Perguntas do paciente (36)

  • Sertralina pode estar relacionado ao ganho de peso ???? Mesmo fazendo mto exercício e dieta por aqui

    Sertralina pode estar relacionado ao ganho de peso ???? Mesmo fazendo mto exercício e dieta por aqui

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Olá, boa noite. A Sertalina não causa aumento de peso por si , porém pode alterar o apetite. No entanto eu não sou a pessoa mais apta a ajudá-lo com estas questões, mas sim um/a psiquiatra.


  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Pode, para uma pessoa que já é ansiosa, muitas pesquisas podem levar à maior ruminação mental. Mas não diria que foi a pesquisa que levou ao desenvolvimento da fobia social. No entanto, cada caso é um caso e seria muito importante para você realizar um acompanhamento terapêutico não apenas para compreender e lidar melhor com o seu sofrimento emocional, mas para explorar e compreender o porque da fobia social ter se instalado.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Boa noite, primeiramente, sinto muito pelo que você está passando. É muito duro se ver em uma situação limite, entre o ficar ou permanecer em uma relação significativa, ainda mais tendo outros envolvidos. Pelo que leio vejo que sente sozinho a lutar pela relação e que tem te trazido muito desgaste emocional e dúvidas. É muito importante ter em mente que uma relação é sempre a dois, envolvendo não só a dinâmica do casal, mas aspectos pessoais de cada membro que são trazidos para a relação. Como a sua esposa reage e sente ou como você tem agido nessa situação e se sente nela pode ter mais do que a ver com a própria relação, mas com sofrimentos anteriores. Por vezes repetimos padrões nas relações e não entendemos porque, e tal se deve à dinâmicas inconscientes, necessidades ou conflitos que não puderam ainda ser bem conhecidos ou expressos. Vou dar um exemplo (não necessariamente o seu pois também não o conheco em profundidade para assumir nada): imagine uma pessoa que cresceu em uma familia cheia de conflito, onde ela não tinha muito espaço para expressar as suas emoções e em que constantemente sentia que o amor que recebia era condicional, se ela fosse e agisse conforme as expectativas dos pais. Enquanto criança ela não entendeia isso tão claramente, porém mais frente na vida, poderá procurar relações em que constantemente tem que se provar e em que muitas vezes é incompreendida. Tal pode ser uma necessidade inconsciente de ser aceita e amada por aqueles que inicialmente a rejeitaram, os proprios pais. Ou mesmo, estando em uma relação, ela pode interpretar coisas com base nesse viés, do medo de ser novamente rejeitada ou julgada ao invés de abraçar a realidade hoje que se apresenta. Ela estaria atuando com base em dores passadas, nao conforme o presente. Se aprecebendo disso ela poderia compreenderia de onde vêm certos padrões, deixando eles no passado e podendo hoje escolher relações com pessoas com características mais parecidas com aquilo que ela deseja e sente no seu intimo. As coisas não precisam ser como antes. Este foi apenas um exemplo simples, mas há muitas camadas. Quanto ao desrespeito é um sinal que a relação está muito desgastada e que foi se diminuindo a capacidade de ver o outro, de ouvir o outro. Tal não é necessariamente um veredicto, as coisas podem mudar. Mas o importante aqui é, há disposição de ambos os lados, para mudarem e lutarem pela relação? Há ainda desejo de se manter na relação? Se desejar, poderia ajudá-lo com em um processo terapêutico. Não me é possivel responder a questões tão profundas e complexas por mensagem. Espero poder auxiliá-lo neste processo. Atenciosamente, Dra. Ana Lúcia Senise


  • “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na

    “Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Olá boa noite. Primeiramente, não há uma forma unica de se proceder, uma vez que cada paciente é uma pessoa com sua história e necessidades singulares. Também o manejo varia muito conforme a perspectiva psicanalítica, na minha abordagem, a relacional, passa muito primeiramente pela criação de um vínculo. Parte da postura de conhecer e auxiliar uma pessoa em profundo sofrimento independentemente de diagnóstico. Para mim o diagnóstico não é tão relavente, mas sim a natureza das dores, das angústias, o modo como se relaciona, as expectativas que traz para as suas relações, os modos como procura aliviar a sua dor, entre outos. A parceria com a psiquiatria é possivel e essecial, especialmente quando um paciente pode se beneficiar de medicação para não sofrer tão intensamente. No entanto não acredito ou me identifico com diagnósticos cristalizados, não acredito que uma pessoa é borderline, mas que ela está e tem estado com esse modo de funcionamento por inúmeras razões. Mudando varios fatores e condições que fazem com que ela se perpetue deste modo, a transformação é possivel.


  • Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Border

    Como a psicanálise explica a instabilidade dos relacionamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    A instabilidade nos relacionamentos vêm antes da instabilidade na própria pessoa, na imagem de si e na sua identidade. Comumente pessoas com este funcionamento cresceram em lares instáveis, não tendo a segurança de que seriam amadas apesar de errarem e falharem (que é humano). Ou tiveram certas experiências que não a fizeram continuar na continuidade e segurança das relações. É preciso saber que alguém que o ama te ama para que se tenha segurança que você existe e é importante mesmo não estando na presença desta pessoa. Quem não teve esse segurança não confiará que não será deixada ou abandonada.


  • Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio

    Tenho sonhos com situações em que na vida real eu não quero que aconteça, os sonhos sempre são meio confusos é uma mistura entre gostar e não gostar do sonho.


    As vezes quando acordo sinto uma sensação boa e culpa por isso, aí eu penso racionalmente se realmente quero que tal coisa aconteça e sempre chego a conclusão que não quero.


    Por que isso acontece? Tenho TOC sexual, muitos pensamentos durante o dia, medo, culpa e agora tenho sonhado com essas coisas. É angustiante.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Os sonhos revelam conflitos interiores seus, tanto aqueles de que você tem consciência, como aqueles que ainda estão inconscientes. A psicanálise a auxiliara a compreender seus sonhos, seus desejos e conflitos, bem como auxiliá-la para melhor se autoconhecer e assim fazer as escolhas que te trarão mais felicidade.


  • Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com gra

    Estou passando pelo primeiro luto significativo da minha vida, primeira vez que perco alguém com grande vínculo, que no caso foi a minha gatinha de 13 anos...a dor é tão dilacerante, que simplesmente não consigo suportar. Sinto muitas culpas, pelas decisões tomadas sobre os tratamentos, pelo tempo que não curti ela porque estava envolta em problemas do cotidiano, embora cuidei, amei, fiquei muito com ela, sinto que ainda sim, foi pouco, que eu era muito mas muito feliz com ela, eu tinha tudo, e agora ela se foi, a nova realidade me assola de tristeza, nunca mais terei a felicidade com ela. Não sei como lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Sinto muito pela perda da sua gatinha. Ela era muito especial. Poderia ajudá-la com o seu luto, que consiga se reeguer. Nos momentos de escuridão, lembre que sua gatinha é eterna em você, ela vive no seu coração e memória e vive no que te contribuiu enquanto pessoa.


  • Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de c

    Um narcisista pode melhorar se não beber álcool e se for acompanhado psicologicamente os surtos de ciúmes e agressividade serão minimizados

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Retirar o alcool pode melhorar no sentido de diminuir certos comportamentos, mas não faz com que o narcisista deixe de o ser.


  • É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigaç

    É normal não estar triste e nem feliz? Estou preocupada com minha neutralidade, só cumpro as obrigações com meus filhos e não quero mais nada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    O que é normal é muito relativo, o que importa é que está preocupada e insatisfeita. Viver apenas com obrigações pode ser fruto de sofrimento, gradualmente perdendo o interesse e motivação de investir em outras coisas, de se deixar afetar. Esta neutralidade, ou apatia é chamada de anedonia.


  • Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fiz

    Eu venho procurando uma resposta pra isso ao longo de minha vida eu sempre procurava algo que me fizesse realizado e com propósito e encontrei o mercado financeiro, ser um negociador de ações isso me deu um foco e um objetivo, isso pode levar anos para me ter resultados.

    E nisso eu tenho problemas que afeta algumas áreas em minha vida que gostaria de ser resolvido, não consigo me adaptar em nenhum emprego e peço demissão muito rápido não consigo suportar e isso me prejudica nos relacionamentos não consigo me envolver com outras pessoas sinto que minha vida está uma bagunça, eu conseguisse resolver isso me sentiria livre desse peso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Há um padrão nas suas relações e compromissos. Tal tem raizes profundas na sua historia. A psicanálise seria essencial para você compreender estes padrões e os transformar.


  • Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Por

    Boa tarde! Ultimamente meu marido tem muito fetiche por brinquedos eróticos, sempre usou em mim. Porém ultimamente eu percebo que ele tá usando nele tbm , e isso antes nunca tinha acontecido com 8 anos juntos. Na hora da relação ele pega sem que eu veja um pênis de borracha e usa nele. E percebo que ele fica muito excitado. Isso é normal ou devo me preocupar? Será que ele tá tendo vontade de ter relação com homens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Não necessariamente. Os homens podem ter prazer de diferentes formas sem que isto altere a sexualidade. Caso estiver muito angustiada, pergunte à ele, expressando seus questionamentos.


  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Tal revela que existem inseguranças suas com relação à fidelidade dele ou á fideldiade das pessoas em geral. Para isso seria importante e essencial realizar um acompanhamento terapêutico para melhor se compreender.


  • Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consi

    Tenho muita insegurança e ciúmes do meu parceiro, tenho consciência que preciso mudar, mas não consigo. Sendo parte da minha personalidade será que é possível mudar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Toda mudança é possivel. A psicanálise transforma a personalidade.


  • Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de pers

    Quanto tempo, período de dias, meses ou anos, são necessários para diagnosticar o transtorno de personalidade paranóica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Depende muito de cada caso. Uma pessoa com sintomas paranóides pode os ter por diferentes motivos e relação. Identificar a paranóia é algo que se pode fazer de imediato, mas compreender o que está por detrás dela que pode levar muito mais tempo.


  • O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    O que seria uma pessoa que tem tendências depressivas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Uma pessoa que tende a sentir tristeza e melancolia, que tende a estar desmotivada e desesperançosa.


