Perguntas do paciente (27)
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Após três anos em terapia sistêmica, eu e minha terapeuta concordamos que seria interessante buscar
Após três anos em terapia sistêmica, eu e minha terapeuta concordamos que seria interessante buscar outro profissional com uma abordagem mais adequada, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Apesar do bom vínculo terapêutico com o psicólogo atual, sinto uma certa resistência em relação à remissão dos sintomas. Como posso conduzir melhor essa transição e otimizar o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você traz é uma reflexão importante. Embora as abordagens terapêuticas ofereçam diferentes técnicas e perspectivas, o que realmente sustenta o processo psicoterapêutico é o vínculo, a relação construída entre você e o terapeuta. A psicoterapia acontece, em grande parte, nesse espaço relacional onde a escuta, o acolhimento e a confiança permitem que as mudanças ocorram.
Será que, nesse caso, a questão não está menos sobre a abordagem e mais sobre o próprio processo da relação terapêutica estar chegando ao fim? Encerrar uma relação, mesmo que profissional, pode despertar sentimentos de frustração, confusão ou até a sensação de "incompletude". E isso faz parte da terapia também. O término de um vínculo pode ser, por si só, um espaço de aprendizado e crescimento.
Talvez seja interessante conversar abertamente com o seu psicólogo sobre isso. O que exatamente motivou essa sugestão de mudança? O que ele enxerga que a TCC poderia oferecer de forma diferente? Será que essa decisão não está tentando resolver uma sensação de estagnação que, na verdade, poderia ser trabalhada dentro do próprio vínculo terapêutico? Às vezes, falar sobre o encerramento, sobre o que foi vivido e o que ainda incomoda, pode ser mais transformador do que mudar de abordagem.
Psicoterapia é, antes de tudo, uma relação humana. E talvez o desafio agora seja explorar esse final com a mesma honestidade e profundidade com que você começou.
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Me ajudem com concelhos! Estou em relacionamento de 10 anos, contando 5 anos de casamento, nesse
Me ajudem com concelhos!
Estou em relacionamento de 10 anos, contando 5 anos de casamento, nesses 5 anos de casamento fui traída 2 vezes, muitas mentiras, traumas enfim, acabamos nos separando por 6 meses vivemos cada um a sua vida e voltamos. Voltei a dois anos e meio porém não sinto que o amo mais, ele faz de tudo por mim, se tornou outra pessoa, mas infelizmente não consigo amá-lo como antes, não o vejo com os mesmos olhos, aquela admiração foi embora.
E estou enfrentando um problema de saúde, onde talvez não vou poder ter filhos, e estou pensando seriamente em terminar e deixá-lo refazer a vida dele para que ele posso ter uma família, ele nunca me disse que queria ter filhos agora mais que pensava no futuro. Não quero que ele não tenha a experiência de não ter filhos, e não quero ter filhos num casamento onde eu tenho dúvidas dos meus sentimentos.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está vivendo parece carregar um peso emocional grande, com muitas camadas de sentimentos misturados: a história do relacionamento, as traições, a tentativa de recomeçar, as dúvidas sobre o amor e agora a questão da saúde. Já parou para se perguntar: o que realmente está te movendo nesse momento? É o medo de magoá-lo? A culpa por não sentir o mesmo? Ou a sensação de que você está “prendendo” alguém que merece outra chance de ser feliz?
Que, aliás, é algo que você também merece! E aí vem novos questionamentos a partir daí. Veja.
Às vezes, a gente se concentra tanto no que o outro pode perder que esquece de olhar para o que a gente está perdendo ficando em um lugar que já não faz sentido. O fato de ele ter mudado e fazer de tudo por você é importante, mas o que você sente (ou deixou de sentir) também conta muito. Será que você está tentando se convencer de que deveria sentir algo só porque ele “merece”?
E sobre a questão dos filhos, será que essa preocupação não está tentando cobrir um vazio que já existia antes? Você disse algo poderoso: “não quero ter filhos num casamento onde eu tenho dúvidas dos meus sentimentos.” E, por outro lado, já pensou em conversar sinceramente sobre sua impossibilidade nesse sentido? É um passo difícil e não é obrigatório, pois essa é uma questão sua que talvez não queira abrir pra ele... mas talvez o "ter filhos" não seja uma questão tão importante assim para ele... mas, independentemente da resposta, o que importa é o que VOCÊ quer. Talvez o ponto não seja sobre o futuro que ele poderia ter, mas sobre o presente que você está vivendo agora.
