestima, identidade e regulação emocional.
A avaliação psiquiátrica deve analisar o padrão longitudinal dos sintomas, sua intensidade e impacto funcional, evitando diagnósticos isolados baseados apenas em manifestações momentâneas. A compreensão das comorbidades permite um planejamento terapêutico mais preciso, envolvendo psicoterapia estruturada, especialmente abordagens voltadas à regulação emocional e relações interpessoais, além do acompanhamento psiquiátrico quando indicado.
O objetivo do tratamento é reduzir sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, insônia, estresse, impulsividade e instabilidade emocional, promovendo maior integração da identidade, melhora dos
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Meu marido tomava paroxetina mas o médico trocou por tranzodona. Quais os efeitos colaterais na adap
Meu marido tomava paroxetina mas o médico trocou por tranzodona. Quais os efeitos colaterais na adaptação do mesmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca de paroxetina para trazodona pode causar um período de adaptação, principalmente nas primeiras semanas, pois são medicamentos com mecanismos diferentes, apesar de ambos atuarem no sistema da serotonina. A intensidade dos sintomas depende da dose de paroxetina que ele usava, há quanto tempo utilizava e como foi feita a transição.
Durante a adaptação, alguns pacientes podem apresentar ansiedade ou irritabilidade transitória, alterações do sono, sonolência durante o dia, tontura, sensação de lentidão, náuseas, boca seca, dor de cabeça ou mudanças no apetite. Também podem ocorrer sintomas de retirada da paroxetina, que é um antidepressivo com maior risco de sintomas de descontinuação, como tontura, sensação de choques pelo corpo, inquietação, alteração do humor e mal-estar, principalmente se a redução foi rápida.
A trazodona costuma ter um efeito mais evidente sobre sono e ansiedade, especialmente em doses menores, enquanto doses mais altas podem ter efeito antidepressivo. O benefício completo para humor e ansiedade geralmente é avaliado após algumas semanas de uso contínuo, frequentemente entre 4 e 8 semanas.
É importante que ele não interrompa ou ajuste a dose sozinho. O acompanhamento com o psiquiatra é fundamental, principalmente se houver piora importante da ansiedade, alterações intensas de humor, pensamentos negativos persistentes ou sintomas diferentes do habitual.
Se informar qual dose de paroxetina ele tomava, qual dose de trazodona iniciou e se a troca foi gradual ou de um dia para o outro, é possível avaliar melhor o período de adaptação esperado.
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Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?
Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na visão psiquiátrica, o consumo de cerveja durante o tratamento com fluoxetina não é recomendado como hábito, pois o álcool pode interferir na resposta ao tratamento e dificultar a estabilização emocional. Embora algumas pessoas não apresentem efeitos imediatos com pequenas quantidades, a associação pode aumentar a chance de sintomas como sonolência, tontura, redução da atenção, piora da ansiedade e alterações do humor.
Além disso, em pacientes em tratamento para depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda ou transtornos de humor, o álcool pode prejudicar a evolução clínica, pois pode afetar o sono, aumentar a vulnerabilidade emocional e favorecer oscilações dos sintomas.
A segurança depende de fatores individuais, como dose da fluoxetina, tempo de tratamento, histórico psiquiátrico, outras medicações em uso e resposta do organismo. Por isso, o ideal é conversar com o psiquiatra que acompanha o tratamento antes de consumir bebidas alcoólicas.
Não suspenda a fluoxetina para ingerir álcool, pois a medicação precisa ser utilizada de forma contínua para manter seu efeito terapêutico. O objetivo do acompanhamento é alcançar maior estabilidade emocional, reduzir sintomas ansiosos e depressivos e melhorar a qualidade de vida.
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"Qual é o perfil de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os critério
"Qual é o perfil de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) segundo os critérios diagnósticos atuais e as evidências epidemiológicas?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) apresenta elevada frequência de comorbidades psiquiátricas, que podem influenciar a gravidade dos sintomas, o funcionamento social e a evolução clínica. Segundo os critérios diagnósticos atuais, como os descritos no DSM-5-TR, as comorbidades mais frequentemente associadas envolvem principalmente transtornos do humor, ansiedade, uso de substâncias e outros transtornos de personalidade.
Entre os quadros mais observados estão transtorno depressivo maior, transtorno bipolar (especialmente a necessidade de diagnóstico diferencial), transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtornos alimentares e transtornos relacionados ao uso de álcool e outras substâncias. Também são comuns sintomas de insônia, impulsividade, irritabilidade e dificuldades de regulação emocional.
