Perguntas do paciente (18)

  • Quando o Comportamento Repetitivo Infantil Deve Preocupar os Pais?

    Quando o Comportamento Repetitivo Infantil Deve Preocupar os Pais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! Os comportamentos repetitivos das crianças podem ter diferentes significados, dependendo do contexto e da intensidade. Algumas repetições fazem parte do desenvolvimento normal, como rituais antes de dormir ou brincadeiras repetitivas, que ajudam a criança a organizar sua experiência e elaborar emoções. A repetição pode ser um sinal de angústia ou de um desejo inconsciente de reviver algo para tentar simbolizar e integrar emocionalmente a experiência. No entanto, os pais devem se preocupar quando essas repetições se tornam excessivas, rígidas ou interferem no desenvolvimento social, emocional da criança.

    Lembre-se, é de grande importância o acompanhamento psicológico para que se possa entender melhor de qual ordem é essa repetição.


  • O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissiona

    O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá! O austismo pode impactar o desempenho escolar ou profissional.
    O autismo não é uma doença, mas uma forma singular de estar no mundo, de se relacionar com as pessoas, com a linguagem e com os afetos. Para a psicanálise, cada sujeito com autismo tem uma maneira própria de viver e significar as experiências, e é justamente essa diferença que pode trazer desafios na escola ou no ambiente de trabalho.

    Muitas vezes, a linguagem do outro (as regras sociais, os gestos, o que se espera numa sala de aula ou numa equipe) pode ser confusa, angustiante ou até invasiva para a pessoa autista. Isso pode causar dificuldades na aprendizagem, na concentração ou na convivência com colegas — não por falta de capacidade, mas porque o jeito como esse sujeito organiza seu mundo interno é diferente.

    A psicanálise não busca “normalizar” ou forçar uma adaptação forçada. Ela parte do respeito ao modo de ser do sujeito autista, oferecendo um espaço de escuta onde ele possa construir sentidos próprios, encontrar formas de expressão e estabelecer laços possíveis com o mundo — seja na escola, no trabalho ou nas relações.

    O que às vezes parece uma "falha" é, na verdade, um modo único de funcionamento psíquico que precisa ser compreendido, não corrigido. Quando respeitado e acolhido, o sujeito com autismo pode desenvolver muito do seu potencial, desde que seja no seu tempo, do seu jeito e com a escuta .


  • Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas de fobia social?

    Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas de fobia social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Boa noite!!! A fobia social geralmente começa na infância ou adolescência. Na psicanálise, a gente entende que esse medo de estar com outras pessoas, de ser olhado, julgado ou criticado, tem a ver com como o sujeito se sente diante do olhar do outro. Como se estivesse sempre exposto, como se não pudesse falhar ou ser quem é. Por isso, a angústia aparece quando precisa falar, se mostrar ou estar em grupo. A fobia é uma forma do inconsciente tentar se proteger desse mal-estar.


  • Quais as recomendações para lidar com uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo

    Quais as recomendações para lidar com uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! A pessoa com autismo tem um jeito diferente de se relacionar com o mundo, com os outros e com ela mesma. Ela sente, percebe e entende as coisas, mas de um modo muito próprio. Por isso, a melhor forma de lidar com ela é com calma, paciência e muito respeito.
    Não adianta querer forçar conversa, toque ou brincadeira. O melhor é esperar que ela mostre, do jeitinho dela, como quer se comunicar. Às vezes é no olhar, no silêncio, em um gesto repetido.
    É como se ela morasse em uma casa com portas e janelas diferentes das nossas. A gente precisa aprender como bater nessa porta — e não arrombar. E quando ela abre, mesmo que só um pouquinho, a gente entra com cuidado, sem bagunçar o lugar dela.
    Espero ter ajudado!


  • Oque é neurose obsessiva? É a mesma coisa que o toc ou são coisas distintas?

