Perguntas do paciente (27)

  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Essa é uma pergunta muito importante. Pela Psicanálise, a depressão não é vista apenas como uma consequência dos acontecimentos da vida, mas como uma forma singular de cada pessoa lidar com suas perdas, frustrações e conflitos emocionais.
    Quando vivenciamos situações difíceis, como um luto, uma separação, um problema familiar ou profissional, esses acontecimentos podem despertar dores antigas que, muitas vezes, permaneciam inconscientes. É por isso que algumas pessoas sentem que a depressão "estava esperando uma oportunidade" para voltar.
    Na verdade, o acontecimento atual nem sempre é a causa da depressão, mas pode funcionar como um gatilho para conflitos psíquicos que ainda não foram elaborados.
    A Psicanálise busca compreender a história de cada sujeito, os significados das suas experiências e a forma como ele construiu suas relações consigo mesmo e com o mundo. Esse processo permite que o sofrimento deixe de se repetir da mesma maneira, favorecendo uma relação mais saudável com as perdas e desafios da vida.
    Se você percebe que, diante de acontecimentos difíceis, os sentimentos de tristeza, vazio, desesperança ou desinteresse voltam a aparecer de forma intensa e persistente, procurar ajuda psicológica é um passo importante. Compreender o que esse sofrimento tem a dizer é parte fundamental do processo terapêutico.
    Mais do que perguntar por que a depressão voltou, a Psicanálise nos convida a perguntar: "O que esse sofrimento está tentando comunicar sobre a minha história?" É nesse espaço de escuta e compreensão que o processo terapêutico acontece.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Essa é uma pergunta muito importante. Pela Psicanálise, a depressão não é compreendida apenas como uma reação aos acontecimentos da vida, mas como uma forma singular de expressão do sofrimento psíquico.
    Muitas vezes, situações como perdas, separações, mudanças ou frustrações despertam conflitos emocionais que já existiam e que, por diferentes razões, ainda não haviam sido elaborados. Assim, o acontecimento atual pode funcionar como um gatilho, trazendo à tona dores que pertencem à história de cada sujeito.

    Por isso, na Psicanálise, mais do que perguntar "por que a depressão voltou?", buscamos compreender o que esse sofrimento está tentando comunicar. Cada pessoa possui uma história única, e é a partir dessa singularidade que o tratamento acontece.
    O processo analítico oferece um espaço de escuta, acolhimento e reflexão, permitindo que o paciente compreenda os sentidos do seu sofrimento e encontre novas formas de lidar com suas experiências, reduzindo a repetição desses ciclos ao longo da vida.
    Se essa questão faz sentido para você e percebe que esse sofrimento tem se repetido, procurar um acompanhamento psicológico pode ser um passo importante. A Psicanálise oferece um espaço para compreender sua história, elaborar esses conflitos e construir novos caminhos para viver com mais equilíbrio emocional.
    "Na Psicanálise, cada história é única. Por isso, compreender o significado do sofrimento é um passo essencial para que ele deixe de ser apenas um peso e possa se transformar em possibilidade de mudança."


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    A dificuldade de concentração, a agitação e os pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes questões emocionais e, por isso, não devem ser analisados de forma isolada. Embora esses sintomas possam estar presentes em diferentes condições, é importante evitar conclusões precipitadas ou autodiagnósticos.
    Pela perspectiva da Psicanálise, mais do que focar apenas no sintoma, buscamos compreender o que ele representa na história de cada pessoa. Muitas vezes, aquilo que aparece como dificuldade de concentração ou excesso de pensamentos pode ser uma expressão de conflitos internos, preocupações, angústias ou emoções que ainda não encontraram um espaço para serem elaboradas.
    O processo analítico oferece um lugar de escuta, no qual é possível compreender o sentido desse sofrimento, em vez de apenas tentar silenciá-lo. À medida que a pessoa passa a conhecer melhor sua própria história e a forma como se relaciona com seus conflitos, torna-se possível encontrar novas maneiras de lidar com eles.
    Se esses sintomas têm prejudicado seu trabalho, seus relacionamentos ou sua qualidade de vida, procurar um psicólogo é um passo importante. Cada pessoa vive esse sofrimento de maneira única, e um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender o que está por trás desses sinais e construir caminhos para enfrentá-los com mais consciência e equilíbrio.


