Perguntas do paciente (61)
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso é bem mais comum do que parece, e não significa que você “perdeu a capacidade” de estudar ou ler. Depois da pandemia, muita gente ficou com atenção mais fragmentada, maior intolerância ao tédio e hábito de buscar estímulos rápidos. O problema é que Instagram e afins treinam exatamente o oposto da leitura longa: novidade constante, recompensa imediata e nenhuma exigência de permanência. Não é uma falha moral; é um ambiente muito bem desenhado para capturar atenção.
Tentar vencer isso apenas “na força de vontade” costuma dar errado. Funciona melhor diminuir o atrito da tarefa e aumentar o atrito da distração. Por exemplo: deixar o celular em outro cômodo, usar bloqueadores por períodos curtos, estudar com apenas uma aba aberta e começar com blocos de 10 ou 15 minutos. Para leitura, vale abandonar a meta de “ler bastante” e recuperar primeiro o prazer de permanecer: duas páginas, um capítulo curto, um texto que realmente interesse. O objetivo inicial não é produtividade máxima; é reconstruir tolerância à atenção contínua.
Também ajuda transformar estudo em comportamento concreto, não em uma exigência abstrata. Em vez de “preciso estudar”, defina algo como: “vou abrir o artigo, ler o primeiro tópico e escrever três linhas sobre ele”. Quando surgir a vontade de “instagramar”, não precisa discutir com ela. Note a vontade e adie por cinco minutos: “posso olhar depois deste bloco”. Muitas vezes, o impulso perde força quando você não o trata como ordem. A vontade é real, mas não é uma instrução.
Se isso estiver muito intenso, persistente e afetando várias áreas da vida, vale investigar fatores como sono, ansiedade, depressão, esgotamento, uso excessivo de telas ou TDAH. Não para buscar um rótulo rápido, mas porque problemas de foco às vezes são consequência de outra coisa. Enquanto isso, pense menos em “voltar a ser quem eu era” e mais em treinar atenção como quem recupera condicionamento físico: pouco, frequente e sem exigir desempenho de atleta no primeiro dia.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve **é compatível com um quadro que merece avaliação profissional o quanto antes**. Não dá para dizer pela internet se é depressão, porque esses sintomas também podem aparecer em ansiedade intensa, burnout, episódios depressivos, problemas de sono, alterações hormonais (como da tireoide), deficiência de vitaminas, efeitos de medicamentos e outras condições. Mas, sim: **depressão é uma possibilidade importante**.
Vários pontos chamam atenção no seu relato: tristeza frequente, vontade de ficar deitada o tempo todo, perda do interesse pelas coisas que antes eram prazerosas, dificuldade de concentração e memória, sensação de estar "vegetando", baixa energia, choro fácil, ansiedade intensa, medo constante de ser abandonada e impacto significativo na escola e no relacionamento. Quando sintomas assim duram cerca de dois meses e começam a prejudicar a vida diária, é um sinal de que vale procurar um psicólogo e também um médico (clínico geral ou psiquiatra) para uma avaliação completa.
A sensação de que "me perdi de mim mesma" e de que seu raciocínio piorou pode ser muito assustadora, mas isso acontece com bastante frequência em quadros de depressão e ansiedade. Muitas pessoas interpretam isso como "estou ficando burra" ou "meu cérebro estragou", quando, na verdade, o cérebro pode estar funcionando sob uma carga emocional tão grande que memória, atenção e raciocínio ficam prejudicados. Isso costuma melhorar quando a causa é tratada.
Enquanto você busca ajuda, tente não enfrentar isso sozinha. Se houver alguém de confiança — um familiar, um amigo, seu namorado ou um orientador da escola — vale a pena contar que você não está bem. Você não precisa esperar "piorar mais" para pedir ajuda.
Quero fazer uma pergunta importante: **quando você diz que só sente vontade de ficar deitada na cama para sempre**, isso significa apenas que você está extremamente cansada e sem energia, ou você também tem tido pensamentos de que não quer mais viver ou de machucar a si mesma?
