Perguntas do paciente (10)
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A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego? Ou essa linha de pensamen
A Histeria seria uma luta entre o ID e o ego ou entre o ID e o Super Ego?
Ou essa linha de pensamento está equivocada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A histeria é expressão de um conflito inconsciente entre o ID e o Superego, com o Ego servindo como mediador por meio do recalque e da formação de sintomas.
A histeria acontece quando uma pessoa sente um desejo ou impulso muito forte (como raiva, desejo sexual ou medo), mas esse desejo vai contra o que ela aprendeu como certo ou aceitável. Isso causa um conflito interno.
Como esse desejo é “proibido”, a mente tenta esconder ele — mas ele volta disfarçado, em forma de sintomas (como dores, paralisias, esquecimentos, crises emocionais etc.). A pessoa não faz isso de propósito, é tudo inconsciente.
Ou seja:
Na histeria, a pessoa vive uma briga interna entre o que ela sente e o que acha que deveria sentir — e o corpo acaba falando por ela.
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Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psi
Como é tratado o conceito de transferência na psicanalise ? O paciente precisa falar sobre com o psicanalista ou o mesmo percebe na analise e fala sobre a situação com o paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A transferência na psicanálise é quando o paciente projeta no analista emoções e padrões inconscientes de relações passadas. O paciente pode não perceber isso diretamente, mas expressá-lo na relação analítica. O psicanalista, ao notar a transferência, pode interpretá-la no momento adequado para ajudar o paciente a tomar consciência e ressignificar esses padrões. Esse processo é essencial para a cura, pois permite elaborar conflitos inconscientes e promover mudanças psíquicas.
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Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa
Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Terapia ajuda
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Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastr
Baseado nas informações fornecida de um paciente com transtorno compulsivo sexual,qual tipo de rastreio,testes,linha investigativa um psicanalista deve iniciar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando um paciente apresenta transtorno compulsivo sexual, o psicanalista não aplica testes, mas escuta com atenção para entender o sentido do sintoma na história do sujeito. O foco é:
1. Escutar sem julgar o que o paciente vive.
2. Identificar a estrutura psíquica (neurose, psicose ou perversão).
3. Investigar repetições e fantasias ligadas à compulsão.
4. Explorar a história afetiva e sexual do paciente.
5. Observar os mecanismos de defesa e sofrimento envolvido.
6. Indicar acompanhamento médico ou psiquiátrico, se houver risco à saúde ou à vida.
Na psicanálise, diferentemente da psiquiatria ou da psicologia clínica tradicional, não se trabalha com testes padronizados ou rastreios estruturados no início. O foco está na escuta, na associação livre e na investigação da história subjetiva do paciente. No entanto, diante de um paciente que relata comportamentos compulsivos de natureza sexual, o psicanalista deve seguir uma linha investigativa clínica e ética, com escuta cuidadosa
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Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?
Gostaria que me informassem quais as doenças tratadas pelo psicanalista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise trata sofrimentos psíquicos relacionados a transtornos emocionais, de personalidade, ansiedade, traumas, dificuldades relacionais e crises existenciais. Atua no manejo da depressão, ansiedade, fobias, TOC, transtorno borderline, estresse pós-traumático, conflitos de identidade e problemas psicossomáticos. Não substitui o tratamento médico, mas pode ser um complemento essencial na saúde mental.
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Quais são as diferenças entre o Transtorno de Personalidade Borderline e o Transtorno de Personalida
Quais são as diferenças entre o Transtorno de Personalidade Borderline e o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é marcado por instabilidade emocional, impulsividade e medo intenso de abandono, levando a relacionamentos turbulentos. Já o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC) envolve rigidez, perfeccionismo extremo e necessidade de controle, dificultando a flexibilidade e os relacionamentos. Enquanto o TPB é caótico e impulsivo, o TPOC é rígido e inflexível. Ambos podem ser tratados com psicoterapia e, em alguns casos, medicação.
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Como a psicanálise lida com o transtorno de personalidade borderline? Quais os principais desafios?
Como a psicanálise lida com o transtorno de personalidade borderline? Quais os principais desafios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise pode ser eficaz para pacientes com TPB, desde que haja uma adaptação da abordagem para oferecer maior contenção e estabilidade. O trabalho terapêutico demanda paciência, consistência e manejo cuidadoso da transferência para promover mudanças profundas no funcionamento emocional do paciente.