  • A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu

    A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Sinto muito que você esteja se sentindo tão isolada e solitária. É totalmente compreensível que a ansiedade social tenha piorado, especialmente após um relacionamento que te afastou dos seus amigos.
    É muito corajoso da sua parte querer enfrentar essa ansiedade. Lembre-se que superar a ansiedade não significa parar de tomar os medicamentos de repente, mas sim dar pequenos passos e com ajuda profissional, procure ajuda você não precisa passar por esse momento sozinha.


  • Quais são os sinais de um trauma causado pelo bullying?

    Quais são os sinais de um trauma causado pelo bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Os sinais de um trauma causado pelo bullying podem se manifestar de forma física, emocional e comportamental. Os principais são:
    Mudanças repentinas de comportamento: Isolamento social, recusa em ir à escola ou ao trabalho, e abandono de atividades que antes davam prazer.
    Sinais físicos de estresse: Dores de cabeça ou de estômago frequentes (especialmente antes de sair de casa), distúrbios de sono (insônia ou pesadelos) e alterações no apetite.
    Instabilidade emocional: Irritabilidade extrema, crises de choro sem motivo aparente, ansiedade constante, ataques de pânico ou apatia profunda.
    Queda no rendimento: Dificuldade de concentração que leva à queda nas notas escolares ou na produtividade profissional.
    Baixa autoestima extrema: Expressar sentimentos de culpa, inferioridade, falas de autodepreciação ou achar que "merece" o sofrimento.
    Hipervigilância: Ficar constantemente em estado de alerta, assustado ou esperando que algo ruim aconteça a qualquer momento.


  • Como procurar ajuda para o trauma do Bullying? .

    Como procurar ajuda para o trauma do Bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Para superar o trauma do bullying, o caminho envolve apoio emocional, profissional e social. Veja como buscar ajuda de forma prática:
    Busque Apoio Profissional (O mais importante): Procure um psicólogo (para fazer psicoterapia e processar o trauma) e, se necessário, um psiquiatra (para avaliar a necessidade de suporte medicamentoso para ansiedade ou depressão).
    Rompa o Silêncio: Converse com pessoas de confiança — pais, amigos próximos, familiares ou professores. Compartilhar a dor alivia o peso e tira a vítima do isolamento.
    Acione Canais de Apoio Gratuitos: No Brasil, você pode ligar para o CVV (Centro de Valorização da Vida) pelo número 188 para receber apoio emocional gratuito e sigiloso a qualquer hora.
    Denuncie (se o bullying ainda estiver acontecendo): Comunique a direção da escola, o RH da empresa ou, em casos de crimes e ameaças, registre um boletim de ocorrência na polícia (ou delegacias especializadas em crimes cibernéticos, se for cyberbullying).
    O passo mais crucial é entender que você não precisa carregar esse peso sozinho e que o trauma tem tratamento.


  • O que é bullying e como ele se relaciona com traumas emocionais?

    O que é bullying e como ele se relaciona com traumas emocionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Bullying é a prática de agressões intencionais, verbais ou físicas, que acontecem de forma repetitiva e sem motivação evidente, contra uma pessoa que geralmente não consegue se defender facilmente. Existe um desequilíbrio de poder entre quem agride e quem é agredido.
    A relação dele com traumas emocionais é direta e profunda:
    Feridas invisíveis: O bullying constante gera um estado de estresse crônico. A vítima passa a viver em constante alerta, medo e isolamento.
    Impacto na autoimagem: A repetição de humilhações destrói a autoestima da pessoa, fazendo com que ela internalize as críticas e se sinta culpada ou sem valor.
    Consequências a longo prazo: Esse sofrimento continuado pode se transformar em traumas complexos, resultando em quadros de ansiedade generalizada, depressão, fobia social e, em casos graves, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) que persistem até a vida adulta.
    Em resumo, o bullying funciona como um gatilho de dor psicológica contínua que altera a forma como a pessoa enxerga a si mesma e o mundo, consolidando-se como um trauma emocional.


  • Como posso ajudar uma pessoa que sofre bullying? .

    Como posso ajudar uma pessoa que sofre bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Escuta Ativa e Empática: Ouça a pessoa sem interromper e sem julgamentos. Valide os sentimentos dela, dizendo frases como "Eu acredito em você", "Sinto muito que isso esteja acontecendo" e "A culpa não é sua". Nunca minimize a situação.
    Não Culpabilize: É essencial que a vítima saiba que a responsabilidade pela agressão é do agressor. Não sugira que ela "devia ser mais forte" ou "fez algo para merecer".
    Seja um Incentivo: Apoie e incentive a pessoa a contar o que está acontecendo a um adulto de confiança (pais, professores, psicólogos, chefes, dependendo do contexto). Se ela não quiser, respeite o tempo dela, mas reforce a importância de procurar ajuda.
    Incentive a Busca por Ajuda Profissional: O bullying pode causar danos profundos à saúde mental (ansiedade, depressão, baixa autoestima). Incentive fortemente a vítima a procurar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental.