O que te faria sentir em paz? Essa pode ser uma pergunta difícil, mas talvez seja a mais honesta nesse momento.
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Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?
Como posso evitar que a baixa autoestima afete meus relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A baixa autoestima pode, sim, ter um impacto nos relacionamentos, mas talvez seja interessante se perguntar: de que forma isso acontece para mim? Você sente que se cobra demais? Que aceita menos do que merece? Ou que tem medo de não ser suficiente para o outro? Entender isso é um bom começo!
Relacionamentos são trocas, mas quando a autoestima está fragilizada, pode parecer que só o outro tem valor, enquanto nossas próprias necessidades ficam de lado e que, pior, não temos nada a oferecer. Será que você consegue enxergar o que traz de bom para as relações? Talvez você não veja isso neste momento, mas será que seus potenciais não estão ocultos por essa "névoa" da baixa autoestima? Todo ser humano tem potenciais, sem exceção, sabe? O que te faz uma pessoa interessante para estar com alguém? Esta é uma pergunta que, no seu momento, pode dar trabalho para responder, mas vale o esforço. Nem sempre olhamos para nós mesmos com o mesmo carinho que oferecemos aos outros.
E se, em vez de tentar evitar que a baixa autoestima afete os relacionamentos, você tentasse entender de onde ela vem? O que dentro de você faz com que sua própria imagem pareça menor do que realmente é? Talvez esse seja um caminho para se fortalecer e construir relações que te façam bem de verdade.
Tem um poema chamado Desiderata, de 1927, de um estadunidense chamado Max Ehrmann. Nele tem uma frase: "Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui..." Vale a pena a leitura completa. Talvez ajude o início de suas reflexões.
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Namoro a quase 2 anos mas não me sinto à vontade com meu namorado, sinto que nunca consegui ser eu m
Namoro a quase 2 anos mas não me sinto à vontade com meu namorado, sinto que nunca consegui ser eu mesma, tenho dificuldade até de conversar sobre coisas simples, acho que tem relação com ele ser mais velho e já termos brigado por essa diferença de idade onde ele me coloca como imatura, enfim não consigo conversar com ele sobre nada e me sinto mal por isso, ele tbm não conversa muito comigo quando falou alguma coisa ou ele me contraria ou nem responde, conversamos mais por mensagem e ainda assim quase nunca é um assunto sério mesmo nos vendo toda semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Parece que esse relacionamento tem gerado um peso emocional para você, principalmente pela dificuldade de se expressar e pela forma como ele reage às conversas. Você já parou para pensar no que, exatamente, te impede de ser você mesma ao lado dele? É medo do julgamento, da rejeição, ou talvez essa sensação de "imaturidade" que ele coloca em você?
Relacionamentos são feitos de trocas, e se você sente que não há espaço para diálogo ou que suas tentativas são ignoradas ou invalidadas, isso pode ser algo importante para refletir. Será que essa dinâmica está te fazendo bem? Você se sente valorizada e ouvida nessa relação? Às vezes, nos acostumamos com a ideia de que um relacionamento deve continuar simplesmente porque já dura um tempo, mas será que ele está realmente sendo um espaço onde você pode crescer e se sentir à vontade?
Talvez seja interessante se perguntar o que você realmente espera dessa relação e se há espaço para isso acontecer. O silêncio e a falta de conexão podem estar te dizendo mais do que as palavras que ele escolhe (ou não escolhe) dizer.
Estas perguntas que estou fazendo aqui são difíceis de responder e ninguém aqui, entre os profissionais, que estão lhe respondendo tem condições de respondê-las. Só você pode. Mas fazer as perguntas certas, às vezes, é melhor do que tentar obter as respostas adequadas sem antes fazê-las. Espero ter ajudado.
