Perguntas do paciente (6)

  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    A psicoterapia e a terapia cognitivo comportamental podem sim auxiliar nas demandas apresentadas por você. Em relação a compulsão por livros e cursos, podem tratar-se de mecanismos de fuga e esquiva, que podem estar relacionados à ansiedade. A exigência relacionada ao perfeccionismo pode gerar ansiedade significativa, medo de falhar e inflexibilidade cognitiva, o que faz com que você não se permita entregar um trabalho suficientemente bom e concluído, optando pela busca recorrente a materiais que podem te dar a ideia de que através da busca por esse conhecimento fará um trabalho impecável. A impulsividade pode ser causada pela busca de alternativas nos materiais que causam distração de alternativas perfeitas.
    A terapia cognitiva comportamental é adequada para o seu caso por atuar na relação entre emoções, sentimentos, pensamentos e comportamentos, auxiliando na identificação de crenças automáticas que podem te levar a acreditar precisar entregar trabalhos perfeitos, ou não entregá-los. Além disso, auxilia na identificação de crenças centrais, distorções cognitivas, que contribuem para a perda de foco. Por fim, a TCC permite a utilização de técnicas como a reestruturação cognitiva, com o objetivo de proporcionar flexibilidade em relação a padrões rígidos de comportamento e também a aplicação da exposição gradual, para reduzir o desconforto frente às situações vivenciadas mencionadas acima.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    Levando em consideração o seu relato, e o elevado grau de desconforto da sua filha ao se deparar com animais de uma forma em geral, recomendo um acompanhamento psicoterápico com profissionais da área comportamental ou cognitivo-comportamental, que terão a oportunidade de compreender a demanda da sua filha e realizar uma dessensiblização sistemática (exposição gradativa ao objeto da fobia), de forma que a exposição gradativa permita a redução da fobia de forma menos impactante. Em alguns casos o acompanhamento com o psiquiatra é importante também, mas vale destacar que durante o uso de certos medicamentos, principalmente para a ansiedade e medicamentos SOS, a técnica da dessensibilização sistemática pode não ser tão eficaz, tendo em vista que o medicamento está atuando no sentido de reduzir a crise e a intervenção não proporcionará um contato gradativo e suficiente para sua filha sentir o desconforto do contato com o animal e se adaptar a isso. Obs: A técnica é aplicada de forma segura, sem submeter o paciente subitamente ao contato com o objeto da fobia.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    É importante compreender primeiramente qual dos possíveis transtornos cujos traços você apresenta causa maior prejuízo, ou sofrimento clinicamente significativo para sua vida, para que a partir disso, o plano terapêutico seja feito de forma adequada, priorizando a demanda que causa maior prejuízo e risco. Após isso, vale ressaltar que traço é diferente do transtorno propriamente dito. De toda forma, uma consulta com um médico psiquiatra pode ser extremamente importante para falar a respeito dos traços apresentados por você e para receber o encaminhamento para uma avaliação neuropsicológica de rastreio, caso o psiquiatra considere adequado. Espero ter ajudado.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    Sim, é comum a depender da abordagem do profissional receber a recomendação para a realização de algum tipo de atividade, normalmente relacionada aos conteúdos abordados nas sessões de psicoterapia, ou até mesmo cartões de enfrentamento, que são confeccionados para auxiliar o paciente durante o período em que não há sessões, mas que tem vinculação com as demandas das sessões. E sim, essas propostas tem o intuito de auxiliar o paciente e melhorar a eficácia do tratamento, pois é um recurso que o paciente tem na ausência do profissional, e que pode usá-lo para o enfrentamento de uma situação problema.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    Lamento profundamente pela perda do seu pet, mas gostaria de convidá-la a refletir sobre qual a função da culpa nesse momento. Existe algo que poderia ter feito para evitar a partida do pet? Perdas demandam sempre a ressignificação do ente que se perdeu. Há uma complexidade na perda de um pet, diante do luto que muitas vezes não é reconhecido, ou é minimizado, com frases como: "Era apenas um animal", fazendo com que o tutor sinta-se mal pelas emoções e sentimentos que o acometem. Além disso, o luto atualmente é compreendido como um processo dual, em que há uma orientação para a perda, em que o tutor se permite viver a dor da perda, da ausência, de chorar, de olhar retratos e reviver momentos com o pet amado, e o momento orientado para a restauração, em que deixa-se de lado a dor e busca-se a realização de atividades outras que preencham o tempo, que reorganizam a rotina, permitindo a busca por novas experiências para o período que era reservado aos cuidados com o amado companheiro. Espero que fique bem.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Alison Ferreira Lopes

    Boa noite,

    Sim, a dor provocada pelo término de um relacionamento pode ser considerada um processo de luto. Em primeiro lugar, é necessário compreender que o luto se estabelece por conta da ruptura, da quebra da expectativa, da ruptura dos sonhos, do afastamento físico e por todas as implicações que ainda se tem dificuldade para assimilar. Atualmente, o luto é compreendido de forma dual, com a orientação para a perda, e a orientação para a restauração. Na orientação para a perda, é possível sentir profunda tristeza, desânimo, dificuldade de realização das atividades diárias, saudades do ex-companheiro, além de ter crises de choro e outras características associadas a essa ruptura que é dolorosa. Já na orientação para a restauração, deixa-se os sintomas que provocam tristeza e desânimo de lado, e busca-se o envolvimento com atividades comuns do cotidiano, ou até mesmo outras que não eram habituais, nas quais a pessoa que provoca a dor da ruptura não faz mais parte, e que ajudam a reorganizar a vida. Vale destacar que o processo do luto não é linear, portanto as oscilações dentro do modelo dual são aceitáveis.


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