Se houver pensamentos de que a vida não vale a pena, vontade de morrer ou de se machucar, ou se você sentir que pode agir nesses pensamentos, isso merece ajuda **imediata**. Nesse caso, procure um familiar ou outra pessoa de confiança hoje mesmo e vá ao pronto-socorro ou serviço de emergência psiquiátrica mais próximo. Você não precisa passar por isso sozinha.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é bastante comum. Na verdade, o que você descreve soa mais como um contraste emocional do que como um sinal de que há algo errado no relacionamento. Vocês passaram quatro dias vivendo uma rotina muito próxima — acordando juntos, compartilhando tarefas, conversando, dormindo lado a lado. Seu cérebro e seu corpo se adaptaram rapidamente a essa presença constante. Quando essa convivência termina de forma abrupta, é natural sentir uma espécie de "vazio", porque a rotina mudou de uma hora para outra.
Também existe um componente biológico. Passar tempo com alguém de quem gostamos aumenta sensações de vínculo e bem-estar, mediadas por substâncias como ocitocina e dopamina. Quando a pessoa vai embora, não é que essas substâncias simplesmente "acabem", mas o contraste entre estar junto e estar sozinha pode ser sentido como uma queda no humor. Muita gente relata exatamente isso depois de férias em casal, viagens ou visitas longas: chega em casa e parece que o silêncio pesa mais do que o normal.
O que me chama atenção no seu relato é justamente o que **não** aparece. Você diz que não houve brigas, que não tem medo de abandono, que gosta da sua casa, da sua família e que não está infeliz com a sua vida. Isso torna mais provável que a tristeza seja uma resposta saudável à saudade, e não um sinal de dependência emocional. Você não parece estar dizendo "não consigo existir sem ele"; parece estar dizendo "eu gostei tanto da experiência de dividir a vida com ele que senti falta quando ela acabou". Essas são coisas bem diferentes.
Normalmente essa sensação diminui ao longo de um ou dois dias, conforme você retoma sua própria rotina. A saudade continua, mas deixa de ter aquela intensidade quase física das primeiras horas. Se, por outro lado, essa tristeza se tornasse constante, impedisse você de aproveitar sua própria vida ou fizesse você se sentir vazia toda vez que ele não estivesse presente, aí valeria a pena refletir sobre se o relacionamento está ocupando espaço demais na sua identidade. Pelo que você contou, porém, isso não parece ser o caso.
Há até um jeito carinhoso de olhar para isso: esses quatro dias deram um pequeno gostinho de uma vida que vocês ainda não vivem diariamente. Quando a experiência termina, seu cérebro demora um pouco para "trocar de marcha". É parecido com a sensação de voltar para casa depois de uma viagem maravilhosa ou terminar um livro excelente. Não significa que a vida normal seja ruim; significa apenas que você viveu algo muito bom e ainda está se ajustando ao fim daquela experiência.
Então, sim: é perfeitamente normal. Se amanhã ou depois você continuar sentindo saudade, mas já conseguir aproveitar suas atividades, conversar com ele e esperar pelo próximo encontro com tranquilidade, isso é exatamente o tipo de adaptação que costuma acontecer em relacionamentos saudáveis.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta curta é: **geralmente não dá para separar as duas coisas imediatamente**. Muitas vezes, elas começam misturadas, e é justamente isso que a psicoterapia ajuda a entender.
A **transferência** é um fenômeno em que sentimentos, expectativas e padrões de relacionamento importantes da sua vida acabam sendo vividos na relação com a psicóloga. Isso pode incluir admiração, confiança, raiva, dependência e também sentimentos românticos ou sexuais. O fato de sentir atração pela terapeuta **não significa automaticamente** que seja um amor "verdadeiro", mas também não significa que seja "apenas transferência" e, portanto, "falso". Os sentimentos são reais; a questão é entender de onde eles vêm e o que representam.