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Não consigo me relacionar com ninguém por simplesmente não sentir nada. Começo a conversar com algué
Não consigo me relacionar com ninguém por simplesmente não sentir nada. Começo a conversar com alguém e simplesmente enjoou ou não gosto, não sinto afeto ou carinho
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que iniciar um relacionamento ou se conectar com alguém emocionalmente não tem despertado em você interesse, afeto ou envolvimento. Você já se perguntou o que exatamente te incomoda nessas interações? É a ideia de estar em um relacionamento que parece sem sentido para você ou a sensação de que nada realmente te conecta a outra pessoa?
Nem todo mundo sente as coisas da mesma forma ou no mesmo ritmo. Será que existe alguma expectativa sobre o que você "deveria" sentir e que pode estar te pressionando? Ou será que, no fundo, você simplesmente está bem assim, mas sente que isso deveria ser diferente? Pode ser interessante se perguntar: se eu nunca me preocupasse com isso, isso realmente me incomodaria?
Não há um jeito certo de se conectar com os outros, nem um "prazo" para que isso aconteça. Talvez, ao invés de tentar forçar algo, seja mais útil apenas se observar e entender o que realmente faz sentido para você.
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Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar
Gosto usar fraldas, algumas vezes usar mamadeira e chupetas. Estou ficando doido? Também gosto usar calcinhas e roupas femininas. Já fiz tratamentos psicológicos e psiquiatras, mas, não libertei. Sou casado e enfrento problemas de rejeição familiares sobre isso. Ten vezes que me controlo, mas, tem vezes que me descontrolo. O maior problema é que me exponho deixandoaparecera bairadada calcinhaou da fralda. Tenho esperança de cura ou é melhor me internar no hospício? Tenho medo de procurar um fim drástico.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiro, quero dizer que você não está "doido" e que seu sofrimento merece ser acolhido com respeito. O que você sente e gosta faz parte da sua vivência, e não há certo ou errado nisso. O problema parece estar menos nas suas preferências e mais no impacto que elas têm na sua vida, especialmente quando envolvem rejeição familiar. Já parou para pensar no que, exatamente, te causa mais angústia: o que você gosta ou a maneira como os outros reagem a isso?
Você menciona momentos de controle e descontrole. Como isso acontece para você? O que te leva a sentir que perdeu o controle nesses momentos? O sofrimento parece vir mais da exposição e das dificuldades no relacionamento com sua família do que das preferências em si. Será que existe um jeito de você viver quem você é de uma forma que te traga mais tranquilidade e menos conflito com as pessoas ao seu redor?
Além disso, saiba que você não está sozinho. Existem muitas pessoas que compartilham gostos semelhantes aos seus e que encontram na comunidade um espaço para viver isso com mais liberdade. Talvez na sua cidade existam grupos, clubes ou até comunidades online onde você possa conhecer pessoas que não apenas aceitam, mas também entendem o que você sente. A internet, com os devidos cuidados, pode ser uma boa forma de se conectar com essas pessoas e se sentir menos isolado.
E sobre sua última frase: procurar um fim drástico não precisa ser uma opção. Se esse pensamento surgir, lembre-se de que existem formas de encontrar acolhimento e ajuda. O CVV (188) é um serviço gratuito e sigiloso que pode oferecer apoio nos momentos difíceis. Você não precisa passar por isso sozinho.
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Como a família consegue “ajudar” quando alguém tem um transtorno de despersonalização/desrealização?
Como a família consegue “ajudar” quando alguém tem um transtorno de despersonalização/desrealização? Quando a crise acontece dentro de casa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando alguém passa por uma crise de despersonalização ou desrealização dentro de casa, pode ser angustiante tanto para a pessoa quanto para a família. A sensação de estar "desconectado de si" ou de que o mundo ao redor parece irreal pode ser difícil de descrever para quem nunca viveu isso. Mas, se para quem sente já é confuso, imagina para quem está ao lado tentando ajudar?
Talvez a melhor forma de apoiar seja oferecer um ambiente seguro e calmo, sem pressionar a pessoa a "voltar ao normal" rapidamente. Perguntas como "O que te ajuda a se sentir mais presente?" ou "Tem algo que eu possa fazer agora para te ajudar?" podem fazer mais diferença do que tentar dar respostas ou explicações. Pequenos gestos, como falar de forma tranquila, lembrar a pessoa de que está tudo bem e incentivar práticas que tragam ancoragem ao momento presente (como focar na respiração ou no tato, tocando um objeto) podem ser úteis.