  • O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    O que é “erro de atribuição de intenção” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    É a tendência de ver ações neutras ou comuns de outras pessoas como se fossem ataques pessoais, como se as pesssoas estivessem com raiva dela, a rejeitando, pretendendo abandonar, entre outros.


  • O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    O que é o desmentido e como ele pode afetar a pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    O desmentido é quando uma pessoa vive uma realidade dolorosa mas não consegue aceitá-la e compreendê-la plenamente. Pode ser quando uma pessoa sofre, mas ao expressar a sua dor tem as suas emoções invalidadas. Um exemplo é quando uma pessoa conta um trauma que sofreu e outros não acreditam nela.


  • O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    O que é um vínculo e como influencia a forma como nos relacionamos com outras pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    A vinculação é uma relação emocional profunda e duradoura que liga uma pessoa a outra no tempo e no espaço e consta de uma necessidade primária básica, inata do ser humano, sendo tão forte como qualquer outra necessidade tal como a alimentação e o sono. As crianças são biologicamente predispostas a utilizarem seus pais como um porto seguro que lhes forneça conforto, cuidados e proteção quando sentirem algum desconforto ou medo, assim como enquanto uma base segura a partir da qual podem explorar o meio tendo sempre para onde retornar. A curto prazo, a vinculação protege a criança de potenciais perigos e a mantém próxima dos pais, enquanto que, a longo prazo, acaba por fornecer o modelo no qual as outras relações se vão basear, sendo este modelo ou melhor "filtro" para a percepção de Si, do Outro e do Mundo inconscientes. Este sistema de vinculação organiza-se e consolida-se ao longo da primeira infância embora ele possa ser alterado a partir de novas experiências relacionais.


    Crianças com uma vinculação segura tiveram as suas necessidades de proximidade, carinho e suprimento de necessidades fisiológicas respondidas na grande maioria das vezes, podendo se sentir livres para explorar, brincar e expressar os seus sentimentos justamente por confiarem no apoio e acolhimento dos pais. Estas crianças também, com o apoio e orientação dos pais, vão aprendendo formas de regular as suas emoções, isto é, de as conhecer, compreender e expressar de uma forma que seja melhor tanto para elas, como para os outros. Elas crescem com uma perceção de que o mundo é essencialmente bom e de que elas são amadas, podendo confiar nas pessoas, estabelecer relações com facilidade e buscar criativamente explorar e descobrir o mundo, assim como, quando adultas, valorizam a sua infância, descrevem-na de uma forma aberta, coerente e consistente. Entretanto, quando a sensibilidade parental dos pais às necessidades da criança é insuficiente ou ainda, precária, o modelo de vinculação da criança poderá ser disfuncional e vir a trazer grandes problemas futuros nas suas relações com os outros, consigo mesmas e na regulação de suas emoções. A sensibilidade parental pode ser compreendida enquanto a capacidade dos pais de perceberem e lerem com especificidade os sinais de suas crianças, o que exige dedicação e muita atenção à criança, como também a prontidão para responder a estes sinais de um modo adequado (podem indicar fome, sede, necessidades de eliminação, necessidade de atenção, de carinho e conforto, de comunicação, entre outros).


    Outros tipos de vinculação apontados e explorados na literatura são os tipos inseguro ambivalente, inseguro evitativo e o desorganizado (ou inseguro evitativo temeroso – de fearful do inglês).


  • Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou

    Por que a confiança no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser “maximalista” (tudo ou nada)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    Porque pessoas com este funcionamento também têm uma visão de si proprias, dos outros e do mundo muito instavel. Oscilam entre a idealização de algo ou a rejeição do mesmo. Há uma grande dificuldade em ver as coisas de modo total, isto é, com partes boas e más, ora vendo algo ou uma relação como boa ou como má. Isto tem em muito a ver com o que a própria pessoa sofreu e suas referências. Muitas vezes estas pessoas cresceram em lares muito instáveis e imprevisíveis. Não haviam segurança para saber que são amadas e continuarão a ser, independentemente se errarem ou se falharem. Cresceram com amor condicional.


  • Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Bo

    Como a dinâmica de negação pode afetar a relação entre o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e o terapeuta? Como o terapeuta pode garantir uma relação de confiança enquanto o paciente nega seu diagnóstico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Ana Lúcia Martins Senise

    A confiança se dá pelo estabelecimento de um vínculo seguro. Apesar de desacordos, maus entendidos, o terapeuta não abandonará o paciente, mas irá reconciliar, ouví-lo, procurar compreendê-lo. Também apresentará um modo de estar em que, pensar diferente não necessariamente significa um ataque, muito menos uma premissa para romper a relação. É na propria relação que um diferente e possivel novo modo de se relacionar se apresenta. Se o paciente reocnhece ou não o diagnóstico não é tão relevante. É mais relevante que ele reconheca certos padrões em sua relação que o tragam sofrimento, que queria aprender a compreender melhor as suas emoções e a si mesmos, que esteja comprometido com a terapia, entre outros.


Perguntas frequentes

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