  • Quais são os sentimentos de uma pessoa que sofre bullying?

    Quais são os sentimentos de uma pessoa que sofre bullying?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Uma pessoa que sofre bullying costuma carregar um turbilhão de emoções dolorosas e silenciosas. Os principais sentimentos são:
    Medo e Ansiedade: A pessoa vive em estado de alerta constante, com medo de ir à escola ou ao trabalho e sofrer novos ataques.
    Humilhação e Vergonha: Sentir-se ridicularizada diante dos outros destrói a dignidade, e a vergonha muitas vezes a impede de pedir ajuda.
    Solidão e Isolamento: A sensação de que está completamente sozinha no mundo e de que ninguém se importa ou consegue defendê-la.

    Impotência: Um sentimento profundo de fragilidade, por não conseguir reagir ou fazer a agressão parar.
    Culpa e Rejeição: A vítima frequentemente começa a acreditar nos insultos, achando que o problema está nela e que ela "merece" aquilo.
    Tristeza e Angústia: Um desânimo profundo que drena a energia e a alegria das atividades cotidianas.


  • Qual é o perfil de quem sofre bullying? .

    Qual é o perfil de quem sofre bullying? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Não existe um perfil fixo, pois qualquer pessoa pode sofrer bullying. No entanto, os agressores costumam escolher alvos que apresentam características específicas que facilitam o ataque ou os fazem se destacar do grupo.
    Geralmente, as vítimas compartilham de alguns destes fatores:
    Aparentar vulnerabilidade: Pessoas mais tímidas, introvertidas, inseguras ou que têm dificuldade em se defender ou reagir às provocações.
    Isolamento social: Quem tem poucos amigos ou dificuldade de entrosamento, sendo um alvo mais "fácil" por não ter uma rede de proteção no grupo.
    Fugir do "padrão" da maioria: Qualquer característica que se diferencie do grupo social pode ser usada como pretexto — seja por aspectos físicos (peso, altura, uso de óculos), orientação sexual, religião, origem geográfica ou condição socioeconômica.
    Destaque (positivo ou negativo): Alunos muito dedicados (os "nerds") ou aqueles que possuem alguma dificuldade de aprendizagem ou deficiência física/neurológica (como o TDAH ou autismo).
    O ponto mais importante é entender que a culpa nunca é da vítima. O foco do problema está sempre no comportamento do agressor e na falta de intervenção do ambiente.


  • Qual a duração do tratamento com a Terapia Interpessoal (TIP) ?

    Qual a duração do tratamento com a Terapia Interpessoal (TIP) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    A Terapia Interpessoal (TIP) é um tratamento psicoterapêutico de curta duração, tipicamente estruturado para durar entre 12 a 16 sessões .
    A duração padrão de 12 a 16 semanas (aproximadamente 3 a 4 meses, com sessões semanais) foi estabelecida em sua origem para o tratamento de Depressão Maior e se manteve como o formato mais comum e estudado.


  • Como o modelo transdiagnóstico se relaciona com a psicopatologia?

    Como o modelo transdiagnóstico se relaciona com a psicopatologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Na prática clínica (especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental – TCC), o modelo transdiagnóstico permite o desenvolvimento de protocolos unificados. Isso significa que o terapeuta pode utilizar um único conjunto de estratégias (focado, por exemplo, em regulação emocional e flexibilidade cognitiva) para tratar vários transtornos, tornando a intervenção mais eficiente, coerente e adaptável à realidade complexa do paciente.


  • A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?

    A identificação introjetiva pode ser prejudicial em doenças mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Sim, a identificação introjetiva pode ser prejudicial em diversas doenças mentais, especialmente quando o objeto introjetado é negativo, punitivo ou idealizado em excesso, levando a conflitos internos significativos.


  • Quais são os sinais de que o luto está se tornando complicado?