A presença dessas comorbidades exige uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, pois sintomas como instabilidade do humor, ansiedade intensa, crises emocionais e alterações comportamentais podem se sobrepor a outros diagnósticos. O tratamento geralmente envolve psicoterapia estruturada, como Terapia Dialética Comportamental e Terapia Baseada em Mentalização, associada ao acompanhamento do psiquiatra para manejo dos sintomas associados, incluindo ansiedade, depressão, estresse, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos quando presentes.
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"Quais são as principais comorbidades psiquiátricas associadas ao Transtorno de Personalidade Border
"Quais são as principais comorbidades psiquiátricas associadas ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e como elas influenciam o diagnóstico diferencial, o prognóstico e o tratamento?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) apresenta alta frequência de comorbidades psiquiátricas, que influenciam diretamente o diagnóstico diferencial, o prognóstico e a escolha das estratégias terapêuticas. Entre as associações mais comuns estão os transtornos depressivos, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtornos relacionados ao uso de substâncias, transtornos alimentares e outros transtornos de personalidade.
No diagnóstico diferencial, é fundamental distinguir o TPB de condições como transtorno bipolar, pois a instabilidade emocional do borderline ocorre frequentemente em resposta a eventos interpessoais e apresenta padrão crônico de funcionamento, enquanto as alterações do humor no transtorno bipolar tendem a ocorrer em episódios definidos. A presença de impulsividade, medo de abandono, alterações de identidade e dificuldades relacionais ajuda nessa diferenciação.
As comorbidades podem aumentar a gravidade clínica, o risco de crises emocionais, prejuízos sociais e profissionais, além de impactar o prognóstico. Sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crise de ansiedade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos podem coexistir e precisam ser avaliados.
O tratamento deve ser individualizado, com destaque para psicoterapias estruturadas, como Terapia Dialética Comportamental e Terapia Baseada em Mentalização, associadas ao acompanhamento do psiquiatra para manejo dos sintomas específicos e das comorbidades presentes.
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"Como as diferentes perspectivas teóricas explicam a elevada prevalência de comorbidades no Transtor
"Como as diferentes perspectivas teóricas explicam a elevada prevalência de comorbidades no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e quais são as implicações para avaliação, diagnóstico e tratamento?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As diferentes perspectivas teóricas compreendem a elevada prevalência de comorbidades no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) como resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos, desenvolvimentais e sociais. Do ponto de vista neurobiológico, alterações nos sistemas de regulação emocional, impulsividade e resposta ao estresse podem aumentar a vulnerabilidade para outros transtornos, como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico e uso de substâncias.
A perspectiva psicodinâmica enfatiza conflitos relacionados à identidade, vínculos afetivos, experiências precoces de invalidação emocional e dificuldades na integração das representações de si e dos outros. Já modelos cognitivo-comportamentais destacam padrões disfuncionais de interpretação, esquemas negativos, baixa tolerância ao sofrimento e dificuldades de regulação emocional como fatores que favorecem sintomas associados.
Essas sobreposições tornam o diagnóstico diferencial mais complexo, especialmente na distinção entre TPB e transtorno bipolar, transtornos depressivos, transtornos ansiosos e outros transtornos de personalidade. A avaliação psiquiátrica deve considerar a história longitudinal dos sintomas, padrões de relacionamento, impulsividade e funcionamento global.
As comorbidades podem influenciar negativamente o prognóstico, aumentando risco de crises emocionais, prejuízos sociais e sofrimento psíquico. O tratamento deve ser integrado, com psicoterapias estruturadas, como Terapia Dialética Comportamental e Terapia Baseada em Mentalização, associadas ao acompanhamento do psiquiatra para manejo de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos quando presentes.
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apos 2 anos de estabilidade e ansiedade / sd pânico controladíssima c a venla 225mg, apresentei uma
apos 2 anos de estabilidade e ansiedade / sd pânico controladíssima c a venla 225mg, apresentei uma agudização e a psiq orientou 0,25mg de alpraz 2x ao dia até melhora. hj estou no 12° e me sinto uns 70% melhor porém ainda c receio de ficar sozinha em casa, princ a noite, apetite melhorou bastante mas ainda oscila etc . quanto tempo para estabilização completa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após uma agudização do transtorno do pânico depois de um longo período de estabilidade, é esperado que a recuperação ocorra de forma gradual, mesmo com boa resposta inicial ao tratamento. O fato de você relatar cerca de 70% de melhora em 12 dias, com retorno do apetite, retomada das atividades e redução da angústia, sugere uma evolução favorável. Entretanto, o sistema de alerta do cérebro pode permanecer mais sensível por algumas semanas, mantendo medo antecipatório, insegurança ao ficar sozinho(a) e oscilações de sintomas.
