Perguntas do paciente (917)
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Qual é o marcador de melhora do pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Qual é o marcador de melhora do pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da psiquiatria, os marcadores de melhora do pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) estão relacionados ao desenvolvimento de maior estabilidade emocional, segurança nos vínculos, integração da identidade e capacidade de manter relações interpessoais mais saudáveis.
Um dos principais sinais de evolução é a redução da intensidade das reações emocionais diante de situações sociais, como rejeição, críticas, conflitos ou afastamentos. O paciente passa a conseguir interpretar melhor as atitudes dos outros, evitando conclusões impulsivas e respostas baseadas exclusivamente no medo de abandono.
Outro marcador importante é a melhora da qualidade dos relacionamentos, com maior capacidade de estabelecer limites, comunicar necessidades, lidar com frustrações e manter vínculos sem oscilações extremas entre aproximação intensa e afastamento. A presença de uma rede de apoio mais consistente e a sensação subjetiva de fazer parte de grupos também são indicadores relevantes.
A psiquiatria também observa a evolução da identidade pessoal, quando o indivíduo desenvolve uma percepção mais estável sobre seus valores, objetivos e características, reduzindo sentimentos persistentes de vazio ou inadequação social. Essa maior integração interna favorece uma participação social mais segura.
O tratamento, especialmente por meio de psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e a Terapia Baseada em Mentalização (TBM), busca aprimorar regulação emocional, empatia, compreensão dos estados mentais e habilidades interpessoais. A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.
Assim, a melhora do pertencimento social no TPB não é medida apenas pela quantidade de contatos sociais, mas pela capacidade de o paciente sentir-se conectado, compreendido e seguro nas relações, mantendo vínculos mais estáveis e satisfatórios ao longo do tempo.
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Como a desregulação emocional afeta o pertencimento social em tempo real no Transtorno de Personalid
Como a desregulação emocional afeta o pertencimento social em tempo real no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a perspectiva da psiquiatria, a desregulação emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar o pertencimento social em tempo real porque altera a forma como o indivíduo percebe, interpreta e responde às experiências interpessoais no momento em que elas acontecem.
No TPB, as emoções podem surgir com grande intensidade e rapidez, especialmente diante de situações relacionadas a rejeição, críticas, conflitos ou medo de afastamento. Em uma interação social, um evento relativamente pequeno — como uma mudança no tom de voz, uma demora para responder uma mensagem ou uma discordância — pode ser interpretado como ameaça ao vínculo, desencadeando sentimentos intensos de ansiedade, tristeza, raiva ou insegurança.
Esse processo pode gerar respostas imediatas, como necessidade intensa de aproximação, busca por confirmação afetiva, impulsividade, afastamento defensivo ou comportamentos reativos. Como consequência, a interação social pode se tornar mais difícil naquele momento, aumentando o risco de conflitos e reforçando a sensação de não pertencimento.
A psiquiatria compreende que esse fenômeno não ocorre por falta de interesse em relacionamentos, mas por uma dificuldade momentânea em regular emoções intensas e integrar diferentes perspectivas sobre si mesmo e sobre os outros. Quando a ativação emocional diminui, muitas pessoas com TPB conseguem refletir melhor sobre a situação e perceber outras possibilidades de interpretação.
O tratamento busca justamente melhorar essa capacidade de autorregulação. Psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), trabalham habilidades de tolerância ao sofrimento, consciência emocional, comunicação e manejo dos impulsos. A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.
Assim, a melhora do pertencimento social no TPB envolve não apenas aumentar a quantidade de relações, mas desenvolver maior estabilidade emocional para vivenciar os vínculos com mais segurança, confiança e previsibilidade.
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O que acontece com a percepção de pertencimento social durante crises no Transtorno de Personalidade
O que acontece com a percepção de pertencimento social durante crises no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Durante crises no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a percepção de pertencimento social pode sofrer alterações importantes devido à intensificação da desregulação emocional, da sensibilidade à rejeição e das dificuldades na interpretação das relações interpessoais, sob a perspectiva da psiquiatria.
Em momentos de forte estresse emocional, o paciente pode vivenciar uma sensação aumentada de isolamento, desconexão ou não pertencimento, mesmo quando existem pessoas disponíveis e vínculos afetivos presentes. Isso ocorre porque a ativação emocional intensa pode modificar temporariamente a forma como informações sociais são processadas, favorecendo interpretações mais negativas ou ameaçadoras das atitudes dos outros.