E para quem está ao lado, vale se perguntar: o que eu entendo sobre esse transtorno? Muitas vezes, o desconhecido assusta mais do que o real impacto da crise. Quanto mais a família compreende o que está acontecendo, mais consegue oferecer apoio sem desespero ou julgamento.
Se você já está fazendo terapia, seria interessante levar suas pessoas mais próximas a esse espaço para que elas sejam educadas no que está acontecendo contigo e no melhor modo de agir.
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Meu filho tem 4 anos, o único acesso que possui com telas é a TV, porém, ultimamente vejo que nao es
Meu filho tem 4 anos, o único acesso que possui com telas é a TV, porém, ultimamente vejo que nao está gostando assistir desenhos infantis, fala que é de neném . Ele pede muito para assistir desenhos mais assustadores , isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Aos 4 anos, é comum que as crianças comecem a testar novos interesses e busquem coisas que as façam sentir "mais crescidas". Muitas aspas nisso. Quando ele diz que os desenhos infantis são "de neném", é o jeito dele iniciar sua busca por independência e dizer que quer explorar novos estímulos.
Agora, sobre gostar de desenhos mais assustadores, já parou para observar o que exatamente chama a atenção dele nesses conteúdos? É a tensão? A emoção de sentir medo e depois ver que está tudo bem? O humor por trás daquilo? As crianças não buscam só entretenimento na TV, mas também experiências que as desafiem e façam sentido para elas.
O mais importante é perceber como ele reage depois de assistir. Ele fica ansioso, tem pesadelos ou evita ficar sozinho? Ou ele assiste, se diverte e segue a rotina normalmente? Se ele demonstra estar confortável, talvez seja só curiosidade e um jeito de explorar o desconhecido. Você pode acompanhar e conversar com ele sobre o que vê, ajudando-o a entender seus próprios sentimentos sobre esses desenhos.
Talvez o mais interessante seja perguntar: o que exatamente ele gosta nesses desenhos? Pode ser um jeito legal de entrar no mundo dele e entender melhor esse novo interesse.
De fato, talvez seja a hora de perceber essa criança como um ser humano com potenciais de independência e, em vez de temer essa independência, cultivá-la junto com ele de um jeito mais saudável e respeitoso, cultivando desde já o diálogo, orientando carinhosamente, mas respeitando os limites dele e os seus. Converse com ele, se interesse genuinamente por esse mundo e talvez - talvez! - descubra que os desenhos assustadores quem sabe nem sejam tão assustadores assim.
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Olá! Gostaria de compartilhar uma dúvida que tenho há algum tempo e que tem afetado meu bem-estar em
Olá! Gostaria de compartilhar uma dúvida que tenho há algum tempo e que tem afetado meu bem-estar emocional. Sinto atração romântica exclusivamente por personagens fictícios, principalmente de desenhos animados e animações. Já tentei me imaginar em relacionamentos com pessoas reais, mas sinto desconforto e até repulsa, enquanto me sinto à vontade e conectada com personagens fictícios. Isso me preocupa, pois tenho o desejo de me casar e ter filhos, mas não consigo conceber um parceiro que não seja fictício. Gostaria de saber se essa experiência é comum e se existe algum termo na psicologia que descreva esse tipo de atração. Quais conselhos profissionais vocês dariam para alguém que se sente dessa forma e busca entender melhor suas emoções e desejos em relação a relacionamentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por compartilhar algo tão pessoal. Diante do que você conta é compreensível que essa experiência esteja gerando dúvidas, especialmente por estar em conflito com seus desejos para o futuro. Mas quando se trata de emoções, não há certo ou errado em como você sente. Vale a pena fazer as seguintes perguntas e ser sincera nas respostas para você mesma: o que os personagens fictícios oferecem que faz você se sentir conectada e confortável? E o que pode estar gerando desconforto em relação a pessoas reais? Sobre o nome disso, embora existam descrições como fictofília ou mesmo o pigmalionismo, a descrição de dicionário dessas palavras ou nos manuais nunca vai ser boa, ok? Não leve ao pé da letra, pois elas tendem a ter uma visão patológica dos temas e não estamos falando disto aqui, pois você não tem nenhuma doença ou "anormalidade" nesse sentido. O mais importante é entender o que essa experiência significa para você e como ela afeta seu bem-estar. E se pensar em casamento e filhos te preocupa, pergunte-se: como posso construir um futuro que respeite quem eu sou hoje? Explorar essas questões pode abrir caminhos mais leves e alinhados com o que você considera REALMENTE importante.