    Oque é neurose obsessiva? É a mesma coisa que o toc ou são coisas distintas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! A neurose obsessiva e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) têm muitas semelhanças, mas pertencem a enquadramentos teóricos diferentes. A neurose obsessiva, do ponto de vista psicanalítico, é um tipo de neurose, ou seja, uma estrutura clínica, caracterizada por pensamentos repetitivos, rituais mentais ou comportamentais, angústia intensa e uma relação ambivalente com o desejo e a culpa. O sujeito obsessivo tem um pensamento muito rígido, perfeccionista, é tomado por dúvidas constantes e pode ficar preso em dilemas internos. O medo da culpa e da punição (ligados ao Supereu) são centrais para seu sofrimento. Já o TOC, segundo os manuais diagnósticos (DSM-5 e CID-11), é um transtorno caracterizado por obsessões (pensamentos intrusivos e indesejados) e compulsões (comportamentos repetitivos realizados para aliviar a ansiedade). A pessoa reconhece que os pensamentos não fazem sentido, mas sente que precisa realizar as compulsões para evitar um grande sofrimento ou um perigo iminente.


  • Meu sobrinho foi diagnosticado com autismo leve,hoje ele tem 29 anos de idade, com tratamento adequa

    Meu sobrinho foi diagnosticado com autismo leve,hoje ele tem 29 anos de idade, com tratamento adequado ele pode ser curado ou seja não precisar mais de medicação? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! É uma pergunta comum, vamos lá! O autismo não é algo que precisa de cura, como se fosse uma gripe. É um jeito diferente de funcionar, de sentir o mundo, de se comunicar e de se relacionar com as pessoas.
    Com o acompanhamento adequado, a pessoa pode sim desenvolver mais autonomia, bem-estar e qualidade de vida.
    Os remédios, quando são indicados, não servem para ‘tirar o autismo’, mas para ajudar em algumas dificuldades que podem aparecer junto — como ansiedade, agitação, insônia. Se a pessoa estiver bem, pode ser que, com o tempo, nem precise mais de medicação. Isso vai depender de como ela está se sentindo e do que precisa em cada momento.
    O mais importante é que ela seja reconhecida como pessoa, com seu jeito único, suas capacidades e seus limites e que possa viver do modo que fizer sentido para ela, sem pressão para ser igual aos outros.


  • Como ajudar uma pessoa que está viciada em cocaína?

    Como ajudar uma pessoa que está viciada em cocaína?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! Na minha abordagem de trabalho com usuários, entendo que o uso da droga — como a cocaína — não é apenas um problema químico ou de comportamento. O uso tem um sentido psíquico: ele é um jeito que a pessoa encontrou para lidar com dores internas, angústias profundas, faltas emocionais que talvez ela nem consiga explicar com palavras.

    A cocaína, por exemplo, costuma ser associada a um sentimento de potência momentânea: a pessoa se sente mais ativa, mais segura, mais “ligada”. Mas por trás disso, muitas vezes existe uma grande sensação de vazio, tristeza, medo de falhar ou de não ser amado. A droga entra como uma “solução mágica” para tapar essa falta — mesmo que por pouco tempo.

    Só que o alívio que a cocaína traz é rápido e enganoso. E, quando passa, o sofrimento volta ainda maior. A mente, então, busca mais droga para escapar de novo, e o ciclo se repete.

    A psicanálise não julga nem tenta “moralizar” o uso. Ela oferece um espaço onde a pessoa possa começar a falar do que sente, entender o que está por trás do uso, e construir novas formas de lidar com a dor sem precisar se anestesiar.

    Em muitos casos, a internação é uma das saídas e é o momento em que o sujeito, longe da droga, começa a se deparar com o que estava tentando evitar. Por isso, é comum que ele fique agitado, triste ou até com raiva. Mas esse também pode ser o momento ideal para escutar: “O que essa droga estava tentando calar?”

    Não é um processo fácil nem rápido. Requer tempo, vínculo, e uma escuta que acolha o sujeito para além do rótulo de “viciado”. Aposto sempre que há um desejo por trás do uso — e é nesse desejo que podemos trabalhar.