Algumas perguntas que podem ajudar a refletir:
* Você sente que o principal desejo é **conhecê-la como pessoa**, com qualidades e defeitos, ou a imagem que você tem dela está muito ligada ao que ela representa dentro do consultório?
* A atração surgiu depois de ela demonstrar escuta, acolhimento e compreensão de um jeito que você raramente experimentou com outras pessoas?
* Você imagina uma vida com ela como ela realmente é, ou imagina uma versão idealizada?
* Esse tipo de sentimento costuma aparecer com outras figuras importantes na sua vida ou é algo completamente novo?
Na prática, muitas pessoas descobrem que estavam apaixonadas pela **experiência de serem compreendidas profundamente**, e a terapeuta acabou se tornando a "face" dessa experiência. Outras percebem que existe uma atração genuína, mas que ela é intensificada pelo contexto terapêutico, que favorece intimidade emocional de uma forma muito incomum.
O mais importante é que **esse assunto pode e costuma ser levado para a terapia**. Bons psicólogos são treinados para lidar com isso sem julgar o paciente. Na verdade, conversar sobre esses sentimentos costuma ser muito mais útil do que escondê-los, porque eles frequentemente revelam necessidades emocionais, padrões de vínculo e formas de se relacionar que são centrais para o tratamento.
Vale lembrar também que, mesmo que exista uma atração mútua (o que muitas vezes nem é possível saber), a responsabilidade ética é da psicóloga. Ela não deve iniciar ou manter um relacionamento amoroso ou sexual com um paciente, justamente porque a relação terapêutica envolve uma assimetria de poder e confiança.
Se você me contasse mais sobre o que sente — por exemplo, se pensa nela fora das sessões, sente ciúmes, fantasia em namorá-la, ou se o principal sentimento é querer estar perto dela porque se sente seguro — eu poderia ajudar a pensar sobre quais elementos parecem mais relacionados à transferência, à atração romântica ou a uma mistura das duas.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de qualquer coisa: você **não é defeituosa**.
O que você descreve é uma reação que pode acontecer depois de abusos sexuais na infância. O seu corpo e o seu cérebro aprenderam, em uma idade muito precoce, a associar intimidade, vulnerabilidade ou certas sensações ao perigo. Então, quando você tenta viver um momento de carinho ou sexualidade com alguém que ama, seu sistema de defesa dispara como se estivesse tentando protegê-la. Chorar, congelar, entrar em pânico ou ter lembranças involuntárias não significa que você não ame seu namorado ou que esteja "quebrada". Significa que você passou por experiências profundamente traumáticas.
Também chama atenção o que acontece quando você bebe. O álcool pode diminuir o controle sobre as emoções e facilitar que memórias traumáticas e crises de pânico apareçam com mais intensidade. Se você percebe que beber piora as crises e faz você reviver os abusos, vale a pena evitar álcool por enquanto. Não é uma solução para o trauma e, pelo que você contou, está aumentando o sofrimento.
O caminho mais importante é procurar ajuda especializada. Psicoterapia com um profissional que trabalhe com trauma pode fazer muita diferença. Existem abordagens com boa evidência para pessoas que passaram por abuso sexual na infância, e elas não consistem simplesmente em "ficar falando do trauma" sem direção. O objetivo é ajudá-la a recuperar a sensação de segurança, diminuir os gatilhos e permitir que a intimidade deixe de ser automaticamente associada ao perigo. Em alguns casos, uma avaliação com um psiquiatra também é útil, principalmente quando há crises de pânico frequentes, flashbacks ou ansiedade muito intensa.
Enquanto isso, converse com seu namorado, se você sentir que é seguro fazer isso. Você não precisa entrar em detalhes que não queira contar. Pode dizer algo como: "Às vezes meu corpo entra em pânico por causa de coisas que vivi antes. Não é por sua causa nem porque eu não confie em você. Eu preciso ir no meu ritmo." Um parceiro que gosta de você vai entender que intimidade também significa respeitar limites e construir segurança juntos.