Durante uma crise, situações como uma discussão, uma mudança de comportamento de alguém próximo ou uma sensação de afastamento podem ser percebidas como sinais de abandono ou rejeição. Esse estado emocional pode levar a sentimentos de vazio, angústia intensa, medo de perder o vínculo e comportamentos impulsivos que, posteriormente, podem dificultar ainda mais as relações.
A psiquiatria compreende esse fenômeno como uma alteração transitória da capacidade de regular emoções, mentalizar e avaliar as situações sociais de forma equilibrada. Não significa que a pessoa realmente não pertença aos grupos ou seja incapaz de construir relações, mas que, naquele momento, sua percepção emocional do vínculo está influenciada pela crise.
O tratamento busca fortalecer recursos para lidar com esses períodos, principalmente por meio de psicoterapias estruturadas como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e a Terapia Baseada em Mentalização (TBM), que trabalham regulação emocional, compreensão dos estados mentais e habilidades interpessoais. A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.
Com tratamento adequado, o paciente pode aprender a reconhecer esses estados emocionais intensos como momentos transitórios, reduzindo interpretações de rejeição e desenvolvendo uma percepção mais estável de conexão, pertencimento e segurança nos relacionamentos.
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Eu gostaria muito de tentar entender o que sinto de verdade, porém ja busquei todo tipo de refúgio,
Eu gostaria muito de tentar entender o que sinto de verdade, porém ja busquei todo tipo de refúgio, terapia, e sempre volto a estaca zero de novo. Todos os dias começo a chorar de repente, sentindo que nunca vou conseguir resolver isso dentro de mim.....gostaria de ter uma luz?!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve sugere um sofrimento emocional importante, com episódios de choro frequente, sensação de estar presa em um ciclo e dificuldade de encontrar alívio, e merece uma avaliação cuidadosa. Muitas pessoas passam por momentos em que tentam diferentes formas de ajuda e sentem que continuam retornando ao mesmo ponto, mas isso não significa que não exista possibilidade de melhora.
Na avaliação psiquiátrica, é importante compreender com mais profundidade o que está por trás desses sintomas: se há depressão, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor, estresse intenso, traumas emocionais ou outras condições associadas. Cada quadro possui estratégias específicas de tratamento, e muitas vezes a combinação de acompanhamento psiquiátrico com uma psicoterapia direcionada pode trazer resultados mais consistentes.
Procure conversar novamente com um psiquiatra para uma avaliação completa, especialmente se esse choro diário estiver acompanhado de falta de motivação, tristeza profunda, desesperança, alterações do sono ou prejuízo na rotina. Se em algum momento surgirem pensamentos de desistir da vida ou de se machucar, busque ajuda imediatamente.
O fato de você estar tentando compreender o que sente e procurando ajuda já é um passo importante. Com uma investigação adequada e um tratamento individualizado, é possível construir uma melhora progressiva e recuperar qualidade de vida.
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Qual é o mecanismo psicopatológico central que impede o pertencimento no Transtorno de Personalidade
Qual é o mecanismo psicopatológico central que impede o pertencimento no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perspectiva da psiquiatria, o mecanismo psicopatológico central que pode dificultar o pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é a interação entre desregulação emocional, instabilidade da identidade e alterações na percepção dos vínculos interpessoais.
Um dos principais elementos é a dificuldade em manter uma representação estável de si mesmo e dos outros, especialmente em situações de estresse emocional. A pessoa pode apresentar maior vulnerabilidade para interpretar acontecimentos sociais como sinais de rejeição, abandono ou desvalorização, mesmo quando existem explicações alternativas. Esse processo interfere na sensação de segurança necessária para sentir-se parte de um grupo ou relacionamento.
Outro componente importante é a hipersensibilidade ao abandono, que pode gerar um estado constante de vigilância emocional nas relações. A necessidade intensa de conexão pode coexistir com o medo de ser rejeitado, criando padrões de aproximação e afastamento que dificultam a manutenção de vínculos previsíveis e seguros.
A psiquiatria também destaca o papel da dificuldade de mentalização, ou seja, da capacidade de compreender os próprios estados emocionais e interpretar adequadamente as intenções dos outros, principalmente durante crises. Quando essa capacidade fica prejudicada pela intensidade emocional, podem ocorrer interpretações mais rígidas e ameaçadoras das interações sociais.
