Perguntas do paciente (20)

  • Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço

    Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Entendo como essa necessidade de ter certeza pode ser angustiante. O perfeccionismo, por si só, não significa TOC. Vale investigar quando surgem pensamentos intrusivos e repetitivos, acompanhados de comportamentos ou rituais para aliviar a ansiedade, como checagens, repetições, busca constante por garantias ou evitação, especialmente quando isso causa sofrimento ou interfere na rotina. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) apresenta bons resultados no tratamento do TOC e também pode ajudar a trabalhar o perfeccionismo e a dificuldade em lidar com incertezas. Uma avaliação psicológica cuidadosa poderá compreender melhor o seu caso.


  • É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após

    É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sim, crenças disfuncionais podem ser flexibilizadas e substituídas por formas mais realistas e saudáveis de interpretar as experiências, embora não seja possível garantir a mudança de “qualquer” crença de maneira definitiva. Em períodos de estresse, antigas crenças podem ser reativadas, mas isso não significa que todo o progresso foi perdido. Na TCC, o paciente aprende a reconhecê-las, questioná-las e responder de outra forma. Com a prática e a prevenção de recaídas, essas novas respostas tendem a se fortalecer e os episódios futuros podem se tornar menos intensos e mais fáceis de manejar.


  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sinto muito que esses sintomas tenham voltado depois de um período de melhora. Entre em contato o quanto antes com o médico que prescreveu a venlafaxina para uma reavaliação e não altere a dose nem interrompa o medicamento por conta própria. Também vale observar se houve esquecimento de alguma dose, mudança de horário, uso de outra substância ou alguma situação estressante recente. A psicoterapia pode ajudar no manejo das crises junto ao acompanhamento médico. Se a aceleração cardíaca for intensa, houver dor no peito, falta de ar, desmaio ou pensamentos de se machucar, procure atendimento de urgência.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Olá. O que você descreve pode estar relacionado a sintomas depressivos e merece atenção, especialmente pelos pensamentos de acabar com tudo. Nossos pensamentos influenciam diretamente as emoções e a maneira como percebemos o futuro; quando estamos em sofrimento, eles podem se tornar mais negativos e parecer verdades absolutas. Na psicoterapia, é possível compreender, questionar e flexibilizar esses pensamentos, construindo perspectivas mais saudáveis e realistas. Procure ajuda psicológica e converse com alguém de confiança. Caso perceba intenção ou planejamento de se machucar, procure imediatamente um serviço de urgência. Há tratamento e você não precisa passar por isso sozinho.


  • Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr

    Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Entendo por que, depois de algumas despedidas, a autossuficiência pode parecer uma forma mais segura de viver. Porém, evitar vínculos para não sofrer também pode proteger você de experiências de afeto, pertencimento e troca. Nem todo relacionamento precisa durar para ter sido verdadeiro ou importante, e o afastamento de alguém nem sempre significa rejeição. O caminho pode estar no equilíbrio: desenvolver autonomia sem transformar o desapego em isolamento. A psicoterapia pode ajudar a compreender como essas perdas influenciaram sua forma de se relacionar e a construir vínculos sem depender deles para se sentir inteiro.


  • Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré

    Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
    Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
    A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Todo casal merece ser acolhido sem julgamentos, independentemente de sua configuração. Porém, a experiência dos terapeutas com não monogamia consensual pode variar. Antes de agendar, é válido perguntar se o profissional possui familiaridade e trabalha de maneira acolhedora com relacionamentos abertos. A terapia não deve questionar a escolha do casal, mas ajudá-lo a cuidar da comunicação, dos acordos, dos limites e dos dilemas que surgirem. Em minha prática, realizo terapia de casal e acolho também casais com essa dinâmica, respeitando sua individualidade e suas escolhas.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Na TCC, essas dificuldades são trabalhadas de forma integrada, pois frequentemente compartilham crenças centrais, como “não sou bom o suficiente” ou “não sou digno de afeto”. A terapia ajuda a identificar como essas crenças geram pensamentos automáticos, emoções dolorosas e comportamentos como isolamento, evitação e busca excessiva por aprovação. Ao longo do processo, o paciente aprende a questionar essas interpretações, construir percepções mais realistas sobre si mesmo, retomar atividades importantes e enfrentar gradualmente situações sociais. Não se trata apenas de “pensar positivo”, mas de desenvolver novas formas de pensar e agir, fortalecidas por experiências concretas.


  • Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres

    Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    A TCC trabalha essas questões de forma integrada, pois baixa autoestima, ansiedade social e depressão frequentemente se alimentam mutuamente. A terapia ajuda a identificar e flexibilizar pensamentos e crenças negativas sobre si mesmo, reduzir a evitação de situações sociais e retomar atividades que proporcionem sentido e bem-estar. Com técnicas como reestruturação cognitiva, exposição gradual e ativação comportamental, o paciente desenvolve uma visão mais realista de si e novas formas de lidar com emoções e situações difíceis.


  • Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris

    Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sinto muito que você esteja vivenciando essa situação. Como há crises psicóticas e o diagnóstico ainda está em investigação, é importante conversar sobre essas percepções com um psicólogo e um psiquiatra, sem tentar compreender tudo sozinho. Esses profissionais poderão avaliar o que está acontecendo e ajudá-lo a construir limites e uma rede de apoio segura. Como psicóloga, estou à disposição para acolhê-lo e auxiliá-lo nesse processo. Caso haja piora das percepções, muita confusão ou risco para você ou outra pessoa, procure um CAPS ou serviço de urgência.


  • Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c

    Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Na TCC, a depressão é trabalhada tanto pelos pensamentos quanto pelos comportamentos. Por meio da ativação comportamental, o paciente retoma gradualmente atividades que podem gerar prazer, realização e sentido, sem precisar esperar a motivação aparecer primeiro. Ao mesmo tempo, aprende a identificar e flexibilizar crenças disfuncionais, como “sou incapaz” ou “nada vai melhorar”, construindo interpretações mais realistas por meio de experiências concretas. O tratamento é individualizado e, conforme a intensidade dos sintomas, pode ser associado ao acompanhamento psiquiátrico. Como psicóloga, estou à disposição para acolher e auxiliar nesse processo.


  • Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi

    Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    O que você sente não significa falta de amor pelo bebê. É possível estar sem planos definidos e, ao mesmo tempo, temer perder a autonomia diante de uma mudança tão concreta quanto a maternidade. A gestação não precisa apagar sua identidade: sua vida e a do bebê podem ser cuidadas e construídas juntas. Como você relata sofrimento psicológico, isolamento e pensamentos de não ser amada, procure acompanhamento psicológico ainda durante a gestação e compartilhe isso também com o profissional responsável pelo pré-natal. A terapia poderá ajudá-la a organizar seus medos, construir uma rede de apoio e elaborar projetos que também sejam seus. Se surgirem pensamentos de se machucar ou de machucar o bebê, procure atendimento de urgência. Estou à disposição para acolhê-la nesse processo.


  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Entendo sua frustração, especialmente depois de tentar a terapia e continuar tão limitado pela ansiedade. Na TCC, trabalhamos os pensamentos de julgamento e rejeição, a baixa autoestima e os comportamentos de evitação que mantêm o medo. Isso inclui exposições graduais e planejadas às situações sociais, começando por passos possíveis, além de experimentos para testar se aquilo que você teme realmente acontece. Como você está há três anos sem frequentar a escola e não percebeu melhora com a medicação, é importante retornar ao psiquiatra para reavaliação, sem alterar a dose sozinho. Duas experiências anteriores não significam que a terapia não funcionará: procure um profissional com experiência específica em ansiedade social e converse claramente sobre o que não funcionou antes. Estou à disposição para acolhê-lo e ajudá-lo nesse processo.


  • A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá

    A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sim. Na TCC, psicólogo e paciente trabalham de forma colaborativa para identificar, questionar e flexibilizar crenças disfuncionais. Ao longo da terapia, o paciente aprende a observar seus pensamentos, buscar evidências, construir interpretações mais realistas e testar novas formas de agir. No início, esse processo é guiado pelo terapeuta; gradualmente, o paciente desenvolve autonomia para aplicar essas habilidades sozinho. O objetivo não é apagar completamente as crenças antigas, mas diminuir sua força e aprender a responder a elas de maneira mais saudável. Estou à disposição para auxiliá-lo nesse processo.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Na TCC, esses medos e crenças são compreendidos dentro de um ciclo: o receio de rejeição leva à tentativa de agradar todos, à autocobrança e à evitação, o que mantém a ansiedade. A terapia ajuda a questionar ideias como “preciso agradar para ser aceito” e a construir percepções mais realistas sobre críticas e rejeições. Por meio de exposição gradual, experimentos comportamentais e treino de assertividade, o paciente aprende a expressar opiniões, estabelecer limites e participar de situações pessoais e esportivas mesmo sentindo algum desconforto. O objetivo não é deixar de se importar totalmente com os outros, mas não depender da aprovação deles para reconhecer o próprio valor. Estou à disposição para ajudá-lo nesse processo.