Por fim, quero dizer algo que considero importante: o fato de você ter sido abusada aos 5 e aos 11 anos não diz absolutamente nada sobre o seu valor. A responsabilidade é de quem abusou de você, não sua. O trauma pode fazer você sentir que está "estragada", mas esse sentimento é uma consequência do que aconteceu, não uma descrição de quem você é.
Quero fazer uma pergunta só para entender melhor como você está: quando essas lembranças aparecem, você sente apenas medo e pânico, ou às vezes também surgem pensamentos de que você não quer mais viver ou de machucar a si mesma? Isso muda o tipo de ajuda que seria mais importante buscar primeiro.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve me parece menos um problema de "não saber ser adulto" e mais uma necessidade humana legítima. Querer construir uma relação íntima, dividir a vida com alguém e sentir que existe um lugar de pertencimento não é futilidade. Pelo contrário: vínculos profundos são uma das coisas que mais contribuem para o bem-estar psicológico. Aos 25 anos, não há nada de estranho em desejar isso e sofrer pela ausência dessa experiência.
Ao mesmo tempo, vale a pena tomar cuidado com uma armadilha comum: transformar o relacionamento na condição para finalmente se sentir completo ou feliz. Quando você pergunta "Quando serei feliz?", percebo que sua mente está juntando muitas questões diferentes — carreira, estabilidade, identidade e amor — em uma única resposta. A realidade costuma ser menos organizada. Um relacionamento saudável pode trazer muita alegria, mas não resolve automaticamente inseguranças, dúvidas sobre o futuro ou o sentimento de estar "atrasado" na vida.
Também não acho que exista uma regra de que você precise "arrumar toda a sua vida" antes de procurar alguém. A maioria das pessoas constrói carreira, amadurece e enfrenta dificuldades **enquanto** vive relacionamentos. Esperar atingir uma versão perfeita de si mesmo antes de se permitir amar pode acabar adiando indefinidamente algo que também faz parte do crescimento.
Talvez a pergunta mais útil não seja "devo esperar ou devo procurar?", mas "minha vida hoje tem espaço para conhecer pessoas de forma genuína?". Se a resposta for não, talvez valha investir em ampliar seus círculos sociais. Se for sim, não há problema algum em se abrir para conhecer alguém, sem fazer disso uma corrida contra o tempo.
Há um trecho do seu relato que me chamou atenção: você diz que, desde os 11 ou 12 anos, sente esse desejo de conexão profunda. Isso sugere que o que você procura não é apenas um namoro, mas uma forma de intimidade emocional, de ser conhecido e aceito por outra pessoa. Essa é uma necessidade bastante comum. O desafio é lembrar que ela não precisa ser satisfeita de uma única maneira nem em um único prazo. Amigos próximos, família, comunidades e, eventualmente, um parceiro podem compor essa sensação de pertencimento.
Por fim, uma observação que talvez alivie um pouco a pressão: aos 25 anos, é muito comum sentir que "eu já deveria ter resolvido isso". Só que, na prática, muita gente encontra relacionamentos significativos pela primeira vez aos 30, aos 40 ou mais tarde. Não porque "demoraram", mas porque não existe uma idade certa para isso acontecer. Sua preocupação faz sentido, mas ela não é uma evidência de que você perdeu o momento ou de que há algo errado com você.
Eu só ficaria atento se essa busca começasse a fazer você acreditar que sua vida está em pausa até encontrar alguém. Porque aí o relacionamento deixa de ser um desejo importante e passa a carregar a missão impossível de dar sentido à existência inteira. Quando ele pode ser apenas o que é — um encontro entre duas pessoas que caminham juntas — costuma haver mais espaço para que aconteça de forma saudável.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito delicada, e a resposta é que **essas duas coisas não são a mesma**.
Muitas pessoas passam por um período em que ainda não conseguiram aceitar a gravidez. Isso pode envolver pensamentos como "isso ainda não parece real", "eu não consigo me imaginar mãe", "eu queria mais tempo" ou até "eu gostaria que isso não estivesse acontecendo". Esse processo de adaptação é relativamente comum, especialmente quando a gravidez foi inesperada, aconteceu em um momento difícil ou trouxe muitas mudanças de uma vez. Não significa, por si só, que você esteja rejeitando o bebê.