    Quais são os sinais de que o luto está se tornando complicado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    O luto é um processo vivenciado de forma única, no entanto, em alguns casos o luto pode se tornar complicado, também conhecido como luto prolongado ou luto patológico, quando o sofrimento emocional persiste e impede a pessoa de retomar suas atividades diárias e se reintegrar à vida.
    É importante observar a intensidade, frequência e duração das reações do indivíduo à perda para diferenciar o luto normal do luto complicado.
    Abaixo segue alguns sinais importantes de que o luto está se tornando complicado:

    Tristeza prolongada e intensa: A dor emocional não diminui com o tempo e se mantém constante, sem sinais de alívio, por muitos meses ou até anos.

    Dificuldade em aceitar a perda: A pessoa se recusa persistentemente a aceitar a realidade da morte ou do fim de algo significativo.

    Isolamento social: Afastamento de amigos, familiares e outras redes de apoio, sentindo-se desconectado ou incompreendido.

    Prejuízo nas atividades diárias: Dificuldade em retomar a rotina, trabalhar, estudar ou cuidar da família. A pessoa pode negligenciar obrigações importantes.

    Pensamentos intrusivos e obsessivos: Lembranças constantes e dolorosas da pessoa falecida ou da circunstância da morte, que são incapacitantes e não permitem o foco em outras coisas.

    Saudade intensa e persistente: Um anseio muito forte e contínuo pela pessoa que se foi, que não diminui e impede a pessoa de seguir em frente.

    Perturbação na identidade: Sentir como se uma parte de si mesmo tivesse morrido com a perda, ou um senso acentuado de descrença sobre o falecimento.

    Dor emocional intensa e persistente: Além da tristeza, sentimentos de raiva, amargura, culpa excessiva, remorso ou desespero que não se aliviam.

    Apatia emocional: Ausência ou redução marcante da capacidade de sentir emoções, resultando em um entorpecimento emocional.

    Sentimento de que a vida perdeu o sentido ou é vazia: Dificuldade em encontrar significado ou propósito na vida após a perda.

    Sintomas físicos: Insônia ou outros distúrbios do sono (pesadelos, hipersonia), perda ou compulsão alimentar, fadiga extrema, tensões musculares, dores de cabeça e desconfortos generalizados.

    Evitação: Dificuldade em lidar com memórias, evitar lugares ou objetos associados ao falecido.

    Busca excessiva por recordações: Necessidade constante de reviver momentos passados, o que pode impedir o processamento da perda.

    Pensamentos de morte ou suicídio: Estes são sinais de alerta muito graves e requerem ajuda profissional imediata.
    Mediante a esses sinais de forma persistente e intensa, interferindo na qualidade de vida, é fundamental procurar por ajuda profissional para auxiliar no processo de luto e na superação do transtorno do luto prolongado.


  • Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?

    Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    O transtorno de ansiedade não se manifesta apenas com sintomas físicos, mas também causa uma série de alterações cognitivas significativas que afetam a forma como a pessoa pensa, processa informações e interage com o mundo. Essas alterações podem impactar diversas áreas da vida do indivíduo.
    As principais alterações cognitivas que acometem o transtorno de ansiedade incluem:
    1. Preocupação Excessiva e Generalizada
    É uma característica central. A pessoa experimenta pensamentos persistentes e incontroláveis sobre diversos aspectos da vida, muitas vezes antecipando problemas e catástrofes, mesmo quando não há motivo real para tal. Essa preocupação é desproporcional à situação e difícil de ser controlada.
    2. Distorções Cognitivas
    São padrões de pensamento disfuncionais que levam a interpretações negativas da realidade. Alguns exemplos comuns são:
    Catastrofização: Pensar sempre no pior cenário possível, imaginando que algo terrível vai acontecer.
    Maximização e minimização: Aumentar a importância dos próprios erros e diminuir a dos acertos, ou vice-versa com os outros.
    Pensamento dicotômico (tudo ou nada): Ver as situações em extremos, sem nuances ("ou é perfeito, ou é um desastre").
    Leitura da mente: Acreditar que sabe o que os outros estão pensando, geralmente de forma negativa.
    Adivinhação do futuro: Antecipar resultados negativos para eventos futuros, tratando suposições como fatos.
    Personalização: Assumir a culpa ou responsabilidade por eventos negativos que não estão sob seu controle.
    3. Dificuldade de Concentração e Desatenção
    A mente ansiosa está constantemente em alerta, focada em ameaças percebidas ou em pensamentos intrusivos. Isso dificulta a manutenção da atenção em tarefas cotidianas, estudos ou trabalho, levando à desatenção e à sensação de que a mente está sempre "vagando".
    4. Problemas de Memória
    A ansiedade crônica pode prejudicar a memória, tanto a capacidade de formar novas memórias quanto de recordar informações já existentes. Isso ocorre porque o cérebro, em um estado constante de estresse e hipervigilância, tem dificuldade em consolidar novas informações e pode priorizar o processamento de ameaças em detrimento do armazenamento de outras informações. A privação de sono, comum em quem sofre de ansiedade, também contribui para esses problemas de memória.
    5. Rigidez Cognitiva e Inflexibilidade
    Pessoas com ansiedade podem apresentar dificuldade em adaptar seus padrões de pensamento diante de novas informações ou situações. Isso as torna mais resistentes a mudar suas perspectivas, mesmo quando confrontadas com evidências que contradizem seus medos ou preocupações.
    6. Hipervigilância e Atenção Seletiva
    O indivíduo com ansiedade tende a estar em um estado de alerta constante, buscando sinais de perigo ou ameaça no ambiente, mesmo que esses sinais sejam inexistentes ou insignificantes. Sua atenção é seletiva para estímulos que confirmem seus medos, ignorando informações neutras ou positivas.
    7. Dúvidas Excessivas e Insegurança
    A ansiedade frequentemente leva a um questionamento constante de decisões e ações, gerando insegurança e dificuldade em confiar nas próprias capacidades. A pessoa pode se sentir incapaz de realizar tarefas, mesmo as mais simples, por medo de falhar ou de que algo dê errado.


  • Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    A autoestima não é apenas um sentimento de "gostar de si mesmo"; é um alicerce fundamental sobre o qual a identidade pessoal é construída e se desenvolve. Uma autoestima saudável permite que o indivíduo se conheça, se aceite, se expresse e floresça plenamente, construindo uma identidade forte, autêntica e resiliente ao longo da vida.


  • Qual a importância do autocuidado para a prevenção da saúde mental?

    Qual a importância do autocuidado para a prevenção da saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    O autocuidado é um pilar fundamental na prevenção e manutenção da saúde mental. Longe de ser um luxo ou egoísmo, é uma prática essencial que envolve ações intencionais para cuidar do bem-estar físico, emocional, social e espiritual. Em um mundo cada vez mais agitado e exigente, dedicar tempo e esforço ao autocuidado se torna crucial para evitar o esgotamento, o estresse crônico e o desenvolvimento de transtornos mentais.


  • Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    Quais são os tipos de transtornos mentais mais comuns e quais os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    A seguir, uma descrição dos transtornos mentais mais comuns e seus sintomas:
    1. Depressão (Transtorno Depressivo Maior)
    A depressão é um transtorno de humor caracterizado por tristeza profunda e persistente e perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas. É uma das principais causas de incapacidade em todo o mundo.

    Sintomas comuns:

    Humor deprimido: Tristeza, vazio, irritabilidade, choro fácil.
    Perda de interesse ou prazer: Dificuldade em sentir alegria ou satisfação (anedonia).
    Alterações no sono: Insônia (dificuldade em dormir ou acordar cedo) ou hipersonia (sono excessivo).
    Alterações no apetite/peso: Perda ou ganho significativo de peso, diminuição ou aumento do apetite.
    Fadiga ou perda de energia: Cansaço constante, falta de disposição.
    Sentimentos de inutilidade ou culpa: Baixa autoestima, culpa excessiva ou inapropriada.
    Dificuldade de concentração: Problemas para pensar, se concentrar ou tomar decisões.
    Agitação ou retardo psicomotor: Agitação, inquietação ou lentidão nos movimentos e fala.
    Pensamentos de morte ou suicídio: Ideias recorrentes de morte, planejamento ou tentativa de suicídio.
    2. Transtornos de Ansiedade
    São um grupo de transtornos caracterizados por medo e preocupação excessivos, que são desproporcionais à situação real e podem levar a sintomas físicos. Incluem o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico, Fobias Específicas e Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social).