O tempo para uma estabilização mais completa varia entre as pessoas, mas frequentemente pode levar algumas semanas a alguns meses, especialmente após uma crise mais intensa. A venlafaxina em dose terapêutica continua sendo a base do tratamento preventivo, enquanto o alprazolam costuma ser utilizado como suporte temporário até a redução da ansiedade, sempre conforme orientação da psiquiatra.
É importante evitar interpretar cada sensação corporal como sinal de retorno da doença, pois isso pode alimentar o ciclo do pânico. A manutenção do acompanhamento psiquiátrico, a retomada progressiva das atividades e estratégias como psicoterapia (especialmente terapia cognitivo-comportamental) ajudam na consolidação da melhora e na prevenção de novas crises de ansiedade e ataques de pânico.
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Parei de tomar o carbonato de lítio tem exatamente 10 dias e não sinto nada,só que a noite não durmo
Parei de tomar o carbonato de lítio tem exatamente 10 dias e não sinto nada,só que a noite não durmo a noite toda a cordo uma 2 vezes pego no sono de novo,só que faço uso do risperidona e venho fazendo desmame também.
Quero saber isso que estar acontecendo é abstinência.? Do carbonato de lítio ou é porquê estou fazendo desmame do risperidona.Eu tomava 2mg e passei a tomar 1mgRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A interrupção do carbonato de lítio e a redução da risperidona podem estar relacionadas às alterações no sono, mas é difícil afirmar a causa apenas pelo relato. O lítio geralmente não causa uma “abstinência” típica como ocorre com alguns medicamentos, porém sua suspensão pode levar, em algumas pessoas, ao retorno gradual de sintomas do transtorno de base, como alteração do sono, ansiedade, agitação ou mudanças de humor.
Já a redução da risperidona de 2 mg para 1 mg pode provocar adaptação do organismo e, em alguns pacientes, ocorrer piora transitória do sono, aumento da ansiedade ou retorno de alguns sintomas, especialmente quando a redução é mais rápida do que o organismo tolera. O fato de você ainda conseguir voltar a dormir após acordar algumas vezes sugere uma alteração do padrão de sono, mas precisa ser acompanhada no contexto do seu diagnóstico e histórico.
O ideal é informar seu psiquiatra sobre essa mudança, principalmente porque houve ajuste de duas medicações importantes. O médico poderá avaliar se o desmame está adequado e monitorar sinais de alerta, como redução importante da necessidade de sono, aumento de energia, irritabilidade, pensamentos acelerados, impulsividade ou piora do humor. O acompanhamento psiquiátrico é essencial para manter a estabilidade e ajustar o tratamento com segurança.
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Parei de tomar o carbonato de lítio tem 10 dias. Não sinto nada só que a noite eu deito para dormi u
Parei de tomar o carbonato de lítio tem 10 dias. Não sinto nada só que a noite eu deito para dormi umas 10h quando é 1h da manha ou 00 h acabo acordando e demoro um pouco para pegar no sono novamente isso é abstinência do medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Após interromper o carbonato de lítio há 10 dias, é possível ocorrer alguma alteração no padrão de sono, mas o despertar durante a noite não significa necessariamente abstinência do medicamento. O lítio não costuma causar uma síndrome de abstinência típica como ocorre com alguns outros medicamentos, porém a retirada pode levar a um período de adaptação do organismo ou, em algumas pessoas, permitir o retorno de sintomas do quadro que estava sendo tratado.
Acordar após algumas horas de sono e ter dificuldade para voltar a dormir pode estar relacionado a diversos fatores, como ansiedade, estresse, alterações do ritmo do sono ou início de mudanças no humor. É importante observar se aparecem outros sinais, como redução da necessidade de sono, aumento de energia, pensamentos acelerados, irritabilidade, impulsividade ou oscilações importantes de humor, especialmente se o lítio era utilizado para transtornos de humor.
Como a suspensão ocorreu há pouco tempo, mantenha o acompanhamento com seu psiquiatra para avaliar a evolução. Não reinicie ou ajuste a medicação por conta própria. Se for apenas um despertar noturno isolado, pode fazer parte de uma fase de adaptação, mas a persistência ou piora deve ser discutida com o médico.
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