O tratamento busca modificar esses padrões por meio de psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e a Terapia Baseada em Mentalização (TBM), que desenvolvem regulação emocional, consciência dos estados internos e habilidades interpessoais. A abordagem psiquiátrica também avalia sintomas associados, como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, crises de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.
Assim, o prejuízo no pertencimento social no TPB não decorre de incapacidade de criar vínculos, mas de uma dificuldade em manter estabilidade emocional e segurança interna suficientes para vivenciar as relações de forma mais integrada e previsível. Com tratamento adequado, essa capacidade pode ser significativamente aprimorada.
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“Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar sensação de pensamento acelerado?
“Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode gerar sensação de pensamento acelerado?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de pensamento acelerado no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ocorre principalmente devido à intensa reatividade emocional e à dificuldade de regulação dos estados internos. Durante momentos de estresse, rejeição percebida, medo de abandono ou conflitos interpessoais, há uma ativação aumentada dos sistemas de alerta do cérebro, levando a um fluxo intenso de pensamentos, preocupações e interpretações rápidas dos acontecimentos.
No TPB, essa aceleração mental geralmente está associada a hipervigilância emocional, ruminação, ansiedade intensa e dificuldade em interromper ciclos de pensamentos negativos. O indivíduo pode passar rapidamente entre diferentes ideias, lembranças, medos e hipóteses sobre situações sociais, especialmente quando sente ameaça ao vínculo afetivo ou à própria identidade.
É importante diferenciar esse fenômeno de um episódio de aceleração do pensamento típico de episódios de mania ou hipomania no transtorno bipolar, nos quais geralmente existem outros sinais, como redução da necessidade de sono, aumento anormal de energia, grandiosidade, impulsividade persistente e mudança sustentada do comportamento.
Na avaliação psiquiátrica, o profissional investiga o contexto, duração e impacto desses sintomas, considerando também possíveis associações com transtornos de ansiedade, transtorno depressivo, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos, para estabelecer um diagnóstico adequado e um plano terapêutico individualizado.
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Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) relata confusão mental em moment
Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) relata confusão mental em momentos de estresse?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a sensação de confusão mental durante momentos de estresse está relacionada principalmente à intensa ativação emocional, dificuldade de regulação afetiva e sobrecarga dos sistemas cognitivos diante de situações percebidas como ameaçadoras, especialmente envolvendo rejeição, abandono ou conflitos interpessoais.
Durante uma crise emocional, ocorre aumento da ativação de circuitos relacionados ao estresse e à resposta de ameaça, o que pode prejudicar temporariamente funções como atenção, concentração, organização dos pensamentos, tomada de decisão e interpretação das situações. O paciente pode relatar sensação de “mente embaralhada”, dificuldade de encontrar palavras, pensamentos desorganizados ou dificuldade para compreender exatamente o que está sentindo.
Além disso, no TPB podem ocorrer estados de intensa ansiedade, raiva ou angústia que favorecem fenômenos como dissociação, nos quais a pessoa pode sentir distanciamento de si mesma, sensação de irrealidade ou desconexão emocional. Esses episódios geralmente aparecem em momentos de maior estresse e tendem a melhorar quando a ativação emocional diminui.
Na avaliação psiquiátrica, é importante diferenciar essa queixa de outros quadros que também podem causar alterações cognitivas, como transtornos de ansiedade, transtorno depressivo, transtornos de humor, transtorno do pânico e TDAH em adultos. A investigação considera a frequência, duração, gatilhos e impacto funcional desses sintomas para estabelecer uma compreensão adequada do funcionamento psicológico do paciente.
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A quetiapina me ajuda a dormir, mas estou preocupada com o ganho de peso e aumento do apetite. Exist
A quetiapina me ajuda a dormir, mas estou preocupada com o ganho de peso e aumento do apetite. Existe alguma alternativa que tenha menos impacto no peso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sua preocupação é bastante comum, pois a quetiapina realmente pode causar em algumas pessoas aumento do apetite e ganho de peso, principalmente por alterações relacionadas à saciedade, metabolismo e desejo por alimentos mais calóricos. Porém, esse efeito varia muito entre os pacientes e depende da dose, do tempo de uso, do diagnóstico tratado e de fatores individuais.