    Sintomas gerais dos transtornos de ansiedade:

    Preocupação excessiva e persistente: Dificuldade em controlar a preocupação.
    Inquietação ou sensação de estar no limite.
    Fadiga.
    Dificuldade de concentração.
    Irritabilidade.
    Tensão muscular.
    Distúrbios do sono: Dificuldade para adormecer ou manter o sono.
    Sintomas físicos: Taquicardia, sudorese, falta de ar, dor de cabeça, problemas gastrointestinais.
    Sintomas específicos de alguns transtornos de ansiedade:

    Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): Preocupação excessiva e constante com diversas áreas da vida (trabalho, família, saúde), muitas vezes sem motivo aparente.
    Transtorno do Pânico: Crises súbitas e intensas de medo ou desconforto, acompanhadas de sintomas físicos como palpitações, falta de ar, tontura, suores, tremores, sensação de morte iminente.
    Fobia Social (Transtorno de Ansiedade Social): Medo intenso e persistente de situações sociais onde a pessoa se sente exposta ao julgamento ou constrangimento.
    3. Transtorno Bipolar
    Caracterizado por mudanças extremas de humor, que variam entre episódios de mania (humor elevado, euforia, irritabilidade) e episódios de depressão.

    Sintomas da fase de euforia (mania/hipomania):

    Humor elevado ou irritável: Sensação de extremo bem-estar, euforia, ou irritabilidade intensa.
    Aceleração do pensamento e da fala: Falar muito rápido e mudar de assunto constantemente (fuga de ideias).
    Agitação e hiperatividade: Muita energia, dificuldade em ficar parado.
    Diminuição da necessidade de sono: Sentir-se descansado com poucas horas de sono.
    Aumento da energia: Realizar muitas atividades ao mesmo tempo.
    Desinibição e impulsividade: Comportamentos arriscados, gastos excessivos, decisões impulsivas.
    Ideias de grandiosidade: Sentimento de poder, acreditar ter habilidades especiais.
    Diminuição da concentração.
    Sintomas da fase de depressão: (Semelhantes aos da depressão maior, como listado acima)

    Humor deprimido, tristeza profunda.
    Fadiga e perda de energia.
    Perda de interesse ou prazer.
    Alterações de apetite e sono.
    Pensamentos de morte ou suicídio.
    4. Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
    Caracterizado por obsessões (pensamentos, imagens ou impulsos indesejados e recorrentes que causam ansiedade) e/ou compulsões (comportamentos ou rituais repetitivos que a pessoa se sente impelida a realizar para aliviar a ansiedade causada pelas obsessões).

    Sintomas comuns:

    Obsessões:
    Preocupação excessiva com contaminação/sujeira.
    Dúvidas persistentes (ex: se a porta está trancada, se o fogão está desligado).
    Necessidade de simetria ou ordem perfeita.
    Pensamentos agressivos ou sexuais indesejados.
    Compulsões:
    Lavagem excessiva das mãos ou limpeza.
    Verificação repetitiva (portas, janelas, eletrodomésticos).
    Contagem, arrumação ou organização de objetos de forma ritualística.
    Acumular objetos.
    Repetição de palavras ou frases.
    5. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)
    Desenvolve-se após a exposição a um evento traumático (como acidentes graves, violência, desastres naturais) onde houve risco de morte ou lesão grave.

    Sintomas comuns (divididos em 4 categorias):

    Intrusões:
    Memórias intrusivas e recorrentes do evento (flashbacks).
    Pesadelos relacionados ao trauma.
    Sofrimento psicológico ou fisiológico intenso ao ser exposto a lembranças do evento.
    Esquiva:
    Evitar pensamentos, sentimentos ou conversas relacionadas ao trauma.
    Evitar lugares, pessoas ou atividades que remetam ao trauma.
    Alterações negativas na cognição e humor:
    Incapacidade de lembrar-se de aspectos importantes do trauma.
    Crenças negativas e exageradas sobre si mesmo, os outros ou o mundo.
    Sentimentos de culpa, raiva, vergonha.
    Diminuição do interesse em atividades significativas.
    Sensação de distanciamento ou estranhamento dos outros.
    Incapacidade de experimentar emoções positivas.
    Alterações na excitação e reatividade:
    Dificuldade para dormir.
    Irritabilidade ou explosões de raiva.
    Comportamento imprudente ou autodestrutivo.
    Problemas de concentração.
    Resposta de sobressalto exagerada (assustar-se facilmente).
    Hipervigilância (estar constantemente alerta para o perigo).
    6. Esquizofrenia
    É um transtorno mental crônico e grave que afeta a forma como uma pessoa pensa, sente e se comporta. Caracteriza-se por uma desorganização dos pensamentos, percepção alterada da realidade e alterações no comportamento.