Já a ideia de "rejeitar o bebê" costuma envolver algo mais persistente e abrangente. Por exemplo, uma sensação contínua de não querer qualquer vínculo com a gravidez ou com o bebê, evitar completamente pensar nele, sentir uma hostilidade intensa ou permanecer incapaz de imaginar qualquer futuro com a criança ao longo do tempo. Mesmo assim, isso não é um diagnóstico nem significa que a pessoa será uma mãe ruim. Em muitos casos, esses sentimentos estão ligados ao medo, à ansiedade, à depressão ou ao estresse, e podem mudar bastante com apoio.
Também é importante saber que o vínculo com o bebê **não precisa surgir imediatamente**. Algumas pessoas sentem uma conexão forte desde o teste positivo. Outras só começam a sentir isso quando a barriga cresce, quando percebem os movimentos, após o parto ou até alguns meses depois do nascimento. Existe uma grande variação, e não sentir aquele "amor instantâneo" que às vezes aparece nas histórias não significa que haja algo de errado com você.
Uma pergunta que pode ajudar na reflexão é: **o que mais pesa hoje?** É o bebê em si ou as mudanças que a gravidez trouxe para a sua vida? Muitas vezes, a angústia está relacionada ao medo da responsabilidade, das mudanças no corpo, das questões financeiras, do futuro ou da perda da vida que existia antes. Isso é diferente de rejeitar o bebê como pessoa.
Se esses sentimentos estiverem causando muito sofrimento, forem muito intensos ou vierem acompanhados de tristeza constante, ansiedade intensa ou dificuldade para cuidar de si mesma durante a gravidez, vale a pena conversar com o obstetra e, se possível, com um psicólogo. A saúde mental na gestação é tão importante quanto a saúde física, e pedir ajuda nessa fase é um cuidado consigo e com o bebê, não um sinal de fracasso.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma pergunta muito boa. A resposta curta é: **porque quem já teve depressão não volta exatamente ao "zero" depois que melhora**. O cérebro, o corpo e os padrões psicológicos ficam mais sensíveis a certos tipos de estresse, embora isso não signifique que uma recaída seja inevitável.
A depressão é resultado da interação de vários fatores: predisposição biológica, experiências de vida, forma de lidar com o estresse, sono, saúde física, apoio social e acontecimentos difíceis. Depois de um episódio depressivo, parece que o cérebro "aprende" aquele caminho. Por isso, um evento que antes talvez fosse apenas muito estressante pode, em algumas pessoas, aumentar novamente o risco de um episódio depressivo. É parecido com uma trilha em uma floresta: quanto mais vezes ela é percorrida, mais fácil fica encontrá-la outra vez.
Isso não quer dizer que a depressão esteja literalmente "esperando para atacar". É uma metáfora compreensível, mas pode dar a impressão de que a recaída é inevitável. Na prática, muitas pessoas passam por perdas, decepções e períodos difíceis sem desenvolver um novo episódio. O que aumenta ou diminui esse risco depende de vários fatores: tratamento adequado do episódio anterior, qualidade do sono, manejo do estresse, atividade física, vínculos sociais, tratamento de outras condições (como ansiedade) e, para algumas pessoas, o uso contínuo de medicação.
Também existe um aspecto psicológico. Depois de viver uma depressão, é comum a pessoa ficar muito atenta aos próprios sinais internos. Se começa a dormir pior, perde o prazer nas coisas ou fica mais cansada, pode surgir o pensamento: "Está voltando." Às vezes essa percepção ajuda, porque permite buscar ajuda cedo. Outras vezes, ela aumenta a ansiedade e faz qualquer tristeza parecer uma recaída iminente. É importante lembrar que tristeza diante de acontecimentos ruins é uma resposta humana normal; nem toda tristeza é depressão.