Existem alternativas com menor impacto no peso, mas a escolha depende do motivo pelo qual a quetiapina foi prescrita. Em alguns casos, o psiquiatra pode considerar opções como trazodona, algumas medicações para insônia, ajustes comportamentais do sono ou outros medicamentos psiquiátricos com menor tendência ao ganho de peso. Entretanto, se a quetiapina estiver sendo utilizada para transtorno bipolar, sintomas psicóticos, depressão resistente, ansiedade intensa ou estabilização do humor, a troca precisa ser cuidadosamente avaliada para não comprometer o controle dos sintomas.
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Quais são os sintomas do transtorno bipolaridade o tratamento?
Quais são os sintomas do transtorno bipolaridade o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno Bipolar é uma condição psiquiátrica caracterizada por alterações importantes do humor, com episódios de mania ou hipomania e episódios de depressão, alternados com períodos de maior estabilidade. Essas mudanças são mais intensas e persistentes do que as variações emocionais comuns do dia a dia e podem causar prejuízos na vida pessoal, profissional e social.
Na fase de mania, podem ocorrer sintomas como humor muito elevado ou irritável, aumento de energia, redução da necessidade de sono, pensamentos acelerados, fala excessiva, impulsividade, gastos exagerados, comportamentos de risco, sensação de grandiosidade e dificuldade de perceber consequências dos próprios atos. Na hipomania, os sintomas são semelhantes, porém geralmente menos intensos e com menor prejuízo funcional.
Na fase de depressão bipolar, podem aparecer tristeza profunda, falta de motivação, perda de interesse pelas atividades, cansaço, alterações do sono e apetite, dificuldade de concentração, ansiedade, sentimentos de culpa ou desesperança.
O tratamento do transtorno bipolar tem como objetivo estabilizar o humor e prevenir novas crises. Geralmente envolve estabilizadores do humor, como lítio, valproato (Depakene), lamotrigina ou outros medicamentos definidos pelo psiquiatra conforme o perfil do paciente. Em alguns casos podem ser utilizados antipsicóticos, principalmente em fases de mania, sintomas psicóticos ou como parte da manutenção. Antidepressivos, quando indicados, precisam ser usados com cautela e acompanhamento, pois podem aumentar o risco de virada para mania em algumas pessoas.
Além da medicação, a psicoterapia, a regularidade do sono, redução do estresse, acompanhamento médico contínuo e educação sobre os sinais iniciais das crises são fundamentais para o controle do transtorno. O diagnóstico e o tratamento devem ser individualizados, considerando histórico, sintomas, funcionamento global e resposta às terapias.
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Levodropropizina interage com amitriptilina 75mg, Clonazepan 2mg e quetiapina 100mg. Estou tratando
Levodropropizina interage com amitriptilina 75mg, Clonazepan 2mg e quetiapina 100mg. Estou tratando ansiedade e depressão e o médico me prescreveu esse medicamento mais esqueci de avisar que tomo esses outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A levodropropizina é um medicamento utilizado principalmente para aliviar tosse seca, e sua associação com amitriptilina 75 mg, clonazepam 2 mg e quetiapina 100 mg merece atenção, principalmente pelo potencial de soma de efeitos no sistema nervoso central.
A levodropropizina pode causar em algumas pessoas sonolência, tontura, redução da atenção e sensação de sedação. Como você já utiliza clonazepam e quetiapina, que também podem causar sedação, pode ocorrer um aumento desses efeitos, como mais sono, lentidão, tontura ou dificuldade de concentração. A amitriptilina também possui efeito sedativo e pode contribuir para essa soma.
Isso não significa necessariamente que a combinação seja proibida ou que haverá um problema, mas é importante que o médico que prescreveu a levodropropizina saiba de todos os medicamentos em uso para avaliar o risco-benefício e orientar o melhor horário ou alternativa, se necessário.
Não suspenda seus medicamentos psiquiátricos por conta própria. Entre em contato com o médico que prescreveu a levodropropizina ou com seu psiquiatra e informe a combinação completa.
Procure orientação mais rapidamente se apresentar sonolência intensa, confusão, tontura importante, dificuldade para respirar ou piora significativa do estado geral.
Como você usa clonazepam 2 mg e quetiapina 100 mg, gostaria de saber: a levodropropizina foi prescrita para tomar durante o dia ou à noite, e qual é a dose indicada? Isso ajuda a avaliar melhor o risco de sedação.