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Quais atitudes piora agrava o toc de pensamentos ? E quais melhora?
Quais atitudes piora agrava o toc de pensamentos ? E quais melhora?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! No TOC, tentar evitar ou neutralizar completamente os pensamentos pode, às vezes, intensificar o ciclo. Quer dizer: tentar não pensar neles faz você pensar mais ainda. Pode ser mais produtivo adotar uma postura de aceitação em relação aos pensamentos: eles não te definem. Isso pode ajudar a reduzir o impacto. Atividades que promovam bem-estar, como relaxamento e hobbies, também podem trazer alívio. É importante observar o que funciona melhor para você, respeitando o seu ritmo, buscando entender por que esses pensamentos ocorrem através dos melhores meios que você encontrar.
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Eu amo meu namorado e ele sempre me tratou com muito carinho, mas ultimamente tenho tido pensamentos
Eu amo meu namorado e ele sempre me tratou com muito carinho, mas ultimamente tenho tido pensamentos intrusivos que me fazem questionar esse amor. Quando demonstro carinho, parece que minha mente diz que estou sendo falsa ou que estou me esforçando para sentir algo que já sinto naturalmente. Em 2023, fui diagnosticada com ansiedade generalizada, fiz terapia e sigo tomando medicamentos. Esses pensamentos podem estar relacionados à ansiedade? Como posso lidar com eles?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Esses pensamentos podem, sim, estar relacionados à ansiedade, já que ela muitas vezes amplifica dúvidas ou preocupações, principalmente sobre coisas importantes para você. Identificar que são pensamentos intrusivos já é um grande passo que você está dando. Assim você separa o que é real, presente, e o que é irreal e está no campo das hipóteses. Uma vez que você os identifica, lembre que esses pensamentos intrusivos não definem o que você sente ou quem você é. Tentar não combatê-los e aceitar que eles aparecem pode diminuir a força deles. O amor também é construído no dia a dia, com suas escolhas e ações, e não pela ausência total de dúvidas. Amor é um tema complexo e filósofos e poetas, há milênios tentam definir o que ele é: mas o amor é seu e só você tem o direito de dizer o que ele representa pra você.
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BOA TARDE,TENHO 37 ANOS,SOU VIUVA A 7 E SOU EVANGÉLICA,E TENHO MUITA VONTADE DE FAZER AMPR COM UMA P
BOA TARDE,TENHO 37 ANOS,SOU VIUVA A 7 E SOU EVANGÉLICA,E TENHO MUITA VONTADE DE FAZER AMPR COM UMA PESSOA QUE ESTOU CONHECENDO DEVIDO A RELIGIAO E AO MODO COMO FUI CRIADA,QUAL CONSELHO VCS ME DARIAM NESSA SITUAÇÃO??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Parece que você está trazendo um momento de reflexão entre seus valores, suas crenças e suas vontades. Pergunte-se: o que essa vontade representa para você? Como ela se conecta com suas escolhas de vida, sua fé e a forma como foi criada? Não existe uma resposta certa ou errada – o mais importante é que você se sinta em paz com a decisão que tomar e que ela esteja alinhada com aquilo que faz sentido para você e não necessariamente com imposições externas do que ESPERAM de você. Essa é uma escolha profundamente pessoal, e você tem o direito de explorá-la com calma, no seu tempo, respeitando seus próprios sentimentos e também a sua crença religiosa.
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Sou casado, temos uma bebê de 1 ano de idade. Minha esposa possui praticamente TODAS as característi
Sou casado, temos uma bebê de 1 ano de idade. Minha esposa possui praticamente TODAS as características do transtorno explosivo intermitente, e além de não admitir, não se interessa em buscar ajuda e muito menos tomar anti depressivos, reguladores de humor, etc...