A boa notícia é que reconhecer seus sinais de alerta costuma ser uma das melhores formas de prevenção. Muitas pessoas aprendem a identificar mudanças precoces — isolamento, alteração do sono, perda de interesse, dificuldade de concentração — e conseguem intervir antes que um novo episódio se instale. Em outras palavras, uma história de depressão aumenta a vulnerabilidade, mas também pode trazer mais conhecimento sobre si mesmo e mais ferramentas para se cuidar. O fato de a depressão poder voltar não significa que ela vá voltar, nem que você esteja condenado a conviver com ela para sempre.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve tem dois sofrimentos diferentes, e eles podem acabar se misturando.
O primeiro é o sofrimento causado pelo trabalho. O segundo, que às vezes dói ainda mais, é a experiência de procurar apoio na sua mãe e sentir que ela não acreditou em você. Quando uma pessoa importante responde ao nosso sofrimento com frases como "você está exagerando" ou "isso é mania de perseguição", a dor deixa de ser apenas o problema original. Ela passa a incluir a sensação de estar sozinho justamente quando mais precisava de acolhimento.
É compreensível que isso gere sentimentos de abandono, traição e até uma perda de confiança. Afinal, esperamos que nossos familiares sejam um lugar relativamente seguro para levar nossas dificuldades. Quando isso não acontece, muitas pessoas passam a pensar: "Se nem minha mãe acreditou em mim, em quem posso confiar?". Essa conclusão faz sentido como reação emocional.
Ao mesmo tempo, eu teria cuidado com a conclusão seguinte: "a maioria das pessoas não prestam e são falsas". Essa é uma generalização que costuma nascer depois de experiências muito dolorosas. Ela funciona como uma proteção: se eu esperar o pior de todos, talvez ninguém consiga me machucar novamente. O problema é que essa estratégia também dificulta reconhecer pessoas confiáveis quando elas aparecem.
Também vale considerar que invalidar alguém nem sempre significa falta de amor. Algumas pessoas minimizam o sofrimento dos outros porque têm dificuldade de lidar com emoções, acreditam que estão "fortalecendo" a pessoa, ou simplesmente não conseguem imaginar uma realidade diferente da própria. Isso não torna a atitude menos dolorosa, mas pode significar que ela diz tanto sobre as limitações da sua mãe quanto sobre você.
Lidar com esse sentimento passa, em parte, por aceitar uma realidade difícil: talvez sua mãe não tenha conseguido oferecer o tipo de apoio que você precisava naquela situação. Isso não impede que você lamente essa perda. Muitas vezes, o processo é justamente fazer um luto pela mãe que você gostaria que ela tivesse sido naquele momento, em vez de esperar que o passado possa ser reescrito.
Por outro lado, você pode construir outras fontes de confiança. Amigos, parceiros, familiares, grupos e até uma boa relação terapêutica podem oferecer validação e apoio que faltaram naquela época. Isso não apaga o que aconteceu, mas impede que a atitude de uma pessoa defina para sempre a sua visão sobre todas as outras.
Uma última observação: você mencionou que chegou perto de desmaiar, teve problemas físicos e só recentemente saiu desse ambiente. Depois de três anos de um contexto que você viveu como um "inferno", é esperado que ainda haja um período de recuperação. Às vezes, quando finalmente saímos de uma situação muito estressante, a mente só então começa a processar tudo o que foi vivido. Não é sinal de fraqueza; é parte da recuperação.
