Perguntas do paciente (12)

  • Boa noite tenho 29 anos, fiz um teste no psicotecnico, o cta

    Boa noite fiz um teste no psicotecnico, o cta onde teve as 3 atenções, qual o mínimo por teste preciso acertar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Boa noite! Como psicóloga, entendo perfeitamente a ansiedade que testes psicotécnicos podem gerar, especialmente o CTA (Cancelamento de Trechos de Atenção), que avalia as atenções Alternada, Seletiva e Sustentada.

    É muito comum o desejo de saber um "número mágico" de acertos, mas no contexto da avaliação psicológica, o funcionamento é um pouco diferente de uma prova de escola.

    Aqui estão alguns pontos importantes para te tranquilizar:

    Não existe um "mínimo" fixo universal:
    O resultado não é apenas "acertou 10, passou". Os resultados são comparados com uma tabela normativa baseada na sua escolaridade, idade e região.

    Qualidade vs. Quantidade:
    O teste avalia a sua produtividade (o quanto você fez), mas também a sua precisão (se cometeu muitos erros ou omissões). Alguém que faz muito, mas erra muito, pode ter um desempenho inferior a quem faz menos com perfeição.

    O Contexto Geral:
    O psicólogo nunca avalia um teste isolado. O CTA é apenas uma peça do quebra-cabeça que compõe o seu perfil psicológico naquele momento.

    Tente não se prender ao número de acertos agora. O teste já foi feito e a ansiedade pós-exame é normal, mas raramente reflete o resultado real. Se o teste foi para o Detran ou um concurso, o resultado oficial trará a síntese da sua performance de forma técnica e justa.


  • Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou apó

    Tenho tido insônia nas últimas semanas, principalmente associada à ansiedade. O problema começou após uma noite em claro, quando fui dormir muito tarde depois de estudar no tablet e não consegui dormir, o que me deixou bastante ansioso. Isso veio após semanas já ruins de sono por conta de uma alergia.

    Depois disso, entrei em um ciclo em que a preocupação com o sono passou a atrapalhar. Consultei um psiquiatra e comecei Donaren 50 mg, tendo cerca de uma semana de melhora. Porém, um episódio em que um barulho atrapalhou meu sono (dormi só cerca de 2 horas) reativou a ansiedade. Desde então, ao deitar, fico ansioso com a possibilidade de não dormir.

    Sempre tive um intervalo normal de 30 a 60 minutos para pegar no sono, mas agora esse tempo virou gatilho de ansiedade.

    Minha higiene do sono está bem estruturada: desligo o celular às 20h, uso luz baixa e amarela, tomo banho antes de dormir, mantenho o quarto fresco e uso melatonina sublingual.

    Durante o dia, a ansiedade é bem menor (às vezes nem penso nisso), mas à noite surge uma antecipação do problema.

    O que eu poderia fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    Sinto muito que você esteja passando por esse ciclo, mas quero te tranquilizar: o que você descreveu é muito comum. A dificuldade para pegar no sono, muitas vezes, depende de um ciclo emocional onde uma noite ruim gera o medo de que a próxima também seja, e essa preocupação acaba se tornando o próprio obstáculo para o descanso.

    Mesmo com uma higiene do sono impecável e o suporte da medicação, o cérebro pode passar a associar a hora de deitar com um momento de alerta e "performance", em vez de relaxamento.

    Como a terapia ajuda nesse caso:

    Quebra de associações:
    Ajudamos você a desvincular a cama da sensação de estresse, criando novas estratégias mentais que sinalizam segurança para o corpo.

    Manejo de pensamentos:
    Trabalhamos para diminuir o peso dos pensamentos sobre "não dormir", tirando a pressão pelo resultado imediato e reduzindo a ansiedade antecipatória.

    Regulação emocional:
    Ensinamos técnicas para lidar com o alerta físico da ansiedade no momento em que ele surge, facilitando a transição natural para o sono.

    O sono é um processo biológico que funciona melhor quando não tentamos controlá-lo à força. A terapia oferece o suporte para que você recupere a confiança na sua capacidade natural de descansar.

    Espero ter ajudado.


  • O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desenvolve uma dependência emoci

    O que fazer quando o paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) desenvolve uma dependência emocional excessiva dos familiares devido à doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    A psicoterapia não atua diretamente na doença, mas na forma como você vive com ela e isso muda completamente a sua qualidade de vida.

    O acompanhamento ajuda a transformar:

    Sofrimento solitário em elaboração; Descontrole em estratégias de manejo;Limitação em adaptação possível.

    Na prática, você também pode:

    Celebrar pequenas vitórias:
    Realizar tarefas simples reforça a autoconfiança.

    Definir limites claros:
    Distinguir a necessidade real de ajuda da insegurança emocional.

    O cuidado é essencial, mas o Lúpus não retira a sua agência sobre a própria vida.

    Um abraço!


  • Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que sente vergonha da doença e não que

    Como ajudar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) que sente vergonha da doença e não quer falar sobre ela com familiares e amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Sentir vergonha de uma condição crônica como o Lúpus é um peso extra que muitos pacientes carregam em silêncio. O medo de ser visto como "doente" ou de sofrer julgamentos sobre a aparência e as limitações físicas pode levar ao isolamento, o que sobrecarrega ainda mais a saúde mental.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos esse ponto com muito carinho e estratégia:

    Desconstrução de Estigmas:
    Identificamos os pensamentos de que a doença é um "defeito" ou algo a ser escondido, ajudando o paciente a entender que o Lúpus é uma condição de saúde, não uma falha de caráter ou de valor pessoal.

    Treino de Habilidades Sociais:
    Ajudamos o paciente a decidir o que, como e para quem quer contar. Ele não precisa expor tudo para todos; pode aprender a estabelecer limites saudáveis e comunicar apenas o necessário para ter suporte.

    Enfrentamento Gradual:
    Trabalhamos a aceitação interna primeiro, para que o compartilhamento com a família e amigos deixe de ser um "fardo" e passe a ser uma ferramenta de auxílio na jornada.

    O papel do psicólogo é ser o porto seguro onde o paciente pode falar sem máscaras, até que ele se sinta fortalecido para lidar com o mundo lá fora. A vergonha diminui quando o acolhimento aumenta.


  • Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessid

    Como ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a culpa associada à necessidade de apoio contínuo da família ou amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    A culpa por precisar de ajuda é um dos sentimentos mais pesados para quem convive com o Lúpus. Muitas vezes, o paciente sente que está "atrapalhando" a rotina de quem ama, o que pode levar ao isolamento emocional e até à piora dos sintomas físicos.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ajudamos o paciente a lidar com isso de forma prática e acolhedora:

    Ressignificar o Cuidado:
    Trabalhamos a ideia de que aceitar ajuda não é sinal de fraqueza, mas um ato de coragem e inteligência. Permitir que o outro ajude também é dar a quem nos ama a chance de expressar o seu afeto de forma prática.

    Comunicação Assertiva:
    Ensinamos o paciente a expressar suas necessidades de forma clara, sem pedidos de desculpas excessivos, trocando o "desculpa por te dar trabalho" pelo "obrigada por estar aqui comigo". Isso muda a dinâmica da relação.

    Foco no que é possível:
    Ajudamos a identificar que, embora existam limitações físicas, o paciente continua sendo uma pessoa cheia de valor, que oferece amor, escuta e companhia. Essas são trocas que vão muito além do suporte físico.

    O acompanhamento psicológico é esse espaço seguro para desconstruir a ideia de que a doença define o seu valor. Ninguém precisa (e nem deve) carregar o Lúpus sozinho.


  • Como o acompanhamento psicológico pode ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lida

    Como o acompanhamento psicológico pode ajudar pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) a lidar com a flutuação dos sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Lidar com a incerteza dos sintomas do Lúpus exige muito mais do que resiliência física; exige flexibilidade psicológica. O acompanhamento especializado atua em três frentes principais:

    Monitoramento de Gatilhos: Ajudamos o paciente a identificar a relação entre o estresse emocional e as crises físicas. Na TCC, aprendemos a manejar a ansiedade antes que ela sobrecarregue o sistema imunológico.

    Adaptação da Rotina: Trabalhamos o luto pelas limitações temporárias. Se o corpo pede repouso hoje, ajudamos o paciente a aceitar isso sem culpa, focando no que é possível fazer, preservando a autoestima.

    Manejo da Dor e Fadiga: Utilizamos técnicas cognitivas para diminuir a catastrofização da dor (aquele pensamento de que "isso nunca vai passar"), o que ajuda a reduzir a percepção do sofrimento e melhora a adesão ao tratamento médico.

    O psicólogo não trata o Lúpus, mas cuida de quem vive com ele, garantindo que a flutuação da doença não defina a identidade ou a felicidade da pessoa.


  • O que fazer quando um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está em negação e não aceita se

    O que fazer quando um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) está em negação e não aceita seguir o tratamento recomendado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Receber o diagnóstico de uma condição crônica como o Lúpus é um processo delicado que exige tempo e acolhimento. Muitas vezes, a negação surge como uma forma de proteção contra o medo e a incerteza, e não por falta de vontade do paciente.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos para acolher esse sofrimento, ajudando a ressignificar os medos e a entender que o tratamento não é um inimigo, mas o caminho para retomar a autonomia e a qualidade de vida. O papel do psicólogo aqui é caminhar junto com o paciente, transformando a resistência em um autocuidado consciente e gentil.

    Se você ou alguém próximo está passando por isso, saiba que não precisa carregar esse peso sem suporte especializado.


  • . Como os pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) podem lidar com o medo de perder o control

    . Como os pacientes com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) podem lidar com o medo de perder o controle sobre sua vida devido à imprevisibilidade da doença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    Muitas vezes, o diagnóstico de Lúpus traz a sensação de que a doença assumiu o controle da sua história, mas a psicoterapia ajuda a entender que você não é o seu prontuário. O acompanhamento transforma o sofrimento solitário em elaboração, o descontrole em manejo e as limitações em adaptações possíveis, mudando completamente a sua qualidade de vida.