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Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
Existe interação entre a ezetimiba 10 mg e o Lexotan 1mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ezetimiba 10 mg (medicação usada para reduzir o colesterol) e o Lexotan® (bromazepam) 1 mg (ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos) não apresentam uma interação medicamentosa importante conhecida que impeça o uso conjunto.
A ezetimiba atua principalmente reduzindo a absorção intestinal de colesterol, enquanto o bromazepam atua no sistema nervoso central, aumentando a ação do GABA e promovendo efeito ansiolítico e sedativo. Como os mecanismos são diferentes, não é esperada uma interferência relevante entre os dois medicamentos.
O principal cuidado com o Lexotan está relacionado aos seus próprios efeitos, como sonolência, tontura, redução da atenção e risco de dependência com uso prolongado, especialmente quando associado a álcool ou outros medicamentos sedativos.
Se você utiliza outros remédios (por exemplo, antidepressivos, anticonvulsivantes, opioides ou outros medicamentos para dormir), é importante informar ao médico, pois essas combinações podem aumentar a sedação.
Mantenha o uso conforme prescrito e não faça alterações por conta própria. Se puder informar quais outros medicamentos você usa e há quanto tempo toma o Lexotan, é possível avaliar melhor o contexto do tratamento.
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A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
A gente pode usar bebidas alcoólicas tomando Sentri 50mg?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você está se referindo ao Sentri 50 mg (sertralina), o ideal é evitar o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento ou, pelo menos, conversar com o médico que acompanha seu caso antes de consumir.
A sertralina atua no sistema nervoso central e o álcool pode interferir na resposta ao tratamento, podendo aumentar alguns efeitos como sonolência, tontura, redução da atenção, piora da ansiedade, alterações do humor e dificuldade de controle emocional. Além disso, em algumas pessoas, o álcool pode piorar sintomas de depressão, ansiedade, crises de ansiedade, insônia e irritabilidade, mesmo quando a medicação está funcionando.
Uma pequena quantidade de álcool pode não causar problemas em todos os pacientes, mas a reação é individual e depende da dose da sertralina, do tempo de uso, do motivo do tratamento e de outros medicamentos associados.
Não suspenda a sertralina para beber, pois isso pode prejudicar o tratamento. O mais seguro é conversar com seu psiquiatra sobre seu caso específico.
Você está usando o Sentri 50 mg para ansiedade, depressão, crises de pânico ou outro motivo? E já está tomando há quanto tempo?
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Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É c
Tomando pondera XR 25mg há 25 dias para toc religioso, junto com risperidona que já fazem meses. É comum estar sentindo mais calma, tranquilidade, não estar sentindo mais pânico e desespero e uma diminuição significativa no impulso de fazer compulsões? Isso já é normal aos 25 dias de tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que essa melhora já seja percebida com 25 dias de Pondera XR® (paroxetina de liberação prolongada), principalmente em relação à redução da ansiedade intensa, sensação de pânico, desespero e hiperativação emocional. Embora os antidepressivos geralmente atinjam seu efeito mais completo após 6 a 12 semanas, algumas mudanças iniciais podem surgir antes, especialmente nos sintomas ansiosos.
No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), a melhora das obsessões e compulsões costuma ser mais lenta do que em quadros de ansiedade simples, frequentemente necessitando de mais tempo e, em muitos casos, doses adequadas mantidas por algumas semanas ou meses. Entretanto, uma redução do sofrimento emocional e da urgência em realizar compulsões pode aparecer antes, pois o medicamento pode diminuir a intensidade da ansiedade associada aos pensamentos obsessivos.
O fato de você já estar usando risperidona há meses também pode estar contribuindo para essa resposta, pois ela é utilizada como estratégia de potencialização em alguns casos de TOC, especialmente quando há sintomas mais resistentes. A combinação pode ajudar a reduzir a intensidade dos pensamentos intrusivos e a dificuldade de resistir aos rituais.
É importante observar se essa melhora se mantém de forma estável ao longo das próximas semanas. O psiquiatra costuma avaliar não apenas a diminuição das compulsões, mas também a melhora do funcionamento diário, controle da ansiedade, qualidade do sono, redução de pensamentos repetitivos e recuperação da qualidade de vida.