  • Meu filho tem nove anos é super inteligente na escola em relação aos conteúdos .mas não tem muita it

    Meu filho tem nove anos é super inteligente na escola em relação aos conteúdos .mas não tem muita iteração com as outras crianças só quer brincar sozinho diz q ninguém gosta dele e brinca com os dedos será q é autismo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Boa noite!! O que faz você pensar em autismo? Você percebe algo além do jeito dele brincar?
    Como ele se sente quando está sozinho? Importante escutar dele. Cada criança tem um jeito próprio de se relacionar com o mundo. Cada criança tem um jeito próprio de se relacionar com o mundo. Algumas gostam mais de brincar sozinhas e outras são mais sociáveis. O fato de brincar com os dedos pode ser visto como uma forma de comunicação. Pode ser uma maneira de organizar pensamentos, se acalmar ou até expressar algo que não consegue colocar em palavras.


  • Porque Meu esposo bebe e diz que a culpa é minha ?Ele diz que bebe por minha causa..por será? sou ev

    Porque Meu esposo bebe e diz que a culpa é minha ?Ele diz que bebe por minha causa..por será? sou evangelica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Boa noite!! Quando seu esposo diz que bebe por sua causa, ele pode estar projetando em você a responsabilidade por algo que pertence a ele.
    A projeção é um mecanismo de defesa em que a pessoa coloca no outro aquilo que não consegue lidar em si mesma. Ele pode ter dificuldade em assumir que a escolha de beber é dele. Ao culpar você, ele evita olhar para as verdadeiras razões que o levam ao álcool, como questões emocionais não resolvidas, angústias ou dificuldades internas. Talvez o álcool seja uma forma de lidar com tensões no relacionamento ou com sentimentos que ele não consegue expressar diretamente. Em vez de falar sobre o que sente, ele transforma isso em um ato impulsivo e transfere a culpa para você.


  • Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode

    Como mostrar para uma pessoa alcoólatra que ela precisa de ajuda , mas não aceita que a bebida pode acabar com a vida dela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Boa noite! O álcool, para ela pode ter uma função psíquica e, muitas vezes, é uma forma de lidar com angústias profundas. A negação é um mecanismo de defesa que apresenta um significado para ela, se você confronta a pessoa ela pode se fechar ainda mais. Em vez de dizer “você precisa parar de beber", questione à ela:
    1. "O que a bebida significa para você?"
    2. "O que acontece quando você não bebe?"
    Se a pessoa sente que será julgada, ela pode se afastar. Em vez de condenar o álcool, tente entender o que ele representa na vida dela. O objetivo é abrir um espaço onde ela possa começar a questionar seu próprio consumo. Muitas pessoas mesmo internadas ainda não reconhecem a dependência do alcool .


  • Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    Meu esposo esta querendo parar de beber o que eu faço pra poder ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! Primeiro, é importante reconhecer a força e o valor desse movimento: quando uma pessoa que sofre com o álcool diz que quer parar, isso já é um sinal importante de que algo dentro dela começou a mudar. E você, como esposa, também tem um papel essencial — não para controlar ou forçar, mas para estar junto, escutar e apoiar de um lugar que não se confunde com a dor dele.

    Pela psicanálise, entendemos que o uso do álcool não é apenas um vício físico. Ele cumpre uma função psíquica: muitas vezes, o álcool aparece como um modo de calar angústias, de suportar faltas ou feridas emocionais que talvez nem a própria pessoa consiga nomear. Parar de beber, então, não é só parar com a substância — é também entrar em contato com essas dores que antes estavam adormecidas pelo álcool.

    Por isso, sua presença pode ser muito valiosa, desde que venha com escuta, paciência e sem exigência de uma mudança imediata. Algumas atitudes que podem ajudar:

    1. Ofereça apoio, não cobrança: Evite frases como “você tem que parar” ou “se não parar, vai me perder”. Em vez disso, acolha: “Eu vejo que está sendo difícil pra você, e quero estar do seu lado nesse processo”.
    2. Convide ao tratamento, não imponha. Sugerir que ele procure um espaço de escuta.
    3. Cuide de você também: Às vezes, conversar com um profissional pode te ajudar a entender seus próprios limites e sentimentos nesse processo.
    4. Reconheça os pequenos passos: Toda tentativa conta. O caminho é feito de avanços e recaídas.
    Você não está sozinha. Seu marido também não. A ajuda é possível, desde que o desejo de mudança seja respeitado no tempo.


  • Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    Por que quando eu bebo, que acordo no outro dia eu tenho uma sensação de culoa de angústia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! Vamos lá! Quando a quando a gente bebe, as defesas que usamos no dia a dia para controlar sentimentos e pensamentos inconscientes ficam mais frágeis. Isso pode fazer com que desejos, medos ou conflitos internos venham à tona, mesmo sem a gente perceber. No dia seguinte, o que aparece é a culpa e a angústia — como se algo tivesse escapado do nosso controle. Às vezes nem é pelo que foi feito, mas pelo que pode ter sido dito ou sentido sem filtros. Mas é importante que isso seja falado em análise para que se possa entender um pouco melhor.


  • o que fazer quando o alcolatra nao admite fazer tratamento e esta sendo um risco pra ele e para os o

    o que fazer quando o alcolatra nao admite fazer tratamento e esta sendo um risco pra ele e para os outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Boa tarde!! Como profissional atuante nesta área e pela minha forma de trabalho, entendemos que ninguém se torna dependente do álcool por acaso. O uso da bebida, muitas vezes, é uma forma de silenciar dores internas, conflitos não elaborados, angústias que o sujeito não consegue nomear. O álcool funciona como uma "muleta psíquica", um apoio para lidar com aquilo que ele não dá conta de enfrentar.

    Quando a pessoa recusa ajuda ou diz que “não tem problema”, não é por teimosia ou maldade. Muitas vezes, é porque admitir o problema traria à tona sofrimentos muito antigos e difíceis de suportar. A recusa é, em si, uma defesa — uma forma de manter o sofrimento inconsciente sob controle, mesmo que isso custe muito caro.

    Mas quando o uso do álcool coloca em risco a vida do sujeito e de outros, essa recusa se torna perigosa. Nestes casos, pode ser necessário um ato do Outro (a família, os profissionais..) para proteger a vida. Internações involuntárias, por exemplo, não são soluções mágicas, mas podem ser um ponto de ruptura que abre a possibilidade de escuta e tratamento.

    Então, mesmo diante da recusa, a pessoa não seja tratada apenas como "doente" ou "perigosa", mas como sujeito de desejo, que sofre, que se defende como pode, e que precisa de um espaço onde sua dor possa, aos poucos, ser simbolizada e elaborada.


  • Meu filho troca de hiperfoco o tempo todo é normal?

    Meu filho troca de hiperfoco o tempo todo é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Bom dia!! Olha, todo mundo pode ter períodos de muito interesse por uma coisa só como um livro, um jogo, um tema. Isso pode acontecer quando a pessoa encontra ali um jeito de se acalmar, de se sentir útil, de esquecer de algo difícil... ou simplesmente porque gosta muito.
    Na psicanálise, a gente se pergunta: o que esse interesse está dizendo sobre o que a pessoa sente, do que ela precisa, ou do que ela tenta evitar? Nem sempre é um problema. Só vira um sinal de alerta quando isso começa a atrapalhar a vida, os relacionamentos, os estudos, o sono.
    O foco em algo pode ser uma forma de lidar com o mundo, tanto para quem é autista quanto para quem não é. O importante é entender o que está por trás disso, com escuta e cuidado. Em crianças com autismo, o hiperfoco é uma forma de se conectar com o mundo. É como se aquele assunto ou objeto fosse uma maneira segura, organizada, até prazerosa de lidar com tudo o que é incerto ou estranho fora dali. E sim, pode acontecer de esse interesse mudar com o tempo, porque o que está em jogo não é só o objeto em si, mas o que ele representa para a criança naquele momento.


