Perguntas do paciente (8)

  • A Gastrectomia total pode se considerar como uma doença metabólica?

    A Gastrectomia total pode se considerar como uma doença metabólica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    Prezado Sr ou Sra, de uma forma geral não. Quem foi submetido a uma gastrectomia total necessita acompanhamento nutricional para o resto da vida, além de algumas suplementações específicas. Com os cuidados adequados, pode-se viver uma vida normal, sem sequelas. É claro que algumas pessoas podem ter dificuldade em se adaptar à nova dieta após a cirurgia. Cada caso deve ser acompanhado de perto pela equipe cirúrgica que realizou o procedimento.


  • Fui diagnosticada semana passada com Colecistopatia Crônica e cálculosa- Múltiplo cálculos Biliares.

    Fui diagnosticada semana passada com Colecistopatia Crônica e cálculosa- Múltiplo cálculos Biliares... estou tendo crise que todos os dias...meu plano que está na carencia no autorizou cirurgia de emergência...gostaria de fazer particular mas o preços estão muito alto...queria saber se é perigoso eu ficar como está mais algum meses?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    Prezada, o tratamento da colelitíase hoje é realizado rotineiramente por videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva), com qualidade, pela absoluta maioria dos centros de referência no SUS. Não há necessidade de aguardar a carência do plano se você estiver com dor. Procure um bom serviço de cirurgia geral do SUS que será bem atendida, fazendo exatamente a mesma cirurgia que faria pelo convênio. Att


  • A cirurgia citorredutora /Químio intraperitonial com Hipertermia pode curar paciente com adenocarcinoma

    A cirurgia citorredutora /Químio intraperitonial com Hipertermia pode curar paciente com adenocarcinoma peritonial de origem no estômago? Tem bons resultados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    Em se tratando deste tipo de procedimento, a regra geral é que quanto mais agressiva e grave a doença, mais temos que ser criteriosos na escolha dos pacientes que receberão o tratamento, e os resultados tendem a ser progressivamente menos positivos. Infelizmente o câncer gástrico se enquadra neste tipo de doença altamente agressiva. Isto não significa que não haja pacientes que se beneficiem, apenas que os possíveis candidatos devem ter um melhor perfil, como pouquíssima quantidade de doença no abdomen, e preferencialmente um tempo longo entre o tratamento inicial do tumor e a recaída para o peritônio. Quando a cirurgia é realizada em uma situação mais grave, os resultados acabam sendo ruins, comparáveis aos da quimioterapia tradicional, e com o agravo de todo o risco e agressão de uma cirurgia de grande porte.
    O ideal é ser avaliado em um centro especializado neste tratamento, e participando de um protocolo de pesquisa.


  • Vesícula biliar, normalmente distendida, de paredes finas, identificando-se em seu interior uma imagem

    Vesícula biliar, normalmente distendida, de paredes finas, identificando-se em seu interior uma imagem hiperecongênica, móvel, com sombra acústica postrior, mede + - 0,7 cm compatível com cálculo. Precisa operar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    As indicações de ser retirar a vesícula por pedras são inúmeras mas, de uma forma geral, somente o fato de existir um cálculo na vesícula não é indicação de cirurgia.
    Precisam estar associados sintomas causados pelo cálculo, como dor, ou outros fatores muito específicos, como alterações suspeitas na parede da vesícula, pedras no canal principal da bile, e outras condições que devem ser individualizadas para cada paciente.


  • Todo o paciente que realiza esta cirurgia ficará usando bolsa de colostomia para toda sua vida e quais

    Todo o paciente que realiza esta cirurgia ficará usando bolsa de colostomia para toda sua vida e quais os cuidado, há risco de retornar esse câncer novamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    Prezado, o uso da colostomia pode ser temporário ou definitivo.
    A situação mais comum em que é realizada uma colostomia definitiva é quando o tumor compromete o anus ou está muito próximo, e é realizada a chamada "amputação abdomino-perineal". Nestes casos o próprio anus é retirado e a colostomia não pode mais ser desfeita.

    Uma colostomia temporária pode ser indicada quando a reconstrução do intestino, a chamada "anastomose", é de risco elevado (risco de má cicatrização). Quanto mais próximo do anus o tumor estiver, maior o risco desta anastomose. Nestes casos, a colostomia temporária é fechada quando a cicatrização da cirurgia está completa, ou quando termina o tratamento pós operatório com quimioterapia.
    Vale lembrar que em muitos casos o uso de colostomia temporária não é necessário.
    O risco maior ou menor do retorno da doença envolve muitos fatores, mas não está diretamente relacionado ao uso de colostomia.


  • Fiz uma colonoscopia e o resultado da biopsia foi adenocarcinoma bem diferenciado sobre adenoma tubulo

    Fiz uma colonoscopia e o resultado da biopsia foi adenocarcinoma bem diferenciado sobre adenoma tubulo viloso com intensas atipias, o que venha ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    É importante saber se o pólipo (adenoma) foi totalmente ressecado pela colonoscopia, ou apenas biopsiado.
    O "adenocarcinoma" já representa o diagnóstico de "câncer de colon", mas pode se tratar de um câncer em fase extremamente inicial.
    Em alguns casos excepcionais, a polipectomia (ressecção) por colonoscopia pode ser suficiente como tratamento. Nos outros casos pode ser indicado um tratamento cirúrgico.


  • Qual o especialista em Pseudomixoma Peritorial ?

    Qual o especialista em Pseudomixoma Peritorial ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    É importante procurar um centro de cirurgia oncológica de alta complexidade, e entrar em contato com uma equipe que tenha experiência em neoplasias do peritônio.


  • Minha filha fez cirurgia ha um ano por pseudomixoma peritoneal e sofre até hoje de diarreia e dores

    Minha filha fez cirurgia ha um ano por pseudomixoma peritoneal e sofre até hoje de diarreia e dores no anus e abdomem. Como tratar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Andrea Petruzziello

    Prezado sr ou sra, entre todas as doenças para as quais é indicada a cirurgia de citorredução + HIPEC, o pseudomixoma peritoneal é a situação na qual são indicados os procedimentos cirúrgicos mais agressivos. Por vezes as sequelas como diarreia crônica, ou dores abdominais/pélvicas podem se tornar muito impactantes para a qualidade de vida. O primeiro ano é o pior; a tendência é destes sintomas diminuirem, principalmente as dores. A diarreia depende muito da extensão de intestino delgado e cólon que foi ressecado durante a cirurgia. O acompanhamento multidisciplinar da equipe que operou é importantíssimo no processo de recuperação.


Perguntas frequentes

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