Mantenha o acompanhamento e não faça ajustes por conta própria. O tratamento do TOC envolve uma abordagem individualizada, podendo incluir medicação e psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR), que apresenta grande evidência científica. O objetivo é reduzir sintomas como ansiedade, pensamentos obsessivos, compulsões, crises de ansiedade e sofrimento emocional, promovendo maior autonomia e bem-estar.
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Minha mãe vai começar tomar clonazepam um médico passou pra ela toma 20gotas mais pra fazer um desma
Minha mãe vai começar tomar clonazepam um médico passou pra ela toma 20gotas mais pra fazer um desmame de uma gota por semana mais tô com medo de da aninha mãe pois diz que esse remédio pode deixar a pessoa em coma
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. O clonazepam é um medicamento da classe dos benzodiazepínicos, utilizado em algumas situações como crises de ansiedade, transtorno de pânico, insônia associada à ansiedade e outros quadros específicos. Quando usado na dose prescrita e com acompanhamento médico, ele não costuma levar uma pessoa ao coma.
O risco de sedação excessiva, confusão, queda, dificuldade para respirar ou perda de consciência aumenta principalmente em situações como uso de doses muito altas, combinação com álcool, opioides, outros sedativos ou quando há maior sensibilidade (por exemplo, em idosos ou pessoas com algumas doenças respiratórias).
A orientação de iniciar com 20 gotas e fazer uma redução gradual de 1 gota por semana mostra uma preocupação em evitar uma retirada abrupta, pois o clonazepam pode causar sintomas de abstinência quando suspenso de forma rápida após uso contínuo.
É importante:
Dar a medicação exatamente como foi prescrita;
Evitar álcool enquanto ela estiver usando clonazepam;
Observar se há sonolência excessiva, confusão, quedas, fala muito lenta ou dificuldade para acordar — nesses casos, procurar orientação médica.
Também vale confirmar com o médico a idade da sua mãe, o motivo do uso e por quanto tempo está planejado o tratamento, pois esses fatores influenciam bastante a segurança.
O acompanhamento médico é essencial, especialmente em tratamentos para ansiedade, crise de ansiedade, transtorno de ansiedade, insônia e sintomas emocionais, para equilibrar o alívio dos sintomas com o uso seguro da medicação.
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Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagr
Boa noite! o ansitec pode causar aumento de apetite? pois parei de tomar ele faz pouco tempo e emagreci quase 5kg em menos de duas semanas.
senti uma recaída em questão a depressão pode ser isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Ansiotec® (buspirona) pode, em algumas pessoas, estar associado a alterações no apetite, mas não é um dos medicamentos psiquiátricos mais conhecidos por causar aumento importante de fome ou ganho de peso. A resposta varia bastante entre os pacientes. Portanto, a mudança que você percebeu após suspender pode estar relacionada ao medicamento, mas também pode estar ligada à própria evolução dos sintomas emocionais.
Uma perda de quase 5 kg em menos de duas semanas é uma alteração significativa e merece investigação. Em quadros de depressão, é comum ocorrer redução do apetite, perda de prazer na alimentação, falta de energia, isolamento, alteração do sono e perda de peso. Algumas pessoas também apresentam aumento de sintomas físicos da ansiedade, que pode reduzir a fome.
A retirada do Ansitec pode ter contribuído para uma reaparecimento de sintomas de ansiedade ou depressão, especialmente se ele estava ajudando no controle emocional. Entretanto, é importante avaliar outros fatores, como alimentação, rotina, estresse, sono e outros medicamentos em uso.
Não reinicie ou ajuste a medicação por conta própria. O ideal é conversar com o psiquiatra para avaliar essa recaída e revisar o tratamento, principalmente se houver sintomas como tristeza profunda, falta de motivação, ansiedade, irritabilidade, insônia, pensamentos negativos ou perda de interesse pelas atividades.
O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar a estratégia terapêutica para tratar adequadamente depressão, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, transtornos de humor e alterações do apetite, buscando recuperação da qualidade de vida e estabilidade emocional.
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Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais com
Sofro de ansiedade. Tomo sertralina 150mg (tirou as crises) mas ainda ficaram sintomas residuais como pensamentos acelerados. Já tomei vários antidepressivos e combinações como quetiapina e risperidona. Agora tomo pregabalina 75 de manhã e 75 a noite a 3 dias. Eu vejo perigo em quase tudo então é só ansiedade. A pregabalina é eficaz pra esse caso persistente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pregabalina pode ser uma opção eficaz para alguns pacientes com ansiedade persistente, principalmente quando permanecem sintomas como preocupação excessiva, sensação de ameaça constante, tensão, sintomas físicos de ansiedade e dificuldade de desligar a mente. Ela tem indicação bem estabelecida para transtorno de ansiedade generalizada (TAG) em vários países.