Não quero que o nosso casamento acabe, por ela e pela nossa bebê. Como posso ajuda-la nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação com sua esposa e família. É importante lembrar que buscar ajuda psicológica é uma escolha que precisa partir da própria pessoa e funciona melhor quando a iniciativa parte dela. O melhor que você pode fazer, neste momento, é criar um ambiente acolhedor, seguro e sem julgamentos, onde ela se sinta confortável para expressar suas emoções, por mais desafiadores que esses momentos sejam. Sei que você não está passando por um período fácil, mas mostrar um interesse genuíno e compartilhar como a terapia pode beneficiar toda a família pode ajudar a abrir essa conversa. Você já faz terapia? Talvez, ao ver os benefícios que isso traz para você e ao ouvir suas experiências positivas, sua esposa se sinta incentivada a considerar essa possibilidade. Nesse sentido, cuidar do seu bem-estar emocional pode ser fundamental durante esse processo. Buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a entender melhor a situação, fortalecer suas próprias estratégias de enfrentamento e encontrar formas saudáveis de lidar com os desafios familiares.
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Tenho 25 anos e desde os 15 ouço de profissionais que posso ter transtorno de personalidade borderli
Tenho 25 anos e desde os 15 ouço de profissionais que posso ter transtorno de personalidade borderline ou transtorno afetivo bipolar, também sofro com dependencia quimica e neste momento gostaria de fazer um tratamento que pudesse integrar adequadamente o tratamento e terapia para o meu transtorno, mas nunca consegui um diagnóstico fechado. Minha dúvida é, como eu posso iniciar este processo de avaliação psicologica para obter um laudo e a terapia mais adequada? Sempre peço aos profissionais que eu passo para me ajudarem com isso mas eles seguem o tratamento dos sintomas e acabo não recebendo nenhuma orientação. Também gostaria de saber se é possível de fato ter os dois transtornos simultaneamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O primeiro passo, como já lhe disseram, é passar por uma avaliação psicológica detalhada com um psicólogo capacitado nessa área. Ele vai conversar com você, observá-lo, talvez até conversar com pessoas próximas a você se você achar isso útil e permitir, além de, possivelmente aplicar testes psicológicos adequados. Se você não tiver condições financeiras, muitas universidades oferecem serviços psicológicos gratuitos ou a preços reduzidos, realizados por estudantes supervisionados por professores. Sugiro procurar clínicas-escola de Psicologia na sua cidade, que geralmente estão associadas a faculdades e universidades. Quanto à outra dúvida, é possível ter mais de um transtorno simultaneamente. Mas se esse é o seu caso só uma Avaliação Psicológica muito criteriosa, por um profissional habilitado ou bem supervisionado nessa área, dirá.
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Olá. É normal, no sonho, que o medo da fobia que sofro seja maior ou que aquilo reflita a realidade
Olá. É normal, no sonho, que o medo da fobia que sofro seja maior ou que aquilo reflita a realidade no momento em que vivenciar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É comum que os sonhos deixem as emoções como medo mais vivas, especialmente em relação a fobias. Durante o sono, o inconsciente pode trazer conteúdos que processamos de forma limitada quando estamos acordados. Freud via os sonhos como expressões de desejos e conflitos reprimidos. Jung os considerava um diálogo simbólico entre consciente e inconsciente. Estudos mais recentes mostram que o sono REM ajuda a regular emoções. Em linguagem simples: sonhos intensos podem ser parte de um mecanismo natural de enfrentamento de medos ou coisas com que você pode estar precisando lidar. Se esses sonhos estão causando desconforto, pode ser muito útil conversar com um profissional da Psicologia. Ele poderá te ajudar a compreender melhor as emoções envolvidas e a desenvolver estratégias para lidar com seus medos, tanto na vigília quanto nos sonhos.
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Ejacular enquanto dorme (depois de se masturbar, mas não ejacular) é prejudicial?
Ejacular enquanto dorme (depois de se masturbar, mas não ejacular) é prejudicial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se isso está te preocupando, talvez seja interessante refletir: o que faz você associar essa experiência a algo prejudicial? Será que há algum desconforto emocional ou cultural envolvido na forma como você percebe essas situações? Entender como você enxerga o que está acontecendo pode ajudar a aliviar a preocupação. De qualquer forma, o corpo tem maneiras muito inteligentes de garantir seu equilíbrio e ejaculações espontâneas durante o sono fazem parte disso. O fenômeno não é exatamente este, mas imagine que você vai dormir de bexiga cheia depois de ter bebido muita água... a tendência é que a experiência fique desconfortável e seu sistema o acorde para que você possa ir ao banheiro; acontece que a experiência prazerosa que ocorre no fenômeno que você descreve não é desconfortável - pelo contrário -, então você não acorda e o fenômeno ocorre.