  • Em minha cidade tem um morador de rua,alcoólatra,e sempre me diz q quer ser internado p largar o víc

    Em minha cidade tem um morador de rua,alcoólatra,e sempre me diz q quer ser internado p largar o vício e ninguém o leva.
    O q posso fazer para ajudá-lo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Busque serviço em sua cidade para melhor informação, mas
    1. Buscar Serviços Públicos
    O SUS oferece tratamento para dependência química por meio dos CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas). Você pode procurar o CAPS da sua cidade e perguntar como funciona o acolhimento. Alguns municípios têm abordagem social para moradores de rua. O Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) pode orientar sobre internação.
    2. Comunidades Terapêuticas
    Se ele estiver disposto, algumas comunidades terapêuticas acolhem gratuitamente pessoas com dependência química.
    3. Encaminhar para Abrigos ou Assistência Social. Assistência Social da prefeitura pode indicar instituições que acolhem moradores de rua e facilitam o acesso ao tratamento.


  • A Fobia Social tem tratamento através da psicanálise?

    A Fobia Social tem tratamento através da psicanálise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Sim, a fobia social pode ser tratada na psicanálise. A fobia não é um medo qualquer, mas uma expressão de algo mais profundo, que está no inconsciente da pessoa. Ou seja, o medo de ser julgado pode estar relacionado a questões mais antigas e mais internas, como experiências difíceis da infância ou traumas que a pessoa não lembra, mas que ficaram guardados em sua mente. A psicanálise tenta compreender por que a pessoa sente esse medo e de onde ele vem. Explorar experiências passadas; Entender a relação com o "olhar do outro" por exemplo.


  • Olá, ha mais de sete anos que vivo isolada do mundo pois tenho fobia social, me incomoda o contato

    Olá, ha mais de sete anos que vivo isolada do mundo pois tenho fobia social, me incomoda o contato até com as pessoas mais próximas, exemplos (cunhadas, tias, primos) Será que fazendo terapia seria possível eu me sentir confortável em público algum dia, visto que estou nessa situação a tanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Entendo profundamente o quanto viver com fobia social por tanto tempo pode ser doloroso. O isolamento acaba sendo uma forma de proteção, mas também reforça a sensação de que os outros e as situações sociais são ameaçadoras, o que torna cada vez mais difícil sair desse ciclo.

    A boa notícia é que, sim, a análise pode te ajudar a trabalhar essa questão. Ao longo do tratamento, podemos explorar os sentimentos e as experiências que alimentam o medo de interação social. A análise não se trata de forçar você a agir de imediato, mas sim de compreender, aos poucos, o que está por trás desse comportamento e de como ele foi se fortalecendo ao longo do tempo. A psicanálise, por exemplo, pode ajudar a entender a origem desse medo, seja ela ligada a experiências do passado, inseguranças ou outros aspectos emocionais.
    O processo analítico é único para cada pessoa, e isso inclui respeitar seu tempo. Com o acompanhamento adequado, você pode aprender a lidar com a ansiedade social, e aos poucos, perceber que é possível se sentir mais confortável e confiante, tanto com as pessoas próximas quanto em situações públicas.

    O primeiro passo pode ser o mais difícil, mas vale a pena buscar ajuda, pois, com paciência e dedicação, você poderá se sentir mais segura. Estou aqui para caminhar com você, se precisar, nesse processo e ajudar a encontrar maneiras de reconectar-se com o mundo à sua volta, no seu tempo e de acordo com os seus limites


  • O que pode estar por trás de um surto psicótico?

    O que pode estar por trás de um surto psicótico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Ana Luísa Sá

    Olá!! Um surto psicótico pode ter diversas origens e significados, dependendo da história do sujeito, do seu contexto e das condições psíquicas e biológicas envolvidas. Ele pode ser compreendido como uma ruptura no funcionamento psíquico, onde a realidade simbólica (palavras, significados e regras que nos ajudam a organizar a experiência) não consegue mais conter ou organizar a experiência subjetiva. As experiências traumáticas não elaboradas podem emergir abruptamente, desestabilizando a organização psíquica do sujeito. O surto pode ser uma tentativa extrema de lidar com um sofrimento insuportável. Embora pareça uma desconexão total, o surto pode ser visto como uma tentativa do psiquismo de reorganizar-se diante de algo insuportável. O delírio, por exemplo, pode funcionar como uma nova narrativa que tenta dar sentido ao caos interno.


Perguntas frequentes

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