No seu caso, o fato de a sertralina 150 mg ter retirado as crises é um sinal positivo de resposta ao tratamento. Às vezes, mesmo com o controle das crises mais intensas, permanecem sintomas residuais, como pensamentos acelerados, hipervigilância (“ver perigo em tudo”), medo excessivo e preocupação constante. A associação com pregabalina pode ser uma estratégia utilizada pelo psiquiatra justamente para tentar controlar esses sintomas que ficaram.
Porém, é importante lembrar que você está usando a pregabalina há apenas 3 dias. Algumas pessoas percebem efeitos iniciais em poucos dias, principalmente redução de tensão e melhora física da ansiedade, mas a avaliação mais completa costuma ocorrer após algumas semanas de uso.
Observe possíveis efeitos como sonolência, tontura, sensação de lentificação, aumento do apetite ou ganho de peso. Não suspenda de forma abrupta sem orientação, pois a retirada também pode causar desconfortos.
Além da medicação, sintomas como “vejo perigo em quase tudo” costumam responder bem a abordagens psicoterápicas, especialmente técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajudam a trabalhar interpretações de ameaça, pensamentos automáticos e comportamentos de evitação.
Como você já teve várias tentativas terapêuticas, vale manter um acompanhamento próximo com seu psiquiatra para avaliar se essa combinação está trazendo melhora progressiva. O objetivo é reduzir os sintomas residuais de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, estresse e pensamentos repetitivos, recuperando cada vez mais qualidade de vida.
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O que é “funcionamento global” na avaliação psiquiátrica forense?
O que é “funcionamento global” na avaliação psiquiátrica forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação psiquiátrica forense, o conceito de funcionamento global refere-se à análise de como o indivíduo desempenha suas atividades e mantém sua autonomia nos diferentes aspectos da vida, considerando não apenas a presença de um transtorno mental, mas principalmente o impacto desse quadro sobre o comportamento, a capacidade funcional e a adaptação social.
O psiquiatra forense avalia áreas como funcionamento ocupacional, relações interpessoais, autocuidado, capacidade de tomada de decisões, controle emocional, organização da rotina, habilidades sociais e autonomia civil. O objetivo é compreender o grau de prejuízo ou preservação das capacidades do indivíduo no contexto avaliado.
Na prática pericial, essa análise é fundamental porque o diagnóstico psiquiátrico isolado não determina automaticamente incapacidade, periculosidade ou ausência de responsabilidade. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem apresentar níveis muito diferentes de funcionamento, dependendo da gravidade dos sintomas, suporte social, tratamento realizado e recursos pessoais.
Em situações envolvendo capacidade civil, responsabilidade penal, benefícios previdenciários ou avaliação de risco, o psiquiatra investiga como os sintomas interferem na realidade cotidiana do indivíduo. São considerados aspectos como juízo crítico, compreensão das consequências dos atos, controle de impulsos, estabilidade emocional e capacidade de adaptação ao ambiente.
Portanto, o funcionamento global permite uma avaliação mais individualizada e contextualizada, evitando conclusões baseadas apenas em rótulos diagnósticos. Ele auxilia o perito a integrar informações clínicas, história de vida e observação do comportamento para elaborar uma conclusão técnica fundamentada sobre o impacto dos transtornos mentais, transtornos de personalidade, ansiedade, depressão, transtornos de humor e alterações cognitivas na vida do avaliado.
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Qual o principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense?
Qual o principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O principal desafio do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na psiquiatria forense está em diferenciar adequadamente os sintomas do transtorno, a responsabilidade pelos atos praticados e a capacidade de compreensão e autodeterminação da pessoa no momento do fato avaliado.
O TPB é caracterizado por instabilidade emocional intensa, impulsividade, dificuldade de regulação dos afetos, medo de abandono, alterações nos relacionamentos e, em alguns casos, episódios de dissociação ou descontrole emocional em situações de estresse. Na psiquiatria forense, o desafio é avaliar se determinado comportamento ocorreu dentro de um padrão persistente de funcionamento da personalidade ou se houve uma alteração psíquica transitória capaz de comprometer significativamente o entendimento da realidade ou o controle dos impulsos.