Se esse sentimento de abandono continuar muito intenso ou estiver afetando sua capacidade de confiar nas pessoas e construir novos vínculos, trabalhar isso em psicoterapia costuma ser bastante útil. Não para convencer você de que "todo mundo é bom", mas para ajudar a diferenciar quem realmente merece sua confiança de quem não merece, sem que uma experiência dolorosa precise ditar a regra para todas as outras relações.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O que você descreve é um padrão que aparece com frequência na clínica: a busca constante por mais conhecimento acaba funcionando como uma forma de adiar a execução. Nem sempre isso acontece por preguiça; muitas vezes está relacionado à ansiedade, ao perfeccionismo, à dificuldade em tolerar a incerteza ou até a condições como TDAH, dependendo do restante da história.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) possui estratégias bastante úteis para identificar esse ciclo e desenvolver formas mais eficazes de lidar com ele. Outras abordagens também podem ajudar, desde que trabalhem o funcionamento do comportamento e não apenas o conteúdo dos pensamentos. O mais importante é compreender por que você sente necessidade de buscar mais um curso ou mais um livro justamente quando seria hora de executar o trabalho.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A repetição de uma palavra, frase ou mantra pode, sim, favorecer um estado de relaxamento em muitas pessoas. Durante práticas desse tipo, alguns estudos observaram mudanças na atividade cerebral compatíveis com estados de maior calma e atenção sustentada. No entanto, essas alterações variam entre indivíduos e não são um objetivo que precise ser buscado diretamente.
Quanto à forma de repetir, não existe uma evidência clara de que fazer mentalmente seja superior a repetir em voz baixa. Ambas podem funcionar. Algumas pessoas preferem a repetição mental por ser mais discreta e facilitar a concentração; outras acham que verbalizar suavemente ajuda a manter o foco. O mais importante é escolher uma forma que seja confortável para você e permita manter a atenção na prática, sem preocupação excessiva com a "técnica perfeita".
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esses sintomas podem ter diversas causas, como estresse, ansiedade, privação de sono, excesso de estímulos, sobrecarga de trabalho ou condições como TDAH, entre outras. Por isso, antes de buscar uma solução específica, é importante compreender quando essas dificuldades começaram, em quais situações aparecem e o quanto estão interferindo na sua rotina.
Enquanto essa investigação acontece, algumas medidas costumam ajudar: reduzir distrações durante períodos de trabalho, dividir tarefas grandes em etapas menores, fazer pausas programadas, cuidar da qualidade do sono e evitar alternar constantemente entre diferentes atividades. Se os sintomas forem persistentes ou estiverem prejudicando significativamente seu desempenho ou sua qualidade de vida, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação mais detalhada e, se necessário, também um médico para investigar possíveis causas clínicas.
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Tenho pensamentos intrusivos sobre meu passado,posso ficar livre deles com apenas com psicoterapia?
Tenho pensamentos intrusivos sobre meu passado, posso ficar livre deles com apenas psicoterapia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, bom dia!
Os pensamentos intrusivos podem significar várias coisas, então é difícil saber exatamente o que está acontecendo sendo haver uma avaliação mais completa.
Caso essa situação esteja causando um sofrimento significativo, vale sim a pena procurar um psicólogo para entender melhor a causa do problema e verificar possibilidades de tratamento!
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Olá estou fazendo terapia na linha humanista, mas não estou vendo melhoras. Já fiz 11 sessões. Já
Olá
estou fazendo terapia na linha humanista, mas não estou vendo melhoras. Já fiz 11 sessões.
Já fiz a cognitivo comportamental antes e acredito que pro meu caso funciona melhor. Devo trocar de psicólogo ou ainda é cedo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Acredito que 11 sessões não é muito tempo para julgar. Mas acho que seria muito importante se abrir com o seu terapeuta, explicar que isso está acontecendo, e ser bem transparente em relação às suas dúvidas!
A terapia é para isso mesmo - para dizer tudo que está se passando com você, inclusive dúvidas e inseguranças quanto ao próprio processo terapêutico!
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Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?
Não consigo manter ereção ao colocar a camisinha. O que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Em primeiro lugar, esse é um problema que pode gerar muita frustração mesmo, mas não desista da camisinha!!
Existem algumas coisas que podem ajudar.
1. Será que você está usando o tamanho correto de camisinha? Se for uma camisinha muito pequena, isso pode dificultar!
2. Parece que pode ser um problema relacionado a ansiedade. Talvez tornar o sexo um momento mais de "brincadeira", focar mais nas preliminares etc.
3. Às vezes ajuda pedir para a parceira(o) colocar a camisinha para você. Pode ser algo sensual, um jogo.