    Sintomas comuns (podem variar em intensidade e frequência):

    Delírios: Crenças falsas e fixas que não são baseadas na realidade (ex: acreditar que está sendo perseguido, que tem poderes especiais).
    Alucinações: Percepções sensoriais irreais (ex: ouvir vozes que outras pessoas não ouvem, ver coisas que não existem). As alucinações auditivas são as mais comuns.
    Pensamento desorganizado: Dificuldade em organizar os pensamentos e a fala, resultando em conversas confusas ou sem sentido.
    Comportamento motor desorganizado ou catatônico: Comportamento inadequado, imprevisível, agitação ou, em casos mais graves, imobilidade (catatonia).
    Sintomas negativos:
    Embotamento afetivo: Expressão emocional limitada, pouca ou nenhuma demonstração de sentimentos.
    Alogia: Pobreza de fala, dificuldade em se expressar.
    Abolia: Falta de motivação ou iniciativa para realizar atividades.
    Anedonia: Incapacidade de sentir prazer.
    Retração social: Isolamento social, dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos.
    É importante ressaltar que a presença de alguns sintomas não significa necessariamente um transtorno mental. O diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde qualificado (médico psiquiatra ou psicólogo), que considerará a intensidade, frequência e duração dos sintomas, bem como o impacto na vida da pessoa.


  • O TDAH pode surgir em adultos, mesmo quando estes não apresentam sintomas durante a infância?

    O TDAH pode surgir em adultos, mesmo quando estes não apresentam sintomas durante a infância?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Sim, é possível que o TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) seja diagnosticado apenas na vida adulta, mesmo que os sintomas não tenham sido claramente identificados ou valorizados durante a infância.
    No entanto, é importante entender um ponto crucial: pela definição diagnóstica atual (DSM-5), para que um diagnóstico de TDAH seja feito, é necessário que alguns dos sintomas tenham se manifestado antes dos 12 anos de idade. Isso não significa que a criança precisou ser formalmente diagnosticada ou que os sintomas eram óbvios para todos. Significa que, retrospectivamente, ao investigar o histórico de vida do adulto, é possível identificar manifestações da desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade em um período anterior à adolescência.

    O que pode acontecer para que o TDAH passe despercebido na infância e só seja diagnosticado na vida adulta?

    Sintomas predominantemente de desatenção: Crianças com o tipo predominantemente desatento do TDAH (antes chamado de DDA - Distúrbio do Déficit de Atenção) podem não apresentar a hiperatividade óbvia que chama a atenção dos pais e professores. Elas podem ser vistas como "sonhadoras", "distraídas", "esquecidas" ou "preguiçosas", sem que se suspeite de um transtorno. Essa forma é mais comum em meninas, o que também contribui para o subdiagnóstico.
    Inteligência elevada ou estratégias de compensação: Algumas crianças com TDAH podem ter uma inteligência acima da média ou desenvolverem estratégias eficazes para compensar suas dificuldades na escola e em casa. Assim, elas podem "passar" pelos desafios da infância sem que os sintomas causem um prejuízo significativo a ponto de levantar suspeitas.
    Ambiente favorável: Um ambiente familiar estruturado e compreensivo, com apoio e rotinas bem definidas, pode ajudar a mascarar os sintomas do TDAH na infância.
    Maior demanda na vida adulta: A vida adulta apresenta um aumento significativo nas demandas por organização, planejamento, gerenciamento de tempo, autorregulação e manutenção de atenção em tarefas complexas (carreira profissional, vida financeira, relacionamentos amorosos, criação de filhos, etc.). Dificuldades que eram contornáveis ou menos perceptíveis na infância podem se tornar avassaladoras na vida adulta, levando a pessoa a buscar ajuda.
    Falta de conhecimento: Antigamente, o TDAH era menos compreendido, e o foco era muito mais na hiperatividade masculina. Hoje, há mais informação e conscientização sobre o transtorno e suas diferentes manifestações.
    Sintomas de TDAH em adultos que podem levar ao diagnóstico tardio:
    Em adultos, os sintomas do TDAH podem se manifestar de forma diferente da infância, com a hiperatividade física podendo se transformar em uma inquietação interna. Os sintomas comuns incluem:
    Dificuldade de concentração e manutenção do foco (especialmente em tarefas desinteressantes).
    Desorganização crônica e dificuldade em gerenciar o tempo.
    Procrastinação significativa.
    Impulsividade (decisões precipitadas, interrupção de conversas, gastos excessivos, comportamento de risco).
    Problemas em relacionamentos (devido à dificuldade em ouvir, esquecimento, irritabilidade).
    Oscilações de humor.
    Inquietação ou sensação de "motor ligado" (mesmo sem hiperatividade física óbvia).
    Baixa autoestima e sentimentos de frustração.
    Maiores riscos de desenvolver comorbidades como ansiedade, depressão e abuso de substâncias.
    Como é feito o diagnóstico em adultos?
    O diagnóstico de TDAH em adultos é clínico e deve ser feito por um profissional qualificado (psiquiatra ou neurologista, geralmente). Envolve uma avaliação detalhada do histórico de vida do paciente, buscando evidências dos sintomas na infância, mesmo que não tenham sido diagnosticados na época. Questionários, escalas de avaliação e, por vezes, a coleta de informações de familiares próximos (pais, cônjuges) podem ser utilizados para complementar a avaliação.


  • Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .

    Quais são as diferenças entre neuroses e psicoses? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Amanda Poiani

    Em resumo, a principal distinção está na preservação ou ruptura com a realidade.
    Neurose
    Contato com a realidade: A pessoa neurótica mantém o contato com a realidade. Ela sabe o que é real e o que não é, mesmo que seus pensamentos e sentimentos sejam angustiantes ou irracionais.
    Consciência do sofrimento: O indivíduo neurótico geralmente tem consciência de que algo não está bem com ele, reconhece seus sintomas como problemáticos e busca ajuda.
    Origem do sofrimento: O sofrimento na neurose geralmente está ligado a conflitos internos, medos irracionais, ansiedade e padrões de comportamento disfuncionais. Embora a origem seja psíquica, pode haver manifestações físicas (somatizações).
    Funcionamento social: Apesar das dificuldades e do sofrimento, a pessoa neurótica consegue, em geral, manter suas atividades diárias, trabalhar e ter relacionamentos, ainda que com certa dificuldade.
    Exemplos de transtornos neuróticos (atualmente classificados de forma diferente, mas com características neuróticas):
    Transtornos de Ansiedade (como Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno do Pânico, Fobias).
    Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
    Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
    Certas formas de Depressão (quando não há sintomas psicóticos).
    Sintomas comuns da neurose:
    Ansiedade excessiva e preocupação.
    Medos irracionais (fobias).
    Pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.
    Irritabilidade e tensão.
    Insônia.
    Dificuldade de concentração.
    Baixa autoestima.
    Problemas nos relacionamentos interpessoais.
    Sintomas físicos sem causa médica aparente (somatizações), como dores de cabeça, dores no corpo, problemas digestivos.
    Psicose
    Ruptura com a realidade: A principal característica da psicose é a perda ou distorção significativa do contato com a realidade. A pessoa psicótica não consegue distinguir o que é real do que é imaginado.
    Falta de consciência do sofrimento: Frequentemente, o indivíduo psicótico não tem consciência de que seus pensamentos ou percepções são anormais. Para ele, suas alucinações e delírios são absolutamente reais.
    Origem do sofrimento: A psicose é frequentemente associada a alterações neurobiológicas e desequilíbrios químicos no cérebro.
    Funcionamento social: A psicose causa um prejuízo grave no funcionamento social, ocupacional e pessoal. A pessoa pode ter dificuldade em cuidar de si mesma, trabalhar ou manter relacionamentos.
    Exemplos de transtornos psicóticos:
    Esquizofrenia.
    Transtorno Bipolar com características psicóticas (em episódios graves de mania ou depressão).
    Transtorno Delirante.
    Psicose induzida por substâncias.
    Sintomas comuns da psicose:

    Delírios: Crenças falsas e inabaláveis que não correspondem à realidade e que não são compartilhadas por outras pessoas da mesma cultura (ex: acreditar que está sendo perseguido, que é uma figura religiosa ou tem poderes especiais, que a mente está sendo controlada).
    Alucinações: Percepções sensoriais que não têm uma base externa real (ex: ouvir vozes, ver coisas que não existem, sentir cheiros ou gostos estranhos). As alucinações auditivas são as mais comuns.
    Pensamento e fala desorganizados: Dificuldade em organizar os pensamentos, resultando em fala incoerente, saltos de um tópico para outro sem conexão (fuga de ideias), ou "salada de palavras".
    Comportamento motor desorganizado ou bizarro: Comportamentos inadequados, imprevisíveis, agitação, ou, em casos extremos, catatonia (imobilidade ou posturas incomuns).
    Sintomas negativos: Redução da expressão emocional (embotamento afetivo), diminuição da fala (alogia), falta de motivação (abulia), perda de prazer (anedonia), isolamento social.


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