Outro ponto complexo é que pessoas com TPB podem apresentar comportamentos impulsivos, autolesivos ou conflitos interpessoais importantes, mas isso não implica automaticamente incapacidade ou inimputabilidade. A avaliação deve ser individualizada, considerando história clínica, funcionamento global, presença de comorbidades (como transtornos de humor, depressão, ansiedade, uso de substâncias ou transtorno do pânico) e as circunstâncias específicas do evento analisado.
Assim, o papel da psiquiatria forense é realizar uma avaliação técnica e imparcial, evitando tanto a supervalorização do diagnóstico quanto sua desconsideração, analisando a relação entre o transtorno, o comportamento e as funções psíquicas envolvidas no momento do ato.
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O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ao avaliar uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto da psiquiatria forense, o perito deve evitar principalmente julgamentos baseados em estereótipos, interpretações moralizantes e conclusões automáticas apenas a partir do diagnóstico.
Alguns cuidados importantes incluem:
Não presumir periculosidade ou falta de responsabilidade apenas pelo diagnóstico de TPB. O transtorno, por si só, não determina incapacidade civil ou penal.
Evitar confundir sintomas com intenção deliberada, especialmente em situações de impulsividade, instabilidade emocional ou conflitos interpessoais.
Não realizar avaliação baseada apenas em relatos isolados, devendo considerar história clínica, documentos, evolução do quadro e funcionamento global.
Diferenciar comportamento desadaptativo de comprometimento real das funções psíquicas, avaliando capacidade de entendimento e autodeterminação no momento do fato.
Evitar preconceitos relacionados à manipulação ou teatralidade, termos frequentemente associados ao TPB de forma inadequada, pois podem prejudicar uma análise técnica e imparcial.
Investigar comorbidades, como depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, uso de substâncias e sintomas dissociativos, que podem influenciar o funcionamento psíquico.
A avaliação pericial deve ser baseada em critérios clínicos objetivos, buscando compreender a relação entre os sintomas, o contexto e o comportamento analisado, sem reduzir a pessoa ao diagnóstico de transtorno de personalidade borderline. O papel do perito é produzir uma análise técnica, ética e individualizada, preservando a imparcialidade da avaliação.
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Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?
Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perito forense diferencia traços de personalidade de um transtorno de personalidade avaliando principalmente a intensidade, rigidez, persistência e impacto funcional dessas características na vida da pessoa.
Os traços de personalidade são padrões individuais relativamente estáveis de pensar, sentir e agir, mas permanecem dentro da variação esperada da personalidade humana. Uma pessoa pode ser mais impulsiva, sensível, reservada, perfeccionista ou emocionalmente intensa sem que isso represente uma doença. Esses traços não causam prejuízo significativo e, geralmente, permitem adaptação conforme o contexto.
Já o transtorno de personalidade envolve um padrão persistente e inflexível de funcionamento interno e comportamento que se desvia das expectativas culturais, aparece em diferentes contextos da vida, costuma iniciar no final da adolescência ou início da vida adulta e gera sofrimento significativo ou prejuízo social, profissional, familiar ou afetivo.
Na avaliação forense, o perito observa aspectos como:
Pervasividade: se o padrão aparece em várias áreas da vida ou apenas em situações específicas.
Rigidez: dificuldade de modificar comportamentos mesmo quando causam consequências negativas.
Duração e estabilidade ao longo do tempo: se é um padrão crônico ou uma reação temporária a uma situação.
Impacto funcional: prejuízos concretos nos relacionamentos, trabalho, autocuidado ou tomada de decisões.
Capacidade de adaptação e crítica: compreensão sobre os próprios comportamentos e possibilidade de mudança.
Além disso, o perito deve diferenciar características de personalidade de outros quadros, como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, TDAH em adultos, transtornos de humor ou reações ao estresse, pois esses podem produzir alterações emocionais e comportamentais que não representam necessariamente um transtorno de personalidade.
Na psiquiatria forense, o diagnóstico não é feito apenas pela presença de determinados comportamentos, mas pela análise global do funcionamento psicológico, histórico de vida e relação entre os sintomas e o fato avaliado.
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Perguntas frequentes
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