Espero ter ajudado!
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Pode parar de tomar sertralina, depois de 15 ingerir álcool e depois voltar a tomar o sertralina nor
Pode parar de tomar sertralina, depois de 15 ingerir álcool e depois voltar a tomar o sertralina normalmente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não se você quiser que o tratamento com a sertralina funcione!
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Começei a tomar Sertralina com 2 dias. Sinto muita ânsia de vômito, o dia todo, mais não vomito. Dev
Começei a tomar Sertralina com 2 dias. Sinto muita ânsia de vômito, o dia todo, mais não vomito. Devo parar ? Ou esperar me adaptar ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O melhor que você pode fazer é avisar o médico responsável pelo seu tratamento e pedir para que ele te oriente, ok? Para dar essa resposta seria necessário saber sobre seu histórico!
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Olá, tenho 20 anos e faz alguns meses que estou tendo alucinações ,principalmente a noite, estou ven
Olá, tenho 20 anos e faz alguns meses que estou tendo alucinações ,principalmente a noite, estou vendo aranhas e baratas no chão do meu quarto cheguei a mostrar pra minha mãe mas ela disse que não via nada. Pode ser algo grave? Devo procurar um psicólogo ou um psiquiatra primeiro ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Procure um psiquiatra com urgência.
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Eu falo com o nada, como se realmente tivesse alguém ali me escutando. Tenho conversas normais com e
Eu falo com o nada, como se realmente tivesse alguém ali me escutando. Tenho conversas normais com essas pessoas que eu imagino, que quase sempre são artistas que eu gosto, e na maioria das vezes, eu mesma respondo, como se fosse quem eu imaginei. Eu invento situações também, como se eu estivesse num outro país, em uma outra escola, em um programa x com uma dessas pessoas. As vezes eu finjo que falo outra língua, me imagino como alguém muito importante, ou que causa inveja em outras pessoas, ou me imagino sendo alguém da polícia que é incrível lutando, por exemplo. Eu finjo que artista x é um amigo muito próximo, ou um namorado, coisas assim.
Geralmente, quando eu falo com "eles", eu olho pra nada, mas é como se eu estivesse olhando pra pessoa e vendo as relações dela(mas eu não vejo elas, nem ouço nada).
Eu já tentei várias vezes parar com esse "hábito", mas não consegui. É como se essas pessoas que eu imagino fossem realmente amigos meus, e realmente estivesse comigo. Parece que eu criei um vínculo com elas. Eu me apaguei as mesmas, e quando eu tento parar, eu sinto falta de falar com eles.
Eu sei que não é algo normal, sei que devo parar, mas como disse, não consigo.
Talvez eu tenha criado isso por sempre estar sozinha, por não ter com quem conversar.
Gostaria de saber o que é isso, e com qual especialista deveria falar para tentar algum tratamento, caso necessário.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Parece que você está relatando ser uma pessoa com muita criatividade que possivelmente se sente insatisfeita com algum aspecto da sua vida - social, profissional, relativo a ansiedade ou autoestima etc. Talvez uma psicoterapia possa ajudar a entender o que está acontecendo. Dito isso, você escreveu "sei que devo parar". Deve mesmo? Por que? Se é algo que te causa sofrimento, ok. Mas se é só por achar que isso te faz "diferente" em algum sentido, aí talvez faça sentido questionar.
Abraço!
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Como posso comunicar ao profissional da saúde que eu suspeito ter Transtorno de Personalidade Limítr
Como posso comunicar ao profissional da saúde que eu suspeito ter Transtorno de Personalidade Limítrofe (Borderline)? Um psicólogo pode realizar o diagnóstico ou devo procurar um psiquiatra?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O diagnóstico de personalidade limítrofe é bastante complexo, tanto um psicólogo como um psiquiatra podem ajudar a fazer o diagnóstico.
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Perguntas frequentes
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roacutan pode ser tomado juntamente com o litio, usado para tratamento da bipolaridade?
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