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Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o s
Para a psicanálise o que seria o sujeito renunciar a si mesmo? Quais quadros ou transtornos pode o sujeito desenvolver?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, "renunciar a si mesmo" significa que o sujeito abre mão de seus desejos, de sua singularidade, para se adaptar completamente às expectativas do outro — seja por medo da rejeição, culpa, idealizações ou para manter um certo laço simbólico.
Essa renúncia pode ocorrer de forma inconsciente, por identificação excessiva com o desejo do outro (pais, parceiros, sociedade), e tem efeitos psíquicos profundos.
O que isso implica?
O sujeito deixa de ocupar seu próprio lugar de desejo.
Vive para agradar, servir ou sustentar a fantasia do outro.
Desconecta-se de sua verdade, seus limites e sua ética interna.
Quadros ou sintomas que podem surgir:
1. Depressão
Surge quando o sujeito sente que perdeu algo essencial de si (seu desejo).
Sensação de vazio, inutilidade, tristeza sem causa clara.
2. Síndrome de burnout
Muito comum em sujeitos que se anulam em função de trabalho, cuidado ou ideal de desempenho.
3. Transtornos ansiosos
A ansiedade pode aparecer como sinal de um desejo recalcado ou reprimido que tenta emergir.
4. Transtornos somatoformes
O corpo começa a expressar o que o sujeito não consegue dizer com palavras.
5. Quadros obsessivos ou fóbicos
Quando a renúncia é muito rígida, o desejo retorna como sintoma obsessivo ou em forma de medo irracional.
6. Melancolia (forma grave de depressão)
Quando o sujeito renuncia de forma extrema a si mesmo e se identifica com o objeto perdido, pode desenvolver um tipo de autoagressividade inconsciente.
Em termos estruturais:
A renúncia radical ao desejo pode levar a formas de sofrimento neurótico, mas também aparece em psicoses não desencadeadas e sintomas perversos de autossacrifício.
Resumindo:
Renunciar a si mesmo é viver para o desejo do outro, o que pode gerar sintomas psíquicos graves quando o sujeito não sustenta mais essa posição.
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Durante muito tempo, tempo até demais, evitei a todo custo falar sobre aquilo que me machucava e me
Durante muito tempo, tempo até demais, evitei a todo custo falar sobre aquilo que me machucava e me causava dor psíquica, como somos ensinados a fazer desde que tomamos consciência de que certas experiências podem nos causar danos além de feridas físicas. E, depois de muitas tentativas frustradas e métodos não adequados à minha questão interna, cheguei à conclusão de que a psicanálise seria o método que mais se vestiria de forma justa as curvas de minhas necessidades de busca por uma cura duradoura e uma experiência mais profunda. Não que eu tenha deixado a análise psicanalítica como último recurso por julgá-la menos importante e eficaz que as demais terapias. Havia em mim, o que observo frequentemente na sociedade atual, que busca aliviar sintomas, mascarar sua face interior e silenciar aquilo que grita internamente. Havia um medo em mim, ao pensar na hipótese de ter que lidar com minhas partes obscuras e inconscientes. Mas, ao navegar rasamente pela superfície profunda e farta que é a psicanálise, me surgiu a sede de conhecimento e autoconhecimento insaciáveis. E dentre tantas dúvidas ao me decidir saltar nas águas misteriosas da minha psique, gostaria de compreender primeiramente: como a psicanálise faz para ressignificar memórias traumáticas e comportamentos repetitivos e inadequados? E tomo também a liberdade de perguntar sobre a formação em psicanálise, o curso é livre? É necessário ter formação antes em psicologia ou em outra área relacionada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicanálise ressignifica memórias traumáticas e comportamentos repetitivos ao acessar o inconsciente por meio da livre associação, interpretação de sonhos, transferência e tomada de consciência, promovendo mudanças profundas.
A formação em psicanálise é livre no Brasil, sem necessidade de graduação em psicologia ou medicina. O percurso ideal inclui um curso teórico-prático, análise pessoal e supervisão clínica para uma prática ética e eficaz.
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Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
Tocofobia tem cura? Quais formas de prevenir quando isso ocorrer? O que colocar em prática?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A cura depende do caso, mas, com tratamento adequado, é possível reduzir significativamente o medo e ter uma experiência mais tranquila em relação à gravidez e ao parto.
Perguntas frequentes
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tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade, TDAH e TEA. estou tratando comente o transtorno de ans
nao.Entre em contato com o seu psiquiatra hoje mesmo para relatar esses sintomas…