Perguntas do paciente (6)

  • Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou

    Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado

    O tratamento pela TCC, envolve identificar e questionar pensamentos como: “vão me julgar”, “preciso agradar todo mundo” e “se me rejeitarem, significa que não sou bom o suficiente”, além de trabalhar autoestima, crenças centrais e comportamentos de segurança.
    Uma parte essencial é a exposição gradual e planejada às situações evitadas, começando por situações mais fáceis e avançando até as mais difíceis, como sair com pessoas, ir a eventos e, no seu caso, trabalhar progressivamente o retorno à escola. O objetivo não é esperar a ansiedade desaparecer, mas aprender que é possível enfrentar as situações mesmo sentindo ansiedade.
    Como você já fez TCC anteriormente e sentiu que não funcionou, pode ser importante procurar um profissional que trabalhe especificamente com TCC para ansiedade social, utilizando exposição e experimentos comportamentais de forma estruturada. Quanto à sertralina, a falta de resposta deve ser discutida com seu psiquiatra, sem alterar a dose por conta própria ok? Acho que o mais importante em seu caso é não desistir da terapia, é ela que te ajudará a alterar esses comportamentos que você veem mantendo e que te causam sofrimento. Espero tê-lo ajudado.


  • Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid

    Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado

    Olá! Tudo bem? Respondendo a sua indagação, a TCC não tenta simplesmente ensinar a “não ligar para o que os outros pensam”. O objetivo é você conseguir tolerar a possibilidade de ser criticado, desaprovado ou rejeitado sem sentir que isso ameaça seu valor pessoal. Questionamos essas crenças e fazemos exposições graduais à crítica, ao erro, à discordância e à possibilidade de não agradar, reduzindo comportamentos como evitar, justificar-se ou buscar aprovação.
    Não é deixar de se importar com a opinião dos outros, mas aprender que ser criticado ou rejeitado não define seu valor e que é possível tolerar a desaprovação sem abrir mão de quem você é. Espero tê-lo ajudado :)


  • Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico

    Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.

    Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado

    Este comportamento não é incomum, na verdade é bastante humano querer causar uma boa impressão em alguém que fez parte da nossa história. Isso pode acontecer mesmo quando não queremos absolutamente nada com aquela pessoa. O ponto importante é separar pensamento, emoção, comportamento e intenção. O fato de você pensar “preciso estar bonita para essa pessoa me ver” ou ficar preocupada com a impressão que causa, não significa por si só, que você esteja traindo seu parceiro. O que você descreve pode acontecer por vários motivos, e o sentimento de culpa pode estar justamente fazendo o episódio parecer muito mais grave do que ele é. Possivelmente, pensamentos ansiosos somados a baixa estima podem colaborar para que esses pensamento fiquem mais intensos e frequentes. A terapia é muito eficaz e recomendada para trabalhar esses pensamentos, comportamentos e elucidar tais demandas ;)


  • O que é o Masking no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    O que é o Masking no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado

    No contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), “masking” significa uma camuflagem emocional ou comportamental, quando a pessoa esconde ou adapta suas emoções, impulsos e dificuldades interpessoais para parecer mais “estável” ou aceitável socialmente. Este não é um termo diagnóstico oficial, mas vem sendo usado clinicamente.


  • Existe alguma coisa na psicologia e/ou neurociencia que explique alguém sentir algo semelhante a um

    Existe alguma coisa na psicologia e/ou neurociencia que explique alguém sentir algo semelhante a um processo de luto relacionado a perda de outra pessoa? Tipo: um casal se separa ou alguém perde um ente querido, mas eu sinto como se tivesse sido comigo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado

    Esse sentimento é mais comum do que parece, e tem explicações na psicologia e na neurociência:

    Quando vemos alguém sofrendo, nosso cérebro ativa regiões ligadas à empatia, chamadas de neurônios-espelho. É como se, por alguns instantes, sentíssemos a dor do outro dentro de nós. Às vezes, a dor de alguém também pode despertar lembranças, medos ou feridas emocionais que ainda não foram curadas em nós. Mesmo sem perceber, podemos nos identificar com aquela situação. Algumas pessoas são naturalmente mais sensíveis e empáticas. Elas absorvem o sofrimento dos outros com muita facilidade, o que pode ser bonito, mas também desgastante emocionalmente. Outro motivador pode ser tristeza, angústia ou até sintomas físicos diante da perda de outra pessoa tem nome: luto empático ou luto vicário. E sim, é real e válido. E quando buscar ajuda? Se você percebe que sente essas dores com muita frequência, intensidade ou dificuldade para se recuperar, pode ser importante conversar com um psicólogo. Isso ajuda a entender seus limites, cuidar das próprias emoções e elaborar possíveis dores internas que ainda estão vivas.


  • Quais são as possíveis causas de problemas psicomotores nas pessoas?

    Quais são as possíveis causas de problemas psicomotores nas pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Amanda  Prado


Perguntas frequentes

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