    Na prática, você pode começar focando em pequenas vitórias diárias, realizando tarefas simples que reforcem sua autoconfiança. É fundamental também definir limites claros entre a necessidade real de suporte e a insegurança emocional, comunicando suas necessidades sem culpa. Além disso, tente resgatar hobbies e conversas que não girem em torno da saúde, pois preservar sua identidade além do diagnóstico é essencial.

    O cuidado é indispensável, mas o Lúpus não retira a sua agência e o seu valor sobre a própria vida.

    Espero ter ajudado


  • . Como a psicoterapia pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de um paciente com Lúpus Eritematos

    . Como a psicoterapia pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Viver com LES (Lúpus Eritematoso Sistêmico) é um desafio diário de adaptação. A psicoterapia não trata a doença em si, mas cuida de quem vive com ela, sendo um pilar essencial para que o diagnóstico não se torne o centro absoluto da vida do paciente.

    Na terapia, trabalhamos para devolver a qualidade de vida através de:

    Manejo do Estresse:
    Sabemos que o estresse emocional pode ser um gatilho para crises (flares). Ensinamos técnicas de regulação emocional e relaxamento que ajudam a manter o sistema imunológico menos sobrecarregado.

    Enfrentamento da Dor e Fadiga:
    Ajudamos o paciente a mudar a relação com os sintomas físicos. Em vez de se sentir refém da dor, ele aprende estratégias cognitivas para diminuir o sofrimento emocional associado ao desconforto físico.

    Resgate da Autonomia:
    Trabalhamos o planejamento de atividades baseado na energia real do paciente. Isso evita o ciclo de "fazer demais num dia bom e ficar exausto por uma semana", trazendo mais constância e menos frustração.

    Fortalecimento da Autoestima:
    O Lúpus pode mudar a aparência e a disposição, mas não muda o valor da pessoa. A terapia é o espaço para reafirmar quem você é além dos sintomas.

    Ter suporte psicológico significa transformar a "sobrevivência" ao diagnóstico em uma vida com propósito, prazer e equilíbrio.


  • Como o acompanhamento psicológico pode beneficiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    Como o acompanhamento psicológico pode beneficiar um paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    A psicoterapia não atua diretamente na doença física, mas na forma como você vive com ela e isso muda completamente a sua qualidade de vida. O acompanhamento ajuda a transformar o sofrimento solitário em elaboração, o descontrole em estratégias de manejo e as limitações em adaptações possíveis, devolvendo o senso de protagonismo ao paciente.

    O cuidado médico é indispensável, mas a psicoterapia garante que o Lúpus não retire a sua identidade e o seu valor sobre a própria vida.

    Espero ter ajudado.


  • Como o psicólogo pode ajudar a superar a negação do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    Como o psicólogo pode ajudar a superar a negação do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    A negação muitas vezes surge como um escudo contra o medo e a incerteza que um diagnóstico crônico traz. O papel do psicólogo não é "forçar" a aceitação, mas oferecer um espaço seguro onde o paciente possa processar o impacto dessa nova realidade no seu tempo, transformando o sofrimento solitário em elaboração e a resistência em estratégias de manejo.

    O acompanhamento ajuda a identificar os pensamentos que alimentam essa negação e a ressignificar a relação com o tratamento, mostrando que ele não é um inimigo, mas o caminho para retomar a autonomia. Ao validar que o medo é real, ajudamos o paciente a sair da defensiva e a buscar uma adaptação possível, devolvendo o senso de controle sobre a sua própria história.

    O cuidado médico é indispensável, mas a psicoterapia garante que a negação não retire a sua agência e a sua chance de viver com qualidade de vida apesar do diagnóstico.

    Espero ter ajudado.


  • Como a negação afeta o tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    Como a negação afeta o tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alice Muraro

    Oi! Tudo bem?

    A negação é um mecanismo de defesa comum diante de um diagnóstico crônico, mas quando se torna persistente, ela afeta diretamente a adesão ao tratamento e a qualidade de vida. O acompanhamento psicológico ajuda a transformar esse movimento de fuga em aceitação ativa, convertendo o sofrimento solitário em elaboração e a resistência em estratégias de manejo e adaptação possíveis.

    Validar que o medo do diagnóstico é real é o primeiro passo para entender que evitar o tratamento não faz a doença desaparecer. Buscar informações seguras e estabelecer uma comunicação aberta com a equipe de saúde permite que as decisões sejam compartilhadas, devolvendo o senso de controle sobre a sua própria história.

    O cuidado médico é indispensável, mas a psicoterapia garante que a negação não retire a sua agência e a sua chance de viver com bem-estar apesar do diagnóstico.

    Espero ter ajudado.


Perguntas frequentes

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