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Sentir conforto na tristeza pode ser um sinal de que há algo errado, certo? E se, apesar de tentar a
Sentir conforto na tristeza pode ser um sinal de que há algo errado, certo? E se, apesar de tentar ao máximo evitar e sair dessa situação, eu sempre acabo voltando a ela? Isso poderia indicar algo mais profundo? Como lidar com essa sensação de maneira adequada para que não se torne algo mais sério?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir conforto na tristeza não é necessariamente "errado". Às vezes, ela pode ser um lugar familiar, onde encontramos uma pausa ou um refúgio de algo maior. Mas já parou para pensar o que essa tristeza quer comunicar? É algo que te acolhe ou que te prende? Será que a cobrança por estar feliz o tempo todo – algo tão presente nas mídias sociais e na sociedade – não está influenciando a forma como você sente e interpreta esses momentos?
Fernando Pessoa escreveu:
"Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade,
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies..."
Talvez o ponto seja justamente esse: aceitar que felicidade e tristeza coexistem e que ninguém é feliz o tempo todo, por mais que pareça assim olhando ao redor. Às vezes, a tristeza não precisa ser combatida, mas compreendida. Pode ser menos sobre fugir dela e mais sobre entender o que ela quer mostrar, sem se deixar levar pelas expectativas externas.
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Quais são os testes para autismo que são realizados por neuropsicólogos?
Quais são os testes para autismo que são realizados por neuropsicólogos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! No Brasil, ainda não existem testes específicos para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) e registrados no Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), que regulamenta o uso de instrumentos psicológicos no país. Os psicólogos podem utilizar testes aprovados para outros fins, como avaliação cognitiva ou socioemocional, se forem aplicáveis e se seguirem a Resolução CFP nº 31/2022. Acima de tudo, a avaliação do TEA deve ser abrangente, integrando entrevistas com o paciente e responsáveis, observação direta de comportamentos e, quando e se necessário, fontes complementares, como relatórios de outros profissionais, sempre respeitando os princípios éticos e técnicos da Psicologia.
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Olá! Continuei em um relacionamento porque a pessoa ameaçou se matar, mas não sinto mais nada por e
Olá!
Continuei em um relacionamento porque a pessoa ameaçou se matar, mas não sinto mais nada por ela e não consigo mais disfarçar; o que eu faço?!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que você está vivendo uma situação muito difícil, com sentimentos conflitantes e uma grande carga emocional. Estar em um relacionamento por conta de uma ameaça tão séria, como a de tirar a própria vida, pode trazer muita angústia. É natural que você sinta essa divisão entre querer ajudar e o peso de manter algo que já não faz sentido. Até que ponto você realmente pode ser responsável pela vida de outra pessoa? Conversar com alguém de confiança ou buscar recursos que ofereçam apoio a quem está em risco, como o CVV (188), pode ser um caminho.
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Toda vez que eu saio para algum lugar, sinto uma sensação de que algo ruim possa acontecer mesmo sab
Toda vez que eu saio para algum lugar, sinto uma sensação de que algo ruim possa acontecer mesmo sabendo que nada vai acontecer. Como eu posso lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa sensação de que algo ruim pode acontecer, mesmo sabendo que está tudo bem, pode ser bem desconfortável e tirar o prazer de situações que, de outro modo, seriam prazerosas. É como se você estivesse sempre de prontidão, não é? De onde pode vir essa sensação? Será que é algo ligado a experiências passadas que criaram um hábito de estar sempre "preparado para o pior"? Talvez seja útil tentar pequenas práticas que ajudem a trazer sua atenção para o momento presente, como focar na respiração ou observar o que está à sua volta.
Perguntas frequentes
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Como é possível melhorar a relação entre pais e filhos que moram juntos, sem brigas existentes, mas
Olá! Quando pais e filhos moram na mesma casa, não vivem em conflitos abertos,…