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Ter esses pensamentos ou desejar causar uma boa impressão não constitui, por si só, uma traição. A definição de traição envolve atitudes e os acordos estabelecidos pelo casal, não pensamentos automáticos. O que você descreve pode estar relacionado à necessidade de aprovação, baixa autoestima, ansiedade e preocupação excessiva com a imagem. Já o TOC não pode ser concluído apenas por essa situação; seria necessário avaliar se existem pensamentos intrusivos recorrentes, culpa intensa e comportamentos repetitivos para buscar certeza ou alívio. Na TCC, é possível trabalhar essa necessidade de validação e compreender os pensamentos sem tratá-los como intenções ou fatos. Estou à disposição para acolhê-la nesse processo.


  • Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

    Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

    Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    É natural que a intensidade do início se transforme ao longo do relacionamento; amor não é sentido como entusiasmo constante. A ansiedade e a necessidade de ter certeza sobre o que sente também podem levar você a monitorar suas emoções o tempo todo, aumentando ainda mais a dúvida. Em vez de se obrigar a sentir algo, procure observar como está sua vida emocional, quais necessidades podem não estar sendo atendidas e como vocês têm cuidado da conexão. Carinho e proximidade podem ser reconstruídos por meio de diálogo, novas experiências e atitudes intencionais, mas esse processo não deve ser forçado. A psicoterapia individual ou de casal pode ajudá-la a diferenciar amor, rotina, carência e ansiedade com mais clareza e sem decisões precipitadas. Estou à disposição para acolhê-la nesse processo.


  • Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

    Olá!
    Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
    Eu também tenho a sensação de não pertencimento
    O que de fato é está se curando?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sua melhora ao longo desses seis meses já demonstra uma evolução importante. Superar a ansiedade social não significa tornar-se extrovertida, falar o tempo todo ou nunca mais ouvir que você é quieta. Significa conseguir se expressar, trabalhar e se relacionar sem que o medo determine suas escolhas. Esses comentários podem tocar em feridas deixadas pelo bullying, mas não anulam seu progresso. Você pode responder com tranquilidade: “Sou mais reservada, mas estou confortável assim” ou “Falo quando tenho algo que desejo compartilhar”. A terapia pode ajudá-la a diferenciar seu jeito de ser da ansiedade, fortalecer o sentimento de pertencimento e reduzir o peso da opinião alheia. Curar-se não é deixar de sentir qualquer desconforto, mas desenvolver liberdade e recursos para lidar com ele. Estou à disposição para acolhê-la nesse processo.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Essa dificuldade não significa falta de esforço ou disciplina. O foco pode ser afetado por ansiedade, estresse, sono, humor, hábitos digitais e outras condições que precisam ser avaliadas. Comece com metas pequenas: leia por 10 minutos, deixe o celular longe ou bloqueie os aplicativos durante esse período e aumente o tempo gradualmente. Também ajuda dividir as tarefas, fazer uma de cada vez e estabelecer horários específicos para acessar as redes sociais. Na TCC, trabalhamos tanto a organização da rotina quanto os pensamentos e emoções que levam à procrastinação e à busca por estímulos rápidos. Como isso tem prejudicado sua vida acadêmica, uma avaliação psicológica poderá identificar as causas e orientar estratégias personalizadas. Estou à disposição para ajudá-lo nesse processo.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Sim, essa tristeza pode ser uma reação natural à despedida. Depois de quatro dias compartilhando afeto e rotina, voltar para casa cria um contraste emocional maior do que o vivido nos fins de semana habituais. Sentir saudade não significa dependência emocional nem que exista algo errado com você ou com o relacionamento. Acolha esse sentimento sem se cobrar para eliminá-lo, retome gradualmente sua rotina e mantenha seus vínculos e atividades individuais; combinar o próximo encontro também pode trazer conforto. Observe apenas se o vazio permanecer por muitos dias, causar sofrimento intenso ou impedir que você viva bem quando está longe dele. Nesse caso, a psicoterapia pode ajudar a compreender melhor essa experiência. Estou à disposição para acolhê-la.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Hellen  Cunha

    Seu desejo de construir uma relação profunda não é fútil; conexão, intimidade e pertencimento são necessidades humanas legítimas. Aos 25 anos, você não precisa ter todas essas respostas nem esperar que sua vida esteja completamente estável para conhecer alguém. Também não é necessário “amar-se perfeitamente” antes de ser amado. É possível construir sua carreira e sua autonomia enquanto permanece aberto a novos vínculos, sem colocar sobre um relacionamento a responsabilidade por toda a sua felicidade. A psicoterapia pode ajudá-lo a acolher essa vulnerabilidade, compreender suas expectativas e desenvolver relações mais profundas sem se abandonar nesse processo. Você não está atrasado, apenas vivendo uma trajetória que tem seu próprio tempo. Estou à disposição para acolhê-lo.


